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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

OS ELEMENTAIS

O texto abaixo exprime a minha opnião baseada nos meus estudos e praticas de magia com os elementais, podendo os demais membros desta Fraternidade comungarem ou não com as mesmas idéias.


Delphos Ankh-af
Mestre Guardião da Esmeralda


A origem na crença dos elementais se perde no tempo. Muito antes do povo celta da Europa Ocidental, ou dos Nórdicos surgirem, a crença nestes seres já existia.
Acredita-se que ela tenha surgido no período neolítico (por volta de 10.000 anos a.C.). Neste período o homem já não dependia exclusivamente da caça para sua sobrevivência. A era glacial havia acabado e com ela os grandes mamíferos, a preguiça gigante, o elefante mamuti e outros. O homem, então começa a plantar, colher e armazenar o seu alimento. Deixa de ser nômade passa a formar pequenos grupos mais ou menos organizados que mais tarde formarão as primeiras sociedades.
É neste momento que ele percebe o quanto dependia das forças da natureza para sobreviver. Dependia da água que caia do céu e abastecia os rios e lagos, dos ventos que podiam arrasar uma aldeia ou soprar uma brisa refrescante num final de tarde escaldante, dependia da terra mais fértil aqui, ou mais arenosa e menos fértil ali.
O homem decide, então agradar, conquistar, através de rituais, cultos e oferendas e até mesmo através de sacrifícios, aqueles seres que ele acreditava estarem por trás destes eventos. Talvez ele descobrisse estes seres através do seu empirismo, talvez orientado pelo sábio da aldeia ou pelo feiticeiro ou feiticeira da tribo ou quem sabe até mesmo pelo sacerdote um sacerdotisa de um templo primitivo.
Estes seres receberam diferentes nomes, em diferentes épocas e culturas. Em algumas culturas eram tratados por deuses, em outras de espíritos ou gênios, e por muitas civilizações considerados forças da natureza. Na tradição a que a Fraternidade Lux et Frati pertence são chamados de ELEMENTAIS.
Alam Kardec, o codificador da doutrina espírita, dedica duas páginas em seu livro “O Livro dos Espíritos – l853” aos elementais e os chama de “espíritos da natureza”.
No livro “Bhagavadghita – 5.000 a.c” que é considerado a bíblia hindu, esta escrito: “... nada que ocorre na água, na terra e no ar acontece sem a atuação dos semideuses. Pois o Deus Supremo, Pai de todas as criaturas, quando criou o homem enviou a terra os semideuses para fornecerem luz, ar, água e calor exercendo poderes sobre os assuntos materiais”.
Mas afinal de contas o que ou quem são os elementais? (não confundir com ELEMENTARES, sobre eles escreverei em breve neste blog).
Os elementais são formas de energia inteligentes e conscientes. Inteligência e consciência estas que variam de acordo com o grau de evolução a que pertencem. Estes seres habitam um plano paralelo ao nosso, atuando nos bastidores desta existência física, criando, animando e mantendo o que existe na natureza. Não explicarei aqui como isso se dá, merecendo este assunto especificamente um texto em particular. Apenas direi que a energia que emana do corpo etéreo desses seres exercem grandes influencia na formação deste plano físico.

OS SILFOS

É como são chamados os elementais do ar. São seres cujas vibrações que emanam atuam não somente sobre o ar, mas também sobre o nosso sistema nervoso, motivo pelo qual exercem influencia na nossa saúde. Não devemos esquecer que o ar entra constantemente dentro de nós através da nossa respiração. Os hindus costumam a dizer que a alma só se liga ao corpo físico no momento do nascimento através da primeira inspiração. E o deixa no momento da morte através da ultima expiração. Será que há ai neste processo alguma influencia dos silfos por serem os elementais do ar?!! É algo a se pensar. A cor que representa os silfos é amarela, a sua direção é o leste., sua arma magica é a espada e o athame. O local ideal para invoca-los são as montanhas, os vales e os dias ventosos. Acenda uma vela amarela de sete dias em um prato, queime incensos, escreva o seu nome ou da pessoa doente em um papel e coloque em baixo da vela, evoque os silfos e peça por saúde. Deixe a vela queimar até o final e então após os sete dias queime o papel e sopre as cinzas ao vento.

AS SALAMANDRAS

São os elementais cujas vibrações do seu corpo etéreo vibram em uma freqüência vibratória que influencia e se identifica com a energia ígnea (o fogo). Estes seres também influenciam sobre maneira os nossos sentimentos como o amor, paixão, sexo, sedução e ódio. Sua cor correspondente é a vermelha, a sua direção é o sul, sua arma mágica o bastão. Acenda uma pira com álcool ou gravetos, se não for possível acenda então uma vela vermelha comum. Prepare uma bandeja de papel com maças vermelhas, ou morangos, e uma taça com vinho tinto. Invoque as salamandras e faça os pedidos relacionados aos sentimentos. Deixe a vela queimar até o final e após entregue a bandeja de papel a natureza e derrame a taça de vinho à volta da bandeja.

AS ONDINAS

Elementais das águas dos rios, dos mares e lagos, das águas da chuva, e das águas do centro da terra que é o sangue do planeta. As Ondinas como são chamadas estes elementais vibram numa freqüência vibratória que se identifica com o elemento água. O corpo humano é formado noventa por cento por este elemento, por isso as ondinas agem sobre a nossa intuição, e alguns aspectos da nossa mente, principalmente aqueles relacionados com o poder da nossa magia.
A sua cor correspondente é a azul, sua direção o oeste, sua arma magica é o cálice. O local ideal para invoca-las, como não poderia deixar de ser são as margens de rios, lagos, mares e cachoeiras.
Em um recipiente de vidro coloque água de um rio, lago ou da chuva. Acenda uma vela azul, se preferir adorne a volta do recipiente com conchas, areia da praia ou pedras de rio ou as coloque dentro dele. Evoque as ondinas e peça para lhe darem o poder da visão, intuição, ou poder na magia. Após queimar a vela devolva a água à natureza e guarde as pedras ou conchas com você.

OS GNOMOS

Estes elementais da terra são seres cujas as vibrações são tão próximas da terra física que influenciam as estruturas minerais da terra, exercendo assim poderes sobre as pedras, a flora e fauna. Estão ligados a aquisição de bens materiais, prosperidade, riqueza e abundancia. Na tradição a que pertenço à cor que os representa é a verde, sua arma mágica é pentáculo. O local ideal para evoca-los são as pedreiras, florestas e campos. Algumas tradições preparam uma bandeja com doces, bolinhos, maças, leite ou champagne e até mesmo moedas de ouro ou prata e oferecem em troca da realização de pedidos que envolvam bens materiais.

É por este motivo que nós evocamos os elementais em nossos rituais, por habitarem em uma outra dimensão um mundo menos denso que o nosso, ou seja, mais etéreo, nos auxiliam a criar ou moldar a luz astral este grande arcano da magia como se referiu a ela o mago Eliphas Levi em seu livro Dogma e Ritual de Alta Magia.

ATENÇÃO

Por serem seres cujo os valores morais e princípios se diferenciam dos nossos, ou seja o bem e o mal , o certo e o errado, e por atenderem prontamente ao nosso chamado quando feito com vontade firme e imaginação. Recai sobre o magista toda a responsabilidade das suas ordenações. Assim escreveu Eliphas Levi: “O mago que deles se ultiliza assume uma terrível responsabilidade, devendo expiar por todo o mal que os tenha feito causar e a medida de seus tormentos será proporcional à extensão do poder que tenha exercido por intermédio deles.”

Delphos Ankh-af
Mestre Guardião da Esmeralda

O QUE É THELEMA?




Thelema é a filosofia ou religião - dependendo do ponto de vista - baseada nos dois preceitos fundamentais da chamada Lei de Thelema:
  • "Faze o que tu queres será o todo da Lei.”
  • "Amor é a lei, amor sob vontade."
Do grego θέλημα: Vontade, a partir do verboθέλω: desejar, ter um propósito. Estes foram apresentados ao mundo, desta forma, no Livro da Lei (Liber AL vel Legis), escrito por Aleister Crowley nos dias 8 a 10 de abril de 1904. Seus adeptos são chamados de "thelemitas".
Crowley desenvolveu o sistema thelemico a partir de uma série de experiências metafísicas experimentadas por ele e sua então esposa, Rose Edith Kelly Crowley, no início de 1904. A partir dessas experiências ele argumentava ter sido contactado por uma inteligência não-corpórea denominada Aiwass (a quem identificou mais tarde como seu Sagrado Anjo Guardião), a qual ditou a ele, entre o meio-dia e as 13 horas dos dias 8, 9 e 10 de abril daquele ano, o Livro da Lei (Liber AL vel Legis). Sabe-se, além disso, que pensadores anteriores a Crowley apresentaram traços da cosmovisão e sistema contidos no livro, de modo que o conhecimento thelêmico, embora coroado pelo Liber AL, não se restringe a ele.
O livro contém tanto a frase "Faze o que tu queres será o todo da Lei" quanto o termo θέλημα, o qual Crowley tomou como nome do sistema filosófico, místico e religioso que veio a se desenvolver a partir do texto daquele livro, considerado como sagrado pelos thelemitas (aqueles que seguem a filosofia ou religião de Thelema). O sistema thelemico inclui uma série de referências de magia,ocultismo, misticismo e religião, tanto ocidentais quanto orientais, tais como a Cabala e a Yoga. Segundo Crowley, Thelema representaria um novo sistema ético e filosófico para a humanidade, caracterizando um Novo Eon (nova era).
É comum que a Lei de Thelema seja compreendida, à primeira leitura, como uma licença para que se executem todos os desejos e caprichos que uma pessoa tenha, sem que haja responsabilidade ou consequências por seus atos. Contudo, esta filosofia prega justamente o oposto, partindo da idéia de que cada ser humano, por possuir livre arbítrio, é inteiramente responsável por sua existência e por suas ações, sem ser absolvido ou culpado por nenhum Deus ou Diabo no que tange o destino de sua própria vida. A liberdade de todo Homem e toda Mulher é, portanto, cultuada, uma vez que, como consta no Liber AL, "todo homem e toda mulher é uma estrela". O resultado disso é um profundo respeito a si próprio, à cada indivíduo e à cada forma de vida, como sendo expressões particulares do Divino.
Além disso, Thelema conclama cada um à descoberta e realização de sua Vontade (a inicial maiúscula sendo utilizada para diferenciar esta da vontade trivial, a expressão Verdadeira VontadeNatureza, que reflete a ordem do Universo. Portanto, realizar a Verdadeira Vontade é despertar para a Vontade do Universo. também sendo utilizada para tanto). Cada um de nós tem por obrigação descobrir e cumprir essa Verdadeira Vontade, deixando de lado todo capricho e distração que possa nos afastar deste objetivo máximo. Ao realizá-la, estamos nos integramos perfeitamente à nossa
Em Thelema, considera-se a Divindade como algo imanente: isto é, que vive dentro de tudo. Logo, conhecer sua Vontade mais íntima também é conhecer a Vontade de Deus. Esse processo de descoberta da Vontade além dos desejos do Ego constitui um método de realização espiritual baseado principalmente no autoconhecimento. Infelizmente, os escritos de Crowley são usualmente mal interpretados e incrivelmente tomados no sentido oposto ao original, dando origem a comportamentos anti-sociais que nada têm a ver com Thelema.
A nível social, Thelema pode ser entendida como a luta pela vivência da Liberdade de cada indivíduo, de modo que ele possa se realizar de acordo com sua órbita particular, isto é, dentro de suas vivências e escolhas específicas. Considerar a importância essencial do indivíduo para o mundo pode ser uma postura menos pragmática do que a tradição política adotada por sociedades opressoras e massificantes. No entanto, pelo que foi explicado anteriormente, está claro como atirania e regimes tirânicos nada têm a ver com Thelema.

OS GUARDIÕES DAS TORRES DE OBSERVAÇÃO



Os guardiões qualquer que seja o nome cultural empregado, já eram conhecidos na antiga Mesopotâmia muita antes dos celtas ou italianos virem, a saber, da sua existência.
Os guardiões formam um conceito comum a maioria das tradições mágicas, apesar de serem vistos de modo diferente pelos diversos sistemas de magia.
Neste texto tentarei remontar a origem dos guardiões aos primitivos cultos estelares.
O sistema de magia que mais se manteve fiel a sua tradição, não permitindo se deixar influenciar por outros sistemas de magia vindo de outras culturas é a magia Strega (Italiana). No sul da Europa os bruxos da Strega mantiveram-se fieis aos antigos mistérios estelares.
No folclore bruxo da Itália, os Guardiões são citados num antigo mito strega, que fora recontado no livro “Aradia o Evangelho das Bruxas”. Neste livro encontramos o seguinte trecho: “Então Diana dirigiu-se aos pais do inicio, às mães, aos espíritos que existiam antes do primeiro espírito...”. Estes espíritos são os chamados de Grigori na Itália, também conhecidos como os Guardiões, e em outras tradições são chamados os Antigos.
Os Guardiões formam uma antiga raça que evoluiu para além das necessidades da forma física. Segundo algumas tradições, eles viviam, há um tempo, sobre a terra e pode muito bem ser a origem da lenda da antiga Atlântida ou da Lemúria. Em algumas lendas, diz-se que os Guardiões teriam uma ligação com o Antigo Egito. Nos mitos de iniciação egípcia, uma das frases-chave para acessar o templo era: “Apesar de ser um filho da Terra, minha raça vem das estrelas”.
Nos antigos Cultos Estelares da Mesopotâmia, havia quatro estrelas “Reais” (conhecidas como Senhores), as quais eram chamadas de Guardiões. Cada uma dessas estrelas “regia” um dos quatro pontos cardeais comuns à astrologia. Esse sistema único deve datar de aproximadamente 3000 ªC. A estrela Aldebaran, quando assinalava o Equinócio de outono, mantinha a posição de Guardião do Leste. A estrela Regulusdeterminando o Solstício de verão, era o Guardião do Sul. A estrela Antares assinalando o Equinócio de Primavera era o Guardião do Oeste. A estrela Fomalhaut marcando o Solstício de inverno era o Guardião do Norte.
Torres com os símbolos dos Guardiões foram erguidas como forma de culto, e seus símbolos eram ali depositados como forma de devoção. Tais torres eram chamadas de Zigurates (Montanhas Cósmicas). Durante os “Ritos de Chamada”, os símbolos dos Guardiões eram traçados no ar, de cima das torres, usando-se tochas ou bastões de rituais e seus nomes secretos eram pronunciados.
Nos Mitos estelares os Guardiões eram deuses que protegiam o céu e a terra. Sua natureza bem como seu nível foi alterado pelos sucessivos cultos lunares e solares que substituíram os cultos estelares.
Os gregos acabaram rebaixando os Guardiões estelares aos Senhores dos quatro ventos. Os cristãos, que sucederam os gregos, por sua vez, rebaixaram os Senhores dos Quatros ventos as principalidades do ar.
Hoje na Tradição eles são os Guardiões das Torres de Vigia ou observação. São a Guardiões dos planos dimensionais, protetores do circulo sagrado do ritual e testemunhas dos ritos.
Os Guardiões protegem os portais para os reinos astrais e permitem ou não a entrada e o estabelecimento de energias conforme as ordenações do mago.
Em tempos remotos uma torre era uma unidade militar de combate, e uma torre de vigia era uma unidade de guarda e defesa.
Cada um dos Guardiões rege uma torre de vigia, que representa um portal assinalando as quatro direções.



sábado, 26 de novembro de 2011

Aprendendo a Ouvir os Deuses



Escrito por Mavesper Cy Ceridwen

Aprender a ouvir os Deuses Antigos é uma das principais bases da prática wiccaniana, e disso depende o início de uma prática realmente eficaz.
Mas que seria esse ouvir os Deuses? Seria desenvolver dons de clariaudiência ouvindo vozes em concreto, com conselhos, instruções etc.?
Olha, pode até ser que em determinadas ocasiões os Deuses sejam assim tão diretos, já vi isso acontecer. Mas normalmente o que se chama “ouvir os Deuses” se traduz em uma conexão profunda, que inclui inspirações, insights, conhecimento que vem de um lugar que você nem sabia que existia. Vem na forma de certezas, vem como intuição. Pode também vir na várias formas da Visão (definida esta como qualquer maneira de obter conhecimento que esteja além dos 5 sentidos).
Mas creio que, acima de tudo, aprender a ouvir os Deuses tem a ver com observar a própria vida. O que vem acontecendo com você? Que questionamentos as pessoas que te cercam vem colocando? Como as “coincidências” trazem de volta a sua vida determinas circunstâncias ou pessoas ou como as afastam? Que recado os Deuses estão dando a você com a sua própria vida? Fazer essa pergunta e aprender a respondê-la é a chave maior da percepção do que os Deuses Antigos esperam de você. Mas há que se ter cuidados nesse Caminho.
As armadilhas são muitas, porque as pessoas de ego mais fraco terão a tendência de se auto-justificar nas coisas mais absurdas alegando que “os Deuses mandaram fazer isso ou aquilo”. Isso é idêntico a atribuir a anjinhos ou diabinhos as circunstâncias da sua vida. Isso não é pagão. Auto- ilusão é o nome dessa armadilha.
Muitas vezes já escutei o questionamento: “Como você sabe que o que os Deuses dizem a você é o correto?” ou ainda “Por que quando você escuta os Deuses acha que esta certa e quando eu dou minha versão acha que estou errada?”
Há parâmetros muito simples para identificar a autenticidade de uma comunicação ou inspiração dos Deuses. Se o que alegadamente foi inspirado só leva a pessoa a manter atitudes auto-destrutivas, a faz perpetuar os mesmos erros e só leva em conta suas conveniências pessoais, obviamente a única “divindade” que ali esta se manifestando é o próprio umbigo da criatura... Os Deuses não indicam jamais o caminho mais fácil, o mais cômodo, nem o mais “cor de rosa”. Os Deuses indicam caminhos de desafios, complexidades, dificuldades, caminhos que levarão você a desafiar seus limites, crescer e amadurecer.
É por esses parâmetros que você deve julgar se já ouve ou não a voz dos Deuses. Se essas vozes indicam a você um caminho que leva ao ócio, a auto-celebração da mesmice e a um caminho de sacerdócio “confortável” e sem desafios, então você esta somente endeusando sua própria vontade e cedendo a impulsos internos de não crescer.
O Iniciado, o Desperto, sabe que a voz dos Deuses, embora algumas vezes seja sim bem “cor de rosa”, nunca vai nos levar à mesmice nem à estagnação. Nesse ponto é que a prática em grupos é muito importante: nos grupos os demais membros são guardiões da sua prática e testemunhas da sua vida, para você mesmo não se deixar cair nas armadilhas das facilidades. O mesmo papel tem um Iniciador.
Quem caminha só tem que ter redobrados cuidados para não fazer da sua voz e da voz de suas fraquezas uma pretensa voz dos Deuses.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Categoria de fragância de óleos:




DOCE: Baunilha
Heliotrópio
Violeta
Mirra

ÁCIDO: Laranja
Limão
Lima
Verbena

ALMISCARADO: Almíscar
Almíscar Escuro
Patchouli

MADEIRA: Sândalo
Pau-Rosa

ARDIDO: Cravo
Pimenta-da-Jamaica
Canela
Louro
Lavanda
Bergamota

FRUTAS: Fruta da vida
Cereja
Laranja
Maça
Abacaxi

MENTA: Hortelã
Pimenta
Menta
Bálsamo
Sálvia

FLORES: Rosa
Jasmim
Gardênia
Madressilva
Tuberosa
Magnólia

Retirado do livro: O Grande Livro de Magia da Bruxa Autora: Lady Sabrina

O Mago

Autoria: CAMOS

O Mago aprendeu a olhar o mundo ao seu redor e aprender com ele.

O Mago compreende a unidade e por isso vê a todos como seu semelhante.

O Mago respeita a natureza e os animais, pois sabe que são nossos irmãos menores.

O Mago respeita até a opinião de uma criança, pois sabe que habita ali um Deus.

O Mago presta muita atenção no que se alimenta, pois sabe que é daquilo que irá constituir seu corpo físico.

O Mago respeita todas as religiões, pois sabe que são apenas pontos de vistas diferentes do sagrado.

O Mago conhece as energias ao seu redor, podendo assim usa-las ao seu favor.

O Mago sabe que o corpo é apenas um veículo, não deixando assim se escravizar por ele.

O verdadeiro Mago não segue a tradição, ele aprende com ela, à utiliza quando necessário e progride em sua evolução.

fonte do texto e foto: http://cronicasespiritualistas.blogspot.com/2010/05/o-mago.htm

Filtro dos Sonhos


Filtro dos Sonhos

Os Filtros dos Sonhos são artefatos xamânicos criados a partir de aros orgânicos trançados por teias de linha. Originalmente, eram feitos com galhos de salgueiro, bem como decorados com artefatos simbólicos, como penas, sementes e pedras preciosas.
Originou-se na tribo dos Ojibwa e durante o movimento indígena dos anos 60 e 70 foram adotados por nativos americanos de diversas nações.
Passaram a ser vistos como um símbolo da unidade entre as várias nações indígenas, e como um símbolo geral da identificação com as primeiras culturas das nações.
Existem várias lendas de origem, de acordo com cada tribo e também diferentes formas de tecer um Filtro dos Sonhos. É uma mandala. Segundo Jung, a mandala se encontra na própria alma humana, aparecendo nos sonhos e em diversas imagens criadas pelo nosso inconsciente.
O Circulo Representa, o Círculo da Vida. As rodas, ou círculos, representam a totalidade. O círculo é o símbolo do Sol, do Céu e da Eternidade. No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim.
Qualquer que seja a representação simbólica em qualquer era e em qualquer cultura, um Círculo de Poder, serve como um espelho, onde podemos ver o reflexo do Universo e o Grande Tudo, que contém a totalidade, trabalhando para o entendimento dos mistérios da vida, do cosmos, e das leis naturais.

(autoria desconhecida)
Criado pelos índios que acreditavam que os sonhos são mensagens de espíritos sagrados.
Segundo a lenda, o filtro permite que os bons sonhos atravessem o círculo central
da teia e que sejam retidos, desaparecendo com os primeiros raios do sol da manhã.
É usado contra os espíritos que perturbam o sono. "No topo da montanha, o grande espírito surgiu em forma de aranha para o velho índio que segurava um aro nas mãos... começou a falar sobre os ciclos da vida e da morte, das boas e más forças que agem sobre nós nestas fases... No centro está o círculo representando a vida... a teia suspensa se move livre pegando os sonhos e visões que estão no ar: eles vem do espírito que ocupa o ar da noite. Os bons descem pelas penas até alcançar quem está dormindo, abençoando com sonhos agradáveis. Já os sonhos ruins ficam presos na teia, sumindo com o nascer do sol..."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Desejo Sincero é que Impulsiona a Ação


Por Binha Martins (colaboradora da UWB)

bifurcacao

Quando nosso desejo é sincero, o ato de pensar nele como vivenciando-o já é uma ação muito importante. É exatamente o pensar; o visualizar que nos leva a concretização do desejo.
Pule todos os pensamentos que definam como aquilo vai acontecer...
Pense apenas no objetivo final, pois o Universo se encarregará de mover as energias necessárias para que o desejo se realize.

Nem se importe em ficar calculando como chegar nesse objetivo... Apenas aja da maneira que sentir ser o certo.
E faça as visualizações diariamente do desejo já realizado...
Veja o ambiente e as pessoas, toque em tudo que puder... Use seus sentidos... E em breve terá uma maravilhosa surpresa... Porque está seguindo pelos bons caminhos... Os caminhos do coração.

fonte: http://www.uniaowiccadobrasil.com.br

Lições Não Encontradas em Livros

1) Dentro de um círculo, a confiança é uma necessidade absoluta.
Conhecer a pessoa antes que você esteja disposto a entrar no espaço sagrado com ela. Mas o que fazer quando um ritual é público e você não conhece as pessoas? Tenha certeza de suas emoções, que estão equilibrados para que nada posso atingí-los de maneira grave ou que suas emoções não atinja e atrapalhe a vida das pessoas que estão ali. Afinal, um ritual é um momento de celebração, de harmonia, de confraternização.
2) Faça um feitiço apenas quando estiver preparados.
Magia não deveria ser um primeiro recurso. A utilização de meios não-mágicos devem ser aplicadas sempre que possível e conveniente. O excesso de magia, como qualquer outra coisa, torna-se uma muleta que pode desequilibrar sua vida.
3) A profecia é uma espada de dois gumes.
Lembre-se disto, se você lê tarô, I-Ching, Runas ou qualquer outro meio de adivinhação ou análise pessoal, estar preparado para ter a leitura para ir em direção que você não espera e estar preparado para eles. Lembre-se da lição de Cassandra (na mitologia grega) que às vezes você pode mudar o futuro e às vezes você não pode, e só o tempo dirá qual é qual. Se você não consegue lidar com a possibilidade de seu uso pessoal ou expectativas quer estar errado, então você não deve consultar um meio de adivinhação. Eu tenho visto até mesmo de longa data do ofício-folk que esquecer essa lição no calor da emoção.
4) Não existe uma resposta mágica por trás de tudo.
Conheço algumas pessoas que se tornaram tão obcecadas em sua paranoia pessoal de algum tipo de 'ataque mágico "ou" influência mágica' que tal se tornou a sua desculpa para tudo o que ocorreu em torno deles, mesmo quando simples respostas não-mágicas existisse para explicar o que tinha ocorrido. O número de praticantes de magia no presente é muito pequena e a maioria tem um raio de influência que não se estendem por conta própria. A coleta de energia de ódio ou vingança emocional para conseguir um ataque mágico em outro não é feito facilmente ou rapidamente e tende a prejudicar o atacante mais vezes em seguida, o alvo. Olhe com a lógica de uma situação.
5) Diversifique.
Não depender ou olhar em apenas uma filosofia única ou aplicação mágico - um especialista é geralmente alguém que se que crescer além dos limites que estabeleceram para si próprios.
6) Um professor único não é suficiente.
Você vai passar a vida como um estudante real, mesmo que os outros um dia declarar-lhe um professor líder ou Alta Sacerdotisa. Reúna de muitos para encontrar o seu caminho. Não deixe ninguém dizer que só existe um sistema de crença verdadeira, uma verdadeira divindade, uma maneira de abordar uma situação ou um professor para acompanhamento.




7) No final, vocês são solitários.
Todos os praticantes de mágica são forçados a depender de sua própria vontade, separando as muitas comunidades e grupos com distância, tempo ou crença. Você provavelmente vai passar mais tempo solitário do que em grupo. Esteja preparado para enfrentar isso, quando isso acontece. A Comunidade Pagã é pequena demais para estar em toda parte para todos ou até mesmo para sempre ajudar a sua própria (apesar de tentar fazê-lo é uma meta que eu sinto vital para expandir a comunidade). Você deve se tornar suficientemente equilibrado e aterrado para lidar com a solidão e praticar suas crenças sozinho, especialmente em tempos de dificuldades e adversidades.
8) Não seja muito rápido para assumir o papel de um professor, ou supor que um aluno não pode ensinar-lhe algo em troca.
Você pode realmente explicar o que você acredita e não dentro de sua crença de forma coerente? A pessoa a ser ensinado realmente quer aprender tudo isso e eles são sinceros, ou são apenas curiosos ou de uma "viagem de poder? Aprender a saber quando alguém está pronto para aprender é uma das lições mais difíceis que você deve saber se você propositadamente ensinar. Não dê uma granada de mão a uma criança de três anos e esperar resultados positivos.
9) Nem todos os caminhos e filosofias são desejáveis.
Há muitos que são auto-destrutivos, puramente auto-indulgente ou uma combinação de ambos. Se o caminho não pode ensinar-lhe alguma forma de paz interior consigo mesmo e com o que você está fazendo na vida ou é dedicado a manipular os outros para conseguir seus benefícios pessoais, então é fim do caminho, que é uma cul- de-sac no caminho do crescimento.
10) Não faça o que se sente desconfortável.
Se executar um ritual, usando uma forma de magia, recitar um canto / oração ou realizando uma atividade se sentir desconfortável, errado, doloroso então não é para você se envolver com ele naquele momento. Ouça a voz interior do seu espírito e siga o seu exemplo. Intuição é um dom poderoso, use-a.
11) Você vai ter que arriscar.
Magia não funciona por si própria e karma positivo não vai ajudar se você combatê-lo quando ele pretende restaurar o equilíbrio em torno de você. Não é o suficiente para lançar um feitiço de prosperidade e depois ficar em casa e esperar por uma carta no correio de Ed MacMahn com um cheque na mesma! Você tem de tomar medidas não-mágicos para facilitar as coisas. Elenco um trabalho fóruns nova magia? Claro, mas então não abaixe a oportunidade de ler listas de empregos, currículos e-mail ou comparecer a uma entrevista! Trabalhando para curar um cônjuge doente? Ok, mas tenha certeza que ele está recebendo assistência médica, o suficiente para comer. Atenção, cuidado, terapia, etc. para ajudar a magia no seu caminho!

A Magia Antiga


Magia Lunar



Nos tempos antigos, as strega tinham a posição de Sacerdotisa da Lua. Nas regiões costeiras e nas ilhas, as strega também poderiam ser Sacerdotisas do Mar. O uso da água do mar era um aspecto importante na Magia Lunar. Pois se "carregava" a água e liberava-se essa carga através da evaporação.
A lua é o ponto de foco da Terra. A Lua absorve, condensa e canaliza todas as forças que são recebidas pelo planeta.
Aradia disse a seus discípulos para procurar pela Lua para qualquer propósito mágico.
A Lua é o corpo capaz de "prender" força cósmica, desta forma, é necessário que saibamos como faze-lo.
O campo eletromagnético da Terra recebe e coleta energias. O campo da Terra é grandemente influenciado pela Lua. Por causa da mudança de órbita da Lua, ela pode juntar energias de todo o cosmos durante os 28 dias de seu ciclo - que é considerado rápido. É claro que a Lua é a mediadora de energias tanto para as práticas mundanas como mágicas. O papel do Sol é de ser um amplificador. Ele gera poder "cru" e aumenta as energias que já se apresentam no campo da Terra.
Os rituais devem ter relação com as fases da Lua. Quanto a isso, é como na Wicca. Os rituais da Lua Cheios têm um poder magnífico, inclusive é um momento interessante para lidar com os outros planos de existência.
O uso de prata é muito comum, pois é um metal que acumula bem a energia lunar.
Existe um altar ritual para a Lua; este se torna um ponto de foco de energia. As mulheres são vistas como as que carregam a energia da Lua dentro delas. Os homens também têm isso, mas as mulheres têm uma ligação mais próxima. Para montar este altar, ele deve ficar no quadrante oeste. No centro dele, coloque uma vasilha com água salgada. Coloque uma concha branca no centro da vasilha. Ao faze-lo, sussurre o nome da Deusa daquela fase da Lua: para a lua nova (e crescente) é Diana; a lua cheia é Jana; e a lua minguante é Mania. Ao redor da vasilha coloque nove pedras brancas, pérolas ou conchas, formando um crescente. Note que se o trabalho mágico for construtivo, os objetos devem ser colocados ao redor da vasilha em sentido horário,
e se o trabalho for destrutivo, em sentido anti-horário. A cada concha que for posta, diga o nome da Deusa que tem influencia sobre o que você deseja. Incensários da Lua são colocados de forma que formem um triângulo: se a base estiver para cima, então a finalidade é destrutiva, se a base estiver para baixo, à finalidade do trabalho é criativa.
Também coloque uma pedra escura no canto esquerdo do altar e uma clara ou branca na parte direita do altar.
Então, a medida com que o ritual prossegue, o grupo ou a strega carrega a água salgada da vasilha com a energia do ritual - como o cone de poder dos rituais wiccanos. Esta energia é vista saindo da aura do individuo e entrando pela ponta do athame, na aura da sacerdotisa, que direcionará com seu athame, toda a energia para a água. Toda essa carga deve ser liberada. Algumas formas são tradicionais: ferver a água joga-la no fogo ou num riacho ou água corrente. Se for à água corrente, essa rima é utilizada:

Water to water A Witch's spell I give this stream To speed it well.


PARTE 1

UMA VISÃO GERAL

1. Crenças da Strega

Na Itália e nas cidades da América com grandes populações de italianos ou descendentes, bruxas da “velha escola” podem ser encontradas. Em quase todas as cidades ou vilas, alguém poderá te apontar uma strega que possa colocar ou tirar o Malocchio (mal olhado), ou usar óleo de oliva para curar ou para adivinhações. No coração da strega vivem os “espíritos do antigo”, pois está é uma antiquíssima crença. Sente-se com elas e te contaram estórias dos elfos ou das Lasa que são conhecidas como Os Antigos. Você aprenderá sobre a sacralidade do fogo, sobre as forças por traz da natureza. A voz do vento sussurrará aos teus ouvidos enquanto a strega fala... você sentirá e conhecerá.
As crenças das streghe envolvem amuletos para repelir ou atrair energias. Gestos de poder, sinais que podem ser lidos em toda a natureza. A Deusa coroada com um crescente e o Deus Astado são adorados pelas strega. Também são conhecidos por diversos nomes: Tana e Tanus, Fana e Faunus, Jana e Janus. Os nomes mais comuns para os Deuses da Stregheria são: Diana e Dianus (Lúcifer); e os nomes mais antigos são Uni e Tagni.
A natureza é vista como a manifestação das forças ou leis espirituais. A Magia é a arte de entender e interagir com estas forças, de uma forma que possam ser influenciadas. Como este sistema é mantido em ordem por espíritos e deidades, existem técnicas milenares de interagir e lidar com estes seres astrais – de forma que façamos nossas influencias e vontades.
No norte da Itália, existe uma região chamada Toscana. Lá uma forma de stregheria um pouco mais peculiar é desenvolvida. Esta forma é extremamente simples, mas pouco lembra os rituais cerimoniais modernas. Há uma grande influencia etrusca nesta forma de bruxaria, onde os Deuses e espíritos são de origem etrusca. Estas bruxas raramente fecham um círculo sagrado para fazer seus feitiços e rituais. O importante para elas é que haja um campo onde possam trabalhar. Elas utilizam uma varinha (o instrumento mais primário da bruxaria) e gestos de poder com encantamentos (chants).
Os Deuses reverenciados pelas streghe toscanas são a Deusa Uni e o Deus Tagni. A natureza também é reverenciada pelos elementais: Fauni e Silvani são espíritos dos bosques; Monachetto são espíritos da terra, como os gnomos; Linchetto são os espíritos do ar. Na bruxaria toscana o norte é considerado um local de muito poder. Os seres elementais do norte são chamados Palla; no sul Settiano, que são espíritos do Fogo Elemental; os espíritos do oeste são os Manii; e os do leste são os Bellaire.
As streghe acreditam em espíritos do clã, chamados Lare que protegem as casas e as famílias. Além disso, ajudam as streghe a renascerem entre seus entes queridos. Pequenos templos são feitos na parte oeste da casa em honra a estas entidades. Tradicionalmente são feitas oferendas de vinho, mel, leite em um pequeno recipiente e uma vela é acesa.
O folclore italiano também se estende a objetos inanimados, que se acredita possuírem poder. Entre os mais comuns estão as chaves feitas de outro ou prata, ferraduras, tesouras, pérolas e corais. Outros objetos incluem o alho, fita vermelha e sal que é empregado para a proteção.

2. Bruxaria Italiana

Em 1892 Charles Leland publicou o livro Etruscan Magic & Occult Remedies baseado em suas vivencias na região toscana. Em todos seus livros relacionados ao assunto da bruxaria e magia, ele coloca a religião bruxaria em tempo presente, o que nos mostra que ela é mais antiga que a Wicca apresentada por Gardner – o que é notável que vários aspectos da velha religião italiana é incorporada na wicca gardeniana e porque não dizer a Wicca em geral. Nesta mesma obra Leland coloca que na Itália do séc. XIX haviam tanto bruxas “boas” como “más”: buone e maladette.
Para resumir, aqui está uma tabela sobre a Bruxaria Europeia:

700ac: Hesíodo, em sua Teogonia, fala da bruxa, Circe.

30ac: o poeta romano Horácio em seu Epopeias de Horácio associa as bruxas com a Deusa Diana em um culto de mistério.

314dc: o Conselho de Ancyra “rotula” como hereges as bruxas que pertenciam à “Sociedade de Diana”. O Conselho acrescentou que elas eram enganadas por Satã.

662dc: São Barbato converte Romuald (Duque de Benevento) ao cristianismo. Quando isto ocorreu à árvore das bruxas de Benevento –uma nogueira - foi cortada. O mesmo São Barbato esteve no Conselho de Constantinopla e reportou o “mal” das bruxas de Benevento.

906dc: Regino de Prum, em suas instruções a seus bispos, disse que os pagãos adoravam Diana em um culto que chamou de “Sociedade de Diana”.

1006dc: no 19o livro do Decretum (entitulado Corrector) associou a adoração a Diana com as pessoas pagãs.

1280dc: o Conselho da Arquidiocese de Conseranos associa o “culto das bruxas” com uma Deusa pagã.

1310dc: o Conselho de Trier associa as bruxas à Deusa Diana (e Herodias).

1313dc: Giovanni de Matociis escreveu em seu Historiae Imperiales que muitas pessoas acreditavam em uma sociedade noturna presidida por uma rainha a quem chamavam de Diana.

1390dc: uma mulher milanesa é julgada pela Inquisição por pertencer a “Sociedade de Diana” e esta confessou que adora a Deusa da Noite e que “Diana deu suas bênçãos a ela”.

1457dc: três mulheres julgadas em Bressanone confessaram fazer parte da “Sociedade de Diana” (como registrado por Nicolas de Cusa).

1508dc: o inquisidor italiano Bernardo Rategno escreveu em seu Tracatus de Stigibus que a rápida expansão do culto das bruxas havia se iniciado 150 anos antes daquela data. Ele concluiu de seu estudo de manuscritos de julgamentos dos Arquivos da Inquisição em Como, Itália.

1519dc: Girolamo Folengo (poeta italiano) associou uma dama conhecida como Gulfora com bruxas que se reuniam para fazer rituais em sua corte, em Maccaronea.

1576dc: Bartolo Spina escreveu em seu Quaestrico de Strigibus uma lista de informações que juntou das confissões, nas quais as bruxas se reuniam à noite para adorar “Diana” e que tinham negócios com espíritos da noite.

1647dc: Peter Pipernus escreveu em seu De Nuce Maga Benventana e Effectibus Magicis de uma mulher chamada Violanta, que confessou adorar Diana perto de uma árvore de nozes em Benevento.

1749dc: Girlamo Tartarotti associou o culto das bruxas com o antigo culto de Diana, em seu livro Del Congresso Nottorno Delle Lammie. Em seu A Study of the Midnight Sabats of Witches ele escreveu: “a identidade do culto dianico com a bruxaria moderna e visto e provado.”

1890dc: Charles Leland associou o culto das bruxas com a Deusa Diana, tal qual a sobrevivência dos caminhos antigos em seus livros: Etruscan Magic $ Occult Remedies e Aradia; the gospel of the witches.


3. Festivais das Estações

Na Itália não se usa a palavra Sabath para os festivais. A palavra é Treguenda.

3.1. As Oito Treguendas

Na moderna tradição Aridiana existem oito treguendas: quatro maiores e quatro menores. As maiores são em outubro, fevereiro, maio e agosto (familiar? :)). Embora haja semelhança com o ano celta, estes são festivais baseados no ano romano.
O ano agrícola era vital para os romanos e depois para os fazendeiros italianos. Os romanos antigos tinham vários festivais pelos meses do ano; logo, é muito fácil encontrar celebrações parecidas com as da Wicca moderna. Os fazendeiros romanos conheciam os equinócios e solstícios e sabiam de seu lugar na roda do ano; isto também pode ser visto pelo culto dos Mistérios Eleusinos da Grécia. Os ritos dos Mistérios Eleusinos Menores eram celebrados na primavera e os Mistérios Maiores, no outono. Estes ritos se baseavam na descida da Deusa no Mundo das Sombras e sua subida na primavera. Para termos uma visão geral entre os antigos festivais italianos de origens etruscas e romanas, vamos olhar aos sabaths com seus partes italianas:

Samhain (31/10) – Festa Dell’Ombra
De acordo com a tradição italiana os mortos voltam ao mundo dos vivos na noite anterior a novembro e ficam nele até a segunda noite do mesmo mês. No século XV, a igreja Católica Apostólica Romana (numa tentativa de acabar com as tradições pagãs) oficialmente usou este dia para celebrar o que chamam de Ognissanti ou Todas as Almas. Na verdade, no século X, esta tradição pagã italiana já preocupava alguns monges cristãos. A Igreja permitiu que estas práticas continuassem porque apresentava uma oportunidade para conversões; os monges passaram a cozinhar fava para os pobres e colocavam nas ruas em honra aos espíritos dos fiéis que partiram. Um sermão acompanhava com comida de graça.

Yule (21/12) – Festa dell’Inverno
Dezembro é marcado pelos festivais romanos para o Deus Sol e para o Deus agrícola Saturno. A conexão intima entre o sol e as plantações que crescem pediam pela invocação dos dois aspectos do Deus.

Imbolg (1/02) – Festa di Lupercus
O mês de fevereiro era sagrado para o Deus romano Februs que era um deus da purificação e da morte. Os ritos de purificação da Lupercália também era celebrado em fevereiro. Lupercus é o Deus novo, a energia do Lobo. Esta ocasião ritual foi depois transformado na festa de São Simão. No século VII, a Igreja romana renomeou este festival de “A Apresentação do Senhor”. A data foi mudada para o dia 2 de fevereiro tentando substituir as celebrações pagãs. Então, os festivais da igreja passaram o coincidir com a data do festival de purificação da Roma pagã: o de Iuno Februata e o ritual da Lupercália, sendo também transformado em festival da Santa Virgem.

Ostara (21/3) – Equinozio della Primavera

Março era marcado pelo festival de Libéria, que também era conhecida como Proserpina (Perséfone). Proserpina era (entre outras coisas) uma deusa da primavera cuja subida do Mundo dos Mortos era marcado por rituais dos Mistérios Eleusinos.

Beltane (30/4- 1/05) – La Giornata di Tana
Maio era marcado pelos festivais da primavera da Florália. Flora era a deusa romana dos jardins e das flores.


Litha (22/6) – La Festa dell’Estate
O festival romano de Vesta ocorria em Junho. Vesta era a deusa do calor e do fogo sagrado. Os Lare (espíritos ancestrais) estavam sob o seu domínio. O festival de meio de verão (Mid_Summer) era ligado às fadas e aos momentos mágicos.

Lammas (31/7- 1/08) – La Festa di Cornucopia
O festival de Ops acontecia em agosto. Ops era a deusa da fertilidade, forças criativas. Ela era a esposa de Saturno, que era o deus romano da agricultura. Na mitologia romana ela era identificada com a deusa Fauna.

Mabon (21/9) – Equinozio di Autunno
Nos ritos Eleusinos da Grécia e de Roma este era o momento no qual a Deusa descia ao Mundo dos Mortos.
Os ritos aridianos modernos são baseados nos mitos da Velha Religião, conhecido como “O Mythos”. Estes mitos empregam os nomes de várias deidades para personificar os caminhos da natureza, e para retratar a vida dos seres humanos, tanto quanto os processos de nascimento, morte e renascimento. Cada treguenda tem uma dramatização do mito do festival. O ano inicia em outubro, marcado pela celebração do Shadowfest – La Festa dell’Ombra. Abaixo vem um resumido de cada treguenda:

Festa dell’Ombra: celebração da Pré-Criação. No mythos, é a união da Deusa e do Deus.

Festa dell’Inverno: o nascimento do Deus Sol, da união da treguenda anterior. Celebração de promessa, luz e esperança.

Festa di Lupercus: celebração da purificação, e o começo da fertilidade. No mythos, o Deus Sol está na puberdade.

Equinozio della Primavera: celebração da subida da Deusa do Mundo das Sombras. Celebração do despertar da fertilidade.

La Gionatta di Tana: no mythos, é a corte da Deusa e do Deus. Celebração da volta da Deusa, da vida e da fertilidade em sua totalidade.

La Festa dell’Estate: no mythos, é o casamento da Deusa e do Deus. Celebração da vida e do crescimento.

La Festa di Cornucópia: celebração da abundância e da colheita. No mythos, o Deus está se preparando para o seu sacrifício para que o mundo continue.

Equinozio di Autunno: celebração da colheita. No mythos, o Deus morre e vai para o Mundo das Sombras. A Deusa então desce para procurar seu amor perdido.

Também é colocado no velho mythos que o Deus se levanta todos os dias e viajava pelo céu do leste ao oeste. Ao faze-lo, ele recolhe as almas daqueles que morreram durante sua partida. Então ele desce ao Mundo das Sombras e as entrega para a Deusa. Ela então as levava para o Reino de Luna (a lua). Quanto mais almas se juntavam , a luz da lua ia aumentando até ela ficar cheia. À medida que estas almas renasciam na terra, a luz diminuía.
Aradia ensinou que a participação nos festivais das Treguendas fazia com que as bruxas entrassem em harmonia com a natureza. Isto as alinhava com os padrões de energia que fluem na terra. Aradia prometeu que os poderes tradicionais da bruxaria poderiam ser observados e desenvolvidos através da comemoração da Roda do Ano.
Além disso, em dezembro os romanos tinham um festival chamado Saturnália. Este rito em particular teve muita influencia em costumes europeus mais recentes, influenciando a Velha Religião e muitas outras. No calendário pré-republicanao, o festival se iniciava em 17/12 e durava vários dias, terminando no Solstício de Inverno. Fogueiras queimavam durante o festival, e a celebração era marcada por orgias que não foram domadas até o séc. XIV. Havia a eleição do “Senhor do Desgoverno” que deveria ser um homem jovem e bonito. Este poderia se dedicar a quaisquer prazeres que desejasse até o fim do festival. Ele era a representação do deus Saturno, ao qual o festival era dedicado.


4. A Lua e a Bruxaria

Nos “Ensinamentos da Strega Sagrada” achamos provas que Aradia uma vez ensinou seus discípulos que as almas dos “mortos” viviam na Lua. Mesmo que os seus seguidores modernos concordem que Aradia usou a Lua como símbolo para os reinos Astrais, este primeiro conceito não era desconhecido para muitas culturas antigas. Iniciados no sistema Aridiano acreditam que a Lua foi usada como uma representação do Plano Astral, do Reino Lunar, mais especificamente.
No santuário de Diana, no lago Nemi, a Lua era visto como a morada da Deusa Diana e sua companhia, assim como o local de descanso das bruxas que passaram do Plano Físico. De acordo com os conhecimentos mais primitivos das strega, as “sombras” da Lua eram os locais de caça da Deusa, e os locais iluminados eram as planícies por onde Ela passeava.
As bruxas da Janarra, que são as descendentes diretas daquelas do lago Nemi, praticam uma forma de ritual lunar que vem de tempos muito antigos. O tema antigo de “se tornar como a Lua” pode ser visto nos antigos rituais janárricos de iniciação. Os iniciados que desejavam ser sacerdotes ou sacerdotisas eram levados nus sob a Lua e então “pintados” de branco. Isso geralmente era feito com um pó branco (ou unguento) que era aplicado no corpo todo, o cabelo incluso.
Os ritos de iniciação estavam ligados às fases da Lua. O primeiro grau é a Lua Nova, o segundo grau é a Meia Lua, o terceiro grau a Lua Cheia, e a morte física a Lua Minguante, e é considerado ser o ritual de Iniciação no Grande Mistério. Então há quatro graus de iniciação de acordo com as fases da Lua.
Como um ser celeste, acreditava-se que a Lua encontrava-se em diversas situações com outros astros. Muitas culturas acreditavam que os três dias de lua negra aconteciam porque seres malignos engoliam a Lua e, posteriormente, a regurgitavam. Os eclipses eram vistos de várias formas. Esta corrida da Deusa, eventualmente, descendo para a terra, era visto pelas bruxas italianas como o momento em que o Sol e a Lua se juntavam para que a Lua desse a luz a novas estrelas, para substituir aquelas que caíram do céu.
A Lua também era utilizada para medida do tempo e sinalizava o momento de plantio e colheita – tanto para propósitos mágicos ou mundanos.
A representação simbólica da Lua como deidade mais antigo é um a pedra, que aparece na arte antiga sendo ou um pilar ou um cone de algum tipo. Algumas lendas dizem que esta pedra caiu do céu, pois veio dos próprios deuses. Um desenho antigo da Triluna aparece no inicio da Velha Religião. Variações deste símbolo podem ser encontrados nas antigas artes etrusca, grega e romana. Também se encontra em algumas culturas um pilar de madeira ou uma árvore como um símbolo antigo da Lua. Algumas vezes a Árvore da Lua é mostrada como uma árvore mesmo e às vezes como um poste truncado ou pilar estilizado. Em algumas formas de arte, a Árvore da Lua se mostra com treze flores, representando as treze luas cheias (ou novas) de um ano.
Os ensinamentos internos da Velha Religião lidam com o significado esotérico da Árvore da Lua. Neste aspecto, ela parece representar os mistérios em si, num senso prático da estrutura dos Caminhos Antigos. A Árvore da Lua tem apenas uma fruta branca que é o alimento sagrado da iluminação. No mythos, a árvore está localizada na gruta sagrada de Diana no lago Nemi, guardada pelo Encapuzado. O Encapuzado é um guerreiro poderoso que não pode ser vencido facilmente. Simbolicamente, a Árvore da Lua representa nosso sistema de crenças e o fruto da árvore é a iluminação que vem destes ensinamentos.
O Guardião da Gruta representa nossa mente consciente, que nos impede de abraçar uma visão mística através de questionamentos de nossas experiências “sobrenaturais”. É através do poder da magia e através da experiência do encontro místico, que formamos a mentalidade necessária para vencer o Guardião. Uma vez que ele é vencido, a fruta da árvore está dentro de nosso alcance. Degustar sua essência é receber a iniciação dos próprios deuses.


5. Os Guardiões

Encontrado na stregheria e comum para várias tradições wiccanas, são o conceito dos Guardiões, que são vistos de forma diferente pelos vários sistemas mágicos. Vamos ver neste capitulo o conceito mais antigo dos Guardiões, datado dos Cultos Estelares. Entre as streghe este seres são chamados de Grigori, particularmente para as bruxas tanárricas, que são conhecidas como “Bruxas das Estrelas”. A Tanarra preservou os antigos Mistérios Estelares, e é através de seus ensinamentos que poderemos ter um entendimento melhor de quem os Guardiões/ Grigori realmente são.
Nos antigos Cultos Estelares da Pérsia haviam quatro estrelas “reais” (conhecidas como “Senhores”) que eram chamados de Guardiões. Cada uma destas estrelas reinava sobre um ponto cardeal. A antiga forma ritual dos Guardiões são feitas com a invocação no momento de fechar o círculo mágico. Há uma ligação definitiva entre os “poderes” das bruxas e a “visão” dos Guardiões. Assumir a posição do Guardião é invoca-lo dentro de sua Psique.
A estrela Aldebaran, quando marcava o equinócio de Primavera, tinha a posição do Guardião do Leste; Regulus, marcando o solstício de verão, era o Guardião do Sul; Antares, marcando o equinócio de outono, era o Guardião do Oeste; Fomalhaut, marcando o solstício de inverno, era o Guardião do norte.
As torres foram construídas como símbolos dos Guardiões para que fosse feita sua adoração e também para propósito de invocação. Durante o “Rito de Chamada”, estes símbolos eram traçados no ar, usando tochas ou as varinhas e os nomes secretos dos Guardiões eram chamados.
Na bruxaria italiana, estes seres antigos são Guardiões dos Planos Dimensionais, protetores do círculo mágico e eram testemunhas dos ritos. Cada um dos Grigori tem uma “Torre de Observação” que é um portal marcando cada um dos quadrantes do circulo mágico. No conhecimento das bruxas italianas as estrelas eram vistas como os campos das legiões dos Grigori. No mythos, eles eram os Guardiões das Quatro Entradas para os Reinos de Áster, que era o local da morada dos deuses na mitologia da stregheria.
Para que se realmente entenda os Grigori, precisamos olhar para seu papel na bruxaria como uma religião. Nosso primeiro encontro com eles é no momento de fechar o circulo para fazermos nossos ritos. Os Guardiões são chamados, ou invocados, para guardar o círculo e testemunhar o ritual.


6. Os Poderes da Luz e das Trevas

Na tradição aridiana, os aspectos do ano crescente e decrescente são simbolizados pelo Deus Veado e o Deus Lobo, respectivamente. O Deus Lobo é chamado Lupercus e o Deus Veado é Kern. Estes Deuses, diferentemente da tradição wiccana, não se matam, mas são mortos por outros.
Na Velha Religião da Itália existem três aspectos do Deus. Nestes aspectos nos encontramos as conexões com o mundo físico. Os três títulos pelos quais o Deus é conhecido são O Encapuzado, O Astado e O Velho. O Encapuzado é comumente ligado ao Green Man. Ele vive coberto de vegetação. O Astado é uma entidade de chifres de veado e é o Deus das Florestas, do que é selvagem. O Velho é o Ancião.
Os três aspectos do Deus tem a ver com a mudança de uma sociedade de caça para uma sociedade agrícola. O Encapuzado está ligado às plantações e vem logo depois do Deus Veado. Ele é o filho do Deus Veado. O caçador que veio antes da sociedade agrícola e o espírito animal era valorizado antes do espírito das plantas.
Outros aspectos do Deus são simplesmente variações dos aspectos básicos. O aspecto Brincalhão, por exemplo, é ligado aO Encapuzado. Na tradição italiana, O Corvo (um brincalhão renomado) é associado com o Encapuzado em seu papel de Guardião da gruta.


O Veado e o Lobo


O Deus Veado e o Deus Lobo voltam aos dias da antiguidade do Culto das Bruxas. Em uma imagem etrusca, encontrada num vaso do séc. XI ac, mostra a Deusa junto com um veado e com um lobo. Isso não é surpresa, pois a bruxaria italiana tem grande influência da Toscana, onde a civilização etrusca floresceu uma vez. O lobo, o “uivador da noite” era o principal animal de culto da Deusa. Sua importância na religião da velha Europa pode ser encontrada nas várias figuras que mostram a Deusa e o lobo e o veado.
O lobo é sagrado à Deusa da Lua. Sua natureza lunar é indicada pelas crescentes que aparecem junto com suas imagens em artefatos antigos. Mais comum hoje é o retrato da Deusa Diana com seus cães de caça (lobos domesticados), mas as estátuas mais antigas de Diana a mostram com seu veado – temos também imagens da deusa Ártemis no mesmo papel. É em Diana que descobrimos as estações do lobo e do veado.
A ambigüidade do Deus como caçador/ protetor é mostrado, por um lado, pela pele de lobo e armas que Ele carrega e, por outro lado, em sua relação com o veado que fica ao seu lado enquanto Ele descansa. E é neste ícone que vemos a ligação do Deus da Velha Religião com as imagens do veado e do lobo. Ele é mostrado tanto como caçado quanto protetor de todos os animais da floresta, Guardião da Gruta, o Senhor das Árvores, O Velho.


O Senhor do Desgoverno

Os ritos de inverno da Velha Religião, na Itália, são conectados com os antigos rituais romanos da Saturnália, e os “cultistas do lobo” presentes na Lupercália, ainda são aspectos da bruxaria italiana hoje. Estes personagens são visíveis principalmente nos festivais feitos durante o dia e celebrações dos Caminhos Antigos, mas partes deles podem ser vistos nos rituais noturnos que são maioria na tradição aridiana. O Senhor do Desgoverno e o Sacerdote Lobo de Lupercus são responsáveis pelas partes antigas de seus respectivos ritos.
Alguns ritos antigos ainda podem ser vistos no Carnevale, ou Carnaval italiano. Na Idade Média, o Carnaval era marcado por canções obscenas e danças eróticas (coincidência????????) e os participantes usavam máscaras. As celebrações geralmente terminavam em orgias dados os temas eróticos das celebrações. A intenção era mágika em natureza, e era feita para impregnar a terra, onde as sementes esperavam pela estação do crescimento. Mulheres grávidas se juntavam às celebrações para estimular as sementes que cresciam dentro de seus úteros. Também havia a tradição de quem encontrasse uma semente de fava era declarado Rei do Carnaval e poderia escolher qualquer uma para ser sua rainha. O casal então governa durante o tempo do festival (uma semana). No final, uma efígie do rei é queimada para que haja prosperidade para os súditos.


Os Benandanti

Os Benandanti lutavam contra as forma-pensamento negativas e destrutivas e limpavam a consciência coletiva de suas comunidades. Deles era a batalha contra as forças do mal, personificando um exercito na luta entre a Luz e as Trevas. A tradição Benandanti era uma sociedade xamânica trabalhando por trás das forças da Natureza.


7. Os Instrumentos e Símbolos da Stregheria

Os humanos sempre usaram instrumentos, desde a época que se jogavam pedras e clavas a nossa época de botões. O instrumento mais antigo da stregheria era a varinha, que foi seguida pela concha. Hoje, temos a Varinha, o Cálice, a Espada (ou athame) e o Pentagrama. Também podemos incluir o Spiritual Bowl e o Saco Nanta .


7.1. Os Instrumentos Primários


A varinha
Os galhos de uma árvore eram vistos como a parte que carregava a vida, pois a cada estação nasciam folhas, flores e frutas. Eram vistos como partes de Seres sagrados e estes seres ligavam os céus a terra. Então os antigos “emprestavam” parte do poder incorporado ao galho para suas práticas mágicas.
Em referencia à árvore, alguns cuidados eram tomados para pegar um galho. Primeiro, algumas oferendas eram feitas ao Numem (espírito da árvore), sendo geralmente frutas, vinho, leite ou mel.


Procedimentos rituais com a varinha

Escolha uma árvore frutífera de qualquer tipo, pois estas são as melhores. Se desejar, pode ser carvalho ou salgueiro (mesmo mogno está bom). A madeira de uma árvore frutífera é melhor por sua característica “fértil”.
Antes do nascer-do-sol, fique diante da árvore e deixe sua oferenda. Diga então para o espírito da árvore quais são suas intenções e o por quê. Espere alguns momentos e sinta se o espírito aceitou sua oferenda. Se for tirar o galho, faça-o rapidamente. Leve-o para casa. Esculpa o galho de forma que lembre um falo e deixe-o secar por nove dias. Quando a lua estiver cheia, carve os símbolos nela. Apresente-a ao quadrante Minha Senhora, Dama da Noite e da Magia,
Tu, que reina sobre os céus estrelados,
Abençoe e encha esta varinha com teu poder,
Para que todos vejam e saibam de tua graça.
Eu consagro e dedico esta vasilha
Para Ti, Grande Dama da Magia.


Spirit Bowl (concha)
É um dos instrumentos mais antigos da bruxaria: a concha ou a vasilha. Originalmente, conchas grandes eram usadas para colocar água do mar para bênçãos e vários trabalhos mágicos. Estas conchas eram colocadas em altares de pedra (ou mesmo árvores caídas). A água do mar era colocada dentro da vasilha e uma concha branca era colocada no centro. Desta forma, a adoração à Lua poderia ser feita, mesmo quando a Lua não estava visível no céu noturno (e se necessário, dentro de casa). Se for utilizada uma vasilha, ela pode ser de cerâmica, vidro, ferro, madeira.
Hoje no sistema Tríade de Tradições, a vasilha é chamada de Spirit Bowl e é colocada no centro do altar. Um líquido de base alcoólica (como o Strega Liquore) é colocado dentro e aceso. Isto é feito com gestos e encantamentos verbais para dar poder à chama. Uma vez que a chama se forma, ela é considerada a presença da Deidade, dentro do circulo ritual. Tradicionalmente, uma mulher vai sempre colocar mais liquido para que a chama não se extinga antes do fim do ritual.


O cálice
Na tradição aridiana, usa-se o cálice e ele tem a mesma associação de “útero” que a spirit bowl tem. Na verdade, o cálice serve como uma espécie de Graal: a taça da transformação.
Hoje, como na tradição antiga, o cálice como a concha são utilizados para fins devocionais.


A espada (athame)
Um dos instrumentos mais comuns na prática da Arte é o athame ou a adaga ritual (que na tradição aridiana se chama Spirit blade – lâmina espiritual). Abaixo está um ritual para a preparação do athame, mas o autor do livro deixa claro que é uma técnica moderna, baseada em rituais antiga.

Preparação da lâmina

Três noites antes da Lua Cheia (sendo a terceira noite a da Lua Cheia), faça um pequeno buraco na terra que deve ser tão fundo quanto o tamanho da sua mão. Coloque lá dentro uma porção (mais ou menos uma mão cheia) de arruda, erva-doce e verbena e cubra. Deixe lá até a noite da Lua Cheia. Nesta noite, ferva um pouco de água, a qual você colocará 3 pitadas de sal. Então saia e despeje a água com sal, devagar, na área que abriu o buraco. Marque então um triângulo sobre o buraco e coloque nove pitadas de cânfora líquida no centro do buraco. Pegue então o athame nas mãos com a lâmina para baixo e levante os braços para a Lua, dizendo:
O Grande Tana me abençoe com poder.
Então coloque a lâmina no solo (no buraco) até o cabo. Foque o poder da Lua para o athame, ajoelhando-se, diga:
Pela vontade, eu faço os riachos ligeiros voltarem
Às suas fontes;
Com feitiços e amuletos eu quebro a boca da víbora,
Quebro rochas sólidas e tiro carvalhos de suas quebras,
Removo árvores inteiras, as montanhas estremeço,
Acordo os fantasmas de suas tumbas
E Tu o Lua, eu chamo...

No último verso, levante sua mão esquerda sobre a vasilha da lua. Feche então a mão rapidamente, como se fosse prender a lua dentro da sua mão. Com a mesma mão, peque o athame e veja o poder brilhante da Lua entrando no athame. Dedique então o athame a Tana.


O pentagrama
Os pentagramas rituais originais eram feitos em pedras planas e eram usados para marcar o espaço sagrado. Os antigos acreditavam que a pedra já possuía um espírito, então marcavam este pentagrama na pedra com os quatro pontos cardinais para marcar o equilíbrio entre os espíritos dos elementos. De uma forma geral, o pentagrama não precisa ser consagrado para uso ritual, pois já é feito em material natural. Caso não, passar um pouco de óleo e pedir a benção da Deusa e do Deus pode ser feito.

O saco nanta
O saco nanta é um instrumento muito antigo. O propósito dele é duplo: primeiro, ele é feito para manter o usuário em contanto com as forças da natureza; segundo serve como uma bolsa para os instrumentos da Arte, de forma que a bruxa possa praticar seus rituais em qualquer lugar ou a qualquer momento.
Dentro destes sacos se encontram os instrumentos em miniatura, juntamente com representações dos elementos. Tipicamente, o saco contém:

Uma pedra pequena, lapidada e redonda
Uma pena pequena, azul ou de cor clara
Uma porção de cinza (carvão ou madeira)
Uma vasilha pequena para água pura
Uma moeda pequena, com um estrela de cinco pontas feita nela
Um galinho (de fruta ou de nós)
Um alfinete com a cabeça preta (ou uma agulha)
Um dedal
Uma porção de incenso
Duas velas pequenas brancas
Um pedaço de giz
Uma medida de corda (9 pés)
Um pratinho pequeno
Um símbolo do Deus: uma pinha, um pedacinho de chifre
Um símbolo da Deusa: uma concha, uma nós
Um objeto pessoal de poder
Uma porção de sal
Um pouco de óleo

Ao juntar estes objetos, coloque-os em um saco de couro ou de algodão. Também podemos colocar quaisquer outros objetos de interesse. Quando tudo estiver pronto, coloque o saco no altar e faça o Gesto de Poder. Então diga:
O grande saco Nanta, que sejas de foco natural
E uma ponte para o poder.
Estou ligada a ti e tu estás ligado à Natureza.
Somos um de Três.
Somos o triângulo manifesto.
Nos nomes de Tana e Tanus, que assim seja.


7.2. Os instrumentos secundários

Estes são instrumentos de uma forma de magia mais popular na Itália, assim associados com a casa. São símbolos do poder matriarcal.

A vassoura

Embora não seja publicamente ligada às bruxas italianas, as streghe são geralmente mostradas andando em vassouras. De forma ritual, ela pode ser usada para banimentos e proteção e com a escova para cima é um símbolo da Deusa. Como proteção, a vassoura é colocada entre qualquer entrada ou porta. Como banimento, a vassoura é usada para varrer o sal (espalhado em uma área) para a saída do local, pode-se também varrer o ar, para espantar a negatividade.


A tesoura

Na magia popular da Stregheria, a tesoura era usada para quebrar feitiços. Isso pode ser feito ser feito com os atos de cortar, repartir ou deixando a tesoura cair. Cortar a foto de uma pessoa faz com que as relações com ela terminem, da mesma forma com que isso pode ser feito cortando um pedaço de roupa da pessoa.
A tesoura também pode ser usada para fazer banimento da seguinte forma: derramar um pouco de óleo de oliva em um pouco de água e usar a tesoura para cortar isso... sempre visualizando o termino ou banimento do que está incomodando.
Podemos usar um pingente em forma de tesoura para proteção.



O caldeirão

O caldeirão é utilizado geralmente para fazer oferendas. Tipicamente ele é colocado no quadrante ao qual a energia represente a necessidade.

A casa dos Lare (ou templo dos Lasa)
Mesmo que não seja um instrumento per se, a casa dos Lare é uma parte integrante da stregheria e toda strega deve ter um. No norte da Itália, as streghe vêem os Lasa como seres que já viveram como humanos e agora estão mudando para a escala de semideuses. As bruxas toscanas chamam por eles para ajuda em qualquer momento e trabalham muito com os Lasa.
Durante as grandes ocasiões familiares, oferendas são colocadas nas casas dos Lare, que tradicionalmente fica na ala oeste da casa. Eles têm forma de uma casinha e nelas são acesas velas e alimentos são oferecidos.
Esta é uma foto de um templo de Lasa.

Texto da autoria de Tathy Morselli aka Pietra di Chiaro Luna.

fonte: http://wiccataubate.blogspot.com