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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Dama do Lago


A Dama do Lago é a mais importante sacerdotisa de Avalon. É a fada das antigas lendas europeias. É também chamada de Viviane.
Na mitologia pré-cristã, de origem celta, Viviane é filha de Diana, a deusa dos Bosques, e irmã de Igraine, mãe de Morgana e Arthur.
Segundo a tradição de Gales, a Dama do Lago tinha como missão proteger e entregar ao rei Arthur a espada mágica, Excalibur. E ela o faz junto com Merlin e Morgana num ritual em que Arthur jura respeitar tanto os cultos católicos como os de Avalon, quando se tornasse Rei.
Para os gauleses, os lagos eram divindades ou moradas dos deuses. Ouro e prata eram jogados nas suas águas. Eram considerados como palácios subterrâneos de diamantes, joias, cristais e de onde surgiam as fadas, as feiticeiras, as ninfas e sereias. Mas os lagos também atraíam os humanos igualmente para a morte pois sentiam-se enfeitiçados.
Conta a lenda, que Viviane teve um romance com o mago Merlin por conta de uma promessa. A Dama do Lago entregaria seu amor ao mago se este lhe ensinasse seus segredos de magia. Em posse dos segredos, Viviane aproveitou esse conhecimento para aprisionar o Mago numa gruta. Merlin já havia visto seu próprio destino mas não conseguiu evitá-lo. Apesar disso, viveu feliz na companhia da mulher amada.
Visualize hoje a Dama do Lago lhe entregando a espada mágica que lhe trará força e sabedoria para conduzir a sua vida. Com a espada poderá cortar os obstáculos à sua frente e abrir caminho para o futuro dos seus sonhos.

fonte: Agenda Esotérica

(autoria desconhecida)

A Dama do Lago,é também conhecida pelos nomes: Nimue, Vivienne, Vivien, Viviana.
Nimue relaciona-se a Mnme, um diminutivo de Mnemosyne, uma das nove ninfas da água da mitologia greco-romana que concedeu armas ao heróico Perseu. Vivienne, deriva-se provavelmente de "Co-Vianna-Vianna", uma Deusa da água muito difundida, denominada de Coventina.
Independente de seu nome, é uma das mais misteriosas e inexplicadas damas feéricas que aparecem nas lendas artúricas.
Na época em que Malory recopilou a "Matéria da Bretanha", as fadas haviam sido convertidas em feiticeiras, porém nas novelas mais antigas sua natureza feérica é evidente. O "Lanzelet", do alemão Ulrich von Zatzikhoven, era uma tradução de uma novela francesa encontrada na Áustria por Morville, que foi um dos reis de Ricardo Coração de Leão, provavelmente seja a versão mais primitiva da lenda de Lancelot. Nessa versão, a Dama do Lago é uma verdadeira Donzela do Lago, como Gwragedd Annwn, a rainha de uma ilha de donzelas situada no meio de um lago encantado, onde o inverno não chega e ninguém conhece a dor. Educa o jovem Lancelot para que seja um campeão e proteja seu covarde filho, Mabuz o Feiticeiro, das incursões de seu vizinho Iweret.

DAMA DO LAGO, A MÃE DIVINA DE LANCELOT

Em "Lancelot" (em prosa) do século XV, a Dama do Lago é uma maga, como é Morgan Le Fay (Morgana) em Malory e o lago é uma ilusão, conforme relato:
"O rei Ban de Bénoïc, em guerra contra o seu vizinho Claudas de la Landa, foge em segredo de sua fortaleza de Treb para ir pedir ajuda para o rei Arthur. Leva consigo sua esposa e seu filho ainda bebê. Chegando ao bosque de Brocelianda, sobe em um cerro e, ao longe, vê arder sua fortaleza, e morre de dor. A rainha, completamente transtornada, deixa seu filho ao pé de uma árvore e, ao regressar, vê uma linda mulher se apoderar da criança e desaparece com ele nas profundezas do lago. Essa mulher misteriosa é Viviana." (A Infância de Lancelot, "Lancelot em prosa")
O lago portanto, não passava de um encantamento que Merlim havia feito para ela, um pouco antes. No lugar onde a água parecia mais profunda, havia belas e ricas mansões.

Nesse país maravilhoso, foi onde cresceu Lancelot.
Nesse relato (acima), Viviana é uma Dama do Lago entre tantas outras que aparecem nas lendas celtas e desempenha o papel de Mãe de Lancelot. Sabe-se que é bem comum o tema folclórico da fada raptora de crianças. Viviana atua também como verdadeira Deusa, pois sabe que o menino está destinado para grandes façanhas, sabe que um dia irá ao castelo do Graal e que será pai de Glaad. A missão que cumpre ao raptá-lo da mãe é uma missão divina. Ela é a Mãe Divina, a que dará a Lancelot do Lago uma espécie de segundo nascimento, o nascimento de uma "criança divina".
Jesse Weston, em "The Legend of Sir Lancelot du Lac", indica que o germe original da lenda de Lancelot é a história da captura de uma criança régia por uma fada aquática, pois, em "Lanzelet", Lancelot não é amante da esposa do rei Arthur.
Outra Deusa Celta que aparece nas lendas do rei Arthur é Nimue, uma Deusa da Água, que de acordo com Malory é a "Dama do Lago". Tennyson (autor "Idílio do rei") a chama de Vivien, a Deusa Celta da Luz, enquanto Squire diz que ambas são a Deusa Rhiannon disfarçada.

As Deusas da Água eram extremamente populares na sociedade celta, pois a água é essencial à vida. É no movimento espontâneo das águas dos rios e lagos que podiam observar claramente os poderes sobrenaturais das Deusas. Essa consagração, explícitas em algumas toponímias, confirma-se na grande quantidade de oferendas votivas (figuras, caveiras, metais preciosos, armas e objetos domésticos) encontrada em rios, fontes e poços através de toda a Europa.
A água também é símbolo feminino, por isso não nos causa estranheza que o maior responsável pelo seu poder seja uma Deusa. Na realidade, a imersão na água significa segurança, ocultação de segredos e está associada ao grande círculo de vida-e-morte.
A percepção conscientizada de que existe uma dimensão profunda em tudo que experimentamos nessa vida, amplia nossa visão e nos recoloca em uma zona de atemporalidade. A participação no grande círculo conserva tanto o mistério que esse representa como a dignidade dos que morrem.
O segredo de bem viver, de acordo com o mito arturiano, é viver em harmonia, nos alinhando com uma sabedoria maior da Grande Mãe. A longevidade só é alcançada quando deixamos de sofrer com a inevitabilidade da perda. "Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe", portanto, o nosso maior sofrimento está no desejo que o nosso ego tem de controlar a vida, e principalmente a própria mortalidade. O ciclo do sacrifício, que aterroriza o ego, sustenta e cura a alma.


A Busca de Ísis

(autoria desconhecida)

Escoltada por sete escorpiões venenosos, terrível guarda do corpo, Ísis parte em busca de Osíris e, assim, chegou à cidade de Pa-sin. Mas estava tão cansada e tão esfarrapada, que encontrou hospedagem; uma senhora chegou a fechar-lhe ostensivamente a porta na cara. Os Sethe escorpiões consultaram-se entre si sobre a maneira de vingar o insulto à deusa
e, um a um, aproximando-se de sua líder, Tefen, injetaram-lhe todo o veneno.
Tefen entrou na casa da irreverente senhora, encontrou o seu filho e picou-o. Opoder do veneno foi tanto que a casa incendiou-se.
Uma misericordiosa e humilde camponesa, de nome Taha, teve pena
daquele rosto petrificado pela dor e acolheu Ísis. A outra, que se chamava Usa, não encontrou uma gota d'água para apagar o incêndio; desesperada e com a criança morrendo nos braços, vagava à procura de ajuda, mas não encontrou ninguém que a socorresse. Então Ísis teve pena dela: ordenou ao veneno que não atuasse e a criança sarou logo, enquanto uma chuva apagava o
incêndio.
Ísis continuou a andar entre as inúmeras emboscadas que Sethh lhe armava nocaminho. Nos arredores de Tânis ficou sabendo, por intermédio de algumas crianças, que o sarcófago havia chegado ao mar por aquele braço do delta do Nilo. Desesperada, Ísis começou a rodear o Mediterrâneo, até chegar a Biblos na Fenícia.
Lá ficou sabendo que o esquife fora parar no meio dos arbustos, os quais, em contato com o corpo divino, transformaram-se numa esplêndida acácia que encerrou o escrínio em seu tronco. O rei de Biblos, ao ver a estranha árvore ordenou que a cortassem para fazer dela uma coluna no seu palácio.
Assim, todas as noites Ísis ia à cidade e transformava-se numa andorinha que esvoaçava em torno da coluna, lançando estrídulos pungentes... mas ninguém parecia notar.
Finalmente, resolveu agir: parou perto da fonte e quando as criadas da rainha foram apanhar água, começou a conversar, depois a penteá-las, a oferecer perfumes... e as criadas ficaram muito contentes. A rainha quis conhecê-la e, em pouco tempo, caiu nas suas graças e foi nomeada governanta do príncipe. Todas as noites, depois de assumir sua forma de andorinha, chorava penosamente.
Uma noite a rainha quis certificar-se de que a criança dormia e entrou em seu quarto, onde se deparou com uma situação aterradora: Ísis amamentava o bebê com a ponta do indicador e seu berço estava rodeado por chamas e, aos pés da cama, Sethe escorpiões montavam guarda. Gritou, perplexa; o rei e os guardas socorreram-na, enquanto Ísis, com um simples sinal, apagava as
chamas. A Deusa então revelou-se e repreendeu a rainha; grata pela hospitalidade, tinha decidido tornar o príncipe imortal e, por esta razão, todas as noites o imergia nas chamas purificadoras. Mas infelizmente agora o encanto não fazia mais efeito. Com isso a rainha ficou profundamente entristecida e o rei, sentindo-se honrado por ter acolhido uma Deusa, prometeu-lhe o que quisesse. Ísis, naturalmente, pediu ao rei a grande coluna de onde tirou o escrínio e encheu o tronco de perfumes, envolveu-o com faixas perfumadas e deixou-o ao rei e ao seu povo como lembrança e relíquia preciosa.
Retomou o caminho de volta escoltada por dois filhos do rei, mas não resistiu por muito tempo: ordenou que a caravana fizesse uma parada e abriu a caixa. Quando apareceu o rosto do marido, os seus gritos de dor encheram o ar de um espanto tão grande que um dos filhos do rei ficou louco. Já outro teve menos sorte: Ísis tinha-se inclinado chorando sobre o rosto querido e o jovem a observava, ignorante e curioso. A Deusa percebeu e lançou-lhe um olhar tão forte que ele caiu morto.
Chegando ao Egito, escondeu o esquive num lugar solitário, perto de Buto, entre os emaranhados pântanos do Delta que o protegiam contra os perigos.
Mas, por acaso, Sethh o encontrou, quando numa noite caçava ao claro da lua.
Abriu o ataúde e viu os restos mortais do irmão. Ficou furioso e despedaçou-o, dividindo-o em quatorze partes que foram espalhadas pelo Egito.
A infeliz Ísis, com o novo suplício, recomeçou a piedosa procura dos restos fúnebres e depois de imensas fadigas conseguiu reconstituí-los (exceto o falo, que fora devorado por um ossirinco - uma espécie de esturjão do Nilo).
Nos lugares em que os restos foram encontrados, surgiram templos, nos quais se realizavam peregrinações chamadas "A procura de Osíris".
Ísis chamou para junto de si a irmã Néftis, Tot e Anúbis. E, com a ciência herdada de Osíris, eles recompuseram o corpo do rei e envidaram todos os esforços para restituir-lhe a vida. Anúbis embalsamou o corpo, que foi enfaixado e recoberto de talismãs; Tot escreveu fórmulas mágicas nas paredes do sepulcro, em Abidos e Néftis construiu uma estátua idêntica ao
defunto, colocada junto ao sarcófago. Por fim, Ísis tomou a forma de um falcão presa e pousou-se sobre os despojos, batendo as suas asas até que com o seu arbenfeitor insuflou uma vida renovada em Osíris. O esposo ressuscitado tomou-a e Ísis ficou grávida.
Mas mesmo ressuscitado, Osíris não pode reinar mais sobre esta terra e tornou-se rei do Lugar que fica além do Horizonte ocidental, que transformou de um lugar triste e escuro, numa chácara fértil e rica de colheitas.
Realizado, enfim, o rito do sepultamento, Ísis voltou a esconder-se nos pantanais para proteger-se, e principalmente o filho que esperava, contra as vinganças de Sethh.
O percurso de Ísis revela a expansão da civilização egípcia pela orla do Mediterrâneo e, ao mesmo tempo, a aquisição de novos conhecimentos dos povos vizinhos. O mito tem grande semelhança com os Mistérios Eléusis, parecendo ser sua origem.
Por outro lado, também reflete a origem da mumificação e sua ideologia de vida pós-morte, bem como novas intrigas palacianas na sucessão do trono e a divisão da unidade egípcia em 14 reinos.

Aradia, A Rainha das Bruxas


No séc. XIV, Aradia ensinou que os poderes "tradicionais" de uma Bruxa pertenceriam àqueles que seguissem a Velha Religião. Ela os chamo de Dons, porque ela colocava que são apenas "um adicional" aos poderes de uma verdadeira bruxa, e não a razão pela qual alguém deveria ser tornar uma ou seguir La Vecchia. Estes são os seguintes:

1. Atrair sucesso nos assuntos do coração
2. Abençoar e consagrar
3. Falar com os espíritos
4. Saber das coisas ocultas
5. Chamar espíritos
6. Conhecer a Voz do Vento
7. Ter o conhecimento da transformação
8. Ter o conhecimento da divinação
9. Conhecer os Sinais Secretos
10. Curar males
11. Trazer a beleza
12. Ter influencia sobre as feras selvagens
13. Conhecer os segredos das mãos.

Aradia também ensinou que uma Bruxa deve seguir aos Ritos Sazonais e os momentos da Lua Cheia para manter os dons.


INTRODUÇÃO

Iniciaremos com um pouco de História. A Itália passou a ser o país como o conhecemos a pouco mais de 100 anos. Antes disso, era apenas a península Itálica, dividida em diversos reinos. Voltando um pouco mais no tempo, mais ou menos a 1000 ac, vemos esta região populosa por diferentes povos: dos etruscos, altamente desenvolvidos tecnologicamente para a época, passando pelos Latinos e terminando nos Villanovanos, que são considerados os indo-europeus do local. Neste momento histórico, os romanos ainda não são donos de um império e os gregos mostram muita influência sobre estes povos. A religião etrusca é influenciada pelos gregos e as práticas dos neolíticos – passando sua influencia, agora, para os romanos – que nunca foram detentores de uma cultura própria. Este caldeirão de culturas deu origem à Itália e sua Vecchia Religione.
A Vecchia Religione ou Stregaria é a velha religião ligada a Natureza (como a Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven, boschetto.
Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um templo de Diana, às margens do Lago Nemi.
No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulava” Aradia, renasceu a Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só. As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são conhecidas como a Tríade de Tradições.
A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália. A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líder” chamado Grimas. Ele deve ter conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição continue.
Existe também a tradição Aridiana proveniente da vila de Arida – dizem que as maiores parte dos discípulos de Aradia vieram desta localidade no centro da Itália. As maiorias dos praticantes modernas da Stregaria seguem essa tradição. A maioria dos ritos desta apostila são Aridianos.
Como uma religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos, Deusa e Deus, são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante os meses do Deus, os rituais são feitos com robes/ túnicas e nos meses da Deusa, sem roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de mais “incumbências” nos esbaths.
Os grupos/ covens da tradição Aridiana possuem diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não deveríamos :)). É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e alexandrino. Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais...

fonte: http://wiccataubate.blogspot.com


Os Dons de Aradia

No séc. XIV, Aradia ensinou que os poderes "tradicionais" de uma Bruxa pertenceriam àqueles que seguissem a Velha Religião. Ela os chamo de Dons, porque ela colocava que são apenas "um adicional" aos poderes de uma verdadeira bruxa, e não a razão pela qual alguém deveria ser tornar uma ou seguir La Vecchia. Estes são os seguintes:
1. Atrair sucesso nos assuntos do coração
2. Abençoar e consagrar
3. Falar com os espíritos
4. Saber das coisas ocultas
5. Chamar espíritos
6. Conhecer a Voz do Vento
7. Ter o conhecimento da transformação
8. Ter o conhecimento da divinação
9. Conhecer os Sinais Secretos
10. Curar males
11. Trazer a beleza
12. Ter influencia sobre as feras selvagens
13. Conhecer os segredos das mãos.
Aradia também ensinou que uma Bruxa deve seguir aos Ritos Sazonais e os momentos da Lua Cheia para manter os dons.
INTRODUÇÃO
Iniciaremos com um pouco de História. A Itália passou a ser o país como o conhecemos a pouco mais de 100 anos. Antes disso, era apenas a península Itálica, dividida em diversos reinos. Voltando um pouco mais no tempo, mais ou menos a 1000 ac, vemos esta região populada por diferentes povos: dos etruscos, altamente desenvolvidos tecnologicamente para a época, passando pelos Latinos e terminando nos Villanovanos, que são considerados os indo-europeus do local. Neste momento histórico, os romanos ainda não são donos de um império e os gregos mostram muita influência sobre estes povos. A religião etrusca é influenciada pelos gregos e as práticas dos neolíticos – passando sua influencia, agora, para os romanos – que nunca foram detentores de uma cultura própria. Este caldeirão de culturas deu origem à Itália e sua Vecchia Religione.
A Vecchia Religione ou Stregaria é a velha religião ligada a Natureza (como a Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven, boschetto.
Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um templo de Diana, às margens do Lago Nemi.
No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulava” Aradia, renasceu a Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só. As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são conhecidas como a Tríade de Tradições.
A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália. A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líder” chamado Grimas. Ele deve ter conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição continue.
Existe também a tradição Aridiana proveniente da vila de Arida – dizem que as maiores parte dos discípulos de Aradia vieram desta localidade no centro da Itália. As maiorias dos praticantes modernas da Stregaria seguem essa tradição. A maioria dos ritos desta apostila são Aridianos.
Como uma religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos, Deusa e Deus, são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante os meses do Deus, os rituais são feitos com robes/ túnicas e nos meses da Deusa, sem roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de mais “incumbências” nos esbaths.
Os grupos/covens da tradição Aridiana possuem diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não deveríamos :)). É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e alexandrino. Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais...
Stregherie
A velha religião na Itália começou com os povos Etruscos que apareceram na Itália por volta de 1.000a.c, por serem povos místicos e possuidores de conhecimento de magia eles influenciaram em muito a religião da Itália.
Os povos Etruscos deixaram tumbas magníficas decoradas, pintadas e ás vezes com joias armas, utensílios de uso pessoal, todos esses objetos indicavam o nível social da pessoa que ali estava enterrada, acreditavam na vida após a morte e que os deuses se fossem bem celebrados durante suas vidas na terra, poderiam lhes reservar uma boa vida após a morte.
Os deuses ocupavam um lugar importante na vida dos Etruscos, influenciavam seus comportamentos, seus relacionamentos e a ideia principal dos Etruscos era o poder que os deuses podiam emprestar "aos humanos", portanto o poder divino era consciente entre os Etruscos, com seus hábitos, sua religião e seus conhecimentos influenciaram sobre maneira toda a região da Itália.
A vinda do cristianismo na Itália determinou a queda do Paganismo e os cultos mágicos aos deuses foi considerado ilegal .As sacerdotizas de Diana se refugiaram em vilas isoladas... onde hoje é encontrado o templo de Diana em ruínas, portanto a Velha Religião foi conservada nessas áreas rurais e o seu conhecimento existem até hoje na Itália moderna.
A perseguição das bruxas na Itália não foi violenta como foi em outros países pois as bruxas italianas se concentravam em vilas isoladas e eram geralmente muito bem toleradas.
A bruxa italiana chama-se Stregha e o bruxo italiano chama-se Streghone e o coven de bruxos é chamado de Boschetto A Stregheria também tem várias tradições conforme as regiões da Itália, por exemplo na Sicilia, norte da Itália, sul da Itália etc...
Na Stregha é muito importante os laços familiares, os espíritos que protegem e preservam a antiga religião e seus conhecimentos. Ha muitas diferenças entre as bruxas americanas e as bruxas italianas, essas diferenças além de serem históricas são devidas a diferentes tradições e diferentes crenças. Os Estados Unidos fica muito longe da Itália e numa época passada, nos tempos primitivos é lógico que o conhecimento da Itália eram diferentes dos conhecimentos americanos assim como a sua história, por exemplo: uma bruxa Strega nunca ouviu falar sobre karma há tempos atrás, por que o conceito oriental místico só chegou na Itália neste século, portanto não se escutava falar sobre tantra, I'ching, chákra, yoga, estes conceitos não estavam presentes na Itália no ano de 1.300... Como a Stregha italiana têm seus alicerces na velha religião praticada nessa época, genuinamente ela não usa conceitos orientais .
Outro exemplo: Na Itália temos quase 200 dialetos diferentes, o que originam diversas formas de conhecimentos, tradições e clãs.
A magia Stregha usa muitos objetos da natureza, amuletos, talismãs, adivinhações, feitiços, os círculos mágicos também são feitos, é muito comum se encontrar chaves feitas de ouro ou prata, tesouras ferraduras, pérolas, fitas vermelhas e sal.
Já foi dito que é muito importante os laços familiares na bruxaria Stregha e geralmente a iniciação de uma bruxa Stregha começa desde o momento de seu nascimento. as mulheres mais velhas da família gradativamente vão oferecendo conhecimentos para a iniciada e vão notando quais os dons que esta iniciada nasceu com eles.
Isto também se dá com os meninos que florescem mais tarde na magia que as meninas.
A herança de Aradia
Trago a questão da herança. Resolvi pegar um dos pilares mais tradicionais das práticas de Stregheria - ou de qualquer vertente mais tradicional (e hereditária): o sangue. Para muitas streghe, ele é o passaporte para a entrada nos "mistérios". A herança do sangue é bem forte e une muitos clãs e praticantes. Para alguns, o simples nascer em determinada família já é um rito iniciático. A questão central aqui é: fazer parte de uma família, ter uma descendência "mágicka" conta - e muito! Muitas famílias não abrem seu livro mágicko ou sua linhagem para ninguém e os únicos estranhos são os cônjuges dos filhos.
"Poxa vida... então, se eu não vier de uma família bruxa, nada feito?", alguns podem estar pensando. :(
Na verdade, muitas trilhas levam ao Caminho. Algumas streghe acreditam que o processo evolutivo permite aos iniciados estar sempre juntos dos seus - porém, nada garante que com o mesmo sangue terreno. Eu acredito fortemente nisso. Alias, vale observar as pessoas que seguem religiões africanas; tradições de sangue negro. Muitos têm esse sangue correndo em suas veias, no entanto alguns daqueles que se dedicam e se iniciam são de descendência preponderantemente europeia. O que as traz até o terreiro? Aleph, meu companheiro mágico, diz "que são pessoas de alma negra". Quem remexeu caldeirão uma vez, fatalmente o fará novamente.
Aqui então se firma um ponto interessante: não importa de onde vem a sua ancestralidade, mas para onde ela te leva - além de sabermos reverenciar isso com propriedade.
Se seus avós são como os meus, católicos e espíritas, isso não impede que ninguém de trilhar uma estrada de (neo)paganismo. Nossos rituais e nomenclaturas podem ser diferentes, mas nossa essência é como a água: molda-se ao recipiente que a carrega. Procuramos o divino; eu o vejo no Sol, na Lua ou na Terra, mas minha família o vê em Jesus. Ainda assim, somos uma família e temos nossas particularidades e cultos: somos a nossa tradição.
Esta é a herança de Aradia. A famosa figura da Stregheria - principalmente pelas mãos de Charles Leland e seu Gospel - traz essa força: de quem volta às suas origens e as incorpora, saindo depois para levar a outros este mesmo processo. Eu penso que este é um processo que tem de acontecer para entrarmos em processo iniciático. Algo como "Conhece a ti mesmo". Se conhecer é tirar o primeiro véu de seus olhos e assumir sua personalidade mágicka - independentemente de qual seja seu Caminho. Ao centrar meus estudos na Bruxaria Italiana, recebi uma grande oportunidade: a de poder olhar os meus e entender melhor por que estava fazendo aquilo (e por que continuo).
Eu creio que esta é uma das lições da mestra Aradia. A lição de trazer seu sangue e honrá-lo. Isto é dizer aos seus ancestrais: "não me esqueci de quem somos!".

Deusas

Algumas Deusas da Terra

Mãe-Terra, dê-me o seu Dom,

Diga o que devo fazer,

Ensine-me a viver como filh@ da Terra!

(Brooke Medicine Eagle)

Afrodite

Deusa grego do amor. Segunda as lendas, Ela teria nascido das espumas do mar e sido cuidada pelas Horas e Graças que a teriam tornado ainda mais bela do que já era.

Afrodite governa o nascimento, a vida, o amor, a morte, o tempo e o destino.

Por ser considerada uma Deusa dos instintos e da fecundidade, os gregos acreditavam que era Afrodite quem espalhava sobre a Terra a energia causadora da geração de todas as coisas. Seu poder podia ser sentido no reino humano, animal e vegetal.

Na natureza seu poder se fazia sentir por intermédio das chuvas da Primavera, enviadas pela Deusa para fecundar o solo e fazer germinar as sementes. Acreditava-se que nesse período Afrodite visitava o mundo e, por onde pisasse, flores germinavam aos seus passos. Ela era responsável pela beleza das plantas e expressava o vigor da Primavera. Em Creta, recebeu o título de “Antheia”, que significa “Deusas das flores”, devido à sua conexão com as plantas mágicas e por ser a responsável pelo orvalho da manhã, que realça o brilho das flores. Afrodite era considerada o poder reprodutor da natureza, Senhora soberana da preservação das espécies e da renovação da vida.

Sua ervas são: anêmona, benjoim, cocos, margarida, urze, mandrágora, manjericão, manjerona, pervinca, tanchagem, framboesa, rosas, sândalo, morango e violeta.

Ailinn

Deusa celta que morreu de tristeza ao saber da morte acidental de seu amado Baile. Eles foram enterrados juntos e de seus túmulos nasceram duas árvores – uma macieira e um teixo – cujos galhos ficaram eternamente entrelaçados como testemunhos de seu amor. A lenda é baseada no arquétipo da Deusa Aillin, padroeira do amor leal e fiel.

Aine

Aine é uma das Grandes Deusas da Irlanda que sobreviveu na forma de Fada.

Aine é uma Deusa do amor, a que encoraja o amor humano. Ela também é reconhecida como uma Deusa lunar e padroeira dos pastos e gados. Ela é considerada a que produz o doce aroma dos prados. Seu nome deriva da raiz Adeh que significa “fogo” e por isso ela pode ser associada a Brigit.

Assim como Brigit ela também governa a agricultura, a fertilidade, a colheita e os animais de uma forma geral.

O Sabbat Litha, o Solstício de Verão, era celebrado em toda a Irlanda em honra de Aine. Nessas noites os fazendeiros faziam procissões com inúmeras tochas de palha e iam em direção a Knock Aine, agitando-as sobre o gado e os campos para proteção e fertilidade. O propósito dessa cerimônia era purificar a terra, mandando embora todas as energias e espíritos hostis. Os povos antigos acreditavam que isso traria uma boa colheita e o aumento do rebanho. Dizem que em algumas ocasiões a própria Deusa podia ser vista conduzindo a sagrada procissão.

Na Irlanda, Aine sempre esteve associada à agricultura, pois, sendo uma Deusa da fertilidade, exercia domínio sobre todos os poderes de fertilização.

Sua ervas são: acácia, amor-perfeito, basílico, bardana, cardamomo, margarida, rosa.

Airmid

Airmid, também conhecida como Airmeith, é uma das Deusas mais antigas dos Tuatha de Dannan. Senhora de grandes poderes mágicos, é a Deusa da medicina e da cura dos celtas.

É filha de Dian Cecht, o Deus da Cura, da Magia, e avô de Lugh.

Airmid é a Deusa dos encantamentos e da Magia com ervas. Detém poderes sobre a cura por intermédio das ervas e suas especialidades. Conhece o uso de cada planta e é ela quem nos ensina sobre as propriedades das ervas mágicas. É também a Guardiã da fonte da juventude eterna, com seu pai e irmãos. Vinda de uma família de curadores, Airmid reflete a combinação do conhecimento prático e mágico. Tem o poder de curar animais e humanos. Segundo as lendas, ela vivia num esconderijo entre as montanhas e teve quatro irmãos: Miach, Cian, Cethe e Cu.

Airmid era uma hábil curandeira, Ao viajar com seu irmão Miach pela Irlanda, executou grandes feitos de cura.

As aventuras da Deusa Airmid começam com a visita ao castelo de Nuanda Argentlam, o antigo Rei dos Thuatha de Dannan.

O portão de Nuanda era guardado por um porteiro, que se sentava ao lado do portão com um gato escondido em sua capa. Como o rei, o porteiro não tinha um dos olhos. Quando Airmid e seu irmão se aproximaram do portão, ele lhes perguntou quem eram. Ao dizer que eram curandeiros, o porteiro quis saber se poderiam dar-lhe um novo olho.

Airmid e Miach concordaram e removeram um dos olhos do gato do porteiro e transplantaram para o espaço vazio onde estava o olho aleijado. A operação não foi tão bem-sucedida, já que o novo olho teve a natureza do gato. À noite ficava aberto à procura de ratos e durante o dia só desejava dormir. Mesmo assim, o porteiro ficou muito feliz por ter novamente dos olhos e recomendou os dois curandeiros ao Rei Nuada.

Algum tempo depois o pai de Airmid, Dian Cecht, descobriu que seu filho Miach era um curador muito mais talentoso que ele. Impossibilitado de aceitar as grandes habilidades e inteligência de seu filho, assassinou-o num ataque de inveja e loucura. Airmid chorou e lamentou a morte de seu irmão sobre a tumba, e de suas lágrimas nasceram 365 tipos de ervas diferentes. Ela recolheu as ervas que cresciam ao redor do túmulo de seu irmão e descobriu que cada uma era a cura para uma doença. Com muito cuidado catalogou cada erva, seu uso mágico e medicinal e colocou-as em seu manto para carrega-las consigo para que assim pudesse curar as pessoas, onde quer que ela fosse, possibilitando que todos pudessem ser curados. Dian Cecht, incapaz de se redimir, retirou as ervas do manto de Airmid e derrubou-as ao chão, misturando para impedir que a humanidade recebesse a cura e aprendesse os segredos da imortalidade possível por meio de seu uso.

Mesmo com esse relacionamento tenso, Airmid e Dian Cecht se uniram para curar os Tuatha de Dannan em sua luta contra os Fomorianos. Mergulhando cada guerreiro ferido na Fonte da Saúde, eles os curavam. Cada um que mergulhasse em sua fonte sagrada ficava completamente curado e podia voltar para a batalha.

De acordo com as lendas, Airmid ajudara seu pai a criar a Fonte da Cura e, enquanto os Tuatha de Dannan se preparavam para a segunda batalha de Mag Tuired, Airmi e Dian Cecht pegaram erva por erva da Irlanda e criaram a Fonte da Cura, chamada de Tropa ou Tiobraid Slane. Os guerreiros gravemente feridos se banhavam na fonte e então eram restabelecidos prontamente. Suas feridas mortais eram curadas a cada encantamento.

Airmid é a Senhora da Cura. Ela era a Deusa chamada pelos celtas para auxiliar nos processos de recuperação. È considerada não só uma Deusa da Saúde, mas também da Renovação, pois era uma das Guardiãs da Fonte da eterna Juventude.

Airmid deve ser chamada para auxiliar nos processos de cura das doenças, consagração de ervas para rituais e revelação dos mistérios do reino vegetal. Também para buscar auxílio na neutralização das enfermidades e males.

Suas ervas são: Alecrim, bergamota, camélia, eufrásia, cânfora, confrei.

Amaltéia

Algumas vezes considerada uma Deusa, outras, uma cabra que alimentou Zeus, o pai dos Deuses gregos, e que por recompensa foi enviada aos céus, dando origem a Pa, constelação de Capella, que significa “cabra” em latim. Um dos chifres de Amaltéia foi transformado na cornucópia, de onde vertiam frutas, moedas e abundância infinitas.

Amaterasu

A Deusa japonesa do Sol, teria ensinado aos homens a agricultura, a tecelagem e a arte de criação do bicho-da-seda.

Sempre em outubro era festejado o Kanname Sai, em que as oferendas dos primeiros grãos eram feita à Deusa em agradecimento à fartura e à abundância.

Amaterasu está associada ao calor, ao amor, à fertilidade, à sabedoria, à paz e à compaixão.

Suas ervas são: acácia, açafrão, alecrim, arroz, calêndula, louro, lótus, tomilho.

Anna Purga

Deusa indiana, a doadora dos alimentos. Descrita como uma mulher sentada em um trono, alimentando uma criança com uma grande colher, ela era considerada uma Deusa protetora da família e homenageada, principalmente, na cidade de Benares.

Ani

Deusa africana, protetora das mulheres e das crianças, padroeira da terra e da agricultura, responsável pelos ciclos da natureza e pela fertilidade humana, animal, vegetal. Seu consorte, Okuke, era o Deus da virilidade, da fertilidade e do vigor físico.

Asherah

A grande mãe dos semitas, celebrada como a árvore da Vida com oferendas de frutas e fitas amarradas nas árvores. Considerada a própria força da vida, esta Deusa era invocada nos partos e nos plantios. Nos templos, era representada por um pedaço bruto de madeira chamado “asherah” mas, nos altares domésticos, estatuetas de argila mostravam-na como uma mulher-árvore, com os pés na terra e de cujo ventre nasciam todos os seres. Seu culto foi perseguido e depois abolido pelos hebreus patriarcais, mas sua força, profundamente enraizada nos corações dos homens emergiu em outras culturas, sob outros nomes, como Ashnan, na Suméria e Athirat, no Egito.

Askefruer (O freixo)

Ninfas do freixo dotadas de poderes mágicos e habilidades para curar as doenças. Elas apareciam como mulheres peludas, com seios grandes, os cabelos como raízes e vestidas com roupas de musgo. Na antiga tradição escandinava, o freixo era uma árvore sagrada, extremamente importante por representar Yggdrasill, a Árvore do Mundo, da qual foi formado o primeiro casal humano.

Bestla (O teixo)

Deisa viking associada à terra e à nutrição. Também era considerada uma Deusa árvore, particularmente o teixo. Era filha de Bolthorn e mãe de Odim.

Blodewedd (Deusa das flores)

Deusa celta das flores. Segundo as lendas, ela foi criada a pedido do Deus solar Llew Llaw, amaldiçoado por sua mãe Arianrhod para nunca se envolver com uma humana. Por meio da magia, esta Deusa foi criada de nove espécies de flores mas, quando foi descoberta sua infidelidade, os mesmos magos que a criaram transformaram seu rosto florido em uma cabeça de coruja.

Mitos mais antigos consideram Blodewedd uma manifestação da Mãe Terra, como senhora da ida e da morte, da mesma forma que Blathnat, a “Pequena Flor”, filha do Rei das Fadas na Irlanda.

Centeotl (O milho)

Deusa asteca do milho, responsável pela fertilidade da terra, junto com Xilonen.

Ceres (Deusa dos grãos)

Deusa romana dos grãos e da agricultura. Era a força da natureza, do crescimento e da nutrição. Suas celebrações incluíam rituais de purificação da terra e de incentivo à abundância das colheitas. Com cânticos e procissões, as pessoas passavam sobre os campos recém-semeados pedindo as bênçãos da Deusa para ter abundância nas colheitas.

Os romanos acreditavam que ela era responsável pelo nascimento dos seres vivos, que teriam sido gerados de seu seio.

Cerridwen

Deusa celta detentora do caldeirão sagrado dos mistérios da vida, da morte e do renascimento. Ela regia também, a vegetação, o mundo subterrâneo e das dádivas da terra. Seu consorte era o Deus da vegetação Cernunnos. Cerridwen era considerada a mãe de todos os bardos, que se autodenominavam Cerddorion ou filhos de Cerridwen. Diziam-se que beber de seu caldeirão mágico conferia inspiração e talento para músicos e poetas. Seus símbolos eram o caldeirão, o cálice, a porca branca e os cereais.

Para homenagea-la, queimar verbena no caldeirão, acender uma vela verde e amarrar uma fita verde em uma árvore frutífera. Pedir um gole do caldeirão de Cerridwen e as bençãos para as atividades e projetos criativos. Também pode homenagea-la oferecendo flores ou grãos à Mãe da Vegetação e comer uma espiga de milho. Meditar olhando para uma taça ou uma vasilha preta cheia de água, procurando “ver” além da superfície e perceber alguma mensagem da Deusa.

Chalchihuitlicue (O milho)

Deusa asteca das águas correntes, relacionadas à vegetação, responsável pela boa colheita do milho.

Chicomecoatl (O milho)

Deusa asteca nutriz, a responsável pelos alimentos, particularmente as plantações dos milhos.

Chloris

Jovem Deusa grega dos brotos e das sementes, namorada de Zéfiro, o Deus do vento do oeste.

Corn Mathers (O milho)

Mãe do milho para os índios norte-americanos.

Damas Verdes

Ninfas celtas malévolas das florestas.

Damkina

Deusa suméria dos grãos.

Démeter

Deusa grega dos grãos. Era a força da natureza, do crescimento e da nutrição. Ela regia as colheitas, os cereais, a vegetação, o renascimento, a agricultura, a civilização, as leis, a filosofia, a magia e a própria Terra. Suas celebrações incluíam rituais de purificação da terra e de incentivo à abundância das colheitas. No seu festival, celebrava-se com procissões de mulheres descalças enfeitadas com guirlandas de flores do campo. Acreditava-se que, ao andarem descalças, as mulheres podiam se comunicar diretamente com a Deusa. Segundo as lendas, Deméter trouxe as primeiras sementes de trigo para a humanidade, ensinando-a a cultivar a terra e transformar os grãos em pão. Deméter era a protetora das mulheres, da maternidade e do amor conjugal.

Dervonnae

Ninfa celta dos carvalhos.

Donzela das Bananas

Equivalente indonésia de Sita, reverenciada como Deusa da vegetação e do plantio.

Dríades

Os gregos acreditavam que cada árvore tinha uma alma individual, uma força elementar na forma de uma mulher com corpo formado pela árvore. Esses seres elementais, chamados de Dríades, zelavam por suas moradas – as árvores – e castigavam os homens que quebravam ou cortavam a árvore ou seus galhos. Quando a árvore morria, a vida da Ninfa também acabava; por isso bosques eram considerados locais sagrados e preservados contra os incêndios ou a destruição.

Druantia (o pinheiro)

Deusa celta da fertilidade, da paixão e da sexualidade. Era tida como a Senhora das Árvores, sendo-lhe creditada a invenção do “Calendário das Árvores”, o poder do conhecimento e da criatividade.

Duillae

Deusas espanholas consideradas as protetoras d natureza e mantenedoras da vegetação.

Eithinoha (O milho)

Mãe Terra e mãe do milho do índios Iroquois, onde festejavam a colheita e agradeciam às divindades da Terra e da natureza.

Epimélides ou Melíades

Ninfas de árvores frutíferas.

Erce

Deusa eslava da terra, protetora dos campos e das plantações. Para atrair sua benevolência, despejava-se leite, mel, vinho e fubá sobre os campos e nos cantos das propriedades.

Eva

Fangge

Espíritos austríacos das árvores em Tirol. Os habitantes acreditavam que os Fangge vingavam-se daqueles que cortassem os galhos ou arrancassem a casca das árvores, fatos que levariam à sua morte. Para se proteger de alguma vingança dos Fangge, as pessoas ofertavam pães com sementes de cominho às árvores.

Flora

Deusa romana das sementes, das flores, dos frutos e das alegrias da juventude. Durante os festejos de Florália, jogavam-se sementes sobre a multidão para atrair a fertilidade e abundância. Esta Deusa personificava o florescimento de toda a natureza, inclusive a humana. Honrava-se o corpo da mulher com desfiles de mulheres nuas adornadas de flores. Invocava-se Flora para facilitar a concepção, pois a flor é o órgão sexual da planta. Durante seus festejos, soltava-se lebres e bodes no meio das pessoas para atrair a fertilidade e jogavam-se feijões e tremoços sobre a multidão. Posteriormente, seus rituais sagrados degeneraram em orgias e Flora foi considerada a padroeira das prostitutas.

Gabjauja

Deusa lituana dos cereais. Era a Deusa responsável pela prosperidade e riquezas materiais em todos os sentidos.

Hainuwele (Mãe das Palmeiras)

Deusa da abundância e da colheita, do povo wemale, no Ceram. Hainuwele é uma Deusa donzela que surgiu do coco e foi exterminada pelos humanos nos tempo primordiais. Dos pedaços de seu corpo surgiram os frutos da terra, capazes de nutrir os homens.

Hamandríades (O carvalho)

Ninfas dos carvalho na Grécia.

Helena Dendrius

Deusa pré-helênica, a senhora das árvores, associada à da vegetação, Helena era reverenciada em vários bosques, onde seus devotos colocavam nas árvores oferendas e estatuetas de argila, Seu nome era dado às rainhas, sendo a mais famosa delas Helena de Esparta, cuja beleza teria contribuído para a famosa guerra de Tróia.

Helíades (O alámo)

Horas

Deusas gregas que representavam as Estações e as forças da natureza em constante movimento e crescimento. Seus nomes eram: Thallo, Deusa das Flores; Auxo, relacionada ao crescimento; Karpo, Deusa dos Frutos Amadurecidos. Eram filhas de Themis e também possuíam um aspecto mais ético.

Hsi Wang Um (O pessegueiro)

Iaçá: A Deusa Nutridora

A Deusa Nutridora aparece na forma de Iaçá, dando origem ao açaí. A Deusa Nutridora é sempre uma face que pode trazer prosperidade, abundância, as riquezas da terra. Porém, o melhor enfoque que se pode dar à Nutridora é o que leva a questionar e equilibrar o processo de nutrição – física, mental, e emocional. Assim, Iaçá traz a dádiva da Nutridora: alimenta com o que se é preciso e oferece plena satisfação.

Iduna

Deusa escandinava que desempenhava a mesma função da Hebe grega, alimentando os Deuses com comidas mágicas que os mantinham jovens e vigorosos. Os Deuses nórdicos não eram imortais, eles dependiam das maçãs encantadas de Iduna para viverem eternamente.

Ii

Deusa nigeriana, a mãe das colheitas, invocada para garantir a abundância das plantações.

Indara

Deusa da terra e da fertilidade, criadora da vida e ser supremo indonês.

Ineno (O arroz)

Deusa indonésia, mãe do arroz.

Inna

Deusa nigeriana da agricultura, protetora das propriedades, defensora contra os ladrões.

Jarina e Jurema

Deusas das árvores, nas lendas indígenas, cujos nomes e qualidades foram adotados pelas respectivas caboclas. Da árvores de jurema preparava-se uma bebida alucinógena, ingerida pelas “cunhas” – profetisas – para induzir visões por meio de transes.

Kaguya-hime-no-mikoto (Canela)

Deusa da beleza, da Lua e da boa sorte, cuja árvore sagrada era a canela, usada como chá ou incenso para favorecer os bons sonhos e a boa sorte.

Kono-Hama-Sakuya-Hime (A cerejeira)

Kore

Deusa grega associada aos campos e à vegetação e posteriormente identificada com Perséfone.

Korn Mutter

Mãe européia dos grãos.

Mãe do milho na antiga Prússia e na Alemanha, as Deusas da agricultura e dos cereais cujo espírito ficava retido na última espiga da colheita. Essa espiga era transformada em uma boneca e guardada até a próxima primavera quando, durante um ritual, era enterrada na terra arada para favorecer o plantio e a colheita.

Korrawi

Deusa tâmil associada às guerras e conquistas. Era considerada Senhora dos Bosques e Rainha das Coisas Selvagens.

Kupalo (A bétula)

Deusa eslava do auge do verão, da água, da magia e das ervas. Confeccionava-se uma esfígie de mulher com palha dos campos de trigo. Os casais jovens pulavam sobre as fogueiras levando consigo a efígie de palha e iam depois banhar-se nos rios. No dia seguinte, a mulher de palha era entregue às águas, levando consigo os males das pessoas. Nos Bálcãs, a efígie era feita com galhos de bétula e vestida com roupas de mulher.

Kupeirup: a Senhora da Fartura

Senhora da Abundância, de cujo corpo brotam alimentos variados. Kupeirup se sacrifica para que haja alimento, imortalizando-se no próprio sustento dos seres humanos. Seus dentes viraram milho; seus cabelos, o algodão; suas unhas, o amendoim, sua perna, a mandioca brava; as mãos, as folhas da mandioca; a cabeça virou cabaça; o miolo virou cará; seus dedos, a pimenta; suas coxas, a mandioca doce; o leite de seu peito virou leite de mandioca doce; seu fígado tornou-se o inhame; sua vulva, a vagem do feijão-fava; e o seu coração, a batata.

Cultuar Kupeirup trará fartura, abundância, os frutos da terra, tais como trabalho, dinheiro, sucesso material.

Larunda

Deusa pré-romana, cultuada na Península Itálica. Considerada a mãe dos lares e uma Deusa da terra. Seu nome significa “Aquela que torna a terra verde”.Era chamada para trazer fartura e uma colheita abundante.

Lauka Mate

Deusa da Letônia, associada aos campos e à fertilidade. Era chamada de “A mãe das terras aradas”, pois era considerada a Deusa que concebia boas lavouras.

Libera

Deusa da fertilidade e da vegetação, padroeira da viticultura juntamente com seu irmão Líber. Filha de Ceres, ela foi identificada com a Deusa grega Perséfone.

As mulheres idosas das comunidades se colocavam a serviço da Deusa, celebrando o renascimento da vegetação. Enfeitadas com coroas de hera, elas sentavam-se nas encruzilhadas e vendiam panquecas recheadas com mel aos transeuntes. Os romanos compravam as panquecas e as ofereciam à Deusa, comendo um pedaço para reforçar sua virilidade.

Mani: a Senhora da Abundância

Senhora da Abundância e Prosperidade. Conectar-se com Mani deve ser um exercício de sentir a fertilidade da terra brasileira e sua capacidade de dar abundantes frutos. Mani pode ser Deusa adequada para ensinar a crer na capacidade de prosperidade, trabalho e no direito de ter o que for desejado. Ela também ensina a esperar, o tempo da rega, aquilo que se deve fazer para que os frutos surjam. Nesse sentido, em seus rituais, pode ser trabalhado também o sapo Aru, que para alguns povos indígenas significa o trabalho metódico. Outra capacidade de Mani, em forma da Deusa Menina, é proteger e curar as crianças.

Mayahuel (O cacto)

Deusa mexicana do pulque, um tipo de bebida. Segundo o mito, ela foi raptada por Quetzalcoatl. Após ser despedaçada por espíritos malignos, a primeira planta cresceu por intermédio de seus ossos.

Medeine

Deusa da Lituânia associada aos bosques.

Nana

Deusa assíria da vegetação, mãe de Attis, que veio a tornar-se o consorte amado da Deusa Cibele. Segundo a lenda, nana ou Nina era ninfa que concedeu Attis enquanto carregava uma romã sobre seu seio. No entanto, fontes mais antigas mencionam que o nome de Nana, em seu significado de “rainha”, era um dos antigos atributos da Deusa babilônica Isthar ou Inanna, como a padroeira das cidades Ninevah e Lagash.

Nete Bekü: A Mãe do Mato

Deusa portadora da sabedoria do reino vegetal. Conectar com ela quando precisar do poder de cura do verde ou quando desejar obter sucesso nas plantações ou conhecimentos de herbologia. Invoque Nete Bekü, que superou a cegueira, para traspor os obstáculos que não a deixam ver claramente. Deusa dos vegetais, Nete Bekü também é Senhora da Visão e Criadora, porque formou seu povo de uma cabaça e abelhas. (Vide seu mito no começo).

Nisaba

Deusa sumeriana da escrita e da sabedoria. Seu símbolo é o estilete da escrita. Também considerada uma Deusa dos Cereais.

Olwen

Deusa celta da Primavera. Acreditava-se que as flores surgiam sobre cada pegada da Deusa.

Oryu

Espíritos japoneses dos salgueiros, que abandonavam as árvores caso elas fossem destruídas e atacavam seus agressores.

Ops

Deusa romana associada ao crescimento das sementes. Os romanos acreditavam que ela trazia a abundância das colheitas. Foi uma das esposas de Saturno.

Proserpina

Deusa grega agrária, guardiã das sementes, sendo responsável por elas desde sua germinada ao seu apodrecimento. Posteriormente foi comparada a Perséfone.

Pattini (O arroz)

Deusa dos cingaleses associada aos casamentos e ao afastamento das epidemias. Acreditava-se que tenha implantado o cultivo de arroz.

Pomona

Deusa grega das frutas maduras, considerada esposa de Vertúmno.

Raudna (A sorveira-brava)

Deusa da Lapônia cujo nome significa “Sorveira brava”, planta à qual estava associada.

Rauni ou Roonika (A sorveira)

Deusa finlandesa regente do trovão e esposa do Deus do relâmpago. Conhecida também sob outros nomes (Akko, Maan-Eno ou Ravdna), ela se materializava nas sorveiras, sendo que suas frutas vermelhas lhe eram consagradas. Segundo a lenda, por meio de uma relação sexual durante seu período menstrual, Rauni criou a sorveira e outras árvores mágicas de flores ou frutos vermelhos. Para homenageá-la, as pessoas lhe ofertavam os melhores pedaços das renas abatidas durante aas caçadas.

Renenutet

Deusa egípcia da agricultura e colheita. Um dos seus títulos era Rainha dos Pomares.

Robigo

Deusa romana dos grãos. Era invocada para proteger as plantações de milho das pragas e ervas invasoras.

Rumina (A figueira)

Saule (A macieira)

Deusa solar da Letônia. Era tida como a virgem do Sol e chamada para favorecer o crescimento dos frutos da Terra.

Segunda a única lenda conhecida, Perkuna tete, ama de Saule recebia-a, a cada noite, com um banho quente feito de uma infusão de folhas de pinheiro e casca de bétula. Após seu descanso noturno, Saule voltava renovada e resplandecente para iluminar a Terra.

Saules Meitas

Filha do Sol na Letônia, que semeavam as rosas.

Sago

Deusa indonésia, mulher das palmeiras.

Sehu

Deusa do milho para os índios Cherokee.

Selu

Deusa da agricultura para os índios norte-americanos (Flórida) Seminole, cujo consorte era o senhor da caça Konati. Segundo a lenda, Selu, antes de morrer, ensinou seus filhos a fertilizarem a terra com seu sangue para que o milho pudesse crescer.

Spes

Deusa romana que personificava a esperança. Posteriormente, transformou-se em uma Deusa dos jardins.

Tellus Matter

Deusa romana da terra e dos campos de cereais.

Tji Wara

Deusa africana da agricultura. Para garantir abundância das colheitas, os camponeses invocavam sua bênção no ato do plantio e reverenciavam-na no momento da colheita, oferecendo-lhe os primeiros frutos e espigas de milho e, às vezes, sacrificando algum animal, salpicando, depois seu sangue sobre a terra.

Tlazolteotl (O milho)

Deusa mexicana considerada mãe do milho e dos Deuses e a doadora do amor.

Urïhi: a Mãe Terra-Floresta

Deusa que personifica a Terra, no caso, a Floresta. A Deusa-Terra ensina o respeito ao sagrado solo, é capaz de dar lições de irmandade com os seres e acaba com as ilusões de que a humanidade tem maior importância que os outros seres. Urïhi pode ensinar a lição da Grande Teia, mostrando que as ligações entre tudo o que existe dá a medida da responsabilidade de se ter perante a Deusa. “Tudo o que acontece com a Terra, acontece com os filhos da Terra.”.

Vênus (o cipreste)

Xi Wang Um

Deusa chinesa associada à imortalidade. Cuida da erva da imortalidade e presenteia seus preferidos com pêssegos, capazes de conferir a vida eterna.

Xilonen

Deusa asteca do milho, responsável pela fertilidade da terra, junto com Centeotl.

Xochiquetzal

Deusa lunar dos mexicanos relacionada ao mão, aos trabalhos manuais e às plantas.

Deusa asteca das flores, da vegetação e da sexualidade, equivalente a Deusa Flora. Chamada pelas mulheres astecas de “A Senhora com saia de penas azuis” ou “A Mãe das flores”, ela era venerada com oferendas de pequenas figuras de barro. Essas imagens foram descobertas em várias escavações arqueológicas do México.

As lendas contam que Xochiquetzal foi a única mulher que sobreviveu ao Dilúvio, juntamente com seu marido, tendo como missão repovoar o mundo. Seus filhos, porém, nasciam mudos; um pombo encantado lhes devolveu o dom da fala, mas cada um começou a falar uma língua diferente.

Yakshini

Espíritos femininos hindu, das árvores e da atmosfera. Descritas como lindas mulheres vestidas com rúnicas transparentes, elas moravam nas árvores, sacudindo-as levemente para que florescessem. Seus companheiros chamava-se Yaksas e, juntos, cuidavam das árvores e dos seres da natureza.

Zemyna (O carvalho)

Ziza

Deusa europeia dos grãos.

Zytniamatka

Deusa europeia dos grãos.

Mãe do milho na antiga Prússia e na Alemanha, as Deusas da agricultura e dos cereais cujo espírito ficava retido na última espiga da colheita. Essa espiga era transformada em uma boneca e guardada até a próxima primavera quando, durante um ritual, era enterrada na terra arada para favorecer o plantio e a colheita.

O Reino Divino / O Deus Sacrificado

(Retirado dos Livros Mistérios Wiccanos de Raven Grimassi e Wicca, A Religião da Deusa de Claudiney Prieto).

Em tempos remotos, a lei “só os mais fortes sobrevivem” era uma realidade verdadeira e comum. Hoje, graças à medicina moderna e à tecnologia, nossa sociedade mantém vivos aqueles que a Natureza permitiria morrer. (Isso não é um julgamento, mas uma simples observação.)

No sistema das tribos primitivas, os caçadores e os guerreiros possuíam papel importante na estrutura social. Os mais valentes e argutos dentre eles eram honrados pela tribo e seguidos como líderes. Em muitos casos, o bem-estar desse indivíduo afetava o bem-estar de toda a tribo. Esse é um tema amplamente explorado no mito norte-europeu do Rei Arthur. Merlin diz a Arthur que, caso tenha sucesso, a terra florescerá; caso contrário, a terra fenecerá. Arthur então pergunta: “Por quê?” Ao que Merlin responde: “Porque você é o Rei!” Mesmo atualmente, as doenças de nossos líderes nacionais são minimizadas, eles estão sempre “se recuperando gradualmente”. Para compreendermos essa relação íntima, devemos analisar certos aspectos e conexões. Enquanto Merlin diz a Arthur: “Você é a Terra, e a Terra é você”, prosseguiremos em nossa jornada ao passado para descobrir essas antigas raízes.

Antes que os humanos aprendessem a cultivar plantações e a criar animais, a caça era essencial para a vida. Sem caçadores capacitados, os clãs desapareceriam. A caça era uma atividade perigosa, pois os humanos ainda não haviam se retirado da cadeia alimentar. As armas primitivas exigiam que os caçadores se aproximassem muito da presa, e os ferimentos pessoais eram corriqueiros. Muitos caçadores perderam a vida ou ficaram incapacitados como resultado da caçada. Com o tempo, o caçador passou a guerreiro, arriscando sua vida pela tribo. As necessidades da tribo fossem por alimento ou por defesa, exigiam o envio de melhor caçador ou guerreiro existente na tribo.

Com o passar do tempo, esse conceito evoluiu com a consciência religiosa e espiritual da humanidade. O conceito de Deidade, bem como seu papel na vida e na morte, tomaram forma em meio a rituais e dogmas. Consequentemente, surgiu a ideia de enviar o melhor elemento da tribo diretamente aos deuses para assegurar favores. Essa foi à origem do sacrifício humano (acreditava-se que os que se apresentavam voluntariamente acabavam por se tornar eles mesmos deuses).

As oferendas não eram novidade para nossos ancestrais; muitas vezes alimento e flores ou caçaram depositados perante os deuses. Um semelhante era considerado a maior oferenda que uma tribo poderia fazer. Entre as oferendas humanas, o sacrifício de um voluntário era a possibilidade máxima. Certamente, acreditavam-se, os deuses garantiriam à tribo qualquer coisa se alguém desejasse abrir mão de sua vida.

Em seu livro Western Inner Working (Weiser, 1983), William Gray aborda diversos aspectos desse tema do Culto. Um deles está relacionado ver com linhagens sanguíneas. Ele escreve:

Algo os impelia a Deidades, não o medo, tampouco a busca por favores, mas eles sentiam um grau de afinidade entre eles próprios e os invisíveis Imortais. De modo extremo, eles percebiam que eram aparentados à distância desses Deuses, e queria fortalecer tal relacionamento. Essa faceta em membros específicos da raça humana apresenta uma certa prova de linhas genéticas que remontam ao “Antigo Sangue” que se originara de fora da própria Terra.

Gray também demonstra como os reis e governantes acabaram por ser sacrificado (por serem os “melhores” do clã) e como as linhagens sanguíneas eram importantes. Os regentes da antiga Roma e do Egito eram considerados por seus povos os descendentes dos deuses, ou eram eles mesmos deuses.

“O Culto ao Reinado” por Gray oferece um relato de como o sangue e a carne eram distribuídos para o clã, e para a terra. Partes do corpo eram enterradas em campos cultivados para assegurar a colheita. Pequenas porções do corpo e do sangue eram adicionadas ao banquete sobre o qual Gray escreve:

Eles concediam ao finado líder o mais honroso sepultamento possível – em seus estômagos.

Esse tipo de mitologia também pode ser encontrado na mitologia cristã, onde o corpo de Jesus é o centro do rito da comunhão. Após o fim de tais práticas, Gray nota que o costume perdurou na forma de cremação em uma pira funerária.

No mito do Rei Divino/Deus Sacrificado, o sacrifício é apenas uma parte da história. Sacrificar é enviar o que temos de melhor, mas e quanto a recuperá-los? Nos versos da Arte, temos uma passagem onde se lê: “. e devemos encontrá-los, reconhecê-los, relembrá-los e amá-los novamente”. Para tanto, foram criados rituais que ocasionassem o renascimento desses Deuses Sacrificados onde às linhagens eram cuidadosamente estudadas. Donzelas especiais eram preparadas para carregar o rebento, geralmente virgens artificialmente inseminadas para que nenhum pai humano fosse conhecido.

Com a evolução e o amadurecimento da consciência humana, os sacrifícios humanos foram substituídos por sacrifícios animais (o ritual do bode expiatório) e posteriormente para sacrifício vegetal. O mesmo mito se aplica ao sacrifício vegetal, e encontramos a “Deidade comida” no pão e vinho (carne e sangue) dos rituais da Arte. Apesar do significado e da preparação terem se perdido em muitos dos sistemas reconstruídos, eles ainda são preservados por muitas das Antigas Tradições da Wicca.

Na antiga tradição, era através dessa conexão com o corpo e o sangue do Deus Sacrificado que as pessoas se integravam com a Deidade. Esse é basicamente o conceito do rito cristão da comunhão ou da Celebração da Eucaristia. Na “Última Ceia”, Jesus declara a seus seguidores que o corpo e o vinho são seu corpo. A seguir, ele afirma que abrirá mão de sua vida por seu povo, e pede-lhes que comam de sua carne e bebam do seu sangue (o pão e o vinho).

Acreditava-se que o sangue continha a essência da força vital. A morte do rei libertava o sagrado espírito interior, e através da distribuição de sua carne e de seu sangue (às pessoas e a terra), uniam-se a terra e o paraíso, e essa energia vital renovava o Reino. Resquícios dessa prática ainda podem ser claramente observados na Antiga Religião, apesar de estarem velados e altamente simbólicos.

O Rei Divino/Deus Sacrificado surgem em vários aspectos no desenrolar das eras. Sua imagem se manifesta como o Jack-in-the-Green, o Hooded Man, O Green Man e o Hanged Man (Enforcado) do tarô. Ele é o Senhor das Plantas, ele é a Colheita e, em seu lugar da Mãe Terra, tampouco usurpa seu poder – ele é seu complemento e seu consorte.

A imagem do Green Man provavelmente simboliza da melhor forma possível o Rei Divino/Deus Sacrificado. Ele é o espírito da Terra, manifesto em todas as formas vegetais. Ele é o poder pro criativo e a semente da vida. Sua face é oculta pela folhagem, mas ele está sempre atento. O Green Man representa a relação do homem com a Natureza. O escritor William Anderson, em seu livro The Green Man, diz:

Ele resume em sim mesmo a união que deve ser mantida entre a humanidade e a Natureza. Ele é o próprio símbolo da esperança: afirma que a sabedoria do homem pode se aliar às forças instintivas e emocionais da Natureza.

Ele é, com efeito, nossa ponte entre os Mundos. Ele está integrado ao Paraíso e a Terra, e integrar-se a ele é integrar-se à Fonte de Todas as Coisas.

O Herói

A trilha do herói não é específica a um determinado sexo. A grande maioria dos mitos e lendas remanescentes associados a heróis envolvem homens. É agora parte de nossa Consciência Coletiva como cultura ocidental, e assim é aqui que abordamos os mistérios. Para onde seguimos depois é por nossa conta. Na Antiguidade, o caminho do herói incluía mulheres; resquícios de heroínas ainda existem em lendas como as de Perséfone e Deméter, Inanna, Ísis e tantas outras. Seja um homem a arriscar sua vida em combate, ou uma mulher a fazê-lo no parto, ambos são atos de bravura dignos do caminho do herói. O caminho do Herói é um de auto-sacrifício pelo bem-estar dos demais.

O herói incorpora os elementos pelos quais a cultura que o criou aspira. O herói preserva o que é nobre, inspirador e valioso para uma sociedade, tudo entrelaçado em contos de Busca, desafio e determinação. Joseph Campbell chama a isso de o feito praticado por muitos. Claramente, percebemos que esses feitos dos heróis de qualquer cultura não diferem dos de outra. Nisso vemos que a natureza do Herói é, sem dúvida, universal na cultura humana.

Nos níveis externos, o Herói abandona a segurança de sua tribo ou aldeia e parte ao encontro de um monstro ou para cumprir uma tarefa, em ambos os casos servindo aos interesses de sua comunidade. Num nível interno, cada um de nós é um herói que deve deixar a segurança do que aprendeu e aventurar-se na Busca por conhecimento. O herói deve deixar uma condição e encarar um desafio, por meio do qual possa elevar sua própria consciência. Em algumas vezes, isso é feito deliberadamente; noutras ocorre quase acidentalmente ou como uma reação simples a uma determinada situação. De qualquer forma, são três os elementos do caminho do herói: partida, realização e retorno.

Nas lendas celtas, o herói é geralmente atraído ao desconhecido por uma criatura qualquer que posteriormente se transforma numa fada ou deusa. A aventura do herói se inicia nesse ponto da história. Nas tradições do Egeu/Mediterrâneo, o herói geralmente parte numa Busca pré-determinada com parâmetros definidos. À medida que a consciência espiritual e intelectual da cultura amadurece, a aventura do herói se transforma com ela. A lenda do Rei Arthur é um excelente exemplo de um mito que evoluiu com a consciência da cultura que o formou. Os aspectos lunares anteriores podem ser posteriormente encontrados disfarçados no simbolismo solar patriarcal.

Na Tradição Misteriosa, encontramos algumas similaridades interessantes entre a espada do Rei Arthur e o cetro do Rei no santuário de Diana no Lago Nemi. Somente uma pessoa com determinados poderes seria capaz de retirar a espada da pedra ou quebrar o galho do carvalho de Nemi. Fazê-lo, em ambos o caso, resultava em soberania. O Carvalho Sagrado representava o deus solar e estava sob os cuidados do Guardião do Bosque. No Lago Nemi vivia uma mágica ninfa da água conhecida como Egeria. Ela era associada ao curso d’água que corria da gruta de Diana ao Lago Nemi, bem como ao próprio lago. Egeria em Nemi e a Senhora do lago associada à lenda celta de Arthur podem ser uma só.

O bem-estar do Rei dos Bosques foi em parte atribuídos a essa relação com Egeria. De acordo com Frazer (em The Golden Bough), o riacho de Egeria brotava das raízes do Carvalho Sagrado de Nemi. O carvalho era a madeira utilizada para aquecer a forja onde espadas eram confeccionadas; o carvalho produz temperaturas mais elevadas que outras madeiras. Assim, o espírito do Deus Carvalho passava às chamas e, por consequência, à espada empunhada pelo Rei dos Bosques. Esse mito pode muito bem estar por trás da lenda celta do Rei Arthur e da espada Excalibur. A espada mágica de Arthur fora incrustada na pedra de onde ele a retirou, e a ele foi devolvida pela Senhora do Lago após ter partido num tolo desafio de combate. O galho partido do Carvalho de Nemi foi um desafio de combate ao Guardião do Bosque. Era parte da árvore enraizada na terra, plena com a água que brotava do riacho de Egeria. Não é difícil perceber que a espada Excalibur sendo erguida do lago e o Galho de Carvalho que surge da Árvore Sagrada do regato de Egeria são a mesma imagem.

Por vezes o herói é mais uma pessoa espiritual do que um aventureiro ou guerreiro. Ele (a) ensina a transformação da consciência que é o verdadeiro objetivo da Busca do Herói. A Busca em si representa as provações e descobertas necessárias para que se obtenha iluminação. Os períodos negros de nossas vidas, representadas no simbolismo mítico pelo aprisionamento no ventre da baleia, são períodos de provação pessoal. Na cerimônia de iniciação do primeiro grau Wiccano, o iniciado deve encarar uma provação e que somente através do sofrimento ele poderá obter o conhecimento e a iluminação.

A água representa a mente inconsciente, e a baleia representa o que se esconde pro trás. É parte importante da Busca do Herói que este encare o monstro. Um elemento comum na maioria dessas lendas é o que o monstro. Um elemento comum na maioria dessas lendas é o que Campbell chama de auxílio sobrenatural. É aqui que o herói recebe algum tipo de arma mística para enfrentar seus inimigos. Arthur retirando a espada Excalibur da pedra é um bom exemplo. O monstro deve ser derrotado para que o herói cumpra sua Busca. Em outras palavras, o herói deve derrotar o que criaturas como os dragões simbolizam (geralmente medo, insegurança ou egoísmo). Uma vez que o dragão não mais bloqueia o caminho (ou guarda o tesouro), o herói então pode prosseguir rumo a seu objetivo.

É dever do herói, tanto interna como externamente, compreender a relação pessoal com a sociedade na qual vive. O herói deve também aprender a relacionar essa sociedade ao mundo Natural no qual ela existe. Ademais, ele deve compreender a relação de tudo isso com o Grande Cosmos. O herói deve começar sua busca por dentro e, assim na Terra como no Céu, ele compreenderá o Macrocosmo através dos exemplos encontrados e solucionados no Microcosmo. É disso que tratam os mitos de todas as épocas desde que os primeiros contos bárdicos foram entoados.

Gwynn Ap Nud

(autoria desconhecida)

Rei das Fadas.

Hoje é o dia de Gwynn Ap Nud, na tradição do País de Gales. Ele é chamado também de Lord das Fadas.
Vive numa montanha chamada “Glastonbury Tor”, no que seria o antigo reino de Avalon, na Inglaterra. Essa montanha tem cerca de 500 metros de altura e no seu topo ainda pode-se ver as ruínas da torre de Saint Michel, do século XII.

Atualmente, é um lugar de peregrinação. Acredita-se que nessa montanha exista uma porta de entrada para o mundo de Avalon pois o nome Tor significa portal, passagem. É também chamada de “Montanha Mágica” e é guardada por seres elementais.
Segundo a lenda, nesse período, início de novembro, Gwynn abre as portas do mundo mágico permitindo que suas fadas saiam e transitem no mundo dos mortais. Elas ficam tão felizes que realizam nossos desejos. É só pedir.
Na cultura celta, ele é o Deus da Caça, o guardião da vida selvagem. É também uma divindade protetora dos limites pois está ligado ao mundo dos seres elementais. Tanto que em rituais mágicos é invocado para proteção.
Gwynn Ap Nud, quer dizer Gwyn, filho de Nudd. E Gwin, significa belo, branco, brilhante, luminoso.
Procure prestar atenção na natureza hoje. Pois uma fada pode lhe aparecer pronta para realizar um desejo seu. Mas é preciso merecê-lo, claro.