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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Instrumentos Mágicos

Instrumentos Mágicos

Texto: Rafael Lima

Lembre-se: o mais importante nos rituais e encantamentos são a sua intenção, a força do seu pensamento, sua imaginação e concentração para visualizar o seu objetivo. Não são os instrumentos que fazem de você um Bruxo.

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O altar
Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, água para esse mesmo elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Deve ser criativo, pois o Altar é o um espaço pessoal, onde deve ser colocado amor. Se, por algum motivo, não for possível montar um Altar, pode ser um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.
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PentáculoO Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associado ao elemento Terra e seu ponto cardeal. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer instrumento que precise de uma dose de energia extra, e é utilizado também para proteção. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.
Chave MágicaPara fazer uma chave mágica recorra aos materiais que a Natureza oferece, como gravetos, folhas etc. Faça a chave mais bonita que puder. Com ela você será capaz de abrir todas as portas. Pendure-a na entrada do seu quarto; sempre que tiver um desejo profundo, pegue a chave sem sua mão e com sua imaginação abra a porta que esconde seus desejos.
SinoO sino de cristal ou de latão é frequentemente usado pelos bruxos para sinalizar o início e fechamento de um ritual ou Sabbat, para invocar um espírito ou deidade em particular e para despertar os membros do Coven que estão em meditação. Os sinos são tocados também em vários ritos funerários wiccanos para abençoar a alma do bruxo que cruzou o reino dos mortos.
Livro das SombrasO livro das sombras (também conhecido como Livro Negro) é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais e outros assuntos. Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por todo um coven. Quando ocorre a morte do bruxo, o livro das sombras pode ser passado para seus filhos ou netos, mantido pela Alta Sacerdotisa e pelo Alto Sacerdote do coven (se o bruxo for membro de um deles no momento de sua morte) ou queimado para proteger os segredos da arte. Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende dos costumes daquela determinada tradição wiccana ou da vontade pessoal do bruxo.
Punhal ou átame (athame)O punhal é uma faca ritualística com cabo preto e lâmina de fio duplo, tradicionalmente gravada ou cunhada com vários símbolos mágicos e astrológicos. Representa o antigo e místico elemento ar, símbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. Utiliza-se o punhal com cabo branco (bolline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs.
BollineO Bolline é uma faca com o cabo branco. Ele é utilizado na colheita de ervas, na construção de talismãs e amuletos mágicos. Existem alguns modelos de Bolline na forma de uma pequena foice, totalmente de prata, em alusão ao antigo Instrumento dos Druidas para a colheita de ervas que possuía esta forma. Ele é um Instrumento opcional, visto que muitos Bruxos usam o átame para desempenhar a função de colher as ervas e construir talismãs.
VaretaA vareta (também conhecida como Bastão de Fogo) é um bastão fino de madeira, feito de um galho de árvore. Representa o antigo e místico elemento fogo, é símbolo de força, de vontade, e de poder mágico do bruxo que o possui. A vareta de acordo com vários compêndios de magia, deve ter aproximadamente 50 cm de comprimento. é usada para invocar as salamandras (elementais do fogo) em determinados tipos de rituais, traçar círculos, desenhar símbolos mágicos, direcionar a energia e mexer bebidas no caldeirão. Varetas de freixo são usadas em ritos de cura, as de sabugueiro para consagração e banimentos, as de acácia e aveleira para todos os tipos de magia "branca". As de carvalho servem para magia druídica e solar. Em magias lunares para invocar à Deusa, magia de desejo e ritos de cura usamos varetas de salgueiro e sorveira.
CaldeirãoO caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido que combina simbolicamente as influências dos quatro antigos e místicos elementos e que representa o ventre divino da Deusa Mãe, sendo utilizado pelos bruxos para vários propósitos como ferver poções, queimar incenso e guardar carvão, flores, ervas ou outros elementos mágicos. O caldeirão pode ser usado também como instrumento para divinação - muitos bruxos enchem seu caldeirão com água na noite de Samhain e os utilizam como espelho mágico para olhar o futuro ou o passado.
CáliceO cálice (também conhecido como taça ou vaso sagrado) representa o elemento água e é usado no altar durante os rituais.
Colher de PauA colher de pau da cozinha pode transformar-se num potente instrumento mágico. Escolha uma colher nova e passe-a nove vezes pelo fogo. Depois, mergulhe-a na água e por fim jogue sobre ela três pitadas de sal. Use-a normalmente na cozinha, impregnando seus alimentos com amor. E não pense duas vezes antes de usá-la como "varinha de condão".
Espelho MágicoEsta é uma antiga prática irlandesa muito utilizada pelos camponeses. Pegue um espelho e unte-o com uma mistura de sal e limão. Aguarde uma noite de Lua Crescente e "aprisione-a" no espelho (refletindo nele sua imagem). Seu espelho estará magnetizado, sempre que quiser peça para que a Luz, que agora mora dentro dele, ilumine seus caminhos.
Espada CerimonialA espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada cerimonial é usada no lugar do punhal de cabo preto pela Alta Sacerdotisa do coven, para traçar ou apagar um círculo. A espada, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais.
VassouraA vassoura é símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. Até hoje é costume "limpar" as energias negativas de uma casa varrendo-as para fora com uma vassoura desenhada com símbolos mágicos (pentagrama, círculo, taça, espada).
BurilO buril é um ferro de gravar usado por muitos bruxos e magos para marcar ritualisticamente nomes sagrados, números, runas e vários símbolos mágicos e astrológicos em seus punhais, espadas, sinos de latão do altar, joalheria metálica e outras ferramentas da magia.
Bola de CristalCristais de quartzo são extremamente populares hoje, mas a bola de cristal de quartzo é um antigo instrumento mágico. É extraordinariamente caro, variando de vinte a milhares de dólares, dependendo do tamanho. A maioria das bolas de cristal no mercado atualmente são de vidro, vidro temperado ou mesmo plástico. Bolas de cristal de quartzo genuínas podem ser identificadas por seu alto preço e por incrustações ou irregularidades.
O cristal vem há muito sendo utilizado na adivinhação contemplativa. O adivinho encara fixamente a bola até aflorarem as suas faculdades psíquicas, e imagens, vistas mentalmente ou projetadas no interior do cristal, revelam a informação necessária.
Em rituais, os cristais são por vezes posicionados no altar para representar a Deusa. Sua forma (esférica) simboliza a Deusa, assim como todos os círculos e circunferências, e sua temperatura fria (como nodo de detectar cristal genuíno) simboliza as profundezas do mar, o domínio da Deusa.
Assim, o cristal pode também ser utilizado para receber mensagens dos Deuses, ou para armazenar a energia gerada no ritual. Alguns bruxos olham fixamente para o cristal para atrair imagens da Deusa ou de vidas passadas. É um objeto mágico tocado pelo divino. Se encontrar uma, guarde-a com cuidado.
Sua exposição periódica à luz da lua, ou o ato de esfregar artemísia fresca em sua superfície, aumentará sua habilidade de ativar nossos poderes psíquicos. Bolas de cristal podem ser o centro de rituais de Lua Cheia.
A RoupaVestir-se é "opcional" para muitos Bruxos. Existem algumas Tradições em que os Bruxos praticam seus rituais "Vestidos de Céu" (nus). Os que assim o fazem alegam que a roupa impede que a energia criada pelos nossos corpos circule corretamente e que o ato de trabalharem nus coloca todos iguais perante a Deusa. Outras Tradições utilizam mantos, túnicas e jóias ritualísticas em suas cerimônias, normalmente só dedicados a esse uso. Muitos Wiccanos utilizam as vestes cerimoniais como forma de separar simbolicamente o trabalho ritual da vida cotidiana e assumir uma nova personalidade. Muitas Tradições utilizam roupas que refletem o fundo étnico daquele Caminho Mágico. Tradições Escocesas podem usar "kilts", e Tradições voltadas ao Druidismo podem usar batas cobertas, etc. Muitos bordam símbolos mágicos na roupa ou usam pequenos objetos mágicos pendurados nela para agir como talismãs protetores. O uso ou não de roupas nos rituais é algo muito pessoal, por isso o melhor a fazer é trabalhar magicamente como você se sentir mais confortável.

=== CONSAGRANDO OS INSTRUMENTOS MÁGICOS ===
Material necessário: Um pires com sal · Três incensos de cravos-da-índia · Uma vela vermelha · Um copo com água e sal
Procedimento: Acenda os incensos e a vela. Feche os olhos e visualize um Circule de luz ao seu redor. Diga então: Que este Círculo de luz esteja ao meu redor durante o decorrer deste rito de consagração. Eu invoco a Deusa Mãe e o Deus Pai para que se unam a mim e abençoem os Instrumentos que será consagrados e dedicados ao Trabalho da Arte neste dia. Eu invoco a magia dos quatro elementos da Natureza para que tragam a sua força e o seu poder a estes utensílios mágicos.
Toque o Instrumento a ser consagrado no sal que se encontra no pires e diga:
Pelo poder da Terra eu o consagro, abençoo e purifico. Que sua memória passada seja anulada, para que você seja dedicado aos trabalhos sagrados da Grande Mãe. Que assim seja e que assim se faça.
Passe o Instrumento na fumaça do incenso e diga:
Pelo poder do Ar eu o consagro, abençoo e purifico. Que sua memória passada seja anulada. Eu o dedico à Grande Deusa do Círculo do Renascimento a ao Deus Fertilizador. Quem assim seja e que assim se faça.
Passe o Instrumento na chama da vela e diga:
Pelo poder do elemento Fogo eu o consagro, abençoo e purifico. Que sua memória passada seja anulada, pois a partir de agora você é um Instrumento de força e poder da Senhora e do Senhor. Que assim seja e que assim se faça.
Respingue um pouco de água no Instrumento, enquanto diz:
Pelo poder do elemento Água eu o consagro, abençoo e purifico. Que sua memória passada seja anulada, pois agora você é um instrumento dedicado a Arte da Deusa e carrega o poder e a magia. Que assim seja e que assim se faça.
Eleve o Instrumento e diga:
Pelos poderes do alto e dos céus resplandecentes de luz eu o consagro e o dedico a serviço da Grande Mãe.
Toque o instrumento no chão, dizendo:
Pelos poderes de baixo e do submundo eu o consagro e o dedico a Arte Antiga.
Sopre no seu Instrumento, dizendo:
Pelo meu próprio poder eu o consagro e lhe dou vida com este sopro para que você responda só a mim, me ajude e me proteja. Que assim seja e que assim se faça.
Trace um Pentagrama Invocante com o dedo médio sobre o Instrumento, dizendo:
Pelos Poderosos da Arte você foi abençoado. Que assim seja e que assim se faça.
Feche novamente os olhos, visualize o Círculo de luz inicial ao seu redor e então diga:
Que este Círculo de luz e poder retorne ao seu local de origem. Eu agradeço à Deusa, ao Deus e aos elementos na guarda, proteção e bênção deste rito. Que assim seja e que assim se faça.
Veja o Círculo de luz aos poucos desaparecer. Pronto, o seu Instrumento Mágico está devidamente consagrado e carregado de poder. Agora você poderá montar um altar com eles.
Observações:
Todos os Instrumentos Mágicos devem ser consagrados.
Depois que seus Instrumentos forem consagrados, só você poderá tocá-los. Caso outras pessoas os toquem, você deverá reconsagrá-los.
Para um verdadeiro Bruxo, seus instrumentos representam a sua essência, o seu ser, a sua alma e possuem vida. Por isso, devem ser respeitados e guardados com cuidado e carinho.
O Meu Cálice bebe e embebe a vida O Caldeirão é o Meu útero vivo de regeneração E inspiração, capaz de tudo transformar. Eu os presenteio a você.

Espadas

Instrumentos de trabalho dos Iniciados, símbolos de honra e cavalheirismo.
Pertencem à categoria das armas brancas.
Um prolongamento do braço, a espada aumenta o perímetro de segurança do território pessoal.


Simbologia:
A espada era o símbolo da guerra enquanto o arado era o símbolo da paz.
É o Símbolo da Honra
e a Arma dos Cavaleiros dos Nobres dos Oficiais. Quando a recebem em cerimônia própria são comunicados que a partir daquele momento são oficiais e cavalheiros (cavaleiros) a serviço da Pátria que prometem defender com a própria vida.
Esse é um vestígio das ordens de cavalaria que permanece até nossos dias.
Os Guerreiros Japoneses chamados Samurais consideravam sua espada como sua alma.


Descrição:
A espada é constituída de uma lâmina de aço Flexível Pontiaguda e Afiada.

Pode ser reta ou curva, afiada em um ou ambos os gumes.
Usada como arma de ataque e defesa, para a prática desportiva ou como instrumento de cerimonial de uso Místico ou Mágico.
Seu uso militar atualmente é como armamento de cerimonial.
A origem exata dessa arma branca se perde no tempo.As primeiras eram facas de pedra de jade, de excelente corte, mas extremamente frágeis.
Em 6.000 a.C. o cobre era encontrado em grande quantidade. Era batido com pedras, para ser endurecido e convertido em diversos utensílios, entre eles as armas e ferramentas.
Em cerca de 3.500 a.C. foram encontrados, no Oriente Médio, durante escavações arqueológicas, armas de metal fundido e vazado, técnica metalúrgica usada até os dias de hoje.
Armas também foram encontradas no Egito (que na época se chamava Mitszraim) e na Índia.
O Bronze, liga metálica de Cobre e Estanho, surgiu por acidente em torno de 3.000 a.C., na Suméria. Esse metal, mais resistente que o cobre logo foi utilizado em armas.


A DESCOBERTA do FERRO


O ferro teria sido descoberto na China (na época chamada Katai) mais ou menos pelo ano 2000 a.C.
O ferro que era extraído de meteoritos de níquel e ferro (a mesma composição do núcleo da terra) era considerado de origem divina, pois vinha do céu, seu preço era então elevadíssimo considerando-se ser de origem divina e rara.
Enquanto as espadas de cobre e bronze eram pesadas e não podiam ser longas e finas, a nova descoberta permitiu a confecção de armas mais adequadas e eficazes já que o ferro era muito mais duro.
Foi no Egito, na Mastaba do Faraó Tut Ank Amon, durante os procedimentos arqueológicos, que a lâmina de um punhal foi encontrada em lugar de destaque
(Tut Ank Amon, filho de Amenófis IV, o Akhenaton, que foi o segundo marido de Nefertiti. Tut Ank Amon foi, entretanto, concebido por uma esposa secundária).


As Grandes Transformações

O período de Akhenaton e o que se segue foi de significante importância para a História das Civilizações.
Em 1381 a.C nasce Tadouchepa, na Ásia Menor, no reino de Mittani. A jovem, de rara beleza, foi entregue a Amenófis III como parte de um tratado. Em 1366 a.C. adota o nome de Nefertiti, que significa A Bela Veio, e desposa Amenófis III, em 1363 a.C., após a morte de seu marido, casa-se com o filho e herdeiro de Amenofis III, Amenofis IV, também chamado Amenotep.
Amenotep, o Akhenaton, era um pacifista. Determinou que seus exércitos usassem espadas de madeira para não ferir seus inimigos. Amenófis IV e Nefertiti marcaram uma época de grande progresso no Egito, grande avanço nas artes e a introdução do monoteísmo com o culto a Aton. Foram chamados de heréticos por contrariarem o politeísmo ate então aceito.
A idéia de monoteísmo, com um Deus uno só veio a surgir novamente cerca de 600 anos depois com os Profetas Hebreus.


A importância do ferro:
Segundo historiadores, o ferro teria chegado ao Egito com os Hicsos, povo invasor, ao fim da XII dinastia, em aproximadamente 1.750 a.C. É importante ressaltar que a obra das grandes pirâmides, em 2.700 a.C., não seria possível sem a metalurgia do ferro para a fabricação de ferramentas como cinzéis, e impossível com instrumentos de cobre.
O ferro era considerado metal sagrado e só uma pequena classe de sacerdotes conheciam sua metalurgia.
PRODUÇÃO DO AÇO:
Na Índia, por volta do século XIV, foi iniciada a produção do aço, mas foram alquimistas árabes que, enquanto tentavam descobrir a pedra filosofal que transmutaria metais em ouro, descobriram ligas de aço e de outros metais e fizeram descobertas que revolucionaram a ciência entre elas a química (chamada entãoespagiria) e a metalurgia.
Duas vertentes trouxeram alta tecnologia na produção de armas brancas de altíssima qualidade.

A Sino-Japonesa e a Indo-Árabe
A construção
de uma espada deve observar a finalidade a que se destina.
A escolha adequada dos materiais deve obedecer acriteria pré-estabelecidos
Uso desportivo, uso militar, uso cerimonial Uso Místico.

A Espada Mística, Uma Arma de Combate
Constituída de lâmina, cruzeta, copo, punho (ou empunhadura) e picoreto ou pomo (uma espécie de porca rosqueada no lado oposto à ponta da espada, após a empunhadura).
A lâmina pode ser de diferentes seções e formatos:
Reta, Curva em zig-zag (flamígera), afiada em um gume ou em ambos.
A espada flamígera ocupa lugar de destaque.
Sobre ela encontramos a citação bíblica no livro de Gênesis, Capítulo 3, Verso 24.“E depois que os pôs para fora Adão e Eva (Adam e Chevá) do jardim do Edem (em Hebraico GAN EDEN) pôs diante desse lugar um querubim (anjo do coro dos Querub) com uma espada de raios” (espada cintilante ou flamígera, cujo significado é espada com o poder divino).
Essa espada tem uso especial. É usada com a mão esquerda e serve para conferir graus.
É de Uso privativo daquele que detem o poder de conferir graus e só por essa pessoa pode ser tocada.
Nos rituais Celtas Wicca é usada uma adaga flamígera, pelas mulheres, em substituição à espada.
A transmutação e extração da quintessência:
Têmpera e revenimento vão conferir dureza e flexibilidade eliminando as tensões internas da lâmina.
As espadas Místicas ou Mágicas são consagradas.

Temperadas em águas-vivas, colhidas de uma nascente de mina, onde está puríssima e impregnada de energia telúrica (energia da terra).
Na têmpera, que deve ser executada sob condições planetárias específicas a lâmina ao rubro é mergulhada em água-viva, ganhando têmpera e ao mesmo tempo dureza e flexibilidade.
A água obtida nessa operação é chamada de água lustral(água consagrada pelo fogo) e é usada para purificação e sagração de templos.
A espada mística é uma ferramenta de trabalho de uso pessoal e intransferível pelas razões que se seguem:
A lâmina tem uma “medida áurica” e deve ser inteiriça da ponta à rosca do picoreto.
Mede do maléolo externo ao osso ilíaco da pessoa a quem se destina.
Nela são gravados a buril e em hebraico os nomes dos anjos, das 10 sefiroth (usa-se o alfabeto quadrado ou de fogo)
É formada de lâmina, cruzeta, copo, (que pode ser dispensado), punho ou empunhadura e picoreto também chamado de pomo (espécie de porca que é rosqueada ou rebitada no lugar oposto à ponta).
O princípio de sua confecção tem dia e hora certas, de acordo com os trânsitos solares e lunares.
Cada nova peça colocada obedece ao mesmo critério (o dos Trânsitos solares e lunares).
Deve ser mostrada (apresentada) à lua e ao sol e consagrada por seu único usuário, em ritual próprio.
Receberá um nome no ato da consagração e ganhará vida.(como a espada do rei Arthur, chamada Excalibur, nos Contos Arturianos).
“Deixando marca indelével de seu conhecimento, o autor da história coloca bem o problema, fortes e dignos cavaleiros tentaram, mas não conseguiram retirar Excalibur cravada na pedra.
Arthur Pendragon jovem e mais fraco o fez com facilidade. Excalibur tinha as exatas medidas auricas dele, fora feita sob medida para o futuro Rei de Camellot”.

Como guardar a espada mística.

Em local onde não seja tocada por ninguém, coberta com tecido natural (lã, seda, linho, veludo) de cor preta e só ser exibida durante rituais em que seja necessária. Após o uso é guardada com a ponta da lâmina voltada para a terra. (aterramento para desimpregnação).
A COR PRETA:
A cor preta ( ausência da luz) deve ser usada para evitar a impregnação
pelo olhar e formas de pensamento, pois é imune a vibrações deletérias. Essa é a razão também porque o mago usa balandrau preto, uma representação material de sua aura de proteção, que o cobre da cabeça aos pés.(protegidos com enxofre em pó, flor de enxofre,3
usado dentro das meias)
O Balandrau é de uso pessoal (para evitar a impregnação).
É símbolo da morte e renascimento.
O iniciado,nas iniciações egípcias
, após sua elevação representava o deus Hórus, Osíris renascido, o olho do falcão que tudo vê.
A espada pode, em alguns casos, ser substituída pelo bastão de ébano(madeira negra da família do jacarandá, nativa da África do gênero Dióspiro) com a medida de um cúbito.
O cúbito ou côvado é uma medida antiga que tem dois valores: o menor ou vulgar mede 45 cm e o maior côvado Régio ou do Templo mede 52,5 cm. O Templo de Salomão obedeceu a essa medida áurica , o côvado régio.
Tanto a espada como o bastão são prolongamentos do braço usados para fins específicos em rituais de alta magia.

SEQÜÊNCIA DOS RITUAIS DE ALTA MAGIA:

Os rituais obedecem, obrigatoriamente, a uma sequência inicial e terminal. Isto acontece nos rituais de todas as tradições.

A Espada Mágica, Adaga ou Tridente

Guia de Evocação Mágica
Este é um artigo sobre A Espada Mágica, Adaga ou Tridente.
Há evocações de seres negativos e similares que não gostam de ser transferidos para nosso mundo físico. Por que estes seres o mago irá usar, caso o bastão mágico não seja suficiente, a espada mágica, suponde que ele insista em sua manifestação.
A espada mágica tem muitos significados simbólicos, mas geralmente serve como um símbolo de obediência absoluta de um ser ou poder ao mago. É também um símbolo de vitória e superioridade sobre qualquer poder ou ser.
A espada é analoga a luz, é um aspecto do fogo e da palavra. Já a bíblia diz:"No início era a palavra – Luz – e a palavra estava com Deus".
Aquele que está familiarizado com o simbolismo irá lembrar-se de que , por exemplo, o Arcanjo Micael, matador de dragões, é simbolizado com uma espada flamejante; o dragão, neste caso, é um símbolo do hostil, do princípio negativo.
Adão e eva, também, foram expulsos do paraíso por um anjo com uma espada flamejante. O significado simbólico é também neste caso muito claro e inequívoco.
A espada mágica comumente se adequa como um implemento naqueles casos aonde o mago deseja exercer uma certa influência compulsória ou forçosa em um poder ou ser, comumente contra sua (nt: do ser) vontade. É um implemento indispensável para magos que lidam exclusivamente com demonologia que entretanto nunca obteria resultados positivos ao menos que eles estivessem utilizando uma espada mágica.
O verdadeiro Mago irá geralmente obter resultados satisfatórios com seu bastão mágico, mas apesar disto ele não falhará se manufaturar para si próprio um implemento tal como uma espada mágica, de modo a tela a mão em caso de emergências. Tal espada mágica significa mais segurança ao mago e irá fortalecer sua autoridade. Mas quando trabalhando, ele irá usar somente a espada para operações, especialmente evocações, se um ser estiver se opondo a ele fortemente ou recusar a obedece-lo.
Alguns grimórios chamam um instrumento como a espada de adaga, ainda que a espada mágica seja nada mais que uma espada diminuta com o mesmo tipo de simbolismo. Uma adaga mágica é manufaturada do mesmo modo que uma espada mágica.
Quando evocando demônios ou espíritos inferiores, a espada ou adaga pode ser substituída por um tridente que tem que ser montado em uma longo pedaço de madeira assemelhado a uma lança, assemelhando a um garfo de madeira. O tridente, assim como a espada ou adaga, tem um significado de coerção.
Grimórios, acima disto, recomendam ornamentar o tridente com gravações dos nomes divinos. Isto depende do gosto individual do mago e depende do propósito da evocação e da atitude do mago.
O tridente é também um símbolo aumentado da espada mágica: as três pontas simbolizam nosso mundo tri-dimensional, e o mago pode forçar os seres a cumprir seu desejo não somente no mundo mental ou astral, mas também no mundo físico, ou se o mago quiser, em todos os três planos. Concernente a isto, o fato dos demônios usualmente aparecerem com um tridente e serem desenhados com um tridente, deve ser mencionado.
Isto não significa que eles usam o tridente nas almas no inferno, como é as vezes erroneamente assumido por pessoas tolas, mas que sua influência é efetiva nos três mundos: físico, mental e astral.
As pontas das espadas mágicas, adagas ou tridentes também podem ser empregadas para quebrar ou matar seres não evocados ou não desejados como fantasmas, larvas, elementais, elementares e assemelhados, que podem tentar obstruir o mago em seu trabalho.
E ainda outro modo de usar estes implementos deve ser mencionado aqui desde que dificilmente é conhecido por alguém: uma espada mágica ou adaga, não tanto um tridente, podem fazer um bom serviço como um condutor mágico de raios.
Após ter terminado suas evocações, especialmente após de evocações de seres negativos de posição hierárquica elevada, demônios principais e assemelhados, o mago que pretende dormir mas não tem a certeza se estes espíritos o deixarão dormir sem ser molestado pode construir sua cama com um condutor mágico de raios(nt: para-raios).
Tal condutor de raios pode ser manufaturado enrolando um fio de cobre ou ferro ao redor das pernas da cama, ambas pontas as quais devem ser conectadas com a espada ou adaga.
Então a espada ou adaga deve ser cravada no chão. Os fios formam um círculo fechado ao redor da cama mesmo se tiverem uma forma quadrada. A funçao da espada ou adaga é conduzir a influência dirigida ao mago para dentro da terra. Claro, o fio deve ser desenhado com este desejo na mente do mago, de que irá formar um círculo e que nenhum ser ou influência desfavorável será apta a entrar na cama e que cada influência, não importando de qual ser possa vir, será conduzida para dentro da terra.
Em tal cama magicamente abrigada provida com um condutor de raios mágico o mago dormirá sem ser perturbado, e ele poderá descansar seguro que nenhuma influência, não importando de qual esfera possa vir, terá alguma vez efeito sobre ele, ou será capaz de surpreende-lo e derrota-lo.
Se o mago não tiver uma espada ou adaga à mão no momento, ou se ele tem para usa-las para outros propósitos, uma nova faca a qual neste caso nunca deverá ser usada para outros propósitos irá cumprir a mesma função.
Este condutor mágico de raios irá também proteger o mago contra influências de magia negra, especialmente durante as horas de sono. Um mago bem treinado, totalmente bem desenvolvido será apto a consegui-lo sem este implemento, pois ele pode desenhar um círculo mágico ao redor de sua cama pela força de imaginação, mentalmente ou astralmente, __ usando seu bastão , espada ou adaga. Isto também lhe dará completa proteção contra qualquer influência não desejada.
O modo em qual a espada mágica é manufaturada depende da individualidade do magista. Alguns instruem o mago a usar uma espada que tenha sido anteriormente usada para cortar fora a cabeça de um homem. Isto é obviamente sugerido para elevar, no coração do mago, uma certa sensação de terror, ou uma certa tensão assim que ele empunha a espada.
Geralmente aqueles magos que fazem uso de tal espada são aqueles que não precisam de tais superficialidades para entrar no estado mental correto. Do ponto de vista hermético tal ou tais pré-condições não são necessárias, supondo que todas outras faculdades necessariamente existam.
Uma espada feita da melhor espécie de aço (aço refinado) servirá completamente a seu propósito. Se o mago não puder produzir tal espada por sí só ele pode te-la feita por um ferreiro ou outro expert em metais. O comprimento da espada pode variar entre dois ou três pés(nt:60 a 90 cm) dependendo da altura do mago. O cabo da espada pode ser feito de cobre (copper), já que o cobre é um condutor muito bom de fluidos.
A forma da espada não tem um papel essencial. Precisa somente ser afiada em um lado, mas claro, pode ser também afiada em ambos. Sua ponta, entretanto, deve ser bem afiada. Depende do gosto individual do mago, se ele quer o cabo ornamentado ou com símbolos adequados. Há muito sobre a manufatura de uma espada mágica.
A carga de uma espada é feita transferindo sobre ela, com o auxílio da imaginação, as qualidades pertencentes a ela, assim como o poder sobre todos os seres, a vitória absoluta e e respeito devido a esta como um símbolo de combate, vida, etc.
Estas qualidades tem que ser dinamicamente intensificadas na espada através da carga repetida. O mago pode também acumular o fluido da luz na espada de tal modo que pareça como um sol.

Instrumentos

(autoria desconhecida)
A Vassoura
- As bruxas usam sempre sua vassoura, tanto em rituais como no seu dia-a-dia. Começamos os rituais varrendo toda a área, sem que a vassoura toque o solo, com a bruxa visualizando a limpeza do astral (ou seja limpando toda a negatividade existente). Isso purifica todo o espaço e traz tranquilidade ao ambiente. A vassoura também pode ser usada para a proteção da casa, sendo colocada atrás da porta principal.
A Varinha
- Usamos a varinha pra invocações e direcionamento de energias. Quando queremos chamar os Deuses, para que nos protejam durante um ritual, é com ela que o fazemos. Quando traçamos o círculo mágico no chão ou dirigimos qualquer encantamento, é também por meio da varinha. Pode ser feita de um delgado galho de uma árvore ou um galho mais resistente de erva. Alguns dizem que o carvalho, a macieira, o pessegueiro e a cerejeira são as árvores mais adequadas à confecção da varinha. Mas lembre-se que é você que deve escolher o material que mais a sensibiliza. Quando encontrar o material que mais se harmoniza com sua energia, chegou a hora de colhê-lo. Numa noite de lua cheia, dirija-se à árvore ou erva que tiver escolhido. Concentre-se e converse com a planta, explicando o porquê de querer um pedaço dela e peça-lhe permissão para o corte. Pegue uma faca de prata e virgem, de preferência na forma de meia-lua,(ou uma faca de cabo branco consagrada) e delicadamente corte o galho escolhido. Amare no lugar do corte um objeto seu ou mesmo uma mecha de seus cabelos,raspa de unha: é o seu presente para a planta, sinal de gratidão.

O Incensório
Pode-se escolher o incensório que mais o agradar. Independente do material. O importante é que o incenso queime sem se apagar.
O Caldeirão

Para nós ele representa o útero da Deusa, essência da fertilidade e do eterno feminino. Nele as coisas se transformam; o grão se torna alimento, a raiz remédio... O Caldeirão desempenha papel muito importante nos rituais. Nos da primavera colocamos nele água pura da fonte e muitas flores. Nós de inverno deixamos uma chama de fogo sair de dentro dele, representando o retorno do calor e da luz solar. Não precisas ser grande, o importante é que seja de ferro ou barro, cabendo no mínimo um litro de água em seu interior.

O Athame
Nada mais é do que um punhal, de preferência de prata,(podendo também ser de outro metal ) com cabo preto, pois essa cor absorve o poder, e assim, fica-se sempre com uma carga de energia positiva armazenada no instrumento. Não cortamos nada com o athame, só o usamos como instrumento direcionador de energia durante os rituais ou encantamentos. Por ser essencialmente masculino, ele está relacionado ao Deus Cornífero.
O Cálice
Na Taça, temos outra vez representado o útero da Grande Mãe, a sua infinita fertilidade; e dela podemos nos servir para beber o vinho durante os rituais ou para guardar a água pura da fonte que devemos ter sempre em nosso altar.

Os Cristais:
Os cristais tem o poder de armazenar energia criativa, filtrar o ambiente, é sempre bom tê-los em seu altar. Porém, periodicamente é necessário deixá-los expostos à luz solar e lunar e coloca-los na terra.
A Túnica
Tradicionalmente negra. A cor negra isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contatos com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que sua energia seja vampirizada. A cor negra representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes. Porém não devemos usar somente a negra, pois precisamos de vibrações de todas as cores.
O Pentagrama
O Pentagrama é uma estrela de cinco pontas, usada para proteção. Pode ser feito de qualquer material. Representa os cinco elementos: Terra, Água, Fogo, Ar e Éter (espírito). Sempre que possível, use-o perto de você.
A Espada Cerimonial
A espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada é usada no lugar do Athame pela alta Sacerdotisa de um coven, para traçar e apagar o círculo. A espada cerimonial, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais mágicos.
O Livro das Sombras
É o diário secreto onde o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, etc. Um livro desses, pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por um coven. Quando ocorre a morte de um bruxo, seu livro pode ser passado para filhos, mantido pelo coven ou queimado para proteger seus segredos. Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende da vontade pessoal do bruxo e da tradição a qual ele seguia.
O Altar
Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente ele deve ficar ao norte. Uma vela preta é colocada a oeste simbolizando a Deusa e uma vela branca a oeste simbolizando o Deus. No altar deve estar o Cálice, o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocar símbolos par os quatro elementos, como uma pena para o Ar, uma planta par a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente água para este mesmo elemento. Pode-se ainda colocar um símbolo para o Deus e a Deusa,. como por exemplo, um chifre e uma concha. Enfim cada um "decora" seu altar à seu modo.

Instrumentos Mágicos

(confeccionados com madeira e ervas)
(De acordo com uma antiga crença, as melhores substâncias para se fazer instrumentos são aquelas que um dia tiveram vida, em oposição às artificiais. Sendo assim, a madeira e o marfim são materiais mais apropriados para uma varinha do que o metal, que serve muito bem para confeccionar espadas ou facas. Para talismãs, etc., o pergaminho virgem é melhor do que o papel manufaturado. E objetos feitos à mão são muito bons, pois eles têm vida. – Gardnerian Book Shadows)
1. O Bastão
(Os objetos cerimoniais entalhados, como os bastões rituais, feitos de madeira, são uma tradição que os pagãos contemporâneos herdaram dos homens e mulheres sábios d Antiguidade. Ao confeccionar um desses objetos, estará fazendo um instrumento ritual com uma história de milhares de anos e resgatando o seu papel sagrado nas práticas mágicas e religiosas. – Eleanor & Philip Harris, The Crafting & Use of Ritual Tools)
O Bastão é um Instrumento Mágico mais importante da Bruxaria, pois ele também pode traçar os Círculos Mágicos, além de desenhar símbolos sagrados no chão, no ar e direcionar a energia. Bruxos não gostam de usar frequentemente o Athame, usam um Bastão como substituto. Ele representa a força, à vontade e o poder mágico de quem o usa. É um símbolo mágico do Deus.
Há Bastão de vários materiais, mais o “material clássico” ainda é a madeira e assim ele assume a forma de Vareta Mágica. Várias madeiras têm diferentes usos e associações mágicas.
Para se ter um Bastão ou Vareta Mágica basta colher o galho de uma árvore e corta-lo na mesma medida que tem o cotovelo do braço direito (para os destros) ou esquerdo (para os canhotos), até o dedo médio da mesma mão, pois esta é a medida mágica da pessoa ou bruxo.
Além disso, é imprescindível escolher uma árvore que esteja em ressonância com a finalidade para qual a Vareta Mágica será usada. E deve ser feita pelo próprio dono.
As melhores madeiras para a confecção da Vareta são: o carvalho, o freixo, a sorveira brava, o espinheiro, o sabugueiro, a acácia, a aveleira e o loureiro, já que podem seu usadas para todas as finalidades.
O bastão merece ser bem decorado e marcado com sinais ou sigilo mágicos.
2. O Burril
Instrumento parecido com a faca de cabo branco (faca utilizada para entalhar símbolos em outros instrumentos, para marcar velas e outros itens e para qualquer tipo de corte ou entalhe). O burril é usado para marcar objetos como velas. Trata-se de uma ferramenta pontuda, parecida com um furador. É especialmente usado na magia com velas.
Para fazer um burril, basta apenas um pedaço de madeira como cabo e pregar ali um prego. Depois cortar a cabeça do preço e afie a extremidade num esmeril. O cabo pode ser decorado ou entalhado a gosto.
2. A Colher de Pau
Utilizada para mexer as poções, os filtros, unguentos, banhos e todas as coisas que são preparadas no interior do caldeirão, pois a madeira é um elemento natural neutro.
A colher é o símbolo da união e da vida e muitos bruxos a utilizam como um bastão de poder, com o qual exorcizam as energias negativas, abençoam os alimentos e traçam o Círculo Mágico em volta do fogão.
3. A Estaca
Representa o Deus Cornífero, e por isso o dono da Estaca é simbolicamente representado como o descendente direto do Deus.
A Estaca é feita do galho de uma árvore que se dividida em duas ramificações, como um estilingue, e deve medir cerca de 1,60m a 1,70m.
A árvore escolhida para se fazer a Estaca geralmente é o freixo ou o loureiro, e a pessoa que irá utilizar a Estaca é quem deve cortá-lo no período da Lua Cheia com a faca purificada e consagrada. Quando cortar a Estaca, colocar uma moeda entre as raízes da árvore da qual foi retirado o galho, como forma de pagamento simbólico.
A Estaca de freixo ou louro serve para todos os rituais, porém todo Bruxo deve possuir, além da Estaca, uma outra de uma árvore chamada abrinheiro (arbusto europeu da família das rosáceas).
A Estaca de abrunheiro é usada para proteger dos feitiços e bruxedos maléficos lançados contra o Bruxo. Ela raramente deve ser usada e invocada nos trabalhos mágicos, pois tudo que é emitido aos outros, seja bom ou ruim, volta triplicado para a pessoa que emitiu.
No entanto, a Estaca de abrunheiro pode e deve ser utilizada para neutralizar os efeitos dos sortilégios negativos enviados por outras pessoas. É importante limitar a utilizar a Estaca para esta função, ou seja, quando a pessoa sentir que alguma energia maléfica está atuando em sua vida, com a finalidade de trazer complicações, usar a Estaca de abrunheiro em um ritual d petição aos Deuses Antigos, rogando-lhes para que exterminem, transmutem e neutralizem as energias negativas que estejam atuando sobre a pessoa.
A Estaca deve ser consagrada e purificada de preferência entra a Lua Crescente e a Cheia. Porém, no final do ritual de consagração, a Estaca deve ser consagrada e calçada com um ferro, fixando-se um prego em sua base, com intuito de reter o poder energético. Dizendo algo como:
“Com este prego preservo os poderes que foram passados a esta Estaca. Pelos sagrados nomes da Deusa Tríplice e do Deus Cornífero que esta Estaca seja um elo entre mim e os Deuses Antigos. Que assim seja e assim se faça.”.
4. O Óleo Mágico
O óleo mágico usado nos rituais tem como base o azeite de oliva símbolo da sabedoria. É ele quem purifica de maneira simples tudo que se usará nos ritos mágicos. (Vide item azeite)
Mas pode ser também óleo de milho, ou outro mais fácil de encontra e de preferência o mais puro possível.
Poderá também optar pelos óleos aromáticos que são encontrados facilmente nas lojas especializadas ou fazê-los. Usar óleos aromáticos em sintonia com as intenções do ritual escolhido:
Rituais para amor: óleo de rosas;
Rituais para dinheiro: óleo de almíscar;
Rituais para saúde: óleos de lótus; e assim por diante.
Antes de se iniciar um ritual ou sortilégio, pingar algumas gotas de óleo nas mãos e esfrega-las, uma na outra, até esquentarem. Quando elas estiverem quentes levanta-las aos céus e imaginar uma forte luz branca entrando nas mãos e percorrendo todo o corpo, iluminando-o.
Também, deverão ser untados os Instrumentos e utensílios que serão utilizados no ritual com óleo mágico.
4.1. O Óleo de Unção
Usado basicamente na dedicação ou auto dedicação, iniciação ou auto iniciação.
Encher um frasco de vidro pequeno com folhas de menta frescas. Existem vários tipos de menta, mas a erva-dos-gatos (Nepeta cataria) é a mais indicada. Despejar azeite (de preferência azeite extra-virgem de ótima qualidade) no frasco até cobrir as folhas de menta e tampar. Deixar o frasco num local seco e fresco durante 24 horas, virando-o de ponta-cabeça a cada 6 horas. Depois do período de 24 horas, despejar o conteúdo do frasco numa tigela, coando-o com uma gaze. Encha mais de uma vez o frasco com folhas de menta fresca e volte a despejar ali o conteúdo de tigela. Tampe-o e volte a guarda-lo num local fresco e seco, virando-o cada 6 horas. Repita todo esse processo pelo menos umas três vezes, usando o mesmo óleo, mas renovando as folhas de menta. Depois disso, volte a côa-lo e guarde o líquido no frasco.
5. O Pentáculo
O Pentáculo representa os poderes do elemento Terra ou colocado sobre o altar no ponto cardeal Norte. Está associado ao Inverno.
O Pentáculo é usado para representar as energias telúricas e prender os espíritos pertencentes ao elemento Terra.
A Tradição diz que se o Pentáculo for de madeira ou argila deve ser feito pelas mãos do próprio Bruxo.
O Pentáculo deve ser usado quando for ser realizado sortilégios que utilizem ervas, pedras, raízes, folhas e todas as coisas provenientes da terra. Para tal, consagrar os elementos que irão ser usados através do Pentáculo invocando sua força e o seu poder mágico.
6. A Varinha
Muitos bruxos – especialmente os solitários – veem a varinha como uma alternativa ao athame.
O tamanho, o formato e o material da varinha podem variar. A madeira pode ser de qualquer tipo. Alguns bruxos preferem usar a sorveira-brava, o salgueiro, o freixo ou a castanheira, mas a varinha também pode ser feita de carvalho, pinheiro, nogueira, ébano ou qualquer outra madeira. Muitos bruxos simplesmente compram um pedaço de madeira numa loja de material de construção. Porém com tantos parques, praças e ruas para quê comprar. O ideal seria que o próprio Bruxo cortasse um galho de árvore para fazer a sua varinha, ou melhor, pegar os galhos caídos no chão ou cortar de árvores caídas ou mortas, embora isso nem sempre seja possível.
Se a pessoa cortar um galho de uma árvore viva, antes pedir permissão a ela e explique para que usará o galho. Deixe algo em troca. No caso de parques públicos certificar se pode cortar.
Nos antigos, a varinha media em torno de 55 centímetro ou a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio. Essas dimensões estão de acordo com váriosgrimoires sobre a magia cerimonial. Mas, como em tudo que se refere à magia a decisão é da pessoa. Neste caso, a pessoa deverá por sua energia no objeto, seja entalhando-o, tingindo-o, pintando-o, decorando-o ou esculpindo-o.
Existe também um instrumento conhecido como varinha de Príapo (Príapo, Deus grego da fertilidade, filho de Dionísio e Afrodite) e sua “verdadeira” forma é de uma varinha com a extremidade esculpida como se fosse um falo, ou em vez de talhar um falo, talhar uma pinha ou ainda amarrar uma pinha de verdade ali, como uma representação simbólica do falo.
7. A Vassoura Mágica
A Vassoura não é um instrumento Mágico, mas também um símbolo fálico e de união entre os princípios masculinos e femininos.
A Vassoura é um símbolo de poderia feminino, por isso somente as Bruxas fazem uso desta em Rituais e cerimônias, mas todos podem ter uma Vassoura Mágica para rebater as energias negativas, colocando-a atrás da porta de entrada.
A Vassoura é utilizada em ritos de purificação e é parente do Bastão. É como uma casa ser consagrada com ela.
As Vassouras devem ser feitas pelos próprios donos e sua fabricação é simples, basta um cabo de vassoura comum, vários galhos secos de uma planta e um barbante para amarrar os galhos de uma planta em volta de uns das extremidades do cabo.
A escolha da planta a ser utilizada fica a critério, porém as opções mais utilizadas são:
a) Manjericão: árvore símbolo da Deusa;
b) Bétula: árvore do nascimento e renascimento;
c) Aveleira: representa o elemento fogo, a fertilização, os poderes adivinhatórios e o conhecimento;
d) Teixo: árvore da morte e da reencarnação. Não é recomendável por ser venenosa.
e) Artemísia: mantém as energias negativas afastadas; e,
f) Sabugueiro: símbolo da Lua.
Em alguns rituais a Vassoura é utilizada para varrer o Círculo Mágico, a casa ou um ambiente carregado de influências negativas. Mas não se deve tocar o chão, apenas no ar, visualizando-se a limpeza energética do local. Além de proteger a casa do mal quando colocada atrás da porta de entrada de ponta-cabeça.
Acredita-se que varrer uma casa nova com uma vassoura velha trará fortuna. Fazer um desejo quando uma vassoura é utilizada pela primeira vez causa a realização deste.
Se uma vassoura cair enquanto se varre, se faz um pedido antes de pega-la. E quando se quer casar se pula 9 vezes e em um ano o desejo se torna realidade.

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