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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

28 de fevereiro - Dia de Lakshmi


Lakshmi
Deusa Lakshmi significa "boa sorte" para os hindus. A palavra "Lakshmi" é derivado da palavra em sânscrito Laksya, que significa 'fim' ou 'meta', e ela é a deusa da riqueza e prosperidade, tanto material como espiritual. Ela é a deusa do lar da maioria das famílias hindus. Lakshmi é representada por uma mulher bonita de pele dourada, com quatro mãos, sentada ou em pé sobre uma flor de lótus desabrochada e segurando um botão de lótus - que representa a beleza, pureza e fertilidade.
Os Princípios de Lakshmi e Mahalakshmi
"Antes de mais nada, como nós vemos, este símbolo da Lakshmi representa, como eu lhes disse antes também, que uma pessoa que tem a Lakshmi deve ser muito generosa."
Shri Mataji Nirmala Devi - EUA - 2000
"Com uma mão, Ela está doando aos outros. Uma pessoa que é avarenta com Lakshmi é absolutamente contra o Princípio de Lakshmi. E uma pessoa avarenta assim nunca pode regozijar as bênçãos. E, gradualmente, ela começa a ficar cada vez mais pobre.
Quando você começa a dar com a mão esquerda, isso significa que você abriu a porta para sua Lakshmi entrar. Então, a graça de Lakshmi vem em você. E essa graça, como Lakshmi, também tem outro aspecto: que você deve dar proteção. Aquelas que são pessoas com dinheiro devem proteger deste jeito. Proteger quem? Proteger as pessoas que estão em dificuldades, pessoas que estão sofrendo muita crueldade, crianças órfãs que necessitam de sua ajuda. Tudo isso deve ser examinado cuidadosamente. E a proteção das pessoas que são dependentes de você. Então, isso tem que ser feito com a mão direita. Esse é o símbolo de Lakshmi.
E há duas mãos levantadas lá, que vocês viram, com o lótus cor de rosa. O lótus cor de rosa sugere que você deve ter amor no seu coração. Rosa é o símbolo do amor e da compaixão.
Como Eu disse antes a vocês também, uma pessoa que tem Lakshmi deve ter uma casa onde todo mundo é recebido. Como um lótus que recebe todos os insetos, mesmo os besouros que têm muitos espinhos. E o besouro vem e dorme a noite inteira muito confortavelmente. E o lótus fecha suas pétalas de forma que o besouro não tenha problemas para ficar confortável. Portanto, essas casas devem acolher os hóspedes, qualquer que seja o tipo deles. E eles devem ser tratados muito bem, como se os Deuses tivessem vindo à sua casa."
(...) "Outro símbolo muito importante é que Ela está em pé sobre um lótus. Está tudo glorificado, todos os belos lótus carregando-A. Mas o lótus sugere que Ela não lança nenhuma pressão, nenhum desequilíbrio, nenhum poder ao redor.
Mas nesses países onde as pessoas têm dinheiro, elas tentam lançar poder em tudo ao redor. E aquela que tem dinheiro se torna a pessoa mais poderosa. Tudo se transforma em poder, então. Dinheiro é poder, amor é poder. Esse poder não tem nenhuma divindade nele, mas é um poder de opressão e agressão e vaidade.
Todos esses símbolos da Lakshmi são muito convincentes. De modo que, hoje, quando dizemos que alguém tem dinheiro, ou algum país ou alguma nação, eles são exatamente o oposto do que eles deveriam ser. A razão é que eles não são iluminados.
Eles têm que ter luzes em seus corações, assim como nós vemos isso no Diwali, tem que haver a luz. E sem iluminação, essas pessoas ricas, assim chamadas Lakshmipatis, tornam-se insensatas. É por isso que tem que haver luz. Porque com Lakshmi, uma pessoa pode tornar-se completamente cega.
A assim chamada Lakshmi não lhe dá uma compreensão apropriada do que significa você ter dinheiro, você ser rico. O que isso significa? É por isso que a pessoa quer ter luzes. A menos e até que você tenha a luz da Divindade dentro de você, você não compreenderá o grande símbolo da Lakshmi.
Mas, na Sahaja Yoga, nós acreditamos que a Lakshmi deve se tornar Mahalakshmi. O homem tem que tornar-se um “homem maior”, maha-manava. O que isso significa? Que Ela tem que tornar-se a Mahalakshmi. Mahalakshmi é uma Divindade que torna você completamente satisfeito com o que quer que você tenha, completa satisfação.
Não apenas isso, mas você começa a pensar:  “O que quer que eu tenha não é suficiente. Eu tenho que ter alguma outra coisa. Nem dinheiro, nem mais carros, nem mais televisões e objetos, mas eu tenho que ter alguma outra coisa que me dará a verdadeira satisfação.”
Você sabe que a lei da economia é que você nunca está satisfeito, nada é saciável. Então você segue comprando um e outro, e outro, e outro, e assim por diante. Mas, quando o Princípio de Mahalakshmi brilha em você, então você não quer mais. Você deseja dá-lo aos outros e você quer regozijar sua generosidade. Esse é o primeiro sinal de que você está se movendo agora de Lakshmi para Mahalakshmi.
Até o Princípio de Lakshmi, você estava cego. E o que quer que ele fosse, você estava pedindo mais coisas e mais coisas e mais coisas. Depois que isso termina, então você tem luz, iluminação. Quando você tiver feito todas as quatro coisas apropriadamente, isto é, generosidade, proteção, e hospitalidade e compaixão, então você começa a se envolver em outro modo de movimento, porque você sabe que nada traz satisfação, nada é saciável, correndo de uma coisa para outra, daquela para outra, daquela para outra."
(...) "E no caminho de Mahalakshmi, você pode encontrar outros tipos de personalidades. Porque se você tem a luz em seu coração, então você começa a ver que esse negócio de dinheiro não traz nenhuma satisfação. Você continua mudando de um para outro. Então você pensa: “O que nós devemos fazer?”
Com essa luz em seu coração, você descobre que você tem que seguir, agora, o Princípio de Mahalakshmi. Senão você estará perdido. Então, quando você pensa em Mahalakshmi, você começa a buscar, a buscar o caminho pelo qual você possa realmente ter uma verdadeira satisfação na vida."
Oração
Lakshmi, Deusa da Fortuna e Abundância,
Das riquezas da Deusa no alto,
Teus tesouros vindos do Sol
Derrame sobre nós!
Coração com a Luz sintonizado,
Poder para do céu trazer
Riqueza que o plano expande para todos os homens!
Afinal nossa consciência com a tua!
Amplia nossa visão e faz-nos ver
Que a riqueza é para todos os de Fé
Que chamam a Deusa e pedem para o chamado descer.
Que desça nós, mandamos,
Farto MANÁ da mão da Deusa com igualdade
Para que aqui como no alto,
Expressando Amor a Deusa,
Recebamos Saúde, Força, Abundância e Prosperidade!
Que assim seja e assim se faça!



A deusa Lakshmi é a consorte de Vishnu o deus preservador do universo. Ela é a deusa da beleza, prosperidade, amor e generosidade. As suas quatro mãos representam as suas virtudes e ela está sempre sentada numa flor de lótus, que representa a verdade. Nesse começo da semana quero desejar só coisas belas, prósperas e muuito generosas para todos nós!
"Om Shrim Maha Lakshimiey Namaha" ou "Eu Saúdo a Deusa da Beleza, do Amor, e da Prosperidade"



Lakshmi é uma Deusa Indiana consorte de Vishnu, um Deus Protetor que é muito amada por seu povo. Foi ela que deu a Indra, o Rei dos Deuses, o soma (ou sangue do conhecimento) do seu próprio corpo para que ele produzisse a ilusão do parto e se tornasse o Rei dos Devas. A Deusa Lakshmi significa "boa sorte" para os hindus. A palavra "Lakhsmi" é derivada da palavra "Laksya" do sânscrito, significando o "alvo", o "objetivo".
UM POUCO DE HISTÓRIA...
A mitologia dos Deuses hindus é uma das mais ricas do mundo. A natureza complexa dos Grandes Deuses como Brahma, o Criador, Vishnu, o Protetor, e Shiva, o Destruidor e suas consortes, está representada em muitos mitos cheios de ação, aventura e romance. Esses mitos materializam o espírito subtil e generoso do próprio hinduísmo. Existem grande quantidade de textos hindus que elogiam os Deuses,e alguns deles, como o Rig Veda, são muito extensos. A Índia é um país muito grande, com uma vasta população de mais de um bilhão de pessoas, onde se fala 745 línguas distintas. Em torno de 80 por cento de sua população é hindu. O hinduísmo como religião parece ter suas primeiras raízes na civilização do vale Indus (2500 a 1500 a. C.), que já adorava Shiva, o Deus da Criação e Destruição, e Devi, a Grande Deusa. Esses Grandes Deuses logo se fusionaram com os Deuses Vedas dos arios, que invadiram a índia em torno de 1200 a. C. Os primeiros mitos hindus foram escritos em textos religiosos como o Rig Veda em torno de 1200 a. C., e as histórias continuaram desenvolvendo-se durante 2000 anos. A crença da reencarnação está presente na concepção do hinduísmo. Cada ser vivo possui uma alma que experimenta o que denomina de "samsara", ciclo que ocorre através de muitas formas corporais. O samsara dita um ritmo de nascimentos e mortes que podem repetir-se de forma indefinida. A lei do "karma" (em sânscrito "feito") dita os feitos de uma vida e determinam o caráter da próxima. Uma vida de honra aos Deuses, poderá ser recompensada na próxima reencarnação. Assim como o homem se conduz, assim será conduzido: aquele que sempre fizer o bem, não precisa ter medo do mal, pois através de suas boas obras poderá se converter em um homem santo. O hinduismo dá maior ênfase a riqueza espiritual do que a material.
LUGARES SAGRADOS
A Índia está cheia de lugares sagrados chamados "tirthas", que significam "lugares onde vadeia um rio". Os hindus creem que os rios levam poderes sagrados à terra e o mais importante desses rios é o Ganges, que nasce no Himalaia e atravessa de um extremo ao outro do norte da Índia para desembocar na baía de Bengala. Existem muitos lugares santos ao longo dos 25-7 Km do Ganges, dos quais o mais importante é Varanasi, a cidade de Shiva, onde seus fiéis vão banhar-se no rio. Os hindus dizem que banhar-se no Ganges é como estar no céu. Por isso, muitos são os peregrinos que se reúnem lavarem-se em suas águas, que se compara com amrita, o elixir da vida. -*-
NASCIMENTO DE LAKSHMI
Como todas as Deusas no panteão Hindu, Lakshmi tem muitas histórias sobre sua origem. Uma delas conta, que o Rei dos Reis, Indra, um certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Um sábio nomeou um Deva menor para ir até Brahma em busca de uma solução. Entretanto,esse último o conduziu até Mahavishnu (avatar de Vishnu) para um melhor aconselhamento. Vishnu sorriu ao ouvir o problema dos Devas (Deuses Menores) e deu-lhes uma solução. Disse que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força. Mas tal feito não era nada fácil. Como chocalhar o oceano? Usando a montanha Mandara e a serpente Vasuki. Os Devas então foram providenciar tudo. Mas a montanha Mandara necessitava de uma base para puxá-la. Então Vishnu transformou-se em uma tartaruga poderosa e serviu de base para a montanha.
Colocaram ainda, a serpente Vasuki em torno da montanha para protegê-la. Os demônios acordados com tanta agitação, também quiseram compartilhar o elixir. Os Devas, como sabiam que não conseguiriam realizar a tarefa sozinhos, aceitaram a ajuda dos Asuras (demônios). Agitaram tanto o oceano até que seus braços se feriram e receberam então, quatorze presentes preciosos para à humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir. Sentada sobre um lótus,era extremamente bela e encantou a todos. Os elefantes do céu derramavam gotas de água para refrescá-la. De acordo com a mitologia hindu, a terra inteira é mantida por quatro elefantes chamados Dik-gaj, onde "dik" significa o sentido e "gaj", o elefante. Lakshmi trouxe consigo o elixir, que faria reviver a força dos Deuses. Escolheu então, para ser seu consorte, Vishnu. Vishnu carregou Lakshmi do oceano até o céu e cada vez que ele desce na terra como um avatar, é acompanhado por um avatar de Lakshmi. -*-
A VIDA DE RAMA (VISHNU) E SITA (LAKSHMI)
Quando Vishnu atravessou suas reencarnações, Lakhmi reencarnava com ele. Quando Vishnu se tornou Rama, Lakhmi tornou-se Sita. Quando ele virou Krishna, ela passou a ser Radha, a menina-vaca. Tais encarnações são chamadas de avatares.Calque será o nome do décimo avatar,no qual Vishnu aparecerá no fim da época presente no mundo, para destruir todos os vícios e malvadezas e restituir à humanidade a virtude e pureza. O herói mais importante da mitologia hindu é o príncipe Rama. A história da busca de sua esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana, se conta por toda a Índia. Foi escrito pela primeira vez na épica sânscrita de 50000 linhas, o Ramayana (200 aC. - 200 d. C.). No reino Ayodhya (hoje norte da Índia) há milhares de anos atrás, vivia um rei chamado Dasaratha, o qual estava casado com três esposas (algo habitual entre os reis) chamadas Kaushalya, Kaikeyi e Sumitra. Nenhuma das três havia podido lhe dar filhos. Desaratha aconselhado pelos sacerdotes brahmanas, organizou um grande sacrifício de fogo para conseguir um filho. Durante o sacrifício surgiu um ser místico que lhe entregou um tigela com arroz (se tratava de um alimento santificado) para suas esposas comerem. A Kaushalya por ser a mais importante das rainhas, comeu a metade do arroz,e dividiu o que resto entre as outras duas. Com o passar do tempo, Kaushaya deu à luz a um filho chamado Rama, Kaikeyi teve Bharata e de Sumitra nasceram os filhos chamados Lakshmana e Shatrughana. Rama tinha uma metade da divindade de Vishnu e seus irmãos compartem o resto. Os irmãos cresceram desconhecendo sua origem divina. Os hindus adoram Rama como uma encarnação do Deus Vishnu. Rama apaixonou-se por Sita, a filha do rei Janaka de Mithila, que é a reencarnação da fiel esposa de Vishnu, Lakshmi. Devido a um incidente na corte, Rama, Lakshmana e Sita foram viver tranquilamente no bosque. Tudo ia bem até o demônio Ravana sequestrar a Sita, que gritou a todas as árvores do bosque para dizerem a Rama que estava sendo levada contra sua vontade. Também tirou suas jóias e seu véu de ouro a cinco macacos e Hanumen, seu general. Então o sábio Agastya o aconselhou a adorar o sol, a fonte da vida. Assim o fez e também pediu emprestado uma carruagem e um cocheiro do Deus do Céu, Indra. Logo Rama foi atrás de Ravana e de seus exército de rakshashas demoníacos, que estava cheio de guerreiros ferozes com nomes como Morte-aos-homens. Rama juntou seu exército composto de macacos e ursos e atacou o demônio, depois de haver cruzado a ponte das pedras flutuantes sobre o oceano. Após diversas batalhas, Ravana, o demônio de dez cabeças foi morto pelas flechas de Rama, e Sita foi finalmente libertada. Rama junto de sua esposa Sita, e seu irmão Lakshmana acompanhados de devotos, regressaram a Ayodhya, depois de haverem passado 14 anos em exílio. Quando os habitantes de Ayodhya escutaram a notícia da chegada do rei amado, se vestiram com as melhores roupas e as mulheres se maquiaram e vestiram suas preciosas joias. Justo aquele dia era de lua nova, tudo estava muito escuro, assim para iluminar o caminho do rei Rama, foram colocadas numerosas lamparinas de azeite por todo o trajeto, assim como no palácio e em todas as casas do reino. A palavra Diwalli significa literalmente "fileira de luzes", e foi assim, portanto, que se originou essa festa ancestral que se celebra em toda a Índia e em todo mundo onde vivem os hindus. A história de Rama e Sita é muito difundida muito além da Índia. É popular na Indonésia, na Malásia e na Tailândia. O casal Vishnu e Lakshmi regem o sentimento erótico, além de governar o elemento água. A mitologia hindu revela que desta união nasceu Kama, o Deus do amor. Kama é extremamente belo, retratado como um lindo pássaro. Em algumas ocasiões, é reverenciado durante o ato de amor. -*- O tema principal do Ramayna é a eterna luta do bem contra o mal, da luz contra a escuridão e das consequências dos nossos atos passados. Em Ramayana nos encontramos com o sacrifício da liberdade em nome do dever e da honra. Assim, como nos ensina que o amor, demanda um serviço,pois ele transcende qualquer status social. Rama não vive sem sua Sita, por isso, os grandes mestres espirituais sabem, que nunca deve-se adorar o Deus sozinho, mas sempre com sua consorte, ou seja, junto com sua energia feminina. Lakshmi é considerada como modelo da esposa hindu, unida em completa harmonia com o marido e sua família. Sempre que invocarmos Lakshmi, devemos nos recordar que ela não é só a Deusa da Fortuna material, mas sim também da espiritual que é a que realmente perdura e sobre tudo, não devemos esquecer que Lakshmi é ainda, uma Deusa do Amor. -*-
REENCARNAÇÕES DA DEUSA
A Deusa-Mãe Lakshmi é consultada pela população hindu, buscando algum tipo de riqueza. Há oito modalidades de se adorar Lakshmi, levando em conta o resultado desejado. A imagem abaixo também ilustra as oito reencarnações da Deusa Lakshmi: * Santhana lakshmi Ela protege toda a Riqueza da Família, principalmente as crianças. * Gaja laksmi Ela surge como Rainha Universal com seus dois elefantes que atendem todas as preces e orações.. * Aishwarya lakshmi Só Ela encerra a totalidade do conhecimento, tanto material quanto espiritual. * Dhanya lakshmi É Ela que alimenta o mundo nos concedendo a Riqueza da boa colheita dos grãos. * Adhi lakshmi Ela é a Mãe Divina e fonte de todo o poder de Vishnu. * Vijaya lakshmi É Ela que nos concede a vitória sobre obstáculos e problemas (vitória tb, no trabalho e aspectos legais) * Dhana lakshmi Ela é a doadora do todo tipo de riqueza * Veera lakhsmi ou Dhairyalakshmi É Ela que nos dá força e coragem para enfrentarmos qualquer sacrifício.
OS BENEFÍCIOS DA ADORAÇÃO:
Cada um dos aspectos ou reencarnações acima, são chamados de"vrata". Por exemplo, para alcançar a vitória na guerra ou em batalhas legais, deve-se ativar o vrata Vijaya-lakshmi. Para a saúde, o vrata de Veera-lakshmi da coragem e do poder deve ser ativado. Para que a casa ou comércio seja próspero o vrata indicado é o Dhanya-lakshmi. E assim por diante... Todos que empreendem a busca de um vrata da Deusa Lakshmi com fé e sinceridade, conseguirão o que desejam. -*-
ADORAÇÃO DO VRATA
Para as mulheres é importante a conexão com a Deusa Lakshmi, pois ela traz muita prosperidade para toda a família. A mulher hindu tradicional preza muito pela conservação de um lar saudável e próspero. Consequentemente, as mulheres pedem a ajuda de Lakshmi para assegurar essa harmonia, especialmente porque ela é considerada como modelo de esposa perfeita. O relacionamento de Lakhsmi e Vishnu ilustra esse aspecto. Qualquer ritual deve ser realizado em uma sexta-feira que coincida com os dias 11 ou 21 do mês. Não deve-se comer carne nesse dia. Sempre que o puja(ritual de adoração) é realizado, ele compreende três componentes importantes: ter uma imagem ou ilustração da Deusa; o ato do puja, ou adoração que inclui moedas,flores, frutas e alimentos que devem ser lhe oferecidos e no final os alimentos são abençoados e devem ser consumidos. Executando-se essas três etapas cria-se um relacionamento emocional direto com a Deusa. Você pode criar em sua casa um pequeno altar para adorar Lakshmi e pedir prosperidade e riqueza para sua vida. É só achar um cantinho ou uma mesinha vazia, cobri-la com uma toalha amarela e colocar a imagem ou uma fotografia da Deusa. Coloque então uma vasilha com água pura, duas lamparinas à óleo ou velas vermelhas, incenso indiano, moedas, uma bandeja com 5 variedades de frutas da época, um vaso com rosas vermelhas, pasta perfumada da madeira de sândalo, e Panchaamrutam, que é uma mistura de mel, manteiga purificada (ghee), coalhada, leite e açúcar. Pode ser substituído por um doce de ambrosia, que é mais conhecido por todos nós. Coloque um som ambiental com músicas indianas. Depois que o altar estiver pronto sente-se em uma cadeira ou na posição de lótus no chão e feche os olhos. Agora imagina-se flutuando em um rio em cima de uma flor de lótus vermelha gigante. Ao seu lado estará Lakshmi, linda em seu sari vermelho todo bordado de dourado. Converse com ela e diga que você lhe trouxe muitos presentes para serem trocados por sua abençoada sabedoria. Deixe que o fluxo de sua imaginação carregue você, escute as palavras da Deusa e aqueça-se com sua abundância. Quando quiser voltar é só se despedir da Deusa, respirar três vezes profundamente e abrir os olhos. Seja Bem-Vinda! -*-
DEUSA DO AMOR, DA BELEZA E DA PROSPERIDADE
Lakshmi é uma Deusa do amor e da beleza, da sorte, da prosperidade e do sucesso. No hindu moderno é representada como uma jovem de longos cabelos negros brilhantes e soltos, vestindo um sari (vestido típico das mulheres da Índia) vermelho com bordados dourados e usando diversas joias como: colares, braceletes, pingentes e um aro no nariz com incrustações. Em sua cabeça ostenta uma coroa (Mitra) que representa o Monte Meru, a "Morada dos Deuses", que se vê circundada por um aro de luz que simboliza a Luz Solar. Em suas diferentes representações, pode mostrar-se com uma tez escura, ressaltando seu caráter de consorte de Vishnu; quando sua tez é da cor dourada, simboliza fonte de riqueza; se é branca, é a forma mais pura de Prakriti (da natureza); se a tez é rosada, se mostra como a Mãe de todas as criaturas. Apesar dela aparecer em inúmeras ilustrações com quatro braços, é normalmente representada apenas com dois, segurando uma flor de lótus, ou sentada sobre ela com um cântaro que jorra moedas de ouro e flanqueada por dois elefantes. Normalmente nos templos da Índia, Lakhshmi está em pé ao lado de seu consorte, o Deus Vishnu, o segundo membro da trimurti hindu. A Trimurti ("tripla estátua"), ou trindade, da divindade hindu consiste de: Brahma, Vishnu e Shiva.
Quando é representada por quatro braços, os dois posteriores carregam flores de lótus (conhecimento desenvolvido); os braços anteriores mostram suas mãos doadoras de pepitas de ouro ou gemas, símbolos da fortuna que entrega aos homens: ouro e a gema do conhecimento. As quatro mãos significam os quatro fins da vida humana: dharma (atos de justiça e dever), kama (prazeres sensuais), artha (riqueza) e moksha (libertação espiritual final). As mãos da frente representam a atividade de mundo físico e as detrás, indicam as atividades espirituais que conduzem à perfeição espiritual. A posição das mãos: em Abhaya até Mudrá ou postura de Proteção no caminho da devoção, e em Varada até Mudra ou Doadora de dons. O assento de lótus, onde a Deusa se posiciona em cima, significa dizer que devemos apreciar a riqueza, mas não devemos nos tornar obsessivos por ela. Nossa vida deve ser análoga a um lótus, que cresce na água, mas não é molhada por ela. Os lótus, quando mostrados em vários estágios de florescimento, representam os mundos e os seres em vários estágios de evolução. A flor de lótus sustentada pela mão direita posterior nos dá a ideia de que devemos executar todos os nossos deveres de acordo com o dharma. Isso nos conduzirá ao moksha (libertação espiritual final) que está simbolizado por um lótus na mão esquerda posterior. As moedas de ouro que caem na terra da mão anterior de Lakshmi ilustram o seu poder de doar riqueza e prosperidade para seus devotos. Os dois elefantes ao fundo simbolizam o nome e a fama associados a riqueza temporal. A idéia passada é que o devoto que obtiver a graça da riqueza não é tão somente para adquirir nome e fama ou para satisfazer seu próprio desejo material, mas deve compartilhar com o outro a fim de também propiciar-lhe felicidade. As trompas dos elefantes que sustentam cânforas das quais jorram água, representam as águas do Sagrado Ganges ou também o Amrita obtido através do "Batimento ou Agitamento" do oceano do qual Lakshmi surgiu esplendorosa, com uma beleza sem par. Muitas vezes Laskhmi é mostrada portando uma cânfora com Amrita (elixir da imortalidade do espírito), coberta de Kusa (erva ritualística). -*- Como Deusa da prosperidade Lakshmi, é chamada também como Dharidranashini (a que destrói toda a pobreza) e Dharidradvamshini (àquela que se opõe a pobreza). As vezes, se faz referência a ambos (Lakshmi-Vishnu) pelo nome Lakshmi-Narayan, sendo Narayan outro nome de Vishnu. Outros nomes que são dados para Laksmi incluem Hira (joia), Indira (A Poderosa) e Lokamata (A Mãe do Mundo). Entretanto, é chamada também de Chanchala que significa "volúvel", ou aquela que não fica em um lugar por muito tempo. Isso significa que a fortuna e a riqueza não permanecem por tempo prolongado nas mãos de qualquer um. Somente aqueles que são merecedores do respeito da Deusa terão esse privilégio. Portanto, não devemos somente adorá-la, mas também não devemos desperdiçar dinheiro em artigos ou projetos desnecessários. -*-
A DEUSA E A CORUJA
Em algumas pinturas (ou desenhos) Lakshmi aparece voando montada em uma coruja. A coruja é a representação simbólica do Rei dos Reis, chamado de "Uluka" quando aparece nessa forma, personificando a riqueza, o poder e a glória. Sendo assim, Lakhsmi, como uma Deusa da Fortuna, não poderia ter encontrado alguém melhor para lhe servir de montaria. Essa associação do Deus Indra a um pássaro que é parcialmente cego à luz do dia adverte sobre a procura secular da riqueza espiritual. Lakshmi associada ao Indra-coruja torna-se Mestra da sabedoria espiritual que dá todo o suporte para a riqueza material. Outra interpretação seria de que os olhos jamais se fecham para à luz da sabedoria ou para o sol do conhecimento. Toda Deusa-Mãe mantêm a ignorância sob o seu controle. -*-
FESTIVAL DIWALLI
O festival de luzes de Lakshmi se chama Diwalli (25 outubro), que homenageia essa Deusa como a esposa de Vishnu. Nessa noite, as esposas hindus dançam particularmente para seus maridos. Lanternas de óleo são acesas por toda parte e pratos típicos são servidos. Esse é o Natal hindu, um período de boa sorte e prosperidade. Essa festa tem duração de uma semana. Um dos costumes associados com o Diwalli é o jogo, especialmente ao Norte da índia. Se diz que nesse dia a Deusa Parvati jogou os dados com seu marido Shiva e declarou que quem jogasse na noite de Diwalli, prosperaria durante todo o ano seguinte. Ainda hoje, os hindus conservam a tradição do jogo de cartas. Diwalli é de grande importância para a comunidade dos negócios. As casas e locais de trabalho se renovam e se decoram. As entradas se adoram com lindos motivos tradicionais de desenhos Rangoli para receber a Deusa da riqueza e da prosperidade. Para indicar sua tão esperada chegad se desenha por toda a casa pequenas pisadas com farinha de arroz. As lamparinas e velas devem ser mantidas acesas por toda a noite. As mulheres compram algo de ouro ou de prata, ou algum utensílio novo para ser usado nessa noite. Ao entardecer, quando se acendem as velas e lâmpadas de azeite, se venera a Deusa entoando canções de devoção e lhe é oferecido também, doces tradicionais. Os hindus devotos, creem que Lakshmi atrai a boa sorte e a prosperidade. Se uma mulher é alegre e trabalhadora, se é boa cozinheira, ama a casa e os filhos, e se seu marido prospera, então seus amigos dizem: -"Tua mulher é uma verdadeira Lakshmi", ou seja, a mulher atrai a boa sorte. Normalmente a mulher casada, particularmente a mulher jovem casada e com filhos, é considerada portadora de boa sorte, pois apresenta aspectos da Deusa Lakshmi, ou seja, o arquétipo ativo da Deusa. -*-
DEUSA DA ECONOMIA
Lakshmi representa a prosperidade mundana, é a abundância e riqueza, em particular nos aspectos domésticos. Ela é uma Deusa da Economia em geral e é muito popular entre empresários e comerciantes, os quais a adoram todos os dias antes de abrirem seus negócios. Em Nova Deli há um famoso e colossal templo de Lakshmi-Narayan. Foi construído por um multimilionário hindu moderno, um dos mais ricos da Índia em agradecimento a riqueza que já conseguiu. Mas, segundo os grandes Yoguis, se não estivemos afiançados com a pureza interior, não poderemos desfrutar do dom de Lakshmi que representa: o tesouro espiritual da iluminação. Por isso, são usadas muitas lanternas em suas festas, pois só a luz dissipa a obscuridade da ignorância, só a luz ilumina o caminho até a auto-realização, que é a maior fortuna que podemos aspirar: a paz interior. –*-



(Deusa da Prosperidade / Beleza / Amor)
Conheça os poderes da deusa indiana da beleza e amor
LAKSHMI é a deusa da luz (espiritual), beleza, sorte, amor, graciosidade e riqueza. É considera a protetora das famílias e é a divindade favorita das mulheres. A tradução do seu nome significa objetivo e inspira os devotos a atingirem a meta tanto materiais como espirituais. Na Índia, não a chamam apenas de devi (deusa), mas também como mata (mãe). Acredita-se que nas noites de lua cheia, a deusa abençoa os lares com a riqueza espiritual e material. Na mitologia indiana, seu número é o oito, a mesma quantidade de suas reencarnações e LAKSHMIS reverenciadas nos lares.
SIGNIFICADO DA IMAGEM
Quatro braços:
O ideal de todos os seres humanos: karma (viver com retidão, virtude e obediência às leis), artha (obter a riqueza com retidão), kama (satisfazer os desejos com retidão), mosha (a meta da vida é a libertação). Posição de lótus:
Não existe problema em desejar obter riquezas, mas não se deixe que sua alma seja corrompida por isso.
Lótus na mão direita:
Poder espiritual (enraizada na lama, floresce acima d’água, mas não se deixa contaminar pela lama; por isso representa a perfeição espiritual).
Moedas no chão:
A deusa distribui riqueza aos devotos.
Mão direita:
Abençoa os devotos.
Dois elefantes:
Riqueza e prosperidade.
Água: (do Ganges)
Limpeza, purificação.
Vasos:
Sabedoria, a importância do conhecimento, purificação.
Saiba como atrair a riqueza em sua casa.
Para atrair a força da deusa LAKSHMI, é importante reservar um espaço em sua casa. Faça um altar em homenagem à deusa. Desta maneira, ela enviará a você sorte, amor e a prosperidade. Sobre uma mesa, é importante ter alguns objetos como estes: * Uma toalha para cobrir o altar (de preferência da cor vermelha - se possível com bordas douradas) * Uma imagem de LAKSHMI (desenho ou estátua) * Oito moedas correntes (colocadas em um pires ou em um prato) * Uma peça de cobre * Uma imagem (ou duas) de elefante (coloque um no lado esquerdo e outra no lado direito) * Cristais variados (símbolo do elemento terra), de preferência ágata e que não estejam quebrados ou com pontas lascadas * Uma imagem de coruja * Flores * Recipiente com água * Incenso de sua preferência (para simbolizar os elementos ar/fogo) * Música indiana (para ser ouvida durante a oração).
ORAÇÃO A LAKSHMI
Deve ser feita diante do altar. Fique descalço (simbolizando o elemento terra), com as mãos juntas. Faça a oração olhando para a imagem de LAKSHMI. Os melhores dias para a oração: segunda-feira, quarta-feira ou sábado, de preferência depois das 18h. Quando reflito sobre a deusa LAKSHMI Que é mulher do senhor Vishnu Atraio a abundância da prosperidade!
Peço que eu......... (diga seu nome) Seja abençoada por bons pensamentos!Também peço Que minha família e meu lar, sejam abençoados pela grande deusa LAKSHMI E que ela envie todas as riquezas espirituais e materiais.Desejo que todos Sejam coroados com paz, saúde e amor Enviando para este lar, Confiança, prosperidade Sabedoria e docilidade. Também peço, que a grande deusa LAKSHMI Ilumine minha mente e abra meus caminhos para a felicidade plena! Saúdo minha divina mãe e esposa de Vishnu Vestida por oceanos Enfeitada pelas montanhas Que visite meu altar Que aceite meus presentes e minhas oferendas Que veja em mim, a própria deusa! Om Shriring hring kleeng mahalakshmi namah Aum
(lê-se: Om xiring ring leng marrálaquismi namá aum)
Traga a minha vida, prosperidade, fartura, abundância e amor! Amor! Concede a sua alegria, Faz da minha vida, plena sorte, Porque dentro de mim, vive LAKSHMI.
Namastê!


Para o Tantra Yoga, o aspecto masculino divino é chamado Vishnu e sua força é a mantenedora da existênciaLakshmi é a contraparte feminina de Vishnu e essa pode ser visualizada nas cores branca ou vermelha. Esta divindade pode assumir várias formas, podendo inclusive, multiplicar-se em diferentes mulheres para seu marido. O Tantra ensina uma visualização para o casal antes do ato de amor: "imagine-se em um jardim com árvores, plantas e flores que exalam perfumes agradáveis. Visualize Vishnu repousando sob uma flor de lótus vermelha (sentimento erótico). Ele é um lindo jovem que exala um doce perfume e segura vários objetos, entre eles uma concha, um taco, o arco e um disco. Seus olhos estão observando sua consorte Lakshmi, que o está abraçando amorosamente. Ao redor deles, lindas mulheres (as várias formas de Lakshmi) com coxas, quadris e seios fartos estão sorrindo e movendo-se voluptuosamente, formando com as mãos, pequenos gestos em forma de lótus. Os lábios delas estão entreabertos, mas estas permanecem silenciosas, expressando apenas o sentimento de paixão. Tanto suas roupas como os cabelos estão desalinhados, num erotismo repleto de prazer".
Esta visualização faz com que circule nos corpos dos amantes uma poderosa energia de prazer, pois este pensamento erótico acelera a respiração e consequentemente as batidas cardíacas, aumentando o fluxo de energia.
Por isso, é importante que a mulher libere as diferentes formas de Lakshmi: moça, amante, esposa, virgem ou prostituta, para ocorrer o aumento da vitalidade sexual e uma mudança de energia biológica e psicológica. Ao expandir a consciência, é possível desdobrar-se em várias mulheres (ou almas, conforme o Tantra), mostrando ao seu parceiro que é dotada de grande desejo para vitalizar o relacionamento. Os dois deuses Vishnu e Lakshmi regem o sentimento erótico, além de governar o elemento água. A mitologia hindu revela que desta união nasceu Kama é extremamente belo, retratado como um lindo pássaro (muito parecido com o cupido). Em algumas ocasiões, é reverenciado durante o ato de amor.
Kama, portanto, é a evocação dos corações de quem ama. Sutra é a melodia do amor, a música. Lembremos, portanto, do livro Kama Sutra e das várias posições do jogo de amor. O impulso emocional (e a imaginação) rompe a barreira da convenção imposta no ocidente.
Para o Tantra, toda mulher tem a capacidade de imaginar-se como diferentes amantes e assim, explorar seu potencial erótico.

A religião hindu tem no seu centro uma trindade de Deuses:  
- Brahma (o Criador),  
- Shiva (o Transformador) e,  
- Vishnu (o Preservador).  
Cada um deles tem como consorte uma companheira chamada Shakti.  
Nos primórdios das tradições indianas, essas consortes eram vistas tão somente como 
emanações dos Deuses masculinos individuais; contudo, a partir do século V d.C., a Deusa 
começou a ser um importante arquétipo para a consciência indiana. Durante este período, as Shaktis 
se tornaram divindades muito importantes e conseguiram o direito de adoração. Com o tempo, 
adotaram qualidades e características associadas com um nível mais primal de culto da Deusa que 
remonta a muitos milênios nas tradições orientais. 
BRAHMA-SARASVATI 
Brahma tinha como consorte Sarasvati. Os Vedas listam Sarasvati como sendo originalmente 
uma divindade da água, a Deusa de um rio que corria a oeste do Himalaia. Posteriormente o seu 
poder aumentou. Ela passou a ser conhecida como a Deusa dos cânticos e dos discursos, a criadora 
do sânscrito e a descobridora da bebida sagrada, soma. Ela se tornou a força por trás de todos os 
fenômenos. 
Sarasvati é representada como uma graciosa mulher com uma flauta, de pele branca, usando 
uma Lua Crescente em sua fronte; ela cavalga um cisne ou um pavão, ou senta-se numa flor de 
lótus. É a Deusa de todas as artes criativas, em especial da poesia e da música, do aprendizado e da 
ciência. 2
Sua forma tibetana pode ter dois, quatro ou seis braços. No Japão, onde é chamada Benzaiten ou 
Benten, ela é a encarnação da mulher ideal; a maioria de seus templos fica nas ilhas (o templo 
principal fica em Enoshima). Ela aparece montada em uma serpente e é a única divindade feminina 
entre os populares Sete Deuses da Boa Fortuna. 
Besant Panchami, às vezes chamado Dawat Puja, é o Festival de Sarasvati na Índia. Esse 
festival tinha início com a limpeza de todos os potes de tinta e das penas. Em nossa era de 
computadores, devemos limpar completamente tais equipamentos. Na verdade, limpar toda a área 
da escrita, tirando o pó de todos os livros e organizando os papéis pessoais, faz parte dessa 
categoria. 
Os hindus consideram todas as vidas como uma participação da harmonia cósmica. Consideram 
todas as ações como uma forma de culto divino; diz-se que é um culto interno. No culto externo, 
seus rituais consistem em sons, ritmos, gestos, flores, luzes, incenso e oferendas, tudo isso servindo
como auxílio para guiar a mente o mais longe possível do material e o mais perto do espiritual. Ao 
culto individual dá-se nome de "puja". O ritual é considerado necessário para estabelecer e manter 
contato com uma divindade específica. 
Brahma Mantra: OM HRIM BRAHMAYA NAMAH 
SHIVA-PARVATI 
Shiva é manifestado através de sua contraparte feminina, Shakti, nos fenômenos deste mundo, 
que desdobram-se em toda sua multiplicidade e são atraídos para dentro da divindade uma vez mais. 
Shakti, a mãe, torna-se Kali, a Destruidora, e Shiva leva seu mundo à destruição e anulação, como 
anteriormente o havia gerado. 
Shiva é um Deus em que todos os opostos, morte e vida, bem e mal, luz e escuridão, se 
encontram e se reconciliam. Seu pescoço é azul, dado que ali ele contem o veneno azul da cobra 3
Vasuki, que teria destruído a humanidade se não a tivesse levado à boca, porém inclusive ele não se 
atreveu a engoli-la. 
Shiva também se uniu a Parvati, que pode ser vista, num certo sentido, como o aspecto 
luminoso de Kali. Parvati, fundia-se com a Deusa Durga e é a Deusa do amor, do romance e da 
sexualidade. Ela é jovem, bonita e cheia de vida. Assim, ela representa a união com Shiva, uma 
representação da sublimação da distinção sexual. 
Parvati é a mãe de Ganesh, o Deus com corpo humano e cabeça de elefante e Skanda, também 
conhecido como Kartikeya, o Deus da Guerra.  
A lenda diz que Ganesh foi criado pela Deusa Parvati ao misturar o suor de seu belo corpo com 
poeira. À época de sua criação, Ganesh possuía uma face e as formas de qualquer outro dos Deuses. 
Quando Parvati terminou, ela indicou Ganesh como guarda dos portões de sua morada.  
Ganesh assumiu seu dever com seriedade, e quando Parvati disse que não desejava ver ninguém, 
ele tentou afastar o Deus Shiva. Shiva não estava disposto a ser impedido de entrar e abriu o 
terceiro olho de sua frente, que arde como fogo de dez mil sóis, e queimou a cabeça de Ganesh. O 
povo Hindu ama Ganesh. 
Parvati ficou bastante irritada e disse a Shiva que nada desejava com ele por causa das suas 
atitudes contra seu vassalo especial. Shiva cedeu e disse que Ganesh poderia ter a cabeça do 
primeiro animal que por ali passasse. Tal animal foi o elefante. 
Filha do éter e do intelecto, Parvati era a regente dos elfos e dos espíritos da terra. Era 
considerada a personificação do Monte Himalaia, sendo diversificada em várias Deusas regionais 
ligadas às forças da terra, da natureza, da inteligência e da criatividade. 
Parvati pode ser invocada para se aprender o equilíbrio entre o físico e o espiritual, buscar 
alegria, sabedoria e realização sexual, conectando, assim, seus múltiplos aspectos. 
  
Shiva Gayatri Mantra:  
MAHESAYA VIDMAHE 4
MAHADEVAYA DHIMAHI 
TANNAHA SIVAHA PRACODAYATA 
VISHNU-LAKSHMI 
Vishnu, o último membro desta trindade, o preservador da ordem e da estabilidade no mundo, 
tinha Lakshmi como sua Shakti. Sri Lakshmi é representada segurando uma flor de lótus, ou 
sentada sobre ela segurando um cofre e derrubando moedas de suas mãos. Segundo a lenda, essa 
Deusa nasceu enquanto os deuses agitavam os mares de leite, e foi considerada uma das quatorze 
coisas preciosas que surgiram durante o processo. Ela estava completamente desenvolvida quando 
saiu do oceano. Todos os Deuses a desejavam como esposa, mas ela elegeu Vishnu. 
Vishnu Gayatri Mantra: 
OM NARAYANA VIDAMAHE 
VASUDEVAYA DHI MAHI 
TANNO VISHNU PRACODAYATA 
Na Índia hindu, Shakti, a Deusa, é ativa, poderosa, considerada a força animadora do universo. 
O masculino é a força passiva, inerte, adormecida. Cada Shakti tem seu Deus ao qual se une no ato 
sexual. Sem união, nenhum dois dois pode fazer nada. Para os místicos tântricos, a união definitiva 
com Shakti acontece no momento da morte. 
No Ocidente, raramente refletimos o quanto é necessário que todas as coisas devam gastar-se e 
deteriorar-se. Se a morte e a decadência não estivessem sido dotadas de poderes tão grandes como 
as forças da criação, nosso mundo inteiro teria agora alcançado o estado lamentável de estagnação e 
inteireza retratado num hipotético jardim-de-infância, onde o lado mau, negro e destrutivo da vida 
teria sido excluído. Se tudo permanecesse para sempre como foi primeiramente feito, todas as 
capacidades de "fazer" teriam sido exploradas há séculos. E, assim, inesperadamente, o excesso de 
bem cairia em seu oposto e torná-se-ia excesso de mal. 
É relativamente fácil ver como a morte e a decadência podem ser necessárias no longo fluxo dos 
séculos. É mais difícil ainda admitir a verdade do  princípio quando aplicado às nossas próprias 
atividades, e é mais difícil ainda entender o significado desse tipo de imortalidade quando aplicada 
às nossas vidas individuais neste mundo. Odiamos ver nosso trabalho morrer. Temos a tendência de 
nos identificarmos com nossa criação e sentimo-nos atacados quando qualquer coisa venha ameaçá-
la. Mas é ainda mais difícil aceitar o fato de que nós próprios precisamos morrer, e estamos aptos a 
sentir que uma promessa de imortalidade que leve consigo uma necessidade de morte não é mais do 
que uma caricatura e zombaria. 
É difícil conscientizar que a importância de um trabalho não está incluída no valor do produto 
acabado, mas no desenvolvimento psicológico que foi conseguido enquanto gradualmente tornou-se 
uma entidade real, a qual anteriormente não tinha nenhuma existência,e cuja concepção e 
nascimento surgiram das profundezas do psique. Raramente nos ocorre que nossa vida, pessoal e 
consciente, é a própria criação, ou seja é o trabalho de algum "criador(a)", psíquico, ator(a), 5
produtor(a), ou como quer que o chamemos, que está funcionando de maneira desconhecida em 
algum lugar escondido de nosso ser. Certamente, era a essa verdade que São Paulo se referia 
quando disse:"Não sou eu que vivo, mas Cristo é que vive em mim." Um sentido similar de "estar 
vivo" tem sido a experiência não somente de religiosos, mas de muitos outros homens, que afirmam 
a sensação interior de serem dirigidos por uma voz, uma presença interior, que controla suas ações e 
vive através delas, subordinando suas vidas e interesses pessoais a essas reivindicações superiores. 
Nossos trabalhos podem morrer, enquanto continuamos a viver, transformados pelo fato de 
haver criado. Não é possível que isso seja uma parábola, sugerindo uma verdade mais importante? 
O Ego, a personalidade consciente, morre, mas não sabemos e não podemos nem mesmo supor o 
que acontece como o "executor(a)", o "criador(a), por trás da cena. 
Texto pesquisado e desenvolvido por 
Rosane Volpatto 
GLOSSÁRIO: 
*Brahma: O Deus que criou esse universo. (Na cosmologia hindu, também existem outros 
universos) 
*Kali: A forma ameaçadora da Deusa. 
*Mantra: Palavras ou sons sagrados. Diz-se que meditar com um mantra leva a pessoa aos 
estados superiores da consciência. 
*Parvati: Literalmente, "filha da montanha". A bondosa Deusa de tez escura cujo cônjuge é 
Shiva e cujos filhos são Ganesha (removedor de obstáculos), a divindade com cabeça de elefante, e 
Skanda (Deus Guerreiro). 
*Sarasvati: Deusa da sabedoria e das artes. 
*Shakti: Energia espiritual. A suprema força consciente: a Deusa. 
*Shiva: Deus da destruição/transformação. Também um nome masculino para a consciência 
divina, em contraposição a Shakti. 
*Vishnu: Deus que controla a manutenção do universo


Lakshmi é uma Deusa Indiana consorte Vishnu, um Deus Protetor, que é muito amada por seu 
povo. Foi ela que deu a Indra, o Rei dos Deuses, o soma (ou sangue do conhecimento) do seu 
próprio corpo para que ele produzisse a ilusão do parto e se tornasse o Rei dos Devas. 
A Deusa Lakshmi significa "boa sorte" para os hindus. A palavra "Lakhsmi" é derivada da 
palavra "Laksya" do sânscrito, significando o "alvo", o "objetivo". 
UM POUCO DE HISTÓRIA... 
A mitologia dos Deuses hindus é uma das mais ricas  do mundo. A natureza complexa dos 
Grandes Deuses como Brahma, o Criador, Vishnu, o Protetor, e Shiva, o Destruidor e suas 
consortes, está representada em muitos mitos cheios de ação, aventura e romance. Esses mitos 
materializam o espírito sutil e generoso do próprio hinduismo. 
Existem grande quantidade de textos hindus que elogiam os Deuses, e alguns deles, como o Rig 
Veda, são muito extensos. 
A Índia é um país muito grande, com uma vasta população de mais de um bilhão de pessoas, 
onde se fala 745 línguas distintas. Em torno de 80 porcento de sua população é hindu. O hinduismo 
como religião parece ter suas primeiras raízes na civilização do vale Indus (2500 a 1500 a.C.), que 
já adorava Shiva, o Deus da Criação e Destruição, e Devi, a Grande Deusa. Esses Grandes Deuses 
logo se fusionaram com os Deuses Vedas dos arios, que invadiram a índia em torno de 1200 a.C. 
Os primeiros mitos hindus foram escritos em textos religiosos como o Rig Veda em torno de 
1200 a.C., e as histórias continuaram desenvolvendo-se durante 2000 anos. 
A crença da reencarnação está presente na concepção do hinduismo. Cada ser vivo possui uma 
alma que experimenta o que denomina de "samsara", ciclo que ocorre através de muitas formas 
corporais. O samsara dita um ritmo de nascimentos e mortes que podem repetir-se de forma 
indefinida. A lei do "karma" (em sânscrito "feito") dita os feitos de uma vida e determinam o caráter 
da próxima. Uma vida de honra aos Deuses, poderá ser recompensada na próxima reencarnação. 
Assim como o homem se conduz, assim será conduzido: aquele que sempre fizer o bem, não precisa 
ter medo do mal, pois através de suas boas obras poderá se converter em um homem santo. 
O hinduismo dá maior ênfase à riqueza espiritual do que à material. 
LUGARES SAGRADOS 
A Índia está cheia de lugares sagrados chamados "tirthas", que significam "lugares onde vadeia 
um rio". Os hindus crêem que os rios levam poderes sagrados à terra e o mais importante desses rios 
é o Ganges, que nasce no Himalaia e atravessa de um extremo ao outro do norte da Índia para 
desembocar na baía de Bengala. Existem muitos lugares santos ao longo dos 25-7 Km do Ganges, 
dos quais o mais importante é Varanasi, a cidade de Shiva, onde seus fiéis vão banhar-se no rio. 2
Os hindus dizem que banhar-se no Ganges é como estar no céu. Por isso, muitos são os 
peregrinos que se reúnem lavarem-se em suas águas, que se compara com amrita, o elixir da vida. 
NASCIMENTO DE LAKSHMI 
Como todas as Deusas no panteão Hindu, Lakshmi tem muitas histórias sobre sua origem. Uma 
delas conta, que o Rei dos Reis, Indra, certo dia,  perdeu seus poderes e envelheceu. Um sábio 
nomeou um Deva menor para ir até Brahma em busca de uma solução. Entretanto, esse último o 
conduziu até Mahavishnu (avatar de Vishnu) para um  melhor aconselhamento. Vishnu sorriu ao 
ouvir o problema dos Devas (Deuses Menores) e deu-lhes uma solução. Disse que deveriam agitar o 
poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força. 
Mas tal feito não era nada fácil. Como chocalhar o oceano? Usando a montanha Mandara e a 
serpente Vasuki. Os Devas então foram providenciar tudo. Mas a montanha Mandara necessitava de 
uma base para puxá-la. Então Vishnu transformou-se em uma tartaruga poderosa e serviu de base 
para a montanha. Colocaram ainda, a serpente Vasuki em torno da montanha para protegê-la. 
Os demônios acordados com tanta agitação, também quiseram compartilhar o elixir. Os Devas, 
como sabiam que não conseguiriam realizar a tarefa  sozinhos, aceitaram a ajuda dos Asuras 
(demônios). 
Agitaram tanto o oceano até que seus braços se feriram e receberam então, quatorze presentes 
preciosos para à humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir. Sentada sobre um lótus,era 
extremamente bela e encantou a todos. Os elefantes  do céu derramavam gotas de água para 
refrescá-la. De acordo com a mitologia hindu, a terra inteira é mantida por quatro elefantes 
chamados Dik-gaj, onde "dik" significa o sentido e "gaj", o elefante. 
Lakshmi trouxe consigo o elixir, que faria reviver a força dos Deuses. Escolheu então, para ser 
seu consorte, Vishnu. Vishnu carregou Lakshmi do oceano até o céu e cada vez que ele desce na 
terra como um avatar, é acompanhado por um avatar de Lakshmi. 3
A VIDA DE RAMA (VISHNU) E SITA (LAKSHMI) 
Quando Vishnu atravessou suas reencarnações, Lakhmi reencarnava com ele. Quando Vishnu se 
tornou Rama, Lakhmi tornou-se Sita. Quando ele virou Krishna, ela passou a ser Radha, a meninavaca. Tais encarnações são chamadas de avatares.Calque será o nome do décimo avatar,no qual 
Vishnu aparecerá no fim da época presente no mundo, para destruir todos os vícios e malvadezas e 
restituir à humanidade a virtude e pureza. 
O herói mais importante da mitologia hindu é o príncipe Rama. A história da busca de sua 
esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana, se conta por toda a Índia. Foi escrito pela 
primeira vez na épica sânscrita de 50000 linhas, o Ramayana (200 aC. - 200 d. C.). 
No reino Ayodhya (hoje norte da Índia) há milhares  de anos atrás, vivia um rei chamado 
Dasaratha, o qual estava casado com três esposas (algo habitual entre os reis) chamadas Kaushalya, 
Kaikeyi e Sumitra. Nenhuma das três havia podido lhe dar filhos. Desaratha aconselhado pelos 
sacerdotes brahmanas, organizou um grande sacrifício de fogo para conseguir um filho. Durante o 
sacrifício surgiu um ser místico que lhe entregou um tigela com arroz (se tratava de um alimento 
santificado) para suas esposas comerem. A Kaushalya por ser a mais importante das rainhas, comeu 
a metade do arroz,e dividiu o que restou entre as outras duas. Com o passar do tempo, Kaushaya 
deu à luz a um filho chamado Rama, Kaikeyi teve Bharata e de Sumitra nasceram os filhos 
chamados Lakshmana e Shatrughana. 
 Rama tinha uma metade da divindade de Vishnu e seus irmãos compartem o resto. Os irmãos 
cresceram desconhecendo sua origem divina. Os hindus adoram Rama como uma encarnação do 
Deus Vishnu. 
Rama apaixonou-se por Sita, a filha do rei Janaka de Mithila, que é a reencarnação da fiel 
esposa de Vishnu, Lakshmi. 
Devido a um incidente na corte, Rama, Lakshmana e Sita foram viver tranqüilamente no bosque. 
Tudo ia bem até o demônio Ravana seqüestrar a Sita, que gritou a todas as árvores do bosque para 
dizerem a Rama que estava sendo levada contra sua vontade. Também tirou suas jóias e seu véu de 
ouro a cinco macacos e Hanumen, seu general. Então o sábio Agastya o aconselhou a adorar o sol, a 
fonte da vida. Assim o fez e também pediu emprestado uma carruagem e um cocheiro do Deus do 
Céu, Indra. Logo Rama foi atrás de Ravana e de seus exército de rakshashas demoníacos, que 
estava cheio de guerreiros ferozes com nomes como Morte-aos-homens. 
Rama juntou seu exército composto de macacos e ursos e atacou o demônio, depois de haver 
cruzado a ponte das pedras flutuantes sobre o oceano. Após diversas batalhas, Ravana, o demônio 
de dez cabeças foi morto pelas flechas de Rama, e Sita foi finalmente libertada. Rama junto de sua 4
esposa Sita, e seu irmão Lakshmana acompanhados de devotos, regressaram a Ayodhya, depois de 
haverem passado 14 anos em exílio. 
Quando os habitantes de Ayodhya escutaram a notícia da chegada do rei amado, se vestiram 
com as melhores roupas e as mulheres se maquiaram e vestiram suas preciosas jóias. Justo aquele 
dia era de lua nova, tudo estava muito escuro, assim para iluminar o caminho do rei Rama, foram 
colocadas numerosas lamparinas de azeite por todo o trajeto, assim como no palácio e em todas as 
casas do reino. A palavra Diwalli significa literalmente "fileira de luzes", e foi assim, portanto, que 
se originou essa festa ancestral que se celebra em toda a Índia e em todo mundo onde vivem os 
hindus. 
A história de Rama e Sita é muito difundida muito além da Índia. É popular na Indonésia, na 
Malásia e na Tailândia. 
O casal Vishnu e Lakshmi regem o sentimento erótico, além de governar o elemento água. A 
mitologia hindu revela que desta união nasceu Kama, o Deus do amor. Kama é extremamente belo, 
retratado como um lindo pássaro. Em algumas ocasiões, é reverenciado durante o ato de amor. 
O tema principal do Ramayna é a eterna luta do bem contra o mal, da luz contra a escuridão e 
das conseqüências dos nossos atos passados. Em Ramayana nos encontramos com o sacrifício da 
liberdade em nome do dever e da honra. Assim, como  nos ensina que o amor, demanda um 
serviço,pois ele transcende qualquer status social. Rama não vive sem sua Sita, por isso, os grandes 
mestres espirituais sabem, que nunca deve-se adorar o Deus sozinho, mas sempre com sua consorte, 
ou seja, junto com sua energia feminina. 
Lakshmi é considerada como modelo da esposa hindu,  unida em completa harmonia com o 
marido e sua família. 
Sempre que invocarmos Lakshmi, devemos nos recordar que ela não é só a Deusa da Fortuna 
material, mas sim também da espiritual que é a que realmente perdura e sobre tudo, não devemos 
esquecer que Lakshmi é ainda, uma Deusa do Amor. 
REENCARNAÇÕES DA DEUSA 
A Deusa-Mãe Lakshmi é consultada pela população hindu, buscando algum tipo de riqueza. Há 
oito modalidades de se adorar Lakshmi, levando em conta o resultado desejado. A imagem abaixo 
também ilustra as oito reencarnações da Deusa Lakshmi: 
* Santhana lakshmi 
Ela protege toda a Riqueza da Família, principalmente as crianças. 
* Gaja laksmi 
Ela surge como Rainha Universal com seus dois elefantes que atendem todas as preces e orações..
* Aishwarya lakshmi 
Só Ela encerra a totalidade do conhecimento, tanto material quanto espiritual.
* Dhanya lakshmi 
É Ela que alimenta o mundo nos concedendo a Riqueza da boa colheita dos grãos.
* Adhi lakshmi 
Ela é a Mãe Divina e fonte de todo o poder de Vishnu.
* Vijaya lakshmi
É Ela que nos concede a vitória sobre obstáculos e problemas (vitória tb, no trabalho e aspectos legais)
* Dhana lakshmi 
Ela é a doadora do todo tipo de riqueza
* Veera lakhsmi ou Dhairyalakshmi
É Ela que nos dá força e coragem para enfrentarmos qualquer sacrifício.5
OS BENEFÍCIOS DA ADORAÇÃO: 
Cada um dos aspectos ou reencarnações acima, são chamados de"vrata". Por exemplo, para 
alcançar a vitória na guerra ou em batalhas legais, deve-se ativar o vrata Vijaya-lakshmi. Para a 
saúde, o vrata de Veera-lakshmi da coragem e do poder deve ser ativado. Para que a casa ou 
comércio seja próspero o vrata indicado é o Dhanya-lakshmi. E assim por diante... 
Todos que empreendem a busca de um vrata da Deusa Lakshmi com fé e sinceridade, 
conseguirão o que desejam. 
ADORAÇÃO DO VRATA 
Para as mulheres é importante a conexão com a Deusa Lakshmi, pois ela traz muita 
prosperidade para toda a família. A mulher hindu tradicional preza muito pela conservação de um 
lar saudável e próspero. Conseqüentemente, as mulheres pedem a ajuda de Lakshmi para assegurar 6
essa harmonia, especialmente porque ela é considerada como modelo de esposa perfeita. O 
relacionamento de Lakhsmi e Vishnu ilustra esse aspecto. 
Qualquer ritual deve ser realizado em uma sexta-feira que coincida com os dias 11 ou 21 do 
mês. Não deve-se comer carne nesse dia. 
Sempre que o puja (ritual de adoração) é realizado, ele compreende três componentes 
importantes: ter uma imagem ou ilustração da Deusa; o ato do puja, ou adoração que inclui 
moedas,flores, frutas e alimentos que devem ser lhe oferecidos e no final os alimentos são 
abençoados e devem ser consumidos. 
Executando-se essas três etapas cria-se um relacionamento emocional direto com a Deusa. 
Você pode criar em sua casa um pequeno altar para adorar Lakshmi e pedir prosperidade e 
riqueza para sua vida. É só achar um cantinho ou uma mesinha vazia, cobri-la com uma toalha 
amarela e colocar a imagem ou uma fotografia da Deusa. Coloque então uma vasilha com água 
pura, duas lamparinas à óleo ou velas vermelhas, incenso indiano, moedas, uma bandeja com 5 
variedades de frutas da época, um vaso com rosas vermelhas, pasta perfumada da madeira de 
sândalo, e Panchaamrutam, que é uma mistura de mel, manteiga purificada (ghee), coalhada, leite e 
açúcar. Pode ser substituído por um doce de ambrosia, que é mais conhecido por todos nós. 
Coloque um som ambiental com músicas indianas. 
Depois que o altar estiver pronto sente-se em uma cadeira ou na posição de lótus no chão e 
feche os olhos. Agora imagina-se flutuando em um rio em cima de uma flor de lótus vermelha 
gigante. Ao seu lado estará Lakshmi, linda em seu sari vermelho todo bordado de dourado. 
Converse com ela e diga que você lhe trouxe muitos  presentes para serem trocados por sua 
abençoada sabedoria. Deixe que o fluxo de sua imaginação carregue você, escute as palavras da 
Deusa e aqueça-se com sua abundância. 
Quando quiser voltar é só se despedir da Deusa, respirar três vezes profundamente e abrir os 
olhos. 
Seja Bem-Vinda! 
DEUSA DO AMOR, DA BELEZA E DA PROSPERIDADE 
Lakshmi é uma Deusa do amor e da beleza, da sorte, da prosperidade e do sucesso. No hindu 
moderno é representada como uma jovem de longos cabelos negros brilhantes e soltos, vestindo um 
sari (vestido típico das mulheres da Índia) vermelho com bordados dourados e usando diversas jóias 
como: colares, braceletes, pingentes e um aro no nariz com incrustações. Em sua cabeça ostenta 
uma coroa (Mitra) que representa o Monte Meru, a "Morada dos Deuses", que se vê circundada por 
um aro de luz que simboliza a Luz Solar. Em suas diferentes representações, pode mostrar-se com 
uma tez escura, ressaltando seu caráter de consorte de Vishnu; quando sua tez é da cor dourada, 
simboliza fonte de riqueza; se é branca, é a forma mais pura de Prakriti (da natureza); se a tez é 
rosada, se mostra como a Mãe de todas as criaturas.7
Apesar dela aparecer em inúmeras ilustrações com quatro braços, é normalmente representada 
apenas com dois, segurando uma flor de lótus, ou sentada sobre ela com um cântaro que jorra 
moedas de ouro e flanqueada por dois elefantes. Normalmente nos templos da Índia, Lakhshmi está 
em pé ao lado de seu consorte, o Deus Vishnu, o segundo membro da trimurti hindu. A Trimurti 
("tripla estátua"), ou trindade, da divindade hindu consiste de: Brahma, Vishnu e Shiva. 
Quando é representada por quatro braços, os dois posteriores carregam flores de lótus 
(conhecimento desenvolvido); os braços anteriores mostram suas mãos doadoras de pepitas de ouro 
ou gemas, símbolos da fortuna que entrega aos homens: ouro e a gema do conhecimento. As quatro 
mãos significam os quatro fins da vida humana: dharma (atos de justiça e dever), kama (prazeres 
sensuais), artha (riqueza) e moksha (libertação espiritual final). As mãos da frente representam a 
atividade de mundo físico e as detrás, indicam as atividades espirituais que conduzem à perfeição 
espiritual. 
A posição das mãos: em Abhaya até Mudrá ou postura de Proteção no caminho da devoção, e 
em Varada até Mudra ou Doadora de dons. 
O assento de lótus, onde a Deusa se posiciona em cima, significa dizer que devemos apreciar a 
riqueza, mas não devemos nos tornar obsessivos por ela. Nossa vida deve ser análoga a um lótus, 
que cresce na água, mas não é molhada por ela. Os lótus, quando mostrados em vários estágios de 
florescimento, representam os mundos e os seres em  vários estágios de evolução. A flor de lótus 
sustentada pela mão direita posterior nos dá a idéia de que devemos executar todos os nossos 
deveres de acordo com o dharma. Isso nos conduzirá ao moksha (libertação espiritual final) que está 
simbolizado por um lótus na mão esquerda posterior.
As moedas de ouro que caem na terra da mão anterior de Lakshmi ilustram o seu poder de doar 
riqueza e prosperidade para seus devotos. Os dois elefantes ao fundo simbolizam o nome e a fama 
associados a riqueza temporal. A idéia passada é que o devoto que obtiver a graça da riqueza não é 
tão somente para adquirir nome e fama ou para satisfazer seu próprio desejo material, mas deve 
compartilhar com o outro a fim de também propiciar-lhe felicidade. As trompas dos elefantes que 
sustentam cânforas das quais jorram água, representam as águas do Sagrado Ganges ou também o 
Amrita obtido através do "Batimento ou  Agitamento" do oceano do qual Lakshmi surgiu 
esplendorosa, com uma beleza sem par. 
Muitas vezes Laskhmi é mostrada portando uma cânfora com Amrita (elixir da imortalidade do 
espírito), coberta de Kusa (erva ritualística).  
Como Deusa da prosperidade Lakshmi, é chamada também como Dharidranashini (a que destrói 
toda a pobreza) e Dharidradvamshini (àquela que se opõe a pobreza). 
As vezes, se faz referência a ambos (Lakshmi-Vishnu) pelo nome Lakshmi-Narayan, sendo 
Narayan outro nome de Vishnu.  8
Outros nomes que são dados para Laksmi incluem Hira (jóia), Indira (A Poderosa) e Lokamata 
(A Mãe do Mundo). Entretanto, é chamada também de Chanchala que significa "volúvel", ou 
aquela que não fica em um lugar por muito tempo. Isso significa que a fortuna e a riqueza não 
permanecem por tempo prolongado nas mãos de qualquer um. Somente aqueles que são 
merecedores do respeito da Deusa terão esse privilégio. Portanto, não devemos somente adorá-la, 
mas também não devemos desperdiçar dinheiro em artigos ou projetos desnecessários. 
A DEUSA E A CORUJA 
Em algumas pinturas (ou desenhos) Lakshmi aparece voando montada em uma coruja. A coruja 
é a representação simbólica do Rei dos Reis, chamado de "Uluka" quando aparece nessa forma, 
personificando a riqueza, o poder e a glória. Sendo assim, Lakhsmi, como uma Deusa da Fortuna, 
não poderia ter encontrado alguém melhor para lhe servir de montaria. 
Essa associação do Deus Indra a um pássaro que é parcialmente cego à luz do dia adverte sobre 
a procura secular da riqueza espiritual. Lakshmi associada ao Indra-coruja torna-se Mestra da 
sabedoria espiritual que dá todo o suporte para a riqueza material. Outra interpretação seria de que 
os olhos jamais se fecham para à luz da sabedoria ou para o sol do conhecimento. Toda Deusa-Mãe 
mantêm a ignorância sob o seu controle. 
FESTIVAL DIWALLI 
O festival de luzes de Lakshmi se chama Diwalli (25 outubro), que homenageia essa Deusa 
como a esposa de Vishnu. Nessa noite, as esposas hindus dançam particularmente para seus 
maridos. Lanternas de óleo são acesas por toda parte e pratos típicos são servidos. Esse é o Natal 
hindu, um período de boa sorte e prosperidade. Essa festa tem duração de uma semana. 
Um dos costumes associados com o Diwalli é o jogo, especialmente ao Norte da índia. Se diz 
que nesse dia a Deusa Parvati jogou os dados com seu marido Shiva e declarou que quem jogasse 
na noite de Diwalli, prosperaria durante todo o ano seguinte. Ainda hoje, os hindus conservam a 
tradição do jogo de cartas. 
Diwalli é de grande importância para a comunidade dos negócios. As casas e locais de trabalho 
se renovam e se decoram. As entradas se adoram com  lindos motivos tradicionais de desenhos 
Rangoli para receber a Deusa da riqueza e da prosperidade. Para indicar sua tão esperada chegad se 
desenha por toda a casa pequenas pisadas com farinha de arroz. As lamparinas e velas devem ser 
mantidas acesas por toda a noite. As mulheres compram algo de ouro ou de prata, ou algum 
utensílio novo para ser usado nessa noite. 9
Ao entardecer, quando se acendem as velas e lâmpadas de azeite, se venera a Deusa entoando 
canções de devoção e lhe é oferecido também, doces tradicionais. 
Os hindus devotos, creêm que Lakshmi atrai a boa sorte e a prosperidade. Se uma mulher é 
alegre e trabalhadora, se é boa cozinheira, ama a casa e os filhos, e se seu marido prospera, então 
seus amigos dizem: 
-"Tua mulher é uma verdadeira Lakshmi", ou seja, a mulher atrai a boa sorte. Normalmente a 
mulher casada, particularmente a mulher jovem casada e com filhos, é considerada portadora de boa 
sorte, pois apresenta aspectos da Deusa Lakshmi, ou seja, o arquétipo ativo da Deusa. 
DEUSA DA ECONOMIA 
Lakshmi representa a prosperidade mundana, é a abundância e riqueza, em particular nos 
aspectos domésticos. Ela é uma Deusa da Economia em geral e é muito popular entre empresários e 
comerciantes, os quais a adoram todos os dias antes de abrirem seus negócios. 
Em Nova Deli há um famoso e colossal templo de Lakshmi-Narayan. Foi construído por um 
multimilionário hindu moderno, um dos mais ricos da Índia em agradecimento a riqueza que já 
conseguiu. 
Mas, segundo os grandes Yoguis, se não estivemos afiançados com a pureza interior, não 
poderemos desfrutar do dom de Lakshmi que representa: o tesouro espiritual da iluminação. Por 
isso, são usadas muitas lanternas em suas festas, pois só a luz dissipa a obscuridade da ignorância, 
só a luz ilumina o caminho até a auto-realização, que é a maior fortuna que podemos aspirar: a paz 
interior. 
PARA ALCANÇAR A PROSPERIDADE 
Om Sreem Kareem Aum Kubera Lakshmi Kamala Daveenyai Dhanakashinyai 
Sowaha
O mantra deve ser recitado 108 vezes e depois a riqueza e prosperidade estarão presentes em 
nossas vidas. 



Festividade de LAKSHMI - Diwalli (19 a 25 de outubro)
A festa de Diwalli ou Festival das luzes (época da colheita/prosperidade) simboliza a vitória do bem contra o mal, da sabedoria contra a ignorância. No primeiro dia, todas as pessoas ficam com lamparinas acessas de óleo para obterem a bênção da deusa LAKSHMI. As mulheres vestem o sári vermelho e usam muitas joias, para imitar a deusa. Elas dançam ritualisticamente na intenção de atrair a boa sorte nos jogos de loteria.


Ritual para Lakshmi

Pegue uma moeda e respingue algumas gotas de óleo de lótus. Peça a Lakshmi que a moeda seja consagrada para lhe trazer riquezas e prosperidade, diga o seguinte encanto:
"Lakshmi, Senhora da riqueza e do amor,
abençoe esta moeda
Que a prosperidade esteja comigo onde quer que eu vá
Trazendo as realizações na hora correta"

Guarde a moeda em um saquinho de veludo vermelho e carregue-o sempre com você.

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