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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mabon





Mabon – Dia de ação de graças – 21 de março (HS) 22 de Setembro (HN)

Oração de Mabon

“Quando as folhas caem, e os dias tornam-se frios Quando a Deusa espalha seu manto de terra ao seu redor, Você, Grande Deus do Sol vai navegando para o Oeste, Para as terras do eterno descanso Envolvendo-se na fresca brisa da noite. Mas nesse momento quando as sementes caem e as frutas amadurecem, Nesse momento quando as horas do dia e da noite equilibram-se, E os ventos frios sopram desde o Quadrante Norte. Nesse momento em que o poder da Mãe Natureza aparentemente diminui, Sei que a vida continua, Porque a primeira é impossível sem a segunda colheita, Assim como a vida é impossível sem a morte. Bênçãos sejam derramadas sobre Você, Deus do Sol, enquanto viaja Para as terras do inverno e para os amorosos braços da Deusa”.
Abençoada Deusa de toda a fertilidade, Eu plantei e colhi os frutos de minhas ações, Peço que Você me de o valor Para sempre semear sementes de alegria e Amor no ano vindouro, Desterrando tudo o que é negativo de minha vida. Ensina-me os segredos da existência sabia sobre este planeta Oh Luminosa da Noite!
“Agradecemos á Deusa e ao Deus por este sinal de uma boa colheita, e ao desfrutar dos frutos do meu trabalho, a colheita de nossa vida, peço que nunca esqueçamos daqueles que ainda não são fortunados, para que através de nossa consciência e de nossos pedidos a Ti, Grande Mãe e ao Teu Consorte, O Deus, todos sejamos abençoados, prósperos e plenos das Tuas dádivas”.
Que Assim se Faça e que assim Seja!



 Mabon (pronuncia-se Mêibon) é também conhecido como Equinócio de Outono ou Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita. Dia sagrado no paganismo, em especial na religião Wicca. Celebrado no dia do equinócio de outono, que corresponde a aproximadamente dia 21 de março no hemisfério Sul e no dia 22 de setembro no hemisfério Norte (as datas dos equinócios podem apresentar uma variação de até 3 dias de acordo com o ano).



SIMBOLISMO

Esse sabbat, que ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lammas - Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain - Halloween), marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.
Este é o dia de ação de graças do paganismo. Data onde os pagãos honram o Deus em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.
O nome Mabon veio de um deus Celta (também conhecido como Angus), o Deus do Amor. Esta é a ocasião ideal para pedirmos por todos aqueles que amamos, além de todos os que estão doentes ou velhos.




Sobre Mabon
Em mabon dia e noites são iguais ainda exalando o equilíbrio do encontro entre o Deus e a Deusa.Ela está grávida, e Embora impregnada pelo sol ela sabe que, as sombras já começam a querer dominar o dia e o sol está prestes á declinar. O Deus começa a se preparar para a longa viagem que fará ao submundo, viagem esta que fecundará a Terra, e a fertilizará com a sua morte (Samhain)

Mabon é um momento de agradecer, sentarmos com nossos irmãos e relembrarmos as lutas trazidas pelo inverno, o aprendizado vindo com a primavera, e as bênçãos que vieram com o verão e suas colheitas. Neste momento a natureza se prepara para se reciclar , lançando sobre o chão as suas folhas, para dar á terra o alimento necessário para que esta se recomponha para o próximo plantio.

O que mais me chama atenção em Mabon, não é o fato de que esta seja a segunda, e maior colheita da roda do ano.O ponto alto, é que em Mabon, temos o conhecimento da experiência adquirida durante toda a roda que passou, temos a oportunidade de escolhermos os frutos que queremos plantar e colher na nossa próxima roda.Isso significa dizer que, em Mabon definimos o que queremos pro próximo ano, fazemos planos, instituímos metas, e temos poder para fazer a egrégora mágica girar á favor destas metas.

Assim sendo, para aqueles que desejam ter uma magnífica próxima roda, reflitam sobre seus sonhos tracem as estratégias necessárias para que a sua próxima colheita seja farta, em fim, separem de suas vidas as primeiras e melhores sementes e fecundem com elas a terra de seus sonhos, seu ventre e a terra que vc pisa.Afinal dela viemos e para ela retornaremos.





Para Celebrar Mabon.

Celebrar o Equinócio de Outono, não exige muito, como qualquer outro sabbat, deve ser comemorado com muita alegria, pois todos os rituais de amor e prazer são também os rituais que honram a Deusa. Contudo Mabon é um sabbat de fartura, de contemplação, de felicidade.Experimente presentear-se com um brinde magnífico e uma  refeição repleta de amor, de magia. Sinta os sabores do que come, do que bebe, diferencie-os em sua mente enquanto come, agradecendo á grande mãe pela oportunidade, e pela maravilhosa colheita.

Se você participa de um coven ou círculo, reuna-se aos seus, e comemore a dádiva de estarem juntos,e juntos unam suas energias em virtude dos planos de crescimento individuais e coletivos (do coven).

Pra quem não tem a oportunidade de estar com seu coven ou nao tem um circulo/coven com amigos de jornada, vale tudo: uma vasilha com pipocas e bacon, um jantar maravilhoso na beira da praia, acompanhado de um bom vinho, meditar, estar com os deuses, honrá-los com sua alegria e gratidão, estar com pessoas queridas e  além é claro de fazer seus pedidos para a roda seguinte.

Se gosta de trabalhos manuais, toda a espécie de mandalas, amuletos, bordados (quem gosta de magia do tipo "fiandeira"- ponto cruz, bordado manual e etc) e trabalhos com runas é uma ótima pedida, isto é por que este tipo de trabalhos fixam no subconsciente as sementes que selecionamos para a próxima roda. Experimente fazê-lo mentalizando suas metas e as estratégias que traçou para si mesmo.






COSTUMES E TRADIÇÕES
É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas.
Também é costume retirar um tempo para dar uma atenção à sua casa, como consertar objetos estragados, restabelecer os estoques ou simplesmente fazer uma faxina. É comum em algumas tradições realizar uma bênção na casa no dia de Mabon.
Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.
As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproxima-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimônias de iniciação pela Alta Sacerdotiza e pelos Sacerdotes dos Covens. Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.







Correspondência de Mabon 

Cores: marrom, verde, amarelo, vermelho.

Nome alternativos: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita.

Deuses: do vinho e colheita.

Ervas: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, rosa, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã.

Pedras: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina.
Plantas e frutos: Flores de acácia, benjoim, madressilva, malmequer, mirra, folhas e cascas de carvalho.
Comidas típicas: Maçãs, nozes, castanhas, amêndoas, milho, amoras pretas, jabuticabas, cravo, além de pães, tortas e outros pratos feitos a partir dos frutos da estação.

Bebidas típicas: Vinhos, cervejas, sidras, além de sucos e outras bebidas preparadas a partir dos frutos da estação (em especial a maçã).

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).


Incensos: cravo, patchouli, mirra, maçã, benjoim e sálvia.





Atividades: 



• Fazer uma cornucópia da prosperidade. 

• Fazer bonecas mágicas de maçã. 

• Andar pelos campos para agradecer a generosidade da Deusa. 

• Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como sinal de agradecimento. 

• Fazer vassouras mágicas. 

• Fazer amuletos. 

• Confeccionar uma Rainha da colheita (kern baby). 

• Encher uma tigela com frutas e folhas e oferecer aos Deuses. 

• Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo, bolotas e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte. 

• Colocar espigas de milho na sua porta de entrada. 



Comidas e Bebidas Sagradas: abóboras, todos os tipos de grãos, pães, bolos, todos os tipos de raízes, batatas, nozes, sidra com canela, vinho. 






Bonecas Mágicas 

As maçãs são sagrados símbolos da Bruxaria. Nossa terra santa, Avalon, significa Terra da maçã ou Ilha das maçãs. Fatie uma maçã ao meio e verá que suas sementes revelam a forma sagrada do Pentagrama, o símbolo da Bruxaria. 

Para fazer as bonecas mágicas você vai precisar de: 

• Duas maçãs grandes, uma para Mabon e uma para Modron (Deusa Celtíca); 

• Dois lápis; 

• Dois palitos de churrasco; 

• Uma faca; 

• Um prato. 


Descasque as maçãs. Talhe, desenhe uma face em cada uma das maçãs. Finque as maçãs nos palitos de churrasco e deixe-as em pé para secarem em algum lugar seguro. 

Faça então bonecas com elas usando trigo e ervas secas para os cabelos. Vista-as com batas feitas de pano. Enquanto faz as bonecas, peça à Deusa que elas sejam carregadas com luz e poder. 

Na sua celebração de Mabon, consagre-as em seu ritual, pedindo que elas possam servir de protetoras para o seu lar e que tragam sorte para você e sua família. 

Pendure-as numa corda ou grinalda de Mabon e coloque-as em algum lugar em sua casa. 

(Caso ocorra das maçãs mucharem rápido, der de oferenda aos espíritos da floresta colocando-as em um pé de árvore, caso não aguarde enquanto durarem)



Fazendo uma Rainha da Colheita (kern baby) 


A Rainha da Colheita, era feita do último dia da colheita e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!” 

Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita” e era cortada pela garota mais jovem da aldeia. 

Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon. 

Para isso você vai precisar de: 


• Ramos de trigo; 

• Fitas multicoloridas; 

• Um pedaço de pano branco; 

• Um bastão; 

• Barbante; 

Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco. Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas, amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz. Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem. 

Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe. Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera, o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos seis meses vindouros. 

Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade. Ou coloque-a em seu altar.

Então, na sua cerimônia de Mabon, peça que ela se torne um símbolo de abundância e fartura. 

Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa. É típico a boneca de Lammas.





Bebida Mágica de Mabon 

A bebida mágica de Mabon consiste de: 

• Sidra de maçã quente; 

• Canela; 

• Pequenas rodelas de maçã. 

Essa bebida sagrada tem um significado profundo. A maçã rege o coração, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor. Mas quando misturada com canela, que é governada pelo Sol, representa a essência solar e, ao ingerirmos esta bebida, é como se estivéssemos ingerindo a própria luz do Sol. 






Ritual de Mabon 


Material necessário: 

• Grãos de todos os tipos; 

• Caldeirão; 

• Folhas secas; 

• 13 fitas de cores diferentes; 

• um galho de madeira; 

• três velas marrons; 

• cálice com vinho. 


Procedimento: Faça um triângulo com o vértice para cima usando as velas marrons e coloque o seu Caldeirão no meio dele. Trace o Círculo e diga: 


A Roda do Ano mais uma vez gira. 

Este é o Sabbat da Segunda colheita. 

A Senhora da Abundância e o Deus da fatura abençoam o mundo com os seus grãos. 

Abençoada seja a Fartura da Terra! 


Acenda as velas. Pegue as fitas e amarre-as em uma das extremidades do galho. A cada fita amarrada, faça um desejo. Quando tiver amarrado todas as fitas, eleve o galho dizendo:

Hoje, luz e escuridão são iguais. 


A partir de agora o Deus retornará ao ventre da Mãe. 

Esta é a Dança eterna da vida e da morte. 

Que a Roda gire mais uma vez e que a Senhora e o Senhor abençoem o mundo. 


Coloque o galho no Caldeirão. Espalhe os grãos e folhas pelo seu altar enquanto diz: 



Pedimos que a Deusa e o Deus cuidem da Terra com sabedoria e bondade para que as colheitas prossigam com pão e vida para todos. 

Damos graças aos Deuses pela abundância. 

Que a Deusa nos guie pelos dias escuros, até que a Criança da Promessa renasça para trazer alegria e felicidade. 


Eleve o cálice e diga: 

Bebo este vinho em homenagem à Senhora da Abundância e ao Deus da Colheita que segue cada vez mais rápido ao País do Verão. Abençoados sejam! 


Cante e dance em homenagem aos Deuses. 
Destrace o Círculo.






RITUAL DE MABON
MATERIAL:
Galhos e folhas secas
Óleo de patchuli
Velas pretas
Trace o círculo, erga o altar. Unte as velas pretas com óleo de patchuli, coloca-as em forma de círculo (representando a Roda do Ano) e disponha os galhos e folhas secas em volta e no chão.
Faça uma homenagem à Deusa e despeça-se do Deus. É hora de se fazer feitiços para afastar pessoas indesejáveis e problemas.
Celebre com frutas e bebidas.
Ao encerrar feche o círculo de proteção
Quando terminar os Sabbaths:
Sempre coma os alimentos que foram consagrados e se possível divida-os entre familiares e pessoas queridas.
Tudo aquilo que for consagrado como velas, ramos de trigos, fitas e outros materiais que não forem utilizados, devem ser distribuídos às pessoas que você goste.
A libação sempre deverá ser feita ao término da realização do Sabbath.
Os resíduos de velas, incensos, assim como água e vinho que sobrarem devem ser depositados em um canteiro com plantas ou flores.
Sempre trace o Círculo Mágico no início dos rituais e desfaça-o ao término dos mesmo

Mabon

 Mabon (pronuncia-se Mêibon) é também conhecido como Equinócio de Outono ou Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita. Dia sagrado no paganismo, em especial na religião Wicca. Celebrado no dia do equinócio de outono, que corresponde a aproximadamente dia 20 de março no hemisfério Sul e no dia 22 de setembro no hemisfério Norte (as datas dos equinócios podem apresentar uma variação de até 3 dias de acordo com o ano).


SIMBOLISMO
Esse sabbat, que ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain), marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.
Este é o dia de ação de graças do paganismo. Data onde os pagãos honram o Deus em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.
O nome Mabon veio de um deus Celta (também conhecido como Angus), o Deus do Amor. Esta é a ocasião ideal para pedirmos por todos aqueles que amamos, além de todos os que estão doentes ou velhos.


COSTUMES E TRADIÇÕES
É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas.
Também é costume retirar um tempo para dar uma atenção à sua casa, como consertar objetos estragados, restabelecer os estoques ou simplesmente fazer uma faxina. É comum em algumas tradições realizar uma bênção na casa no dia de Mabon.
As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproxima-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

Em cada um dos oito sabbats da Roda do Ano na religião Wicca existem correspondências específicas para a composição dos rituais baseadas nos simbolismos de cada época.
Plantas e frutos: Flores de acácia, benjoim, madressilva, malmequer, mirra, folhas e cascas de carvalho.
Comidas típicas: Maçãs, nozes, castanhas, amêndoas, milho, amoras pretas, jabuticabas, cravo, além de pães, tortas e outros pratos feitos a partir dos frutos da estação.
Bebidas típicas: Vinhos, cervejas, sidras, além de sucos e outras bebidas preparadas a partir dos frutos da estação (em especial a maçã).
Incensos: cravo, patchouli, mirra, maçã, benjoim e sálvia.
Cores: marrom, verde, laranja e amarela. (Cores outonais no geral).
Pedras: cornalina, lápis-lázuli, safira e ágata amarela.





Chegou o Outono...
A Roda do Ano gira eternamente... e o calendário Wiccan marca o espírito das estações, em cada um das festividades pagãs que constituem os Sabbats Wiccan.
Mabon, que acontece entre 20 e 23 de março no hemisfério Sul, é o segundo festival das Colheitas, em que se celebra a abundância e a oportunidade de reconhecer e agradecer as preciosas oferendas da Natureza.
Estes festivais pagãos são momentos simbólicos de alinhamento com o poder da Natureza. No caso de Mabon, a inspiração que se recebe do Equinócio de Outono, em que dia e noite têm a mesma duração, é a de recuperar também o equilíbrio dentro da pessoa e nos seus principais projetos de vida.
Aceitar e honrar a nossa história pessoal e ver à nossa frente a porta que se abre para crescer.
Quer tenhamos bem a consciência disso ou não, todos somos feitos de ciclos e todos precisamos de rituais... Quanto melhor nos conhecermos a nós próprios, mais naturalmente podemos encontrar nestes momentos, uma lição e uma inspiração que são sempre pessoais.
O essencial é, em cada um destes momentos, sabermos ainda e sempre, observar a Natureza, a forma como muda, a forma como sempre retorna, entender os seus ciclos e reconhecer que também eles existem e devem ser celebrados dentro de nós. Porque também nós somos - Natureza.



Outono e a Colheita Interior

A alma redime e transfigura tudo porque é espaço divino. Quando você habita plenamente sua solidão e experimenta seus isolamentos extremos e abandono, descobre que em seu centro não há abandono nem vazio, só intimidade e refúgio. Na solidão você se encontra mais próximo da comunhão e da afinidade que em sua vida social ou na multidão. Nesse nível, a memória é a grande amiga da solidão. Quando se envelhece, começa a colheita da memória.Sua personalidade, crenças e função são na realidade uma técnica ou uma estratégia, para atravessar a rotina diária. Quando se está livre de seus próprios medos, e quando se desperta durante a noite, se pode aflorar o conhecimento verdadeiro. Se pode intuir o equilíbrio secreto da alma. Quando se percorre a distância interior até o divino, a distância interior desaparece. Paradoxalmente, a confiança em sua comunhão interior altera drasticamente sua comunhão exterior. Não encontrar comunhão em sua solidão equivale a ter sua esperança exterior permanentemente sedenta e desesperada. No outono de sua vida se colhe sua experiência. É um belo pano de fundo para compreender o envelhecimento. Não é simplesmente um processo no qual seu corpo perde sua postura, força e confiança em si mesmo. Ele também te convida a adquirir consciência do círculo sagrado que envolve sua vida. Dentro do círculo da colheita se pode recorrer á momentos e vivências passadas e reuní-las em seu coração. Na realidade, se aprende a conceber o envelhecimento, não como a morte do corpo, mas como a colheita de sua alma, e verá que este pode ser um tempo de grande força, segurança e confiança. Ao compreender a colheita de sua alma no marco do ciclo sazonal, tem-se uma sensação de serena alegria pela chegada desta época em sua vida. Este momento deve dar-te forças e permitir que te alerte como se revelará a comunhão profunda do mundo de sua alma. O corpo envelhece, se debilita e enferma, mas a alma que o rodeia sempre o protege com grande ternura. É um grande consolo saber que o corpo se encontra dentro da alma. 


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