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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O panteão Hindu



Seguindo os ensinamentos da própria Mitologia Hindu, o nome do deus Ganesha deve ser chamado antes de qualquer trabalho. Assim sendo, iniciaremos essa nova seção mitológica falando sobre esse importante deus hindu.


Krishna



É o mais popular e amado avatar da Índia, com maior número de templos 
e devotos. Possuía um apelo físico irresistível.



Nos Puranas é descrito como um pastor tocador de flauta.

No Mahabharata é o sábio que dá o ensinamento a Arjuna no campo
 de batalha.

Krishna é o maior Deus não ariano no panteão Hindu. Ele foi a oitava
 encarnação de Vishnu, o Preservador do Universo. Ele incorporou a 
forma humana para redimir as ações das forças do mal.

O príncipe KRISHNA, que nasceu em MATHURA, e mais tarde tornou-se 
rei na cidade de DWARAKA, foi uma personalidade de muito influência no MAHABHARATA (o mais antigo texto sagrado da Índia), onde teve
 importância vital nos acontecimentos épicos que modificaram toda a
 história do Oriente.

Ele sempre é visto tocando uma flauta, com a qual encanta todas as
 criaturas vivas. Alguns de seus nomes são GOVINDA, SYAMASUNDAR
 ou GOPALA - o protetor das vacas.



De acordo com as lendas, a beleza de KRISHNA é insuperável, encantando até mesmo inúmeros cupidos. Ele ficou conhecido por sua força invencível, sua enorme riqueza e por suas dezesseis mil cento e oito rainhas . Os ensinamentos de KRISHNA foram perpetuados no livro "BHAGAVAD GITA", que é considerado por todos os mestres como a essência do conhecimento Védico. Este livro retrata uma conversação entre KRISHNA e seu mais poderoso discípulo, o herói ARJUNA, o arqueiro supremo, na famosa batalha de KURUKSHETRA. 

Há três principais estágios na vida de Krishna: 

No primeiro, Krishna nasceu em uma prisão em Mathura, onde seus parentes foram capturados por um demônio que tomou o lugar de um rei chamado Ugrasena. Sobre essa captura: Um dia, Ugrasena e sua esposa estavam caminhando nos jardins, onde um demônio viu a rainha e sentiu amor por ela. Em sua luta por ela, ele distraiu a atenção de Ugrasena, e assumiu sua forma e concretizou seu desejo. A criança nascida desta união foi Kamsa. Kamsa cresceu para destronar seu pai e prender sua irmã Devaki (filha de Ugrasena) e seu marido Vasudeva. Devaki mais tarde se tornou a mãe de Krishna. 

Então um dia Kamsa estava levando sua irmã recém casada e seu marido Vasudeva para sua nova casa, quando uma voz vinda dos céus os interceptou. A voz disse para Kamsa que a oitava criança de Devaki iria matá-lo. Conseqüentemente, ele aprisionou o casal e começou a matar suas crianças, ano após ano. Sete crianças foram perdidas mas a oitava - o Deus - escapou das mãos do carniceiro e viveu para cumprir sua missão contra Kamsa mais tarde. Krishna nasceu à meia-noite do oitavo dia do equinócio do Bhadrapada (Agosto/Setembro) e foi trazido para Vrindavan por Vasudeva (pai de Krishna) na mesma noite, para salvá-lo de Kamsa. 

Seu pai trabalhou para possibilitar ao bebê Krishna escapar para uma vila próxima e trocá-lo com outra criança. Ele foi criado pela família de pastores de vacas de Yashoda e Nanda Raja. Krishna cresceu como um garoto pastor de vacas. 

No segundo, já como jovem, Krishna conquistou todas as garotas da vila com sua boa aparência, charme e atenção. Apesar de Radha ser sua favorita, ele flertou com as outras gopis também. Ocasionalmente ele se divide em vários, assim ele pode dar atenção a várias garotas de uma só vez. Estas estórias, que são boas lendas no nível superficial, também são interpretadas no nível de espírito. 

Brajbhoomi, onde Krishna nasceu, compreende as cidades gêmeas de Mathura e Vrindavan. Esta não é apenas uma terra sagrada onde Krishna nasceu, mas um lugar cheio de reminiscências divinas. Foi aqui que ele encontrou pela última vez Radha, sua companheira inseparável. Vrindavan, há 15km de Mathura, foi o local favorito do casal divino. 

No terceiro, como adulto, Krishna passou seu reinado no nordeste da Índia pela morte do rei Kamsa, evento este que é visto como a restauração do dharma. Na história do Mahabharata, ele então ajuda Arjuna, servindo como seu condutor de carroça e seus irmãos (os irmãos Pandava) em uma guerra para restaurar seu direito de reinar. 

Em uma noite antes da batalha maior, Krishna e Arjuna tiveram uma longa discussão a respeito da natureza do dharma e do cosmos, que é preservado no Mahabharata como o Bhagavad Gita. No final da discussão, Krishna se revelou para Arjuna como Vishnu. As explicações de Krishna são contadas nos templos Vishnu e no festival anual de Ras Lila. 


Curiosodades:

No HinduísmoDevaki é a mãe de Krishna, cuja história conta que depois de Krishna nascer, pediu que o levasse até Nanda, seu pai adotivo e pastor, marido de Yashoda. Devaki não podia ficar com Krishna, pois estava presa, e ao amanhecer, seu primo (ou irmão), Kansa, o mataria.


Ganesha – O deus que remove os obstáculos




Ganesha é o mais cultuado deus hindu. Seu nome é invocado antes de qualquer trabalho ou empreendimento, pois ele é considerado o deus que remove os obstáculos (vignam), sendo também conhecido como Vigneshwara.
Ele possui uma cabeça de elefante e quatro braços. Ganesha tem uma enorme barriga e adora doces e frutas. Em torno de sua barriga, ele usa uma cobra como adorno.normalmente, ele é representado de pé, sentado ou dançando. Seu vahana é um pequeno rato (mooshikam ou minjur). 

Ele também é conhecido como:
Ganapati
Gajanana (aquele com o rosto de elefante)
Pilliar
Vinayagar


Brahma – o Deus da Criação




Brahma representa a força que cria tudo no universo. Nesse papel, ele é ajudado por sua consorte Sarasvati, que é possuidora do sumo conhecimento. Juntos, são responsáveis por infundir alma aos seres vivos.
Segundo algumas lendas, Brahma nasceu do umbigo do deus Vishnu, quando este avistou a encantadora Lakshimi, deusa da beleza e da fortuna. Em outros contos, Brahma surgiu de um ovo de ouro, posto por Brahman (a energia espiritual suprema) nas águas primordiais que originariam toda a existência. Após o ovo ter se rachado, libertando o deus, suas duas metades tornaram-se o céu e a terra.
Alguns textos (e mesmo algumas imagens) mostram o deus como tendo cinco ou quatro cabeças (das quais saíram os Vedas, as sagradas escrituras do hinduismo). Mas há outras versões que falam apenas de três cabeças, que teriam surgido da seguinte maneira:
"Certo dia, ao avistar a bela Sarasvati, de pele alva e vastos cabelos negros, graciosamente sentada sobre uma flor de lótus, o deus apaixonou-se imediatamente. Percebendo que Brahma a observava, a deusa ficou constrangida e pôs-se a andar para a esquerda. No mesmo instante, surgiu uma nova cabeça no ombro esquerdo de Brahma, que não queria perder a bela deusa de vista. Ainda observada pelo deus, Sarasvati dirigiu-se para o lado oposto, mas novamente surgiu outra cabeça no deus – desta vez em seu ombro direito. Por fim, a deusa do conhecimento correspondeu ao amor de Brahma e tornou-se sua esposa. Desde então, o deus possui sua três cabeças, que lhe permitem conhecer tudo o que se passa no universo."
São muito raros os templos dedicados a Brahma, pois não há um culto separado para este deus (diferentemente do que ocorre com Vishnu ou Shiva). Conforme a mitologia, Brahma teria sido amaldiçoado por Shiva (por ter proferido uma mentira e ofendido seu ego) e, portanto, não seria cultuado. Ainda assim, em todos os templos dedicados a Vishnu e a Shiva há a imagem de Brahma.


Ganga – O Rio Sagrado




Ganga é a deusa do sagrado rio Ganges. Ela originalmente vivia nos céus, mas foi trazida à Terra por Bhageeratha, que queria enviar seus ancestrais à salvação. Eles haviam sido queimados pela fúria do sábio Kapila, sem que ninguém pudesse lhes fazer os ritos de funeral apropriados. Assim, suas almas não podiam ascender aos céus.
Bhageeratha contou com a ajuda do deus Shiva, que suportou a força do fluxo do rio enquanto este descia à terra. Desejando desequilibrar o deus, Durga utilizou toda a sua força nessa descida. Ainda assim, Shiva era mais que páreo para essa deusa, e facilmente conseguiu dominá-la, prendendo-a com suas emaranhas trancas internas. Ouvindo as súplicas de Bhageeratha, Shiva liberou um pequeno fluxo do rio para a terra. Esse minúsculo fluxo liberado é o grandioso rio Ganges, que nasce no Himalaia.
Ganga, certa vez, foi amaldiçoada a se casar com um mortal. Em decorrência da maldição, ela casou-se com Shantanu, com quem teve oito filhos. A deusa afogou todos eles, com exceção do último, que sobreviveu graças à intervenção de Shantanu. A criança sobrevivente era Bhishma, também chamado Ganga-Putra. Como Shantanu havia quebrado sua promessa de jamais contrariar a deusa, Durga deixou-o, levando consigo seu filho (que naquele tempo se chamava Devaratha). Posteriormente, ela enviou o filho de volta, após tê-lo ensinado tanto nas escrituras como no manuseio das armas.


Hanuman (Anjaneya) O deus-macaco




Hanuman, o deus-macaco, é intitulado Chiranjeevi (de vida eterna). Ele é forte, valoroso e possui vários poderes e habilidades. Ao mesmo tempo, ele é sábio e um grande iogue (praticante da yoga). Possuía um único pensamento: servir a seu senhor Rama com extrema devoção e humildade.
Ele é conhecido por vários nomes: Hanuman, Anumandhayya, Aanjaneyalu, Anjaneya (por ser o filho de Anjana), Maruthi (filho de Vaayu - no Maharashtra), Anumandhan, Vaayunandhan, Kesarinandhanan, Aadhitasishyan e Siriya Thiruvadi (por ter sido o servo de Rama).
Ele é adorado nos templos como Bhaktha Hanuman ou Veera Hanuman. Como Bhaktha Hanuman, ele é visto com as duas mãos juntas, postas em oração. Como Veera Hanuman, aparece com seu cetro em uma mão e o sanjeevi Parvatham na outra.
Sua vida:
Hanuman, ou Anjaneya, é o filho da devta Anjana, que, há tempos, fora uma dama celestial, que nascera como uma mulher-macaca em decorrência de uma maldição.
Anjana vivia alegremente com seu esposo Kesari. Quando o rei Dasaratha executou um ritual pedindo por mais descendentes, encontrou uma jarra de payasam (espécie de pudim) entre as chamas da fogueira que acendera. Suas esposas dividiram entre si a iguaria, e assim deram à luz a Rama, Lakshmana, Bharatha e Shatrugana. Uma porção da iguaria também foi levada pelo deus dos ventos, Vaayu (ou Vayu), e acabou nas mãos de Anjana, que teve um filho forte e adorável. Sendo Vaayu o responsável pela chegada do payasam às mãos de Anjana, ele também é considerado o pai de Hanuman.
Hanuman cresceu como um rapaz valente e travesso. Ele podia correr tão rápido como o vento. Confundindo o Sol com uma fruta, voou pelos céus para alcançá-lo (tamanha era a sua força de vontade, mesmo quando criança). Indra, transtornado por tal comportamento, acertou Hanuman com seu raio (Vajraayudham). Vaayu chateou-se porque seu filho fora atacado e parou os ventos. O mundo inteiro passou a viver um caos. Todos os deuses ofereceram várias dádivas poderosas a Hanuman, tornando-o mais poderoso e invencível que anteriormente. Vaayu Bhagavan contentou-se, e tornou a seu trabalho, liberando os ventos.
Hanuman estava causando problemas para os rishis e para as demais pessoas, sem se dar conta de quão grande era agora o seu poder. Os rishis furiosos, então, o amaldiçoaram: ele não mais se recordaria dos próprios poderes até que alguém o lembrasse destes. Isso o fez aquietar-se, e ele começou então a estudar com os rishis. Ele quis aprender com Surya, que viaja eternamente. O poderoso Hanuman viajou velozmente com Surya, aprendendo com ele todas as escrituras. Concordou, posteriormente, em servir ao filho de Surya, Sukriva. Depois, acabou tornando-se um confiável e valoroso ministro de Sugreeva, um rei macaco.
Hanuman teve um papel muito importante no grande épico Ramayana. Quando Rama foi banido de seu reino (Ayodhya) por sua mãe Kaikeyi, teve de partir para a floresta, acompanhado pela esposa Sita e pelo irmão Lakshmana. Sugreeva, com seu exército e Hanuman, escondia-se de seu irmão Vaali naquela mesma floresta. Lá Hanuman encontrou Rama, a quem desde então jamais deixou. Quando Sita foi raptada por Ravana, um rei-demônio, Hanuman voou por todo o mundo até encontrá-la. Ele tornou-se o mensageiro da paz na corte de Ravana. Ajudou Rama a atravessar o oceano, construindo uma ponte. Durante uma guerra, voou para buscar a montanha Sanjeevi, repleta de ervas medicinais, para reviver Lakshmana, que havia caído em batalha. Quando o vitorioso Rama retornou a Ayodhya e foi coroado rei, Hanuman continuou a servi-lo.
Hanuman aparece também no épico Mahabaratha, aliando-se aos Pândavas na guerra contra os Káuravas. Ele estabilizou e protegeu a carruagem de Arjuna, estando presente no estandarte preso ao veículo. Ele foi, assim, honrado por presenciar a grandiosa vitória do pupilo de Krishna na guerra dos Bharathas.


Indra – O rei dos céus


Indra é o rei dos Devtas, o deus do trovão, filho de Aditi com o sábio Kashyapa. Sua grande cidade nos céus chama-se Amaravathi. Ele possui um elefante chamado Iyravata e uma vaca sagrada de nome Kamadhenu. Essa vaca é capaz de realizar qualquer desejo; portanto, Indra é muito rico. Indra também possui uma árvore chamada Kalpatharu, que rende riquezas.
Sua rainha e consorte é Sachi. Os Asuras são seus inimigos mortais, e a guerra entre asuras e devtas jamais teve fim e, por vezes, os Asuras conseguiram subjugar os Devtas, como se descreve no próprio Rig Veda.
Seu feito mais importante foi a derrota do asura Vritra, que era um dragão (ahi). Vritra encerrava, em seu interior, todos os elementos vitais do universo e, para libertá-los, Indra enfrentou e derrotou o demônio. Em suas batalhas contra Vritra e outros demônios, como Namuci, Indra freqüentemente contou com o apoio de Vishnu.
Indra é a principal deidade do Rig Veda. A maioria dos hinos nesse primordial livro do hinduísmo dirige-se a ele. Indra é capaz de conceder algumas pequenas dádivas a seus devotos. Ele não é diretamente adorado, mas é freqüentemente invocado em sacrifícios.
Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus. Seu reino deve durar até que outra pessoa torne-se elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha, uma pessoa torna-se elegível para ser Indra. Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.
No Rig Veda, Indra é descrito como o deus mais poderoso. De todo modo, em textos posteriores, sua importância foi consideravelmente diminuída. Ele já não é o todo-poderoso, tendo de sujeitar-se à trindade suprema de Brahma, Vishnu e Shiva. Ele é descrito como enganoso e de fraca determinação em muitas histórias. Em decorrência de seus atos, ele é freqüentemente amaldiçoado por sábios ascetas.


Kama, o deus do amor


Kama é o deus do amor e da luxúria. É também chamado Manamatha, e é o mais belo entre homens e deuses. Ele usa um arco de cana-de-açúcar, com o qual lança flechas de flor nos humanos, para fazê-los apaixonarem-se. Ele é casado com Rati, uma das filhas de Daksha.
Há certa confusão para definir sua origem. O Vishnu Purana (um dos Puranas – importantes obras hindus) o traz como filho de Dharma (Yama) e Shradha (uma filha de Daksha). De todo modo, uma versão mais popular, baseada no Shiva Purana, apresenta Kama como filho de Brahma.
Certa vez, quando Shiva se entristecera pela morte de sua esposa Sati e decidira abandonar o mundo, os Devtas temeram pelo destino do universo. Eles sabiam que, caso Shiva não se alegrasse novamente, o mundo estaria condenado ao fim. Eles queriam que o deus se apaixonasse novamente e tivesse filhos. Assim, eles encarregaram Kama dessa tarefa, pois tal era seu ofício.
Kama foi para a desolada floresta onde Shiva meditava profundamente. Ele foi acompanhado pela primavera, e logo toda a floresta transformou-se em um belo jardim. Uma indescritível e inebriante fragrância tomou conta do ar. Para que Shiva finalmente se apaixonasse, era necessário que ele encontrasse uma mulher digna e satisfatória. Felizmente, Uma, filha de Himavan (o rei das montanhas), era uma encarnação de Parvati e já estava prometida para Shiva; portanto, ela era a esposa certa para o deus. Mas, mesmo que ela tudo fizesse pelo deus, este não lhe dava muita atenção, tamanha a sua tristeza pela morte de sua amada Sati.
Esse era o momento certo. Kama ajustou uma de suas melhores flechas-de-flor em seu arco de cana-de-açúcar e disparou a seta rumo ao coração de Shiva. No momento em que o alvo foi atingido, Shiva abriu seus olhos e imediatamente apaixonou-se por Uma. Porém, logo o deus enfureceu-se, ao perceber o ardil de Kama para interferir em seus planos. Assim, Shiva abriu seu terceiro olho, a semente da destruição, e fixou seu olhar furioso em Kama.
Tamanha era a força do olhar de Shiva que Kama foi imediatamente reduzido a cinzas. Ao ver seu marido morto, Rati caiu aos pés de Shiva, implorando por sua misericórdia. Por fim, comovido pelos argumentos da desesperada esposa, Shiva cedeu e trouxe Kama de volta à vida. Porém, havia uma condição: Kama não mais teria forma, e apenas Rati poderia vê-lo em sua real beleza; o deus seria invisível para todos os demais. Essa história pode ser vista no Matsya Purana.


Shiva – Deus da Destruição




Shiva é o deus da destruição, aquele que, juntamente com Brahma (o criador) e Vishnu (o preservador), faz completar-se o ciclo da exitência. Em seu divino papel, é ajudado por sua consorte, Parvati, a deusa da desintegração.
Shiva é normalmente adorado na forma do falo (Linga) fixo em um pedestal. O Linga representa a energia primordial do criador. O Linga, adorado como símbolo do deus Shiva em diversos templos, é geralmente feito de pedra, consistindo em três partes. A porção inferior, com a forma de um quadrado, representa Brahma. A parte central, com a forma de um octógono, simboliza Vishnu. Estas duas partes são embutidas em um pedestal. A terceira parte, um cilindro que se projeta acima do pedestal, representa o deus Shiva.
Shiva reside em altas cadeias de montanhas nevadas. As representações de sua forma física costumam mostrar o deus calmamente meditando. Seus ornamentos não são os usuais enfeites de pedra ou ouro. Ele usa um colar feito de crânios, representando seu papel como destruidor. Possui cobras enroladas em seu corpo e seus cabelos se estendem por todo o céu. A lua crescente adorna sua coroa, simbolizando seu controle sobre o ciclo do tempo. Ele cobre seu corpo com cinzas e usa peles de tigre e de elefante. Possui também um terceiro olho, fonte de conhecimento e sabedoria.
Assim, a referência a Vishnu meramente como destruidor de toda a existência não é precisa. O deus representa o poder que, no devido momento, guiará a todos no retorno à origem de toda a existência; ele é a força que, ao destruir tudo que existe, permite a continuidade, a perpetuação do ciclo existencial.

Outros nomes e manifestações de Shiva:
Nataraja 
Dakshinamurthi 
Lingodhbava 
Haryardhamurthi 
Ardhanareeswara 
Bhikshatana


Surya – O Sol




Surya é o sol. Tal como Chandra, ele é tanto Devta como Navagraha (um dos nove astros/planetas de grande importância nos rituais hindus). De acordo com o PurushaSuktam (do Rig Veda), ele surgiu dos olhos de Purusha, o homem primordial, quando este foi sacrificado. Surya tem duas esposas, Sangya (filha de Vishwakarma) e Chaaya. Ele tem muitos filhos, sendo o mais conhecido Shani (saturno), que é também um dos Navagrahas. Algumas fontes também trazem Kama como filho de Surya.
Dentre os planetas, seus inimigos são Rahu e Ketu. Tal inimizade decorre do incidente da busca pelo Amirtham (néctar da imortalidade), que também envolveu um dos avatares de Vishnu, Kurma.
Suas virtudes são exaltadas no hino de Aditya Hridayam. Nesse hino, ele é adorado como senhor do universo, origem de todas as bênçãos.
Do Aditya Hridayam:
Em verdade, ele é o mesmo que Brahma, Vishnu, Shiva, Skanda ou Prajapati.
O mesmo que Indra, Kubera, Kala, Yama, Soma e Varuna.
Ele é Pitris, Vasus, Sadyhas, Ashwins, Maruts e Manu.
Ele é o vento, o fogo e a respiração, o criador das estações e a fonte da luz.



Vishnu – Deus da Preservação




Vishnu é o deus da proteção e da manutenção de toda a vida. Sua esposa, Lakshimi, representa a riqueza (não só material, mas de alimentos, de coragem, de espírito, de felicidade e de descendentes), que tem grande importância à preservação da vida. Vishnu e Lakshimi, portanto, preservam as almas introduzidas por Brahma no ciclo da vida.
É descrito como um belíssimo deus, de pele azul como o infinito. É geralmente representado com quatro braços, e nas mãos leva uma concha, um disco (o chackra), um cetro e a flor de lótus. Sua montaria é o pássaro solar Garuda, filho de uma divindade primordial, Kasiapa.



Segundo algumas lendas, foi Vishnu o criador do deus Brahma (que teria nascido de seu umbigo) e do deus Shiva (surgido de sua testa). Como Vishnu-Narayana, ele teria trazido o universo à vida, através de sua própria energia, chupando o dedão do pé como um bebê, enquanto flutuava nas águas primordiais sobre uma folhe de bananeira.
Vishnu é também chamado Nilameghashyamalan – possuidor da aparência das nuvens negras. Como prova de que os opostos se atraem, apesar dessa aparência, Vishnu é visto como aquele que traz a luz e a serenidade ao mundo. Sempre que a existência está ameaçada, Vishnu restabelece o equilíbrio universal. Para tanto, ele encarna sob uma forma terrena, um avatar (ava = manifestação, tara = lei), combatendo os maus espíritos e mostrando ao homem o caminho da salvação. Por nove vezes ele já desceu ao mundo como um avatar, e agora é aguardado em sua décima e última encarnação terrena, que virá anunciando o fim dos tempos.


Yama – O deus da Morte


Talvez, à exceção de Indra, nenhum outro personagem védico tenha sofrido tantas transformações no tempo dos Puranas. No Rig Veda, Yama é o filho de Saranyu (filha de Tvashta, o deus-artesão) e Vivasvant (associado com o sol).
Em trechos diferentes do Rig Veda, Yama é o homem primordial. Sua irmã gêmea, Yami, o chama de "o único mortal" em um diálogo do Rig Veda, em que o incita a cometer incesto com ela. Em sua integridade, Yama rejeita os pecaminosos avanços da irmã. Ele afirma: "Os deuses estão sempre vigiando nossas ações e devem punir os pecadores".
Yama voluntariamente escolhe a morte, partindo para o outro mundo. Ele encontrou o caminho para a terra de seus antepassados; a Morte é seu reino. Mas tal escolha causou imensa aflição a Yami, que ficou inconsolável. Quando os deuses tentaram fazê-la para de chorar, ela respondeu: "Como posso eu não lamentar, se hoje é o dia da morte de meu irmão?!" – e, para curar seu sofrimento, os deuses criaram a noite. Desde então, a noite segue o dia, e o ciclo do tempo teve início.
A coruja e o pombo são mencionados como os mensageiros de Yama. Os cães farejadores de quatro olhos, filhos de Sarama (a cadela celestial) são seus emissários usuais. Eles vigiam o caminho ao longo do qual o homem morto caminha para encontrar seus antepassados.
Em algumas fontes, Yama é apresentado como filho de Surya e Sangya (que é filha de Vishwakarma), e irmão do planeta Shani (saturno). Ele é um dos oito guardiões das direções, responsável pelo sul. Ele é o senhor da morte, e todos os mortais vão para seu tribunal para serem julgados. Seu escriturário, Chitragupta, guarda um registro de todos os feitos de cada homem. Yama pode condenar a alma tanto ao céu como ao inferno, baseando-se no equilíbrio do Karma. Em seu papel como juiz, Yama é também chamado de Dharmaraja, o deus da justiça. Seu conhecimento das escrituras é imenso e ele é o último árbitro da verdade e da falsidade.
Yama vive em Yamapuri e é um fiel devoto de Vishnu. Seus servos são os chamados Kinkaras, que se encarregam de trazer as almas dos mortais para o julgamento. Sua montaria (vahana) é um búfalo, negro como o próprio deus. Yama carrega em sua mão um laço, o Yama Paasa, com o qual ele retira as almas de suas prisões mortais.
Há muitas histórias populares envolvendo Yama. O Katha Upanishad conta a história de como Nachiketa, um jovem adorador de Brahma, foi até sua morada perguntar sobre os segredos da morte e da alma.
No Mahabharata, Yama é o pai de Yudhishtira, o Pândava primogênito. Vidura (que também está presente no épico da grande guerra dos Bharathas), ministro-chefe de Dhritarashtra, possui alguns aspectos de Yama, compartilhando sua sabedoria e seu discernimento.


Como o próprio universo, dividido em céu e terra, Agni tem duas origens, e apenas a ele se aplica o epíteto dvi-janman (que possui dois nascimentos). Mais do que qualquer outro deus, Agni é associado com os humanos. Ele é chamado "Senhor da casa", e é aceso em toda habitação. Ele é o imortal que dorme entre mortais. Ele é, às vezes, chamado de pai, irmão ou filho de seus adoradores.
Sua sabedoria é lendária e ele sabe todos os detalhes dos ritos de sacrifício, e tal como Indra é o senhor dos guerreiros, ele é o senhor dos sacerdotes. Agni é um grande benfeitor de seus adoradores, e é também a testemunha dos juramentos, especialmente dos votos de matrimônio (é dito que o casamento hindu acontece com "Agni como testemunha").


Sarasvati




Sarasvati é a consorte de Brahma (o deus da Criação) e a deusa da sabedoria e do aprendizado. Ela é considerada a personificação de todo o conhecimento – artes, ciências e todos os demais ofícios e habilidades.
Ela é vista como a elegante representação da pureza e da sabedoria. É representada como uma bela mulher, de vastos cabelos negros, sobre uma flor de lótus, geralmente acompanhada por um pavão e por seu vahana, um cisne (que, por saber distinguir o leite da água, representa a sabedoria da deusa em separar o bem do mal). Possui quatro braços; em uma das mãos, carrega um livro, em outra, um rosário. Com as outras duas mãos, ela toca a veena (instrumento de cordas).
Tal como Brahma, ela não é adorada em muitos templos. De todo modo, ao menos uma vez no ano, os professores, estudantes, artesãos e outros trabalhadores fazem uma celebração em sua honra, oferecendo suas preces por mais um ano de bons trabalhos.


Lakshmi




Lakshmi (ou Lakshimi) é a deusa da riqueza e prosperidade, consorte de Vishnu (o Preservador). É associada com Sri, uma deidade pré-védica da fertilidade.
Lakshmi é a fonte de riqueza (não só material), fortuna, prosperidade, amor e beleza. Nas encarnações (avatares) de Vishnu, ela também tomou várias formas para acompanhá-lo, como Sita (esposa de Rama) e Rukmini (esposa de Krishna).
Ela é possuidora de grande beleza e é representada tanto em pé como sentada, mas sempre sobre uma flor de lótus. É geralmente acompanhada por dois (às vezes quatro) elefantes, que aparecem entregando-lhe adornos ou borrifando água sobre a deusa. Possui quatro braços e, com os dois superiores, carrega flores de lótus. Nos outros dois braços (em algumas representações) leva o amirtha kalasam (pote com ambrosia) e um jarro que transborda com ouro e outras preciosidades.
Ashta Lakshims são as oito diferentes representações em que a deusa é comumente adorada. Em cada representação, ela dá uma forma de riqueza diferente a seus devotos.
Ashta Lakshms:
São chamadas Aadi Lakshmi, Santhana Lakshmi, Gaja Lakshmi, Dhana Lakshmi, Dhaanya Lakshmi, Vijaya Lakshmi, Veera Lakshmi e Aiswarya Lakshmi.
Templos exclusivos para Lakshmi não são muito comuns. Porém, em todos os templos Vaishnavite (dedicados a Vishnu), há um santuário separado para a deusa.
São inúmeros os rituais e festivais realizados para invocar as bênçãos de Lakshmi. Em alguns deles, durante Navarathiri (nove noites), são oferecidas orações especiais a Sakthi, Lakshmi e Sarasvati – três noites para cada deusa.
Simbolismo
* Quatro braços: Os quatro braços de Lakshmi representam as quatro direções e a sua disponibilidade em guiar e ajudar em todos os lugares. Eles também representam os benefícios que ela dá – as quatro nobres metas de uma vida humana: dharma, artha, kama e moksha (respectivamente: cumprir com as obrigações, ganhar riqueza, realizar os desejos materiais e alcançar a salvação do espírito).
* Lótus: O lótus tem uma qualidade especial. Embora planta e flor vivam na água, o líquido não se aproxima delas. Krishna, no Bhagavad Gita, diz: "viva a vida como o lótus que não é tocado pela água mesmo nela vivendo". Lakshmi é a deusa mais associada com o lótus no sentido de que, enquanto aproveitamos a riqueza e a prosperidade que ela nos dá, devemos também evitar o apego aos bens materiais.
Amirta kalasam: representa o poder da deusa Lakshmi em conceder a imortalidade.

Outros nomes da deusa:
Haripriya
Padma – que vive sobre o lótus
Lokamata – mãe de todos no mundo
Padmasini, Kamalakshi, Ambujam


Parvati




Parvati é a mãe divina (Sakthi), consorte do deus Shiva. Em seu aspecto sereno, ela é também conhecida como a deusa Uma, sendo usualmente representada junto a Shiva e a seus filhos, Ganesha e Murugan. Possui apenas duas mãos, sendo que na destra (em algumas representações) segura um lótus azul.
Em seus aspectos tempestuosos, é comumente adorada sob os nomes de Durga e Kali. Essas formas são tomadas pela deusa quando é preciso destruir alguma forma do mal e, portanto, sequer precisam invocar o medo, pois ela é apenas a mãe zelosa que combate o mal e preserva a eterna paz e felicidade de seus filhos.
Como Durga, ela representa o poder supremo que preserva a ordem moral e a probidade na criação. Durga, também chamada Mãe Divina, protege a humanidade da dor e da miséria, destruindo as forças do mal como o egoísmo, o ciúme, o preconceito, ódio e a raiva. Seus dezoito braços significam que ela possui o poder combinado das nove encarnações do deus Vishnu na Terra. As diferentes armas em suas mãos (tal como a maça, a espada, o disco, a flecha e o tridente) trazem a idéia de que uma só arma não é capaz de derrotar todos os inimigos. Durga possui também um terceiro olho (em sua testa), veste-se com um belo sári vermelho e, às vezes, é vista sobre uma flor de lótus ou uma cabeça de búfalo.
Como Kali (a deusa do Tempo*), ela apresenta seu mais temível aspecto, geralmente retratada em um enterro ou em um campo de guerra. Em algumas imagens, ela aparece de pé sobre um cadáver, usando uma guirlanda de crânios e com seus cabelos soltos e desordenados.
*De fato, kali significa "preto", e kala (uma palavra diferente) significa "tempo". Possivelmente, foi deste trocadilho kali-kala que veio a idéia de Kali (verdadeiramente, a negra deusa da cremação), como também deusa do tempo.

Parvati é também adorada com os seguintes nomes:
Maheswari
Kaumari
Varahi
Vaishnavi
Chamundi
Durga
Kali
Bhuvaneswari
Mathangi
Lalitha
Annapurani
Rajarajeswari.




Divindades Indianas

Brahma, O criador


Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.
Sem ele nada existiria.
É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva.
O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascenção de Shiva e Vishnu. 
Aparece de manto branco montando um ganso. 
Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos.

Brahma, além de Criador, é o principio de harmonia e equilíbrio entre Vishnu (Deus da Preservação) Shiva (associado à destruição).
Cada um representando um aspecto do Universo.
Em relação ao nascimento de Brahma, deve-se registrar que a história do “Ovo Cósmico” é apenas uma dentre várias outras que narram a origem e o papel desse deus. Noutra versão, ele teria nascido de uma flor de lótusque brotou do umbigo de Vishnu, para só então dar inicio ao seu trabalho de criação, o que implica em certa subordinação de Brahma em relação a Vishnu
Também se diz que Brahma criou uma filha do próprio corpo (a Eva judaico/cristã?), por quem se apaixonou e se uniu dando origem ao primeiro homem, chamado de MANU (Adão?). 
O Deus Brahma é descrito como um homem de pele vermelha, dotado de quatro braços e de quatro cabeças, as quais ficam voltadas para os quatro pontos (cardeais) do Universo. Com seus oito olhos, mantém-se atento à sua Criação e montado num “Ganso Sagrado” percorre o Céu para observar o Mundo.
Nas mãos carrega vários objetos:
1°) um rosário que serve para manter a ordem no Universo;
2°) um pote de água que utiliza para criar vidas;
3°) uma flor de lótus e os VEDAS (aliás, geralmente, seu trono é representado por esta flor).
Sentado nela, Brahma irradia a energia da Criação, enquanto cada uma das quatro cabeças recita um dos vedas. Esta forma de representação ocorre, porque durante sucessivas gerações os ensinamentos ali contidos foram transmitidos oralmente e, segundo a tradição, esta forma de transmissão teve, no inicio, o auxilio de Brahma. 
Segundo alguns teólogos, os vedas originaram-se do sopro de Vishnu e Brahma foi o primeiro a recebê-los com a incumbência de transmiti-los para o mundo dos deuses e para o mundo dos homens. 
Ainda segundo a tradição, os sacerdotes brâmanes nasceram da boca do deus Brahma e foram os únicos a receber (dele) os ensinamentos contidos nos vedas. 
Estes sacerdotes eram considerados os intermediários entre os humanos e os deuses (aproximadamente como padres, pastores e rabinos) e, destarte, cabia-lhes difundir estes ensinamentos ao povo. 
Esta importância culminou na formação do chamado “HINDUISMO BRAMÂNICO”, onde os Brâmanes ocupavam a casta mais elevada e Brahma era tido como o deus principal. 
Apenas no século XIX DC. é que esta crença passou a ser chamada de hinduísmo atualmente o deus Brahma não é mais objeto de uma adoração tão profunda. Com a ascensão de Shiva e de Vishnu, ele foi relegado a um segundo plano.
Porém, uma lenda protagonizada pelo sábio BRAHMARISHI BHIRGU propõe outra versão para o fato de não serem comuns as homenagens a Brahma: 
conta-se que, certa vez, os Seres Humanos decidiram organizar um grande ritual que deveria ser presidido pelo mais importante dos deuses e o escolhido foi Brahma. Porém, quando o sábio tentou convidá-lo, o deus estava atento à música cantada por sua esposaSaravasti e não ouviu os chamados. Revoltado, Bhirgu amaldiçoou Brahma a nunca mais ser venerado
Lendas e maldições à parte, o fato de ser um “deus criador” não lhe garantiu o posto mais alto na hierarquia celeste; porque assim como os outros, ele representa apenas um dos aspectos de Brahman (o Ser Supremo). 
Neste caso, seria a manifestação masculina e criadora de uma Entidade Abstrata, neutra, sem forma. 
Quando comparado aos outros deuses da Trimurti, Brahma assume uma posição secundária (numa referência à pouca importância da matéria que criou) e a própria grafia de seu título “deus criador” sofre restrições.
Na Índia, as palavras “criador” e “deus” são escritas em letras minúsculas o que significa que aquele que “cria” não é uma divindade que detenha o poder total. 
Ele “cria” apenas pela graça de Vishnu ou de Shiva. É, portanto, um mero cumpridor de ordens superiores. Brahama também não é um deus eterno. Os hindus calculam que ele existirá durante “cem anos celestiais” (aproximadamente quatro milhões de anos da Terra) e quando ele findar, o Universo que criou acabaráEntão, outro Universo nascerá e outro deus demiurgo ocupará o posto de Criador.
Igualmente, um aspecto que deve ser mencionado relaciona-se com o fato de Brahma sempre ser representado com as “Quatro Cabeças”: Uma história de amor e de incesto explica a origem destas “Quatro Cabeças”. 


Sentindo-se sozinho, criou de seu próprio corpo uma deusa chamada de Saravasti (deusa da sabedoria). Ao perceber os olhares maliciosos de Brahma, ela se moveu para a direita e com isso fez nascer uma cabeça no mesmo lado do corpo do deus. Depois, correu para a esquerda e para trás e mais duas cabeças emergiram em Brahma; quando. Saravasti fugiu para o céu uma quinta cabeça brotou, mas esta última foi queimada por INDRA como castigo pelo desejo incestuoso. (Sodoma?)Por fim, Saravasti aceitou casar-se com Brahma e dessa união é que se originaram as criaturas vivas.
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Vishnu, o conservador
Para muitos hindus o deus universal.
Traz em geral quatro símbolos:
um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus.
Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatar ou reencarnação.“Aquele que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o universo.
VISHNU é o deus principal da trindade hindú, representa SATTVAGUNA, o modo da bondade, e é responsável pela sustentação, proteção, e manutenção do universo. VISHNU é a fonte original de todos os Avatares e deuses. Ele está Presente em cada átomo da criação, bem como no coração de todos os seres.
A palavra Vishnu significa "aquele que tudo penetra", ou "aquele que tudo impregna". 
É apresentado de duas formas principais
Deitado em uma serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite. Neste caso é chamado de Narayana, aquele que mora nas águas cósmicas. De seu umbigo sai um lótus onde está Brahma, o criador. A seus pés está Lakshmi, representando a beleza e a riqueza que devem se curvar diante do Absoluto. Envolvendo o lótus está uma serpente, Shesha, ou Ananta, que simboliza a eternidade. Ela possui mil cabeças voltadas para o Senhor Vishnu, representando o ego 
com seus mil desejos e pensamentos que reconhecem o Absoluto. 
Vishnu é representado também em pé, sobre um lótus ou uma serpente. Representa o sábio indicando a busca do conhecimento. Apresenta quatro braços, tendo em cada mão um lótus (o conhecimento que sustenta a pureza da mente), um disco (a destruição da ignorância e dos apegos), uma concha (a origem da existência, os cinco elementos) e uma arma, a massa (o poder do conhecimento, o poder do tempo). 
Vishnu é tido como o preservador do universo, enquanto os dois outros deuses maiores, Brahma e Shiva, são considerados os criadores e destruidores do universo, respectivamente
Os seguidores de Vishnu são chamados Vaishnavites. 
Como preservador do cosmosVishnu mantém as leis do universo
Ao contrário de Shiva, que freqüentemente busca refúgio na floresta para meditar, Vishnu constantemente participa de conquistas amorosas
Enquanto a ordem prevalece no universo, Vishnu dorme. Assim como Shesha flutua através do oceano cósmico dando sustentação à Vishnu, o universo surge do sonho de Vishnu. Mas quando há desequilíbrio no universo, Vishnu se utiliza de seu veículo, Garuda, e guerreia com as forças do caos, ou ele envia um de seus avatares(ou encarnações) para salvar o mundo. 
Acredita-se que Vishnu teria dez avatares, sendo os mais populares Rama e Krishna. 
lista completa dos dez avatares é a seguinte: 
1. O peixe Matsya 
2. A tartaruga Kurma 
3. O urso Varaha 
4. O homem-leão Narasimha 
5. O anão Vamana 
6. O padre guerreiro Parashurama 
7. O príncipe Rama 
8. O pastor de animais Krishna 
9. Buddha-Mayamoha 
10. O cavaleiro Kalki
Sua Shakti, ou seja, seu aspecto feminino, sua consorte é Lakshmi, deusa da prosperidade, riqueza e da beleza. 

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Shiva, O destruidor 


Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo.
Apresenta-se de várias formas: 
o extremado asceta,
o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça,
o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. 
Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia.
Uma das duas principais linhas gerais do hinduísmo é chamada de xivaísmo, em referência ao deus.
Na tradição hindu, Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, motivo pelo qual muitos o chamam de "renovador" ou "transformador". As primeiras representações surgiram no período Neolítico (em torno de 4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o "Senhor dos Animais". 
criação da ioga, prática que produz transformação física, mental e emocional, portanto, intimamente ligada à transformação, é atribuída a ele.
Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o meditante (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).
O trishula
tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula
É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. 
Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: 
tamas (a inércia), 
rajas (o movimento) 
e sattva (o equilíbrio)
A serpente
A naja é a mais mortal das serpentes. Usar uma serpente em volta da cintura e do pescoço, simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal. Na tradição da ioga, ela também representa kundalini, a energia de fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo um estado de hiperconsciência (samádhi), um estado de consciência expandida.
Ganga
No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d'água. Na verdade é o rio Ganges (Ganga) que nasce dos cabelos de Shiva. Há uma lenda que diz que Ganges era um rio muito violento e não podia descer à Terra pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse e ele permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranqüílo, corresse pela Terra.
Lingam
Lingam ("emblema", "distintivo", "signo"), também chamado de linga, é o símbolo fálico de ShivaEle representa o pênis, instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva.
O lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.
É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa yonia vagina, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.
Damaru
tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo. No hinduísmo, o universo brota da sílaba /ôm/. É interessante comparar essa afirmação com a conhecido prólogo do Evangelho de São João: 
"No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). 
E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez."
É com o som do damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. As vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.
Fogo
Shiva está intimamente associado ao fogo, pois esse elemento representa a transformação. Nada que tenha passado pelo fogo, permanecerá o mesmo: o alimento vai ao fogo e se transforma, a água se evapora, os corpos cremados viram cinzas. Assim, Shiva nos convida a nos transformarmos através do fogo da ioga. O calor físico e psíquico que essa prática produz nos auxilia a transcender nossos próprios limites.
Nandi
Nandi ("aquele que dá a alegria") é o touro branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o touro branco, significa dominar a violência e controlar sua própria força.
Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está deitado, guardando o portão principal.
A lua crescente
A lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas.
Nataraja
Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Vayu, O vento 
Váyu significa vento porem é traduzido como “ar vital”, o elemento ar. Inicialmente nos Vêdas, Váyu representava o deus do vento, o senhor da vida e ultrapassava os limites biológicos abarcando todo o universo material, ou seja, tudo tem vida. 
Posteriormente o conceito de váyu foi substituído por prána e a partir de então o termo váyu passou a designar os sub-pránas (upa-pránas) que circulam pelo corpo todo através das nádís, canais fisiológicos sutis. 
Os váyus nágadis são levados para alimentar o nosso corpo exterior (bahirakarana) que controlam os movimentos dos músculos e algumas reações físicas eles são cinco: 
nága váyu, 
kúrma váyu, 
krikára váyu, 
devadatta váyu, 
dhananjaya váyu. 

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Indra, Deus da Guerra 

Indra é o deus das tempestades e da guerra no hinduísmo, filho de Aditi com o sábio Kashyapa. Rei de todos os deuses no passado, perdeu importância no período pós-védico. A lenda relata sua fúria quando seus seguidores abandonaram seu culto e passaram a venerar Krishna. Quando Indra enviou uma tempestade para puni-los, eles oraram a Krishna, que ergueu uma montanha para protegê-los da força da tormenta.

Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus. 
Seu reino deve durar até que outra pessoa torne-se elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha, uma pessoa torna-se elegível para ser Indra.
Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.

Agni, o Deus do Fogo 


Agni é uma divindade Hindu. A palavra agni é Sânscrito para "fogo" (nome), com a mesma origem do Latim ignis.
No Hinduísmo, ele é um devasegundo no poder e importância atribuída na mitologia védica , apenas ultrapassado por Indra. Ele é gémeo de Indra, e assim, filho de Dyaus Pita e Prthivi. Noutra versão, ele é filho de Kasyapa e Aditi ou de uma rainha que escondeu a sua gravidez do marido. Ele possui dez mães, ou dez irmãs, ou dez criadas, que representam os dez dedos do homem que inicia o fogo. Ele possui dois pais: estes representam os dois paus que, quando ambos friccionados de modo intenso, criam fogo. Alguns dizem que destruiu os seus pais quando nasceu, porque não poderiam tomar conta dele. É casado com Svaha e pai de Karttikeya através de Svaha ou Ganga. Ele é um dos Ashta-Dikpalas, encarregado de guardar e representar o Sudeste.
Os sacrifícios a Agni vão para as divindades porque Agni é um mensageiro dos deuses e  para os deuses. Ele é eternamente jovem, porque o fogo é re-aceso todos os dias; mas, ele também é imortal.
Em algumas histórias acerca dos deuses hindus, Agni é aquele enviado para a frente nas situações perigosas.
Rigveda frequentemente diz que Agni eleva-se das águas ou que reside nas águas. Ele poderá ter sido originalmente o mesmo que Apam Napat.
Embora os sacrifícios védicos de fogo (yagya) tenham desaparecido largamente na maioria do Hinduísmo, Agni e o sacrifício de fogo ainda é parte do ritual de qualquer casamento Hindu moderno, onde Agni é tido como o chefe sakshi ou testemunha do casamento e guardião da santidade do casamento. De facto, sem as tradicionais 7 voltas em redor do fogo sagrado, perante a actual Lei Matrimonial Hindu, o casamento é considerado nulo.
Agni em outras religiões
No Zoroastrismo, ele é Atar, literalmente, fogo, que simbolicamente representa a força radiante e criadora de vida de Ahura Mazda
No Budismo Indo-Tibetano, ele é um lokapala, guardando o Sudeste. (Veja-se, por exemplo jigten lugs kyi bstan bcos: = "Faz o teu coração no canto Sudeste da casa, que é o local de Agni"). 
Ele também possui um papel central na maioria dos ritos homa (fogo puja).

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Surya, o Deus Sol 
Deus Sol hindu, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia. Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses. Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual). Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam. Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.
Seus seguidores eram conhecidos como Sūryabhaktas.
Surya é a Deidade Solar-Chefe. Na literatura hindu, Surya é notadamente mensionado como sendo o aspecto visível de Deus, aquele que a pessoa pode ver todos os dias. O Deus Surya é conhecido pelos shaivites e pelos vaisnavas como sendo um aspecto de Shiva e Visnu. O deus Sol era louvado na Índia antiga como o símbolo da vida eterna e da saúde. Surya, para os vedas, tinha a tradução de "alma que habita todos os seres, animados ou inanimados". Surya, o deus do Sol, é um entre os poucos Devas que goza alguma popularidade entre o Hinduismo moderno. Nos tempos antigos, ele foi considerado uma outra deidade criadora, e muitos templos foram devotados a ele. Também conhecido como Savita. Ele é o pai de Yama e Yami, os primeiros seres humanos. Eventualmente, sua posição predominante é eclipsada por Vishnu, que por si mesmo é identificado como o Sol, sendo agora adorado entre as deidades planetárias.
Surya viaja através do céu na sua carruagem puxada por sete cavalos ou, alternadamente, um cavalo com sete cabeças, que é conduzida por Arum
Ele leva em suas mãos 
um Chakra (roda) da luz do sol, 
um Padma (lótus), 
e um Sankha (concha); sua mão erguida é um sinal de proteção. 
É dito que Surya é uma das oito formas de Shiva, cujo nome é Astamurti . Surya também é chamado de Surya Narayana. 

Suástica é o simbolo do Deus do Sol:
O símbolo sagrado do Senhor Surya é o Swástica, o qual representa as quatro fontes da vida e do conhecimento. Os primeiros Aryanos olharam para o Sol como sendo a origem da energia da vida. De fato, tudo o que vive na Terra deve-se a presença do Sol. Eles esculpiram, de modo primoroso, templos para venerá-lo. Um símbolo especial para visualizá-lo, e que representa a energia do Sol e munificência, é o Swástika. Os Hindus desenham a Swástika em vermelho sobre documentos de negócios e nas roupas da noiva para uma boa sorte. Eles também a desenham nos muros e soleira da porta de suas casas para dar energia ao ambiente. Naturalmente ligada com o brilho do ouro, a Swátika é como um medalhão esperando uma corrente de ouro - um talismã que protege da escuridão, do desespero e do perigo. A palavra Swástika significa “tudo-bem”. Na sua forma curta “swásti”, é comumente usada em todos os sacramentos e cantos cerimoniais. A figura deste símbolo foi criada a partir dos quatro pontos cardeais, nos quais as varinhas são colocadas para dar início aos sacrifícios de fogo védicos
Quando a Swástika gira no sentido horário, ela absorve energia do Universo no sentido de auto-salvação de quem a usa. 
No sentido anti-horário ela emite energia, oferecendo salvação ao próximo. 
A Swástika em seu sentido original é um símbolo muito bom pois representa o macro e o microcosmos. As galáxias são estruturas dessa forma (sentido de pás que giram no sentido horário e anti-horário). Nossos centros de força – chacras – também possuem esse desenho da Swástika. . . 

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 Durga, aquela que nasceu adulta

Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. 
Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios.
No Hinduísmo, Durgha (sânscrito: a inacessível" ou "a invencível") ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de Devi, a deusa suprema. 
A Deusa Durgha é considerada pelos hindus como a mãe de GaneshaKartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi.
Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios.
Ela  carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma da Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti).
A Grande Deusa Durgha é dita ser requintadamente bela. Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e um quarto crescente em sua testa. Ela usa um brilhante traje azul marinho que emite raios. Seus ornamentos foram lindamente esculpidos em ouro, cravejados de pérolas e pedras preciosas. 
Cada deus também lhe deu a sua arma mais poderosa, 
o tridente de Rudra, 
o disco de Vishnu, 
o raio de Indra, 
kamandal de Brahma, 
gada de Kuber, etc. 
Himalaia presenteou-lhe com um feroz leão dourado. 
Sobre o fim do 8 º e início do 9 º dia de lua, Chanda e Munda vieram para lutar contra a deusa. Ela virou azul de raiva e a deusa Chamunda saltou para fora do seu terceiro olho. Esta forma é uma das mais poderosas, com 3 olhos vermelhos, preenchidos de sangue, língua e pele escura, que finalmente matou os demônios gêmeos com sua espada. Esta forma da divina deusa é adorada durante o sandhikshan do festival de Durga Puja, comosandhi / chandi pujaFinalmente no décimo dia da lua, a deusa Durgha matou Mahishasura com o seu tridente.
A palavra Shaktisignifica a força sagrada feminina, e Durga, reflete o aspecto guerreiro da deusa, encarnando um papel tradicionalmente masculino. Ela também é muito bela, e inicialmente Mahishasura tenta casar com ela! Outras versões incluem Annapurna e Karunamayi (karuna = bondade).
De acordo com a narrativa do Devi Mahatmya do Markandeya Purana, a forma de Durgha foi criada como uma deusa guerreira para combater um demônio. O pai do demônio, Rambha, o rei dos demônios, se apaixonou por um búfalo, e Mahish Asur (o demônio Mahish) nasceu desta união. Ele é, portanto, capaz de mudar de forma de humano a búfalo de acordo com sua vontade (mahish significa "búfalo"). Através de intensa oração para Brahma, Mahishasur tinha a vantagem que ele não poderia ser derrotado por qualquer homem ou deus. Ele desencadeou um reinado de terror sobre a terra, céu e os mundos inferiores.
Uma vez que só uma mulher poderia matá-lo, a Santíssima Trindade Masculina desceu até o rio Ganges e rezou o mantra, "Om Namo Devaye", implorando a grande deusa Devi para salvar seu domínio da ruína. Eles foram abençoados com a sua compaixão quando a deusa Durga nasceu do rio.

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Mahadevi, A deusa mãe 

Manifesta-se tanto como consorte das principais divindades masculinas hindus como de uma forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas, como Laskshmi ou Parvati, ou poderosas e destrutivas, como kali e Durga. Por toda a India há muitos templos erguidos a essas deusas.





Saraswati, a mulher de Brahma


Ela é a esposa de Brahma, o deus da criação universal e a mãe dos principais sábios, ascetas e vários deuses do universo. Ela é conhecida por sua refulgente beleza e seu corpo é branco como o leite. Ela é conhecida também por outros nomes como VANI, BHARATI, GIRA, BRAHMANI, SHARADA, e VIDHATRI. Na Índia existe um rio sagrado com o nome de SARASWATI, por isso ela é conhecida como a deusa dos rios. Os sábios orientais, antes de começar qualquer leitura, sempre invocam o nome de SARASWATI para que ela conceda a perspicácia e o discernimento necessários para o aprendizado, pois dizem que a chave para os planos superiores é o conhecimento. Diz a lenda que as pessoas que buscam sabedoria devem orar para SARASWATI.

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Ganesh, o deus elefante 

Muito cultuado entre os deuses hindus. Filho de Shiva, com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. Deus da inteligência e fortuna. Seu veículo, normalmente retratado, é um rato. Ganesha é conhecido também como o destruidor da vaidade, egoísmo e orgulho. Ganesh era muito devoto de sua mãe, Parvati, onde ele dizia: Se ouver mulher mais bela e encantadora do que minha mãe, traga-me para casar-me comigo. Ele era tão devoto a sua mãe, que não quis casar. Mas a indícios de que ele tenha se casado com as filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual).

Skanda, seis cabeças, doze braços

SKANDA 
substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido.





Parvati, a mulher de shiva 


É uma deusa hindu e nominalmente a segunda consorte de Shiva. Era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. Às vezes, Parvati é considerado como a suprema Mãe Divina e todas as outras deusas são referidas como encarnações ou manifestações dela. Ela também é a mãe de Ganesha, Skanda (Kartikeya). Geralmente considerada uma deusa benigna, mas também tem aspectos temerosa como Durga, Kali, Chandi e os Mahavidyas bem como benevolente formas como Mahagauri, Shailputri e Lalita.

Kali, a negra


Uma das divindades mais cultuadas no hinduismo, é a deusa da morte. Pela história, eram feitos antigamente para ela, sacrifícios de animais, e humanos. Mas nem por isso ela é uma deusa do mal. Ela é o equilibrio da vida e da morte, assim sendo a imagem da natureza. Kali é a destruidora do demônio Raktabija. Ela é também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva e irmã de Vishnu. Seus devotos são recompensados com poderes paranormais e uma morte sem dor.

Krishna, aquele que tem muitos nomes

avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: 
como um menino travesso,
como um adolescente amoroso,
como um herói adulto que proferiu as grandes lições do "Bagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes:
árias, 
dravídicas 
e talvez cristãs.

Ele tem mais de 180 nomes. Os principais são:
Adidev: O Senhor dos senhores.
Balgopal: O “Todo Atrativo”; o menino Krishna.
Chaturbhuj: O Senhor dos quatro braços.
Dayalu: Depósito de toda a compaixão.
Govinda: Aquele que agrada as vacas, a Terra e a natureza inteira.
Gyaneshwar: Senhor do Conhecimento.
Hari: O Senhor da Natureza.
Jagadisha: O Protetor de todos.
Kamalnayan: O Senhor que tem os olhos como o lótus.
Manohar: Senhor da beleza.
Murali: Senhor de toda a doçura; Senhor da flauta.
Narayana: O refúgio de todos.
Prabrahmana: A Suprema e Absoluta Verdade.
Ravilochana: Aquele cujos olhos são o Sol.
Trivikrama: Vencedor de todos os três mundos.
Upendra: Irmão de Indra.
Vishwatma: Alma do universo.
Yogi: O Mestre Supremo.

Lacshimi, Mulher de Vishnu 


Mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa.





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Sita, a mulher de Rama 

Ela é a reencarnaçãos de Lacshimi. Sita foi a esposa de Rama, na realidade filha da deusa Terra e surgida num lago de dentro de uma flor de lótus. Foi encontrada pelo piedoso rei de Mitila, Janaka Maharaja, que a criou como uma filha. A narrativa purânica (ancestral) conta que o Maharaja Janaka era o guardião do famoso arco de Shiva, tão grande e pesado que era transportado por uma junta de dez bois enormes. Ela foi seduzida pelo demônio Ravana, quando acompanha seu marido, Rama no exílio na floresta. Mas permaneceu devotada ao seu marido, Rama. Além do povo ter a jugado impura, ela foi abandonada por ordem de Ramae abrigada na floresta por um sábio, Valmiki. Depois de um tempo de tristezas, ela se entregou a terra. 

Rama, o grande homem 


Na mitologia hinduísta, ele é um avatar ou reencarnação de Vishnu.
O símbolo do grande homem, filho perfeito, o perfeito marido, irmão, amigo e governante. Casou-se com Sita, e lutou contra o demônio Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Para isso teve ajuda de Hanuman.




Hanuman, o rei dos macacos


Deus macaco no Hinduísmo. Na comunidade hindú ele é cultuado como encarnação de Shiva, e reverenciado por sua devoção a Rama. Na astrologia Hindú é dito que a meditação sobre o nome ou a figura de Hanuman afasta os malefícios trazidos por Shani(saturno).
Ele é uma das encarnações de Shiva e vem ajudar Rama, uma das encarnações de Vishnu.




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Referências e fontes
1. "Durgha." Encyclopædia Britannica. 2007. Encyclopædia Britannica Online. 25 Feb. 2007 .
2. "Durgha" Sanatan Society .
3. Offering Flowers, Feeding Skulls: Popular Goddess Worship in West Bengal By June McDaniel p.225
Minuto Poético - http://www.minuto.poetico.nom.br/hinduismo05.php
Deusas e Deuses do Hinduísmo – versão condensada -Fabio Renato Villela
Wikipédia
Druída do Vento - http://druidadovento.blogspot.com/2009/01/para-os-hindus-o-universo-vive-sendo.html
Dicionário prático ilustrado Lello de 1964 de José Lello e Edgar Lello editado por LELLO & IRMÂOS. vol. III pag. 1376. OS DEZENOVE LIVROS DO SRIMAD BHAGAVATAM - traduzidos DOS 18 CANTOS, primeiramente para o Inglês, por sripad Baktivedanta Swami Prabhupada, e depois para o Português. 
PASSA TEMPOS DO BHAGAVATAN - http://passatemposdobhagavatam.blogspot.com/2008/11/pureza-das-guas-do-rio-ganges.html
http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/mitologias_3.htm

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