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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Yule


YULE


Yule - O nascimento da Criança da Promessa - 21 de Junho

Criança Promessa


Toda vez que o solstício de inverno se aproxima, é sempre a mesma coisa: vemos diversos e-mails e mensagens por aí falando sobre o momento e o "nascimento da criança da promessa". Como recebemos muitos e-mails perguntando sobre este conceito, resolvemos deixar aqui algumas definições sobre o mesmo.
Vale lembrar que a maioria dos conceitos pagãos vão além da compreensão humana, pois estamos falando da Natureza como um todo. Assim, ao falarmos sobre a criança da promessa, estamos nos referindo a um termo criado para que possamos entender o que está se passando com a Natureza.
Resumidamente, a criança pode ser duas coisas: primeiro, o filho e consorte da Deusa, e segundo, um produto da magia (resultado de algum trabalho mágico).
Na Wicca e em muitas tradições da Bruxaria, a Criança da Promessa é o Deus Sol recém-nascido que aparece na época do solstício de inverno. Ele é a luz prometida da nova estação que virá. O sol nasceu; a partir do solstício, os dias vão gradativamente ficando mais longos, até chegarem ao seu ápice no solstício de verão.
Ele é a luz nascida da escuridão. Há antigos mitos que relacionam seu nascimento a uma caverna ou gruta, simbolizando seu nascimento do submundo. Em muitos lugares ele também é conhecido como "a Criança Divina".
As primeiras imagens de uma criança divina ao lado de uma Deusa aparecem em 5.000 antes da era cristã, na região da Antiga Europa, em que uma criança é tratada e alimentada por figuras mascaradas. Alguns autores acreditam que esta imagem tenha passado pelos mistérios elêusinos na Grécia.
O mito da Criança da Promessa está presente em diversas culturas e sempre esteve ligado ao Paganismo, justamente por esta íntima relação com o Sol.

Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.

É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa. O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte. As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.

O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.

Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria. As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.

Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.

Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.

Esse Sabbat representa o retorno da luz. Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.

Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem visitadas pelas Corn Dollies.

Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramo Dourado”. Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.

Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.

Pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes eram colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.

As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.

A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.

Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.

Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.

O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.


Correspondências de Yule

Cores: vermelho, verde, dourado e branco.

Nomes Alternativos: Solstício de Inverno, Winter Rite, MidWinter, Alban Arthan, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.

Deuses: o Deus, como a Criançada Promessa, e a Deusa, como a Mãe.

Ervas: azevinho, carvalho, visco, alecrim, urze, cedro, pinho, louro.

Pedras: rubi, granada, olho-de-gato.

Atividades:
  • Cantar com a família;
  • Decorar a árvore de Yule;
  • Pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule;
  • Tocar sinos para homenagear as fadas;
  • Colocar guirlandas na porta principal de casa;
  • Espalhar visco pela casa;
  • Colocar sementes de flores e alpiste do lado de fora para os pássaros;
  • Colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.
  • Fazer uma boneca de milho;
  • Fazer uma Tora de Yule.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.
Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.


Fazendo uma Tora de Yule (Yule Log)

Uma Tora de Yule tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco de árvore pode substituí-lo.

Antigamente era utilizado para proteger a casa. A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.

Para fazer uma Tora de Yule você vai precisar de:

  • Uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada;
  • Ramos verdes;
  • Uma tora de madeira.

Enfeite a tora com ramos verdes e amarre-os com as fitas vermelha, verde e dourada. Enquanto enfeita a tora, peça à Deusa que o seu lar seja protegido e abençoado.

Guarde-a em um lugar de destaque em sua casa até o ano seguinte, no qual ela deverá ser queimada e substituída por uma nova.


Tora de Yule Alternativa

Esta Tora de Yule é ideal para enfeitar o Altar na celebração do Sabbat. Você precisará de:

  • Uma vela branca, uma vela preta e uma vela vermelha;
  • Fitas verdes, vermelhas e douradas;
  • Ramos verdes;
  • Um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos subseqüentes ao longo da madeira.

Enfeite o tronco com as fitas e com os ramos verdes.

Coloque um avelã em cada furo. Coloque a Tora de Yule sobre o Altar e acenda as velas como parte de cerimônia do Sabbat.

Árvore de Yule

A Árvore de Yule é um costume pagão que perdurou por séculos, tanto que foi incorporado nas celebrações natalinas realizadas no Solstício de Inverno, que no hemisfério Norte ocorre em dezembro, como parte integrante de suas Tradições.
A Árvore de Yule é uma forma simples de homenagear os elementos e pedir proteção.
Para fazer a árvore você precisará de:
  • Um pequeno pinheiro verde;
  • Pequenas bolas multicoloridas de preferência pintadas por você;
  • Símbolos como Sol, Lua e estrelas;
  • Pequenas velas.
Enfeite o pinheiro com as bolas coloridas, os símbolos de Sol, Lua, estrelas e espalhe as velinhas pelos ramos do pinheiro.
Na noite de Yule, acenda todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa.
Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e o Deus, a Sagrada Criança da Promessa, que nasce novamente nesse dia.


Confeccione sua Guirlanda



A vantagem de criar a sua própria Guirlanda é colocar sua própria energia nela.
A técnica de montagem uni especiarias que trazem um resultado surpreendente de boas energias para proteger você, sua família e sua casa.
Você vai criar o visual combinado com suas necessidades, assim além de decorar, vai curar o ambiente.
O material usado para montar a guirlanda é barato e simples.
Da lista sugestiva de materiais à seguir, tirando o cipó que você compra em floriculturas, o restante você encontra em sacolão, feiras e mercados.
A montagem é super simples. Basta torcer duas ou três tiras de cipó e emendar as extremidades formando um circulo.
Em seguida você posiciona os ingredientes escolhidos previamente em toda volta para ter uma base da disposição.
Então, com cola quente em pequena quantidade para não ficar grosseiro, você vai colando um a um e observando se esta ficando do seu agrado.
Enfeite também com laços de tecido com as cores verde e vermelho.
Com a criatividade de sempre, sua guirlanda vai ficar maravilhosa e cheia de energia boa.
Lembre-se de fabricá-la no seu melhor bom humor!
Para cada material, você tem um significado:
ALHO: Contra a inveja.
ANIS: Sexualidade.
CAFÉ: Fartura.
CANELA: Transmite harmonia.
CIPÓ: Força.
CRAVO: Equilíbrio.
GUARANÁ: Energético.
LENTILHA: Atrai fortuna.
LOURO: Sucesso.
PIMENTA: Combate a inveja e a fofoca.
SOJA: Saúde.
TRIGO: Prosperidade.


Ritual de Yule

Material necessário:

  • Uma vela dourada;
  • Uma vela branca;
  • Uma vela verde;
  • Uma vela vermelha;
  • Folhas de louro;
  • Um sino;
  • Taça com vinho.

Procedimentos:

Fixe a vela dourada no interior do seu Caldeirão. Disponha a vela vermelha do lado direito do seu Altar, a vela verde do lado esquerdo e a branca ao centro.

Trace o Círculo Mágico e então diga:

Hoje, invoco os poderes do Espírito da luz.
Uno minha força mágica à energia da Criança da Promessa para que o Sol renasça.

Acenda a vela vermelha e diga:

Com esta vela eu honro todos os espíritos do Fogo.

Acenda a vela verde e diga:

Com esta vela eu honro todos os espíritos da Natureza.

Acenda a vela branca e diga:

Com esta vela eu celebro o Espírito do Inverno.

Acenda a vela dourada, que está dentro do Caldeirão, e diga:

Com esta vela, que se encontra na escuridão do ventre da Deusa, eu honro a Criança da Promessa que nasce agora e traz o retorno da luz.

Eleve os seus braços aos céus e diga:

Pelo chifre e pela luz
Celebro e dou boas-vindas à Criança da Promessa, ao Sol renascido que nasce entre os vales, rios e montanhas.
Seja bem-vinda, Criança Divina.

Pegue as folhas de louro e macere-as em suas mãos, fazendo um pedido à Deusa e ao Deus Sol. Coloque-as no Caldeirão junto com a vela. Toque o sino por três vezes e diga:

Abençoados sejam a Deusa e o Deus que giram mais uma vez a Roda da Vida. Dou as boas-vindas a Yule e celebro o movimento eterno da Natureza.
Que a luz do Deus brilhe e que todos sejam por ela.

Eleve a Taça de vinho, dizendo:

Eu bebo este vinho em homenagem à Deusa e à Criança do Sol.

Beba o vinho e faça uma libação.

Cante e dance em homenagem aos Deuses.

Destrace o Círculo.



É desta data antiga que se originou o Natal Cristão (no Hemisfério Norte). Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria.
Este dia também é chamado Alban Arthuan (A Luz de Arthur), na tradição druida. É o tempo da morte e do renascimento. O Sol parece estar nos abandonando completamente, enquanto a noite mais longa chega até nós.
Coloque flores e frutos da época do altar. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e anunciam os espíritos que possam estar presentes.
Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois esta é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.
Yule, o Solstício de Inverno
Ele acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul, e é a noite mais longa do ano.
Muitos celebram Yule como o festival da Luz, comemorando a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol.
Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), porque a partir deste momento os dias serão mais longos a pesar do frio.
Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero, e muitas tradições pagãs despedem-se da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.
Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.
Antigamente os celtas, celebravam o Solstício de Inverno como uma forma de reafirmar a continuação da vida, pois este é o tempo de celebrar o espírito da Terra, e de pedir coragem para que possamos enfrentar os obstáculos e as dificuldades até a bem vinda Primavera.
É um momento para se contar histórias, para canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união entre todos.
Neste Sabbat a Luz é a “estrela” principal, que com sua magia, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc.,traz de volta o Sol para nossa vida, nossos corações e nossas mentes.

Festival de Yule
O solstício de inverno é a noite mais longa do ano. No entanto, a partir deste dia, o Sol volta cada vez mais forte, para chegar ao seu ápice no solstício de verão.
A palavra Yule (pronuncia-se “iúle”) provavelmente vem da palavra escandinava “iul”, que significa “roda”. Sua data não é fixa, pois depende das correspondências astrológicas e climáticas de cada ano. No hemisfério sul, ocorre sempre por volta de 21 de junho, e no hemisfério norte por volta de 21 de dezembro.
Este dia marca a morte e o renascimento do Deus-Sol; marca também a derrota do Rei Azevinho, Deus do Ano Minguante, pelo Rei Carvalho, Deus do Ano Crescente. A Deusa, que era morte-em-vida no solstício de verão, exibe agora o seu aspecto de vida-em-morte, pois ela é a Rainha da Escuridão neste sabbat, mas também é a mãe que dá à luz a criança da promessa, que irá fertilizá-la mais tarde e trazer de volta luz e calor ao seu reino.
Apesar de no Brasil termos o costume de dizer que trata-se do “primeiro dia de inverno”, a data por volta de 21 de junho simboliza o meio do inverno, ou seja, quando o inverno está no ápice. Tanto é que, originalmente, o nome é “middle-winter” (em inglês, meio do inverno).
COSTUMES E PRÁTICAS DO YULE
Tora de Yule
Tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco pode servir. Antigamente, era utilizada para proteger a casa. A tora do ano anterior era queimada na lareira, ressaltando o aspecto de morte e renascimento. Enquanto isso, uma nova era decorada e colocada no lugar da outra.
Materiais necessários para a confecção de uma tora de Yule:- fita vermelha, verde e dourada- alguns ramos e folhas verdes- uma tora de madeira
Enfeite a tora com os ramos e folhagens da forma que achar melhor. Para amarrá-los, use as fitas coloridas. Enquanto confecciona a tora, peça aos deuses proteção e bênçãos para o seu lar.
Quando estiver pronta, coloque-a em um lugar de destaque na sua casa, onde ela ficará até o ano seguinte, quando ela deverá ser queimada e substituída por uma nova, como você está fazendo hoje.
Se você não tiver condições de fazer uma tora grande para deixar em sua casa, pode fazer uma menor para utilizar no seu ritual e depois guardá-la no seu quarto, por exemplo.
Materiais necessários:- velas branca, preta e vermelha- fitas verde, vermelha e dourada- ramos e folhagens- um tronco fino de aproximadamente 30cm e com tr~es furos ao longo da madeira
Novamente, enfeite o tronco com os ramos e as fitas. Coloque uma vela em cada furo. esta tora de Yule pode ser colocada sobre o altar e as velas acesas durante toda a cerimônia do sabbat.

Árvore de Yule (árvore de Natal)
A árvore de inverno é um costume essencialmente pagão que já dura séculos. Esteve sempre tão impregnado entre os povos antigos que, mesmo após o advento do cristianismo, o costume permaneceu: no hemisfério norte, o Natal é no inverno (dezembro), e a árvore faz parte de todas as tradições natalinas.
Montar e enfeitar uma árvore é uma forma singela de homenagear os elementos e pedir sua proteção. Trata-se de uma representação de todas as árvores sendo honradas por você, portanto capriche.
Materiais necessários para confeccionar a sua árvore:- um pequeno pinheiro verde- pequenas bolas coloridas pintadas por você- símbolos pagãos como sol, lua, estrelas- pequenas velas
Na noite do solstício de inverno, acenda todas as velas que você colocou na árvore, fazendo um pedido para cada uma acesa.
Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e os deuses: a Deusa que é Mãe e o deus que é a Criança da Promessa renascida nesse dia.

A ÁRVORE DE YULE
A árvore de Yule é uma antiga tradição que remonta ao tempo dos Celtas e é um símbolo que foi adotado pelo Natal cristão. Eu sei que deve ter muitas pessoas que se perguntam por que razão se decora árvores no Natal e cá vai a explicação, mas lamento informar que nada tem a ver com as comemorações natalinas. Mas não fiquem decepcionados, porque os cristãos (assim como o Celtas) agregaram muitas tradições folclóricas, tanto quanto os Celtas o fizeram em tempos de invasões e guerras…
A árvore de Yule era uma forma de levar para dentro de casa uma árvore e mantê-la saudável (embora aconteça o contrário na maioria das casa hoje em dia, já que é comum a gente encontrar dúzias de pinheiros mortos pelas ruas).
Na véspera do Solstício de Inverno, os familiares saíam em busca de uma árvore, numa forma de conversa com a natureza. Quando a encontravam, pediam licença para a natureza e levavam-na para suas casas. Escolhiam um vaso para plantá-la e colocavam-na dentro de um pequeno círculo de velas coloridas representando o desejo da volta da luz…
Antes de começar o ritual, acenda todas essas velas e para cada vela acesa faça um pedido. Não peça bens materiais, conquistas desnecessárias. Lembre-se que pedidos são seus desejos e estes devem levar em consideração toda uma conjunção e um mistério que envolve você e a sua natureza. Por isso eu sempre digo: cuidado com aquilo que você deseja.
A árvore de Yule deve ser enfeitada com a magia dos elementos. Ou seja: devem estar presente as cores que representam os elementos: terra, água, fogo e ar que são representados pelas cores: verde, vermelho, amarelo e azul…
Você também pode fazer uso de:
- pinhas
- sinos
- frutas
- doces
- laços
- estrelas e luas de plástico ou de madeira
- um pentagrama para ser colocado no topo de sua árvore
Use a sua imaginação e a sua criatividade e faça uma bela árvore de Yule.



Um Mito de Yule

A partida do Rei Azevinho e a chegada do Rei Carvalho.

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Em meio à temível escuridão do Inverno, a Deusa voltou Seus olhos para a Terra. Avistando a calma, inerte e peculiar beleza que repousava nas árvores sem folhas, na neve que cobria o solo e em Suas criaturas, agora reunidas em suas cavernas e casas para fugir do frio, resolveu descer ao Mundo para dar fim ao implacável período mortal que se estendia sobre todas as formas viventes.
Embora soubesse que o florescer e frutificar da Terra, bem como a gestação da nova Criança, haviam Lhe deixado cansada e que o tempo de escuridão fosse, então, mais do que necessário, a Senhora sabia que, acima de tudo, os Ciclos da Vida eram tão belos e poderosos quanto os Ciclos da Morte, e começavam a agitar-se nas profundezas do solo, lutando contra o inverno gelado para renascer. Ela sabia que era momento de retirar, finalmente, Seu manto branco que se estendia pelas florestas e vales, abrindo espaço para que estes pudessem tornar-se novamente verdes, pulsantes com energia vivente.
A noite era a mais longa e mais escura que já havia se visto. Movimentando-se com dificuldade devido aos avançados estágios de Sua gravidez, a Mãe de todas as coisas adentrou a floresta agora negra, buscando Aquele que comandava esta época do ano. Calmo, silencioso e taciturno, o Rei Azevinho esperava-A em meio às arvores nuas. Sua coroa de viçosas folhas verdes e os rubros frutos que a cobriam pareciam um tesouro em meio aos galhos secos espalhados por toda a parte, como se uma estranha magia os tivesse conferido o poder de sobreviver a estes difíceis tempos. Seus olhos eram firmes, Seus lábios cerrados pareciam esboçar um sorriso incompreensível, resistente, único. A Portadora da Vida sabia que seria difícil convencê-Lo a retirar-se. No entanto, ao sentir a Criança da Vida mover-se em Seu ventre, Ela tinha certeza: era chegado o momento.
Após uma breve saudação carregada de poder, a Deusa voltou Seus olhos para o Oeste, mostrando ao Deus Azevinho a direção que Ele deveria tomar. Não se podia ver nada além de um caminho tortuoso que terminava em escuridão. “Por que eu deveria ir?”, perguntou Ele. “Os tempos devem mudar”, respondeu a Deusa, “e aqueles que um dia governaram devem ceder lugar à nova vida, para que o equilíbrio no mundo seja restabelecido. Você sabe disso tão bem quanto Eu.”
O Deus contemplou a calma da floresta, num gesto que pareceu durar tanto quanto a nota de uma harpa ecoando em uma sala vazia. “Eu não posso ir”, disse Ele, “não agora. Você, Senhora, que vê além da tristeza, sabe que este é também um belo tempo. Repare no suave amor com que o gelo beija a Terra, e na esperança de Minhas verdes folhas, que mostram Minha soberania, exercida com direito e propriedade”.
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A Deusa sorriu. Seus lábios pareciam compreender o Rei do Gelo, mas demonstrava
m uma sabedoria ainda maior do que a dele. Ela disse: “Belas são as Suas palavras, Meu filho e amigo. No entanto, não se esqueça: a Terra deixa-se beijar, mas pode envolvê-Lo no mais mortal e eterno dos abraços. E o que será de Suas verdes folhas quando a escuridão eterna roubar delas o brilho que as sustenta? Sem a ajuda da Criança que se prepara para tomar o Seu lugar, você não terá mais coroa, nem trono.”
“Criança! Minha Amada, Minha Mãe, Minha Senhora! Olhe para Mim; veja a sabedoria do tempo estampada em Minha Face, em Meus olhos, em Minha barba! Por que Eu, que sou o Senhor do Conhecimento, devo ser substituído por uma Criança?” – disse o Rei azevinho, gargalhando. “Que poder pode tão pequena e inocente criatura ter, que seja maior do que o Meu?”
Ela quase deixou levar-se pelas palavras do Senhor da Morte, mas sabia: Ele podia ser ousado o bastante para manipular palavras e tentar convencer a Ela, que O havia gerado; mas não havia palavras que pudessem convencer a Senhora de Todos os Ciclos a agir contra Sua própria natureza. Ela respondeu-Lhe da maneira mais coerente, e, portanto, mais verdadeira: “O Filho que espero pode ser agora pequeno, mas tem tanto poder quanto Você próprio, uma vez que ambos foram gerados em Meu condescendente ventre, e conhecem igualmente Meus Mistérios. Nós sabemos: Ele crescerá. Ele o faz até mesmo enquanto dialogamos, e torna-se cada vez mais próxima a hora de Seu nascimento. E à medida em que crescer, terá cada vez maior poder para degelar esta neve sob nossos pés. E então, eu vestirei Meu manto de beleza para saudá-Lo, para amá-Lo, de modo a restituir a vida e abundância a todas as Minhas Criaturas.”
“Eu não o vejo crescer”, disse o Rei do Inverno, estendendo Suas mãos para recolher alguns flocos de neve que caíam dos céus. “Vejo apenas neve, gelo, e frio. Vejo o Inverno.”
“Você mesmo disse que vejo além da tristeza. Pois bem, é verdade. Meus olhos veem além da neve, e meus ouvidos escutam as árvores sussurrarem enquanto seus galhos se tocam. Preste atenção, Filho, repare no som dos carvalhos brotando sob a neve, tão lentamente, tão suavemente!” A Deusa apontou para baixo, e de Suas mãos pareceram surgir pequenas fagulhas, que desceram até o solo, abrindo espaço na neve e mostrando ao Deus os pequenos brotos quase invisíveis que cresciam sob o gelo. “Tudo vai, e tudo vem. Tudo morre, tudo renasce. Enquanto você reina, a vida lentamente caminha em sua direção, clamando por espaço. Até mesmo Eu, que sou a Senhora de Todas as Coisas, deixo a vida preencher-Me!” E colocando as mãos em Seu ventre pleno, a Deusa convenceu, enfim, o Rei do Inverno de que Morte e Vida pareciam ser opostas, mas eram irmãs, filhas Dela mesma, Senhora daquilo que é, foi e ainda será.“Receba comigo a Criança da Promessa, e recolha-se, Sábio Azevinho, pois chegará também o Seu momento de retornar.”
A Deusa deu alguns passos em direção ao Leste, e assim permaneceu por alguns instantes, de modo que o Rei Azevinho via apenas Suas costas. Subitamente, um clarão surgiu em frente à Deusa, que cantava. A Luz era tão forte que Ele teve que cerrar os olhos. A Senhora então voltou-se para Ele. Nos braços da Grande Mãe, havia um pequeno bebê, de onde vinha o brilho e a luz da Vida. Ele era tão belo, que fez o Rei Azevinho sorrir.
“A Criança da Promessa retornou”, disse a Mãe dos Deuses. “Vamos saudá-la, pois agora temos a certeza de que a vida se derramará novamente sobre a Terra. O Rei Carvalho deve agora governar. E você, Rei Azevinho, deve ir agora. Nós o agradecemos por ter protegido o mundo durante este período de escuridão, e desejamos harmonia em sua jornada rumo às terras além do Oeste. Nós cuidaremos de Seu Reino, e aguardaremos também o Seu retorno, quando for o momento do Rei Carvalho despedir-se para que a vida continue, assim como Você agora o faz. Tudo o que vai deve um dia retornar. Lembremo-nos sempre desta máxima sagrada.”
Com as palavras e as bênçãos da Senhora, o Rei Azevinho entregou sua coroa à floresta e partiu em direção aos caminhos do Oeste, de onde, como proferiu a Deusa, Ele um dia retornará. Mas isso é parte de outra história… por enquanto, saudemos o Rei Carvalho e abracemos, com vontade, a nova vida. Feliz Yule!
the_holly_king_by_hikari_ryuO mito do Rei Carvalho e do Rei azevinho é um dos mais tradicionais nas épocas de Litha e Yule. Enquanto em Litha, o Rei Carvalho é desafiado pelo Rei Azevinho, que chega para governar a metade fria e escura do ano, o contrário ocorre em Yule. A noite mais longa do ano nos lembra que a Luz retorna ao mundo. Os dias serão cada vez mais longos, e em breve o Sol voltará a nos aquecer e trazer a vida de volta à Terra.
Assim como o Rei Azevinho finalmente se convence de que a Criança da Promessa deve governar, deixemo-nos inspirar por este mito e celebrar nossa Criança interior. Vamos celebrar a vida, a esperança e a promessa de dias mais quentes, melhores, com mais amor e beleza. Sejam abençoados!


O solstício de inverno é a noite mais longa do ano. No entanto, a partir deste dia, o Sol volta cada vez mais forte, para chegar ao seu ápice no solstício de verão.
A palavra Yule (pronuncia-se "iúle") provavelmente vem da palavra escandinava "iul", que significa "roda". Sua data não é fixa, pois depende das correspondências astrológicas e climáticas de cada ano. No hemisfério sul, ocorre sempre por volta de 21 de junho, e no hemisfério norte por volta de 21 de dezembro.
Neste ano, no hemisfério sul, ocorre exatamente no dia 21 de junho.
Este dia marca a morte e o renascimento do Deus-Sol; marca também a derrota do Rei Azevinho, Deus do Ano Minguante, pelo Rei Carvalho, Deus do Ano Crescente. A Deusa, que era morte-em-vida no solstício de verão, exibe agora o seu aspecto de vida-em-morte, pois ela é a Rainha da Escuridão neste sabbat, mas também é a mãe que dá à luz a criança da promessa, que irá fertilizá-la mais tarde e trazer de volta luz e calor ao seu reino.
Apesar de no Brasil termos o costume de dizer que trata-se do "primeiro dia de inverno", a data por volta de 21 de junho simboliza o meio do inverno, ou seja, quando o inverno está no ápice. Tanto é que, originalmente, o nome é "middle-winter" (em inglês, meio do inverno).
Rei Azevinho
O Rei Azevinho é um símbolo das forças minguantes da Natureza. Ao contrário de seu rival e irmão, o Rei Carvalho, ele rege a metade escura do ano, que vai do solstício de verão até o solstício de inverno. Nessa época, ele perde uma batalha ritual para o rei Carvalho, que se torna soberano da outra metade do ano.
O Rei Azevinho é retratado como um homem velho que usa um traje invernal. Em sua cabeça, ostenta uma coroa de azevinho e freqüentemente aparece carregando um bastão feito de azevinho. Assim como acontece com o Rei Carvalho, vemos freqüentemente imagens do Papai Noel bastante semelhantes com as do Rei Azevinho.
Rei do Carvalho
O Rei Carvalho é um símbolo dos poderes crescentes da Natureza, regendo o ano do solstício de inverno até o solstício de verão. Este é o período do ano em que a Natureza vai em direção à sua renovação.
Em um combate ritual, o Rei Azevinho vence o Rei Carvalho no solstício de verão, regendo assim a parte escura do ano, que vai do solstício de verão até o solstício de inverno.
Geralmente a imagem que se tem do Rei Carvalho é a de um lenhador, usando uma grinalda de folhas de carvalho ao redor da cabeça.
Normalmente ele é descrito com uma árvore e vários animais da floresta ao seu lado. Algumas figuras do Papai Noel são, na verdade, imagens do Rei Carvalho.























Natal, Yule e Paganismo
Quando buscamos a verdadeira história do Natal, acabamos diante de rituais e deuses pagãos. Sabemos que Jesus Cristo foi colocado numa festa que nada tinha haver com Ele. O verdadeiro simbolismo de Natal oculta transcendentes mistérios. Esta festividade tem sua origem fixada no paganismo. Era um dia consagrado à celebração do “Sol Invicto”. O Sol tem sua representação no deus greco-romano Apolo e, seus equivalentes entre outros povos pagãos são diversos: Ra, o deus egípcio, Utudos na Babilônia, Surya da Índia e também Baal e Mitra.
Mitra era muito apreciado pelos romanos, seus rituais eram apenas homens que participavam. Era uma religião de iniciação secreta, semelhante aos existes na Maçonaria. Aureliano (227-275 d.C), Imperador da Roma, estabeleceu no ano de 273 d.C., o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro “Natalis Solis Invcti”, que significava o nascimento do Sol invencível. Todo O Império passou a comemorar neste dia o nascimento de Mitra-Menino, Deus Indo-Persa da Luz, que também foi visitado por magos que lhe ofertaram mirra, incenso e ouro. Era também nesta noite o início do Solstício de Inverno, segundo o Calendário Juliano, que seguia a “Saturnalia” (17 a 24 de dezembro), festa em homenagem à Saturno. Era portanto, solenizado o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte e o nascimento de um Novo Sol. Este fenômeno astronômico é exatamente o oposto em nosso Hemisfério Sul.
Estas festividades pagãs estavam muito arraigadas nos costumes populares desde os tempos imemoráveis para serem suprimidas com a advento do Cristianismo, incluso como religião oficial por Decreto por Constantino (317-337 d.C), então Imperador de Roma. Como antigo adorador do Sol, sua influência foi configurada quando ele fez do dia 25 de dezembro uma Festa Cristã. Ele transformou as celebrações de homenagens à Mitra, Baal, Apolo e outros deuses, na festa de nascimento de Jesus Cristo. Uma forma de sincretismo religioso. Assim, rituais, crenças, costumes e mitos pagãos passam a ser patrimônio da “Nova Fé”, convertendo-se deuses locais em santos, virgens em anjos e transformando ancestrais santuários em Igrejas de culto cristão. Deve-se levar em consideração que o universo romano foi educado com os costumes pagãos, portanto não poderia ocorrer nada diferente.
Todavia, o povo cristão do Oriente, adaptou esta celebração para 6 de janeiro, possivelmente por uma reminiscência pagã também, pois esta é a data da aparição de Osíris entre os egípcios e de Dionísio entre os gregos.
Jesus, o “Filho do Sol”
No quociente Mitraísmo/Cristianismo se observa surpreendentes analogias. Mitra era o mediador entre Deus e os homens. Assegurava salvação mediante sacrifício. Seu culto compreendia batismo, comunhão e sacerdotes. A Igreja Católica Romana, simplesmente “paganizou” Jesus. Modificou-se somente o significado, mantendo-se idêntico o culto. Cristo, substituiu Mitra, o “Filho do Sol”, constituindo assim um “Mito” solar equivalente, circundado por 12 Apóstolos. Aliás, curiosa e sugestivamente, 12 (n. de apóstolos), coincide com o número de constelações. Complementando as analogias astronômicas: a estrela de Belém seria a conjunção de Júpiter com Saturno na constelação do ano 7 a.C, com aparência de uma grande estrela.
Nova Ordem
Uma nova ordem foi estabelecida quando o decreto de Constantino oficializa o Cristianismo. Logo, livres de toda opressão, os que então eram perseguidos se convertem em perseguidores. Todos os pagãos que se atrevessem a se opor as doutrinas da Igreja Oficial eram tidos como hereges e dignos de severo castigo.
Culto às “Mães Virgens”
No Antigo Egito, sempre existiu a crença de que o filho de Ísis (Rainha dos Céus), nasceu precisamente em 25 de dezembro. Ísis algumas vezes é “Mãe”, outras vezes é “Virgem” que é fecundada de maneira sobrenatural e engravida do “Deus Filho”.
Tal culto à “Virgem” é encontrado entre os Celtas, cujo a civilização, os druídas (sacerdotes), praticam o culto baseado em um “Deus Único”, “Una Trindade”, a ressurreição, a imortalidade da alma e uma divindade feminina: uma “Deusa-Mãe”, uma “Terra-Mãe” e uma “Deusa Terra” também virgem, que se destinava a dar à luz a um “Filho de Deus”.
Este culto as “Deusas Virgens-Mães” está reiterado em muitas religiões e mitologias, inclusive civilizações pré-colombianas, como em numerosas mitologias africanas e em todas as seitas iniciáticas orientais.
A reconfortante imagem do arquétipo “MÃE” é primordial para existência humana. Este arquétipo pode assumir diversas formas: deusas, uma mãe gentil, uma avó ou uma igreja. Associadas a essas imagens surgem a solicitude e simpatia maternas, o crescimento, a nutrição e a fertilidade.
Culto ao “Deus-Herói”
Como afirmei, a concepção de uma “Rainha dos Céus” que dá à luz a um “Menino-Deus” e “Salvador” corresponde a um arquétipo básico do psiquismo humano e tem sua origem nos fenômenos astronômicos. Enviado por um “Ser Supremo”, que é o PAI, o FILHO assume suprimindo o PAI, como acontece em todas as sagas gregas, indo-européias e diversas culturas. Coincidentemente, existe um padrão constante que quase sempre expressa o mesmo propósito: fazer do FILHO um HERÓI, que cumpre o mandato do PAI, sucedendo-o. Este HERÓI se faz causa de um ideal primeiro que se move ao longo da História como MODELADOR de uma cultura.
A versão do nascimento e infância de Jesus é uma repetição da história de muitos outros Salvadores e Deuses da humanidade. Ilustra bem a figura do “Arquétipo Herói”, comuns em qualquer cultura e que seguem sempre a mesma fórmula. Nascidos em circunstâncias misteriosas, logo exibe força ou capacidade de super-homem, triunfa na luta contra o mal e, quase sempre, morre algum tempo depois.
Este arquétipo reflete o tipo de amadurecimento sugerido pelos mitos: nos alerta para ficarmos atentos as nossas forças e fraquezas internas e nos aponta o conhecimento como caminho para se desenvolver uma personalidade saudável.
“Anexo a nossa consciência imediata”, escreveu Carl Jung, “existe um segundo sistema psíquico de natureza coletiva, universal e impessoal, que se revela idêntico em todos os indivíduos”. Povoando este inconsciente coletivo, afirmava, havia o que chamava de “arquétipos”, imagens primordiais ou símbolos, impressos na psique desde o começo dos tempos e, a partir de então, transmitidos à humanidade inteira. A MÃE, o PAI e o HERÓI com seus temas associados, são exemplos de tais arquétipos, representados em mitos, histórias e sonhos.
Eis que nasce Papai Noel
Com o passar do tempo, de gerações que foram sucedendo-se, veio o esquecimento e nem Mitra, nem Apolo ou Baal faziam mais parte do panteão de algum povo. Acabou restando somente símbolos: a árvore, a guirlanda, as velas, os sinos e os enfeites. Até que no séc. IV, mais exatamente no ano de 371, uma nova estrela brilha em nosso céu e na Terra nasce Nicolau de Bari ou Nicolau de Mira. A generosidade a ele atribuída granjeou-lhe s reputação de mágico milagreiro e distribuidor de presentes. Filho de família abastada, doou seus bens para os pobres e desamparados. Entretanto, tecia um grande amor pelas crianças e foi através delas que sua lenda se popularizou e que Nicolau acabou canonizado no coração de todas as pessoas.
No fim da Idade Média, ainda “espiritualmente vivo”, sua história alcançou os colonos holandeses da América do Norte onde o “bom velhinho” toma o nome de “Santa Claus”. Ao atravessar os Portais do Admirável Mundo, muito sobre o que ele foi escrito lhe rendeu vários apelidos, como: “Sanct Merr Cholas”, “Sinter Claes” ou “Sint Nocoloses”, e é considerado sempre como padroeiro das crianças.
O Papai Noel Ocidental
Até aproximadamente 65 anos atrás o Papai Noel era, literalmente, uma figura de muitas dimensões. Na pintura de vários artistas ele era caracterizado ora como um “elfo”, ora como um “duende”. O Noel-gnomo era gorducho e alegre, além de ter cabelos e barbas brancas.
No final do século XIX, Papai Noel já era capa de revistas, livros e jornais, aparecendo em propagandas do mundo todo. Cartões de Natal o retrataram vestido de vermelho, talvez para acentuar o “espírito de natal”. A partir daí o personagem Papai Noel foi adquirindo várias nuances até que em 1931 a The Coca-Cola Company, contrata um artista e transforma Papai Noel numa figura totalmente humana e universalizada. Sua imagem foi definitivamente adotada como o principal símbolo do Natal.
A imagem do Noel continuou evoluindo com o passar dos anos e muitos países contribuíram para sua aparência atual. O trenó e as renas acredita-se que sejam originárias da Escandinávia. Outros países de clima frio adicionaram as peles e modificaram sua vestimenta e atribuíram seu endereço como sendo o Pólo Norte. A imagem da chaminé por onde o Papai Noel escorrega para deixar os presentes vieram da Holanda.
Hoje, com bem mais de 1700 anos de idade, continua mais vivo e presente do que nunca. Alcançou a passarela da fama e as telas da tecnologia. Hoje o vemos em filmes, shoppings, cinemas, no estacionamento e na rua. Ao longo desses dezessete séculos de existência, mudou várias vezes de nome, trocou inúmeras de roupa, de idioma e hábitos, mas permaneceu sempre a mesma pessoa caridosa e devotada às suas crianças. E, embora diversas vezes acusado de representar um veículo que deu origem ao crescente consumismo das Festas Natalinas, é preciso reconhecer que ele encerra valores que despertam, revivem e fortalecem os nossos sentimentos mais profundos. Sua bondade é tão contagiante que atinge tipo “flecha de cupido”, qualquer pessoa, independente de crença ou raça, o que evidencia a sua magia e seu grande poder de penetração no mundo.
Espero que todos tenham um feliz dia de Mitra!





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