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quinta-feira, 22 de março de 2012

Dança Espiral e o Deus Aleijado na Bruxaria



{Digitação e comentários realizados pela Nadia Bertolazzi, fazendo articulação com outros autores.}




Livro: "Enciclopédia da Bruxaria"
Autora: Doreen Valiente

Um terceiro tipo de dança das Bruxas é uma espiral, que é dançada entrando e saindo do círculo. Isso simboliza a entrada nos mistérios do Outro Mundo. Ela é às vezes chamada de “Cidade de Tróia”, em homenagem ao antigo padrão dos labirintos, que supostamente eram criados para lembrar os muros de Tróia. A Inglaterra tem um grande número de labirintos de sebes e cercas-vivas espalhados pelo interior do país, sendo que a maioria deles é de data desconhecida, mas que certamente é muito antiga. Os labirintos estão relacionados com os antigos Mistérios britânicos. A morada dos heróis mortos e do Caldeirão da Inspiração foi chamada de Castelo Espiral, pelos antigos bardos.


Livro: "Enciclopédia de Wicca e Bruxaria"

Autor: Raven Grimassi 

A Dança Espiral é uma dança cerimonial na qual um número de pessoas se junta, formando uma espiral viva que se contrai e se expande. Tradicionalmente, uma mulher e um homem, que representam a Deusa e o Deus Aleijado, conduzem a dança. 


O homem arrasta sem firmeza um dos pés como se ele personificasse o seu personagem. O Deus Aleijado é uma figura curiosa conectada com os antigos Deuses do martelo e com as figuras míticas dos ferreiros. Conforme a dança começa, os movimentos dos dançarinos são conduzidos widdershins, em espiral interna, símbolo da jornada de uma alma em direção ao Mundo Inferior, onde o aspecto sombrio da Grande Deusa está à espera. 



Uma vez encontrada, a Deusa é vista em seu aspecto iluminado, no qual ela renova a vida. Os dançarinos são, em seguida, conduzidos para fora em uma espiral deosil. A Espiral externa representa o retorno da vida, vinda da espiral do Mundo Inferior. Aqui, a espiral é o símbolo da reencarnação. Na Tradição Céltica, a Dança espiral é associada à Deusa Arianrhod.

Deus Aleijado: é um conceito muito antigo datando da remota era dos caçadores-coletores. Em épocas antigas, um caçador tinha que chegar muito perto do animal a fim de matá-lo com suas armas primitivas, como uma clava ou uma lança. O caçador mais bravo era altamente estimado pela tribo. Isso permitia a eles um grau de elevação, mesmo dentro das antigas sociedades matrifocais que dominavam a religião tribal e a posição social.



De vez em quando, essa pessoa recebia um ferimento permanente, normalmente em uma perna ou no quadril, devido a ser espetado pelos chifres de um animal. Não sendo mais capaz de caçar, ele permanecia no vilarejo com as mulheres. Ele era recolhido pelas mulheres xamãs e era ensinado em alguns de seus mistérios. Ele também participava em alguns rituais do clã, servindo como modelo para um Alto Sacerdote da Velha Religião. 


Seu principal símbolo era o cajado que o auxiliava em sua mobilidade. O próprio cajado era um antigo símbolo da Árvore Sagrada. Nessa época, a conexão elevava o caçador aleijado ao sacerdócio, [o Deus ficava dentro do galho do cajado, como um fogo latente, e, portanto, aquele que portava o cajado agia como seu representante] onde ele também conservava o símbolo do animal de chifres que ele caçou outrora. 


Livre de suas obrigações de caçar, o homem aleijado passava a maior parte de seu tempo estudando as poções herbais e as técnicas mágicas das xamanesas. Nessa época, ele combinava-os com os mistérios únicos de sua própria natureza [Mistérios Masculinos], juntamente com o seu conhecimento do reino animal [Animal de Poder] e se tornava um feiticeiro por seus próprios méritos. 


O mito do Deus Aleijado foi preservado na Mitologia Grega, onde encontramos o Deus Hefestos lançado do Monte Olimpo por Zeus. Hefestos sofreu uma quebra na perna que nunca curou completamente e ficou conhecido como o Deus Aleijado. Hefestos, naturalmente, era Deus do fogo e da forja, símbolos do ferreiro. A figura do Deus Aleijado também aparece na Europa setentrional, no conto do ferreiro Wayaland.




Dança das Bruxas para Canhotos:

Um aspecto interessante das danças das Bruxas é que os canhotos costumavam dançar de costas. Podemos ver muitas pinturas antigas e relevos em que aparecem pessoas dançando de costas. Isso porque, em um canhoto, a energia entra pela direita e sai pela esquerda, que é a sua Mão de Poder, e desse modo fecharia melhor o circuito, na dança de roda. (Lembramos que uma dança de roda é como um monte de pilhas Duracell conectadas) Enquanto um destro fazia a Mano Luna com a mão esquerda e a Mano Cornuta com a direita, um canhoto deveria fazer a Mano Luna com a direita e a Mano Cornuta com a esquerda. Enquanto um destro, no círculo, pega todos os objetos rituais com a mão esquerda e depois passa os objetos para a direita, um canhoto pega todos os objetos rituais com a mão direita, passando-os depois para a esquerda.

Uma explicação possível para a inversão de idã e pingalã encontrada em canhotos é que a inversão ocorra somente nos canhotos que têm o cérebro invertido (não são todos). Todo um lado do corpo é emissor, e todo um lado do corpo é receptor, isso depende das posições de idã e pingalã no corpo. A Mão de Poder é determinada pela posição de pingalã no corpo. Como qualquer parte do corpo pode funcionar como emissora ou receptora, dependendo da vontade do freguês, isso pode interferir em um teste de sensibilidade. Daí porque o jeito de tirar as dúvidas não é sentindo, mas VENDO. Escancare o chackra da testa e veja com seus próprios olhos.

Ou melhor, com seu próprio Terceiro Olho. No nível etérico, idã e pingalã têm exatamente a mesma cor, então, é preciso uma visão ainda mais desenvolvida para ver as diferenças de cor entre eles. Aí, você verá se idã e pingalã realmente se invertem em canhotos, e se, como diz Motoyama, Idã e pingalã correm paralelos e os cruzamentos entre eles são puramente simbólicos.  Idã [Od], pingalã [Ob] e sushumna [Aur] têm importância na Wicca? Sim, têm importância fundamental nas Iniciações, no Drawing Down the Moon e no Drawing Down the Sun. É só pesquisar que você descobre. Mais uma coisa: no caso de uma pessoa ter idã e pingalã invertidos, os selos iniciáticos correspondentes também são colocados inversamente. 

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