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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Bruxas: uma história de magia e terror



O Halloween é conhecido também como o Dia das Bruxas. Brincadeiras à parte, o mito da mulher má, que fazia pactos com o demônio, nasceu na Idade Média, quando milhares de mulheres foram presas, acusadas de bruxaria e queimadas vivas. Hoje, elas são lembradas como figuras assustadoras, voando em vassouras e fazendo feitiços malévolos na festa do Halloween. Em outras culturas, porém, as mulheres sábias, que conhecem remédios e fazem curas, são respeitadas, procuradas pelas pessoas e, em muitos lugares, representam a fonte da sabedoria, a memória da comunidade e quase sempre, o único médico.
A vida em um mundo mágico
Desde os tempos em que habitavam as cavernas, na época que chamamos de Pré-história, as pessoas dividiam seus interesses entre a batalha pela sobrevivência e seus temores e crenças. Ao mesmo tempo em que criavam instrumentos para facilitar a coleta de alimentos e a caça de animais, criavam também os seres mitológicos que serviam para explicar tudo que acontecia. Os deuses antigos eram, em sua maioria, feminina. Como era a mulher que ficava na caverna ou na tenda, cuidando dos filhos, da cozinha e, depois, das primeiras plantações, ela se encarregou também dos medicamentos, do socorro aos doentes, das rezas e dos partos. Sábias depositárias dos segredos da maternidade e da morte constituíam o eixo da descendência. As sociedades conhecidas dessa época eram, portanto, matriarcais.
Entre todas as manifestações divinas, a maternidade era a que mais maravilhava as pessoas. O poder de gerar novas vidas dava à mulher um caráter sagrado. A criação do mundo era entendida como obra de uma Grande Mãe. Com o surgimento das sociedades agrárias, o culto à Grande Mãe floresce em todo o seu esplendor. Acreditava-se que a fertilidade dotava a mulher de poderes capazes de aumentar a fertilidade da terra e dos animais.
patriarcado
Do matriarcado ao patriarcado
"No princípio era a Mãe. O verbo veio depois". A frase da pensadora feminista norte-americana Marilyn French refere-se à passagem da cultura matriarcal para a patriarcal. O nascimento da agricultura e a definição dos territórios tribais levaram ao acirramento das disputas e das guerras. As concentrações humanas cresceram organizadas em torno da produção de alimentos e das lideranças guerreiras que lhes davam proteção. Essa mudança levou à queda das deusas e à criação dos deuses – fortes, guerreiros, conquistadores. A saga de Conan, levada para o cinema, nos dá uma idéia de como eram esses tempos. Os textos bíblicos também lembram essa época: a mulher obedece e serve. É mãe, cortesã ou prostituta e não tem poder político. Nas sociedades ocidentais, os deuses acabam dando lugar a um só deus, matriz das três principais correntes religiosas do mundo atual: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. A mulher passa para um segundo plano.
A sabedoria milenar das bruxas
Muitas mulheres, porém, continuaram nos caminhos da sabedoria, passando de mãe para filha os segredos do parto, das curas, das rezas, dos caminhos para o desconhecido, que hoje chamamos de mágico. Até a queda do Império Romano, a palavra bruxo designava apenas um praticante de magia. Esses bruxos – em geral, mulheres – eram pessoas ao mesmo tempo respeitadas e temidas nas comunidades.


Segundo o folclore europeu – principalmente dos povos nórdicos e germânicos –, os bruxos sentiam-se mais à vontade durante a noite, quando tinham encontros secretos com divindades do céu e da terra. As lendas se referem a eles como sábios que cavalgavam javalis ou lobos e faziam profecias. Merlin, que na lenda do rei Arthur preparou o menino para o reinado, é uma representação desses sábios. A fada Morgana, heroína celta do livro As Brumas de Avalon, é outra. Apesar da cultura patriarcal predominante, esses povos ainda apresentavam resquícios dos milenares cultos à Deusa-Mãe, representados pela forte ligação com os elementos da natureza.


No Brasil, encontramos essas mulheres sábias nas ruas, vendendo ervas de nossas matas, aconselhando e dando receitas para as doenças do corpo e da alma. Elas conhecem cada planta, seus princípios ativos e, nos últimos tempos, tiveram sua sabedoria reconhecida pela ciência. Muitas universidades pesquisam os efeitos desses remédios populares e há laboratórios que já industrializam essas medicações.
A magia do mundo celta
Entre os povos que habitavam a Europa no início da Idade Média, os celtas eram especialmente ligados à magia. Habitando uma terra que seria pródiga em gnomos e contos de fada, os celtas utilizavam feitiços para marcar os momentos mais significativos de suas vidas. Por exemplo: a coroação de um novo rei e o início da época do plantio ou da colheita.
As primeiras punições
Depois de um longo período de paz para as bruxas, os povos europeus da Idade Média mergulharam numa longa fase de perseguições àqueles que tinham crenças diferentes das do cristianismo. Por razões econômicas e religiosas, a igreja católica assumiu a caça às bruxas, construindo a idéia de que elas eram associadas ao diabo. Em quase toda a Europa, o tratamento era o mesmo: as leis permitiam que a família da vítima punisse a bruxa. A saga irlandesa Laxdaela, do século XII, conta à história de um casal de bruxos que foram apedrejados até a morte, acusados de ter causado, com feitiços, a morte de um garoto de 12 anos.
Já em 500 a.c., os franco-sálios – habitantes da região da atual França – afirmavam: "Se uma bruxa destruir um homem e houver provas de tal feito, ela deverá pagar à família da vítima uma multa de 200 shilings de ouro e uma soma menor caso a vítima apenas adoeça". A condenação à morte acontecia apenas nos casos em que a bruxa confessava sua culpa ou não podia pagar a multa. Mas os caçadores de bruxas aperfeiçoariam seus interrogatórios e cada vez mais mulheres acabariam confessando o crime de bruxaria.
Quando satanás entra na história
Depois da queda do Império Romano, a igreja católica foi à única instituição capaz de manter uma certa unidade cultural na Europa. E, com o passar do tempo, sua influência foi ficando mais e mais poderosa. Apesar disso, era comum que pessoas se declarassem cristãs, mas se mantivessem fiéis aos costumes pagãos de seus antepassados. Os povos nórdicos, por exemplo, mesmo depois de convertidos ao cristianismo, continuavam a fazer festas em homenagem a Thor. Acendiam fogueiras, realizavam antigos rituais, bebiam muito vinho e cerveja. Dançavam e cantavam.


Mesmo condenando essas práticas, a igreja não conseguia coibi-las totalmente. Apelou então para um expediente que se mostrou muito eficaz: incorporou as datas festivas pagãs ao calendário cristão. E, para acabar de vez com qualquer tipo de idolatria, passou a identificar os deuses pagãos à figura de satanás para se contrapor à figura de seus. E as punições foram se tornando mais cruéis. Em 787, um edital de Carlos Magno, dirigente do Império Romano (800 a 814), declarava: "Se alguém sacrificar um ser humano ao demônio e oferecer sacrifícios aos demônios obedecendo aos costumes pagãos, poderá ser levado à morte". O cenário para a caça às bruxas estava finalmente montado.
No início da Idade Média, a figura da bruxa má e feiosa assume seu lugar no imaginário popular. De antigas detentoras de conhecimentos milenares, ligadas à Deusa-Mãe, as feiticeiras passaram a ser vistas como "esposas do demônio", mulheres perversas capazes de todas as atrocidades.
A Inquisição espalha o terror
Primeiro, a igreja começou a perseguir os heréticos. Qualquer pessoa que interpretasse de maneira errônea os evangelhos era passível de punição. O primeiro grande tribunal público medieval contra as heresias – incluindo as bruxarias – foi organizado em Orléans, em 1022. Os réus eram reformistas que pregavam que o reino de deus estaria no coração dos homens e, por isso, as igrejas eram dispensáveis. O julgamento foi conduzido em segredo, sem a presença de um júri. Ninguém podia confrontar seus acusadores nem saber a identidade dos delatores. Foram todos condenados à fogueira.


Quando um acusado admitia sua culpa, era multado ou preso e todos os seus bens eram confiscados. Esses bens passavam para o controle da igreja. Daí, inclusive, o interesse de algumas autoridades nas condenações. Finalmente, a igreja católica criou, em 1233, a Inquisição. Em pouco tempo, essa terrível instituição espalhou o terror pela França, Itália e Alemanha, chegando com menos intensidade à Inglaterra, à Espanha, a Portugal e até mesmo ao Brasil.


É difícil precisar o número de pessoas condenadas à morte. Uma coisa, porém, é certa: entre todos os condenados à morte por bruxaria, mais de 85% eram mulheres. Algumas cidades realizaram mais de 600 execuções por ano, uma média de duas por dia, "exceto aos domingos".


Como interrogar uma bruxa
Em 1486, com as bênçãos do papa Inocêncio, Heirich Kramer e James Sprenger escreveram aquele que seria o livro de cabeceira dos inquisidores e torturadores dos séculos seguintes. O Malleus Maleficarum – O Martelo das Feiticeiras (Editora Rosa dos Tempos, 1991) ensinava como reconhecer uma bruxa e, principalmente, técnicas de tortura que deviam ser aplicadas para obter confissões. O livro unia as crenças folclóricas sobre feitiçaria com a doutrina da igreja sobre heresia e culto ao diabo. E consolidava definitivamente o desprezo pela figura da mulher: "O que é a mulher senão a inimiga da amizade?", escreveram os autores. "Uma inevitável punição, um mal necessário, uma tentação natural?". As mulheres seriam falsas, lascivas, mal-intencionadas e sem força de vontade. Totalmente voltadas para a convivência com o demônio "porque eva nasceu de uma costela de adão, portanto nenhuma mulher pode ser reta".


Em pleno Renascimento, época de grandes descobertas científicas e agitação cultural – às vésperas dos grandes descobrimentos –, a publicação do Malleus Maleficarum intensificou a perseguição às bruxas em toda a Europa. Em 1579, o concílio da igreja declara: "Todos os charlatães, adivinhos e outros que pratiquem necromancia, piromancia, quiromancia e hidromancia serão condenados à morte".
O fim das perseguições
Da mesma maneira como a caça às bruxas chegou, ela se foi. Fim da histeria coletiva? Ou indícios de que os interesses econômicos começavam a superar outros interesses? Afinal, se a matança indiscriminada trazia muitas riquezas para a Igreja, também causava prejuízos ao capitalismo que se formava. Eram milhares de trabalhadores em potencial mortos, cidades economicamente estagnadas pelo terror, pelos interrogatórios sem fim, pelas execuções em massa. A atuação da inquisição também era incompatível com a nova mentalidade científica que começava a despontar e que ficaria conhecida como Iluminismo. O mundo mais uma vez estava mudando e, neste novo horizonte que se delineava, não havia espaço para delírios espirituais.
Na Inglaterra, três velhas sofridas foram as últimas acusadas de bruxaria. Morreram enforcadas em 1682. Na França, curiosamente, a última vítima da caça às bruxas foi um homem. O frade Louis Debaraz foi queimado vivo em 1745, acusado de rezar missas para o demônio. Na Alemanha, o terror terminou em 1775, depois da execução de mais uma bruxa confessa: Anna Maria Schwagel.
Nenhuma delas voava em vassouras ou tinha verrugas no nariz, ou cozinhava aranhas, mas é assim que, infelizmente, ainda lembram delas no Dia das Bruxas.

Caça às bruxas




A caça às bruxas foi uma perseguição religiosa e social
 que começou no final da Idade Média e atingiu seu apogeu na Idade Moderna.


Antigas religiões pagãs e matriarcais eram tidas como satânicas.


Mulheres eram queimadas em fogueiras sem o menor pretexto. 
Um tipo de paranóia social. O mais famoso manual de caça às bruxas é o
 Malleus Maleficarum, ou "martelo das feiticeiras", de 1486.


Num sentido mais amplo, a expressão "caça-às-bruxas" costuma ser
 utilizada em diversas outras ocasiões. 


Como exemplo temos que, durante a Guerra Fria, os EUA perseguiam 
toda e qualquer pessoa que julgassem ser Comunista, seja por causa 
fundamentada ou não. 
Dessa forma, temos a caça às bruxas comunistas dos EUA.

Aspectos importantes


O número total de vítimas ficou provavelmente por volta dos 50 mil 
e certamente não mais que 100 mil. No passado chegou-se a dizer que
 teriam sido 9 milhões e até hoje alguns propagam esse número totalmente 
equivocado.
Embora tenha começado no fim da Idade Média, a caça às bruxas européia
 foi bem mais um fenômeno da Idade Moderna, período em que a taxa de
 mortalidade foi bem maior.


Embora supostas bruxas tenham sido queimadas ou enforcadas 

num intervalo
 de cinco séculos -- do século XIV ao século XVIII - a maioria foi julgada e
 morta entre 1550 e 1650, nos 100 anos mais histéricos do movimento.
O número de julgamentos e execuções tinha fortes variações no tempo e no 
espaço.
Seria fácil encontrar localidades que, em determinado período, 

estavam sendo 
verdadeiros matadouros logo ao lado de regiões praticamente sem


 julgamentos
 por bruxaria.


A maior parte das mortes na Europa ocidental ocorreram nos períodos e 
também nos locais onde havia intenso conflito entre o Catolicismo e o 
Protestantismo, com conseqüente desordem social.
Ocorriam mais mortes em regiões de fronteira ou locais onde estivesse 
enfraquecido um poder central, com a ausência da Igreja ou do Estado.
 Fatores regionais tiveram papel decisivo nos modos e na intensidade dos
 julgamentos.


Muitos países da Europa quase não participaram da caça às bruxas e 3/4
 do território europeu não viu um julgamento sequer. A Islândia executou 
quatro "bruxas"; a Rússia, dez. A histeria foi mais forte na Suíça, Alemanha
 e França.


Numa média, 25% das vítimas foram homens, mas a proporção entre homens
 e mulheres condenados podia variar consideravelmente de um local para o
 outro. Mulheres estiveram mais presentes que os homens também enquanto
 denunciantes e não apenas como vítimas.
Até onde se sabe, algumas vítimas adoravam entidades pagãs e, por isso,
 poderiam ser vistas como estando indiretamente ligadas aos "neopagãos" 
atuais, mas esses casos eram uma minoria.
Também é verdade que algumas das vítimas eram parteiras ou curandeiros,
 mas eram uma minoria.
Cronologia


Os períodos de fome e peste do século XIV disseminaram a idéia de que pessoas 
conspiravam contra os reinos cristãos.
No passado os historiadores consideraram a caça às bruxas européia como
 um ataque de histeria supersticiosa que teria sido forjada e espelhada pela 
Igreja Católica.
Seguindo essa lógica, era "natural" supor que a perseguição teria sido pior
 quando o poder da igreja era maior, ou seja: antes de a Reforma Protestante
 dividir a cristandade ocidental em segmentos conflitantes.
Nessa visão, embora houvesse ocorrido também julgamentos no começo do
 período moderno, eles teriam sido poucos se comparados aos supostos 
horrores medievais. Pesquisas recentes derrubaram essa teoria de forma 
bastante clara e, ironicamente, descobriu-se que o apogeu da histeria contra 
as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, juntamente com o nascimento da 
celebrada "Idade da Razão".


Virtualmente todas as sociedades anteriores ao período moderno acreditavam
 em magia e formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através
 de meios mágicos. O período medieval não foi exceção, mas inicialmente não
 havia ninguém caçando bruxas de forma ativa e esse contexto relativamente 
benigno permaneceu sem grandes alterações por séculos.
As posturas tradicionais começaram a mudar perto do fim da Idade Média.
No início do século XIV, na parte central da Europa, começaram a surgir
 rumores e pânico acerca de conspirações malignas que estariam tentando 
destruir os reinos cristãos através de magia e envenenamento, falava-se de
 conspirações por parte dos mulçumanos e de associações entre judeus e
 leprosos ou judeus e bruxas.
Depois da enorme devastação decorrente da peste negra (que vitimou 1/3 

da população européia em meados do século XIV) esses rumores
 aumentaram
 e passaram a focar mais em bruxas e "propagadores de praga".


Casos de processo por bruxaria foram aumentando lentamente, mas de forma
 constante, até que os primeiros julgamentos em massa apareceram no século
 XV.
Ao surgirem as primeiras ondas da Reforma Protestante o número de
 julgamentos chega a diminuir por alguns anos.
Entretanto, em 1550 a perseguição cresce novamente, atingindo níveis 
alarmantes em terras católicas e protestantes.
Esse é o período mais histérico e sanguinário da histeria, que vai 

de 1550 a 1650. 
Depois desse período os julgamentos diminuem fortemente e desapareceram
 completamente em torno de 1700.

O Dia das bruxas

A comemoração do Halloween, difundida pelos EUA teve origem nas celebrações pagãs dos celtas. Eles eram um povo pagão, isto é, que viviam em harmonia com o pagus
 (campo, natureza).

Pagão vem do latim "paganus", que significa "do campo", em oposição ao
 "urbanus", da cidade.
A origem do Halloween remete às tradições desse povo que habitou a Gália e
 as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C.
A história, logo, está bastante distante das abóboras ou da famosa frase 
Travessuras ou Gostosuras, exportada pelos Estados Unidos, que 
popularizaram a comemoração.
Em sua origem, o Halloween não tinha relação com bruxas.
Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, que
 ia de 30 de outubro a 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa "fim do verão" na língua celta).
O fim do verão era o ano-novo dos celtas, uma data sagrada e, nesse período, 
o véu entre nosso mundo e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses 
(mundo divino) fica mais tênue.
Por isso, o Samhain era comemorado por volta do dia 1.º de novembro, 
com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, 
os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore
 genealógica.
Com a cristianização, essa celebração se dividiu em duas: o Dia de Finados 
e o Dia de Todos os Santos.
O primeiro, comemorado no dia 2, surgiu para homenagear os ancestrais,
 os mortos. O Dia de Todos os Santos surgiu das homenagens aos deuses do Samhain. As entidades pagãs
 viraram santos católicos. Foi o que aconteceu com a deusa Brighid, que virou
 Santa Brígida.
Entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e 1.º de novembro, ocorria a noite
 sagrada (hallow evening, em inglês) que deu origem ao nome atual da festa: 
Hallow Evening - Hallowe'en - Halloween.
A relação da data com as bruxas começou na Idade Média, na Inquisição,
 quando a Igreja condenava curandeiras e pagãos. Todos eram designados
 bruxos.
Essa distorção se perpetuou e o Halloween, levado aos Estados Unidos
 pelos irlandeses (povo de etinia e cultura celta) no século 19, ficou 
conhecido
 como Dia das Bruxas.
Atualmente, além das práticas de pedir doces e de se fantasiar que se
 popularizaram inclusive no Brasil, podemos encontrar pessoas que 
celebram à moda celta, como os praticantes do druidismo
 (druida, o sacerdote dosceltas) ou da wicca, 
também aqui mesmo no Brasil. 
Um ritual simples para a noite de 31/10 é o de acender uma vela numa janela 
de casa, em homenagem a seus ancestrais, para que eles te inspirem e
 protejam.
Muitos grupos se reúnem e meditam em volta de fogueiras para honrar seus
 mortos e seus deuses, com oferendas como frutas e flores, e terminam a festa
 compartilhando comida e bebida, música e dança. Uma boa bebida para 
essa época é o leite quente com mel, servido 
com pedaços de maçã e polvilhado com canela.

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