Siga por e-mail

Seguidores

terça-feira, 8 de maio de 2012

Deusa Danu - Grande Mãe dos Celtas


Deusa Danu

A Deusa Mãe irlandesa, guardiã do conhecimento, 
protetora das famílias e tribos, regente da terra, 
da água e da constelação de Cassiopéia, chamada Llys Don,
 a corte de Danu, em sua homenagem.

A mais importante das antigas Deusas irlandesas, Danu 
era a dirigente de uma tribo de divindades nomeada 
Tuatha de Danaan, o povo de Danu, que depois foram 
diminuídos (pelos mitos posteriores às invasões dos povos celtas), 
a uma classe de fadas chamadas Daoine Sidhe.

Seu nome "Dan", significava conhecimento, tendo sido 
preservada na mitologia galesa como a Deusa Don, enquanto
 que outras fontes equipararam-na à Deusa Anu.

Segundo as lendas, os Tuatha de Danaan, exímios magos, sábios, 
artistas e artesãos, foram vencidos pelos rudes e guerreiros 
Milesianos, retraindo-se nos Mundos Internos das colinas,
 chamadas "Sidhe".

Reverencie a remota lembrança dessa Deusa, transportando-se para
 "Paps of Danu", seu lugar sagrado, as colinas com formato dos seios 
da Deusa.
Veja-se cercada de mulheres vestidas com túnicas verdes bordadas,
 longas tranças ruivas enfeitadas com flores, usando colares de 
âmbar e tiaras douradas, tocando harpas e dançando ao seu 
redor, pedindo-lhes, então, para levarem-na à presença da Deusa
 Danu.

dane
Mãe Terra, a antiga deusa Danu ou Anu, conhecida também 
como Don no País de Gales e Donnu, Dana ou Donann em 
outros lugares. Reverenciada como a Mãe ancestral de uma
 tribo de seres espirituais chamados Tuatha de Danaan, seu 
nome significa "sabedoria". Os Tuatha de Danaan eram a 
quarta raça de colonizadores que chegaram na Irlanda séculos
 antes da era cristã. Eles eram sábios, eminentes magos,
 cientistas e artesãos, possuidores de uma altíssima vibração
 espiritual, verdadeiros "seres de luz". Após permanecerem 
duzentos anos ensinando suas artes para o habitantes 
nativos, foram vencidos pelos últimos conquistadores
 da ilha, os Milesianos, guerreiros e materialistas. 
Os sobreviventes do "povo da deusa Danu" refugiaram-se
 nas colinas ou em cavernas e passaram a ser conhecidos
 como " Daoine Sidhe" ou o "Povo das Fadas".

Danu, a Grande Mãe irlandesa


“No início havia o Vazio, a vastidão do Nada,
a supremacia da criatividade não-diferenciada
Do vazio nasceu o Caos,
Da união entre o vazio e o caos originou-se Ana,
a Grande Sonhadora, Criadora e Tecelã dos mundos,
em cujo ventre fértil resplandeciam estrelas e planetas.
Da união entre Sonho e o nosso Sol foram criados
a Mãe Terra, o Pai Céu e o oceano, os ancestrais primevos.
Do encontro entre o céu e a Terra surgiram os Seres Brilhantes,
os Dakinis e os Dakas que trouxeram a luz ao mundo.
E do ventre de Ana, tocado pela luz das Plêiades,
nasceram os Tuatha de Danann,
o povo da deusa Danu.”

Kathy Jones, “The Well of Ana”

Mirella Faur

Os primeiros relatos escritos sobre as lendas e as crenças
 dos povos celtas foram feitos pelos romanos, que invadiram
 a Grã Bretanha em 55 a.C. Na medida das suas 
conquistas, eles incorporavam ao seu próprio sistema 
religioso mitos e conceitos dos povos indígenas, registrando-os, 
porém, de forma fragmentada e adaptada, em função da
 localização geográfica e da similitude entre uma divindade 
local e uma correspondente romana.
Esses registros referem-se aos antigos mitos irlandeses, 
galeses e escoceses, acrescentando, também, lendas das 
tribos celtas que tinham chegado posteriormente na
 Grã Bretanha (cerca de 500 a.C.), provavelmente vindo 
da França central. Ocultas nas histórias encontram-se 
reminiscências das tradições pré-celtas, dos povos neolíticos,
 construtores dos círculos de menires e das câmaras 
subterrâneas, encontradas em inúmeros lugares nas ilhas 
Britânicas e na Bretanha (região do Oeste da França).
Essa herança ancestral, preservada durante milênios pela
 tradição oral e as práticas religiosas pagãs, parcialmente
 registradas por historiadores romanos, foi aproveitada, 
reinterpretada, deturpada e truncada nos relatos dos
 monges cristãos ao longo dos séculos. Mantendo somente 
o que convinha à moral e aos dogmas cristãos, os monges 
reduziram o vasto panteão e a rica simbologia celta a 
relatos épicos de guerras, invasões, intrigas, traições 
e atos imorais, perpretados pelas várias raças e tribos, 
diferenciados apenas pela localização geográfica.
Mesmo preservando resquícios das verdades originais, 
as histórias cristãs minimizaram ou ignoraram a beleza
 e a sabedoria do legado celta, reduzindo ou distorcendo 
o seu valor mítico e espiritual. Na visão patriarcal dos monges, 
as Deusas foram vistas como Rainhas e princesas, os deuses 
como Reis e Heróis e o significado transcendental foi diluído, 
modificado ou perdido.
No século XI foi publicado “O Livro das Invenções”, que 

descreve uma sucessão de 5 povos que teriam vivido na Irlanda 
antes da chegada dos celtas, os ancestrais dos habitantes atuais.
Nas lendas, estas raças diferentes são descritas de uma forma 
ambígua, tendo tanto características divinas quanto humanas
 e sendo apresentadas como deusas, deuses, gigantes, 
devas e seres elementais ( seres análogos aos de tantos outros
 mitos de várias culturas e países). Sem precisar entrar em
 detalhes da complexa nomenclatura e das vastas descrições 
das batalhas, o importante é saber que cada uma dessas raças 
foi vencida e seguida pela seguinte, alternando-se assim seus 
mitos, suas divindades e sua organização social e religiosa.
A quarta raça - Tuatha de Dannan ou povo da deusa Danu -, 
apareceu de forma misteriosa: não da terra, de uma direção 
definida, como outros invasores, mas do céu, simultaneamente 
das 4 direções. Aterrissaram no dia do Sabbat Beltane e depois 
fundaram 4 cidades que se tornaram os centros espirituais da Irlanda.
Tanto a sua natureza, quanto a sua origem, permanecem 

envoltos em mistério, mas sabe-se que seus atributos eram 
de bondade e luz. Por terem vencido a “escura” e agressiva 
raça anterior foram por isso chamados de “seres brilhantes”. 
Trouxeram ensinamentos e objetos de magia, arte, sabedoria 
e cura e deixaram como marcos os círculos de menires e os 
monumentos megalíticos.
Após um longo e pacífico reinado eles também foram vencidos
 pela última raça, os precursores dos celtas; depois da sua
 derrota se retiraram no interior das colinas sagradas, tornando-se 
o assim chamado “Povo das Fadas”. É importantíssimo ressaltar
 que apesar de se traduzir fairy por “fada”, este termo não descreve 
uma “diáfana figura feminina sobrevoando as flores”. O sentido 
arcaico de Fairy People refere-se a seres sobrenaturais, 
com aparência etérica, sim, mas pertencendo a ambos os sexos, 
jovens que gostavam de música, danças, cores, flores, e abominavam 
o ferro (comprovação de sua origem anterior à Idade do Ferro).


Protetora da família.
Dan ou Danu era a mais importante 
das antigas Deusas irlandesas. 
Era ela quem dirigia uma 
tribo de deuses nomeada de 
Tuatha de Danaan, que quer 
dizer o Povo de Danu.
Dan significa conhecimento
 e segundo as lendas, seu povo 
era composto por exímios magos, sábios, artistas e artesãos.
 Mas vencidos pelos guerreiros Milesianos, se refugiaram
 nos Mundos Internos das Colinas, chamadas sidhe.
Os milesianos eram descendentes de Mile Espáine, os últimos
 invasores da Irlanda que derrotaram os semi-divinos Tuatha
 de Danaan.
Danu era uma deusa mãe protetora das famílias e das tribos. 
Era regente da terra e da água. Mas também da morte.
 Ela era descrita como uma deusa tríplice: Morrigan,
 a Deusa da guerra; Blodeuwedd, a Dama das Flores, 
simbolizando a vida; e Brighid, a Mãe, símbolo da fertilidade.
As Sacerdotisas de Danu vestiam túnicas verdes, 
usavam flores nas tranças que faziam nos cabelos, usavam 
colares de âmbar e tiaras douradas.
O maior legado dos Tuatha de Dannan foi o culto da deusa 
Dana (também conhecida como Danu, Anu ou Ana), 
considerada a Deusa Mãe, progenitora das outras
 divindades. Representando a força ancestral da Terra, 
a fertilidade, a vida e a morte, Dana foi posteriormente
 considerada como a representação da tríplice manifestação 
divina, da qual sobreviveu até hoje somente o culto à Brighid, 
cristianizada e fervorosamente venerada como a milagreira 
Santa Brígida.
Apesar do seu culto ter sido proibido pelo cristianismo e
 seu nome aos poucos ser esquecido, Danu está presente em 
toda a parte da Irlanda, seja nos verdes campos, no perfil 
arredondado das montanhas, no sussurro dos riachos. 
O Seu lugar sagrado no Condado de Kerry, chamado 
Paps of Anu, reproduz, na forma das duas colinas, 
Seus fartos seios, cujos mamilos são formados por 
cairns, os antigos amontoados de pedras que foram
 formados pelas oferendas de pedras levadas pelos peregrinos 
ao longo dos tempos, em sinal de reverência e gratidão.
Atualmente, com o ressurgimento do Sagrado Feminino, 
Danu, assim como as Deusas de outras tradições, está 
sendo lembrada e reverenciada como Senhora da Terra, 
da água, da abundância, da plenitude da Natureza e da soberania.
Consorte de Dagda, o mais poderoso dos deuses celtas, 
Danu é a deusa da terra, da vida e da morte. É descrita 
como tendo três "faces" ou aspectos:Morrígan 
(Gralha da Guerra), Blodeuwedd (Dama das Flores, 
simbolizando a vida) e Brighid (A Mãe, símbolo da fertilidade).
 Danu é uma entidade tão relevante que o "grupo" de deuses 
tidos como mais poderosos são comumente designados como 
"Tuatha Dé Danann" - o povo de Danu. Seu nome aparece em 
muitos lugares conhecidos. Como o famoso rio Danúbio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.