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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Dica de livros



Sinopse - As Deusas, as Bruxas e a Igreja - Maria Nazareth Alvim Barros

Por muitos milênios as deusas foram cultuadas como criadoras de vida e do mundo. A sexualidade feminina estava repleta de poderes mágicos e a mulher reinou soberana até o momento em que o homem descobriu o papel masculino na fecundação. Gradativamente, a mulher perdeu seus direitos, seu poder, seu lugar. Mas será que o fascínio que a mulher exerceu sobre o homem durante tanto tempo foi substituído pelo desprezo? As Deusas, as Bruxas e a Igreja mostra que, apesar da repulsa greco-romana e da judaico-cristã, a figura feminina jamais deixou de despertar admiração e medo e permaneceu no imaginário coletivo como a Grande mãe. A autora Mariah Narazeth Alvim de Barros parte do Paleolítico e percorre diversas manifestações culturais e religiosas, considerando as heresias como práticas alternativas ao pensamento ortodoxo machista. A inquisição, por exemplo, estudada neste livro como um movimento de extermínio feminino, completa o texto permitindo-nos afirmar que as bruxas satânicas, tão temidas e perseguidas pela igreja, eram imagens das antigas deusas pagãs e da religião da Mãe, que ameaçava a religião do Pai, a do Filho e por extensão, a estrutura da Igreja.







BRUXARIA E MAGIA NA EUROPA - Daniel Ogden, Georg Luck, Richard Gordon e Valerie Flint.

Grécia Antiga e Roma.

Madras - 2004 - 320pg.

Você sabe como a "demonização" política da magia no fim do Império Romano se compara à associação da Bruxaria com o diabo? Sabe por que a magia chamou a atenção dos imperadores e príncipes? Será que eles não estavam mais satisfeitos em governar apenas os corpos e o trabalho de seus súditos, querendo controlar também suas paixões e credos? É possível que a magia antiga tenha sido afetada pelas várias influências de uma multiplicidade de deuses e cultos pagãos? Os gregos realmente acreditavam em seus mitos?

Essas e muitas outras indagações serão respondidas em Bruxaria e Magia na Europa - Grécia Antiga e Roma, um livro que se vale de filosofia, direito e religião para fazer um percurso na história da Bruxaria, abordando desde a era heroica de Homero até o fim do império ocidental de Augustino e Teodósio.


Fonte: Alana

Defumação com Sálvia - limpeza







Muitas vezes a energia de um ambiente se torna muito densa e precisamos de recursos que retirem as cargas negativas. Se o lar ou ambiente de trabalho anda tumultuado, as pessoas sentindo muito cansaço, irritação, impaciência e até dores pelo corpo, tensão na nuca, dores de cabeça, objetos quebrando, estragando, são sinais de que existe desarmonia.

Uma boa defumação renova as energias e, junto com nosso pensamento positivo, força e determinação, os resultados são sentidos imediatamente.

Existem diversas “receitas” de como fazer, o que usar, variando conforme os dogmas de quem indica. Penso que o importante mesmo é a intenção que se coloca em tudo o que se faz.

Material necessário:
- um defumador de lata ou cerâmica (serve uma latinha furada)
- ervas secas: sálvia
- 3 pedrinhas de carvão
- álcool comum ou álcool de cereais
- opcional: defumador em tablete ou em pó (de queima sem brasa) não precisa de defumador, álcool e carvão.

Modo de fazer:
- derrame um pouco de álcool no carvão, coloque fogo e deixe queimar até formar brasa;
- no caso da defumação em tablete ou em pó coloca-se fogo direto nesse material;
- coloque as ervas secas sobre as brasas;
- vá até a porta de entrada e peça auxílio às forças da natureza, a Deus Pai-Mãe, guardiões, Mestres Xamãs, animais de poder, enfim, a quem você quiser, conforme sua crença e devoção;
- decrete: "Que todas as energias que não sejam de luz sejam retiradas deste local e encaminhadas a seus lugares de merecimento em nome do Amor, Verdade e Justiça Divinas. Eu Sou Luz, Eu Sou Luz, Eu Sou Luz. Que sejam purificados, também, a aura e o coração de todos que aqui vivem e frequentam".

- inicie no sentido anti-horário, vá andando e defumando todos os cantos de sua casa. Entre em um cômodo pela direita, saindo pela esquerda, se dirigindo ao cômodo seguinte, também em sentido anti-horário. Sempre mentalizando, pedindo, decretando a purificação que você quer;
- defume atrás das portas, cantos de escadas, janelas, pelos corredores, banheiros... fazendo movimentos circulares;
- retorne ao ponto onde iniciou. Assim você fecha uma volta em toda casa, sem interrupção;
- termine na porta onde começou, faça suas orações de agradecimento pedindo harmonia, purificação e proteção para seu lar, mente e coração das pessoas que ali vivem.

Essa defumação pode ser repetida uma vez por semana ou somente quando você sentir que é preciso dar uma movimentada na energia.

Mas lembre-se: a energia do ambiente é o reflexo da energia de todas as pessoas que vivem ali ou frequentam.

Vamos prestar atenção às nossas emoções, pensamentos, palavras e atos, nos mantendo numa freqüência elevada e assim será nosso lar e nossa vida. Quando as coisas não estiverem indo bem, uma boa defumação ajuda a retomar o equilíbrio.

Este mesmo procedimento pode ser feito em clínicas de massagem, terapias holísticas, consultórios médicos, onde entram pessoas com muitos problemas e angústia, deixando muitas vezes miasmas, formas-pensamentos e outras cargas negativas.

Dica: Ao concluir o processo, "se limpe". Tome um banho com comum. lavando cabelo e deixando a água bater e purificar o seu rosto, ao fechar o chuveiro, tenha já preparado logo ali 2 vasilhas uma com água morna e 3 punhados de sal grosso e outra com um chá de sálvia, arruda e alecrim, jogue primeiro do pescoço para baixo o de sal grosso, fazendo uma prece e pedindo que afaste todo o mal, logo após o chá com as ervas em agradecimento pela purificação.

Seja muito abençoado!


Fonte: por Denise Schinetzky com adaptação de Alana Alencar.


domingo, 21 de julho de 2013

Dica de livro de Alta Magia

O que estou lendo? Dogma e Ritual da Alta Magia (Éliphas Lévi)
Nesta obra, você toma contato com a magia em sua grandeza de ciência. O esclarecimento do obscuro, da conciliação e da paz. Um livro para os iniciados e para quem está ingressando no ocultismo, no misticismo ou em qualquer sociedade secreta.


Alana Alencar

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Valor Pagão

Ver fonte abaixo



"O condicionamento da cultura ocidental, especialmente a religião cristã, fez com que as pessoas rejeitassem coisas como sexo, prazer, mas há formas positivas e saudáveis de trabalhar com estas energias e com sua beleza natural inerente. 

Trabalhar com os Pentáculos significa conhecer as energias que movimentam tudo e todos, trazendo estas energias para dentro de conceitos éticos e mágicos. Conceitos como Sexo, Orgulho, Lei, Ambição, Medo tornam-se então agente do que é bom e enriquecedor, individualmente ou em grupo.

Atualmente, muitos dos conceitos presentes nos Pentáculos também estão presentes, de forma negativas, na lista dos 7 pecados capitais e há uma razão para isso. Os 7 pecados capitais provém de um contexto religioso cuja meta é a submissão, subordinação do indivíduo e do coletivo para as regras da hierarquia autoritária. O uso dos Pentáculos é um dos caminhos Pagãos utilizados para recuperar nossa auto-estima e o real entendimento de sentimentos e conceitos extremamente humanos, porém necessários.

Amor, sexo, orgulho, poder, sabedoria,são qualidades, habilidades ou estados que ocorrem naturalmente no ser humano ou qualquer outro animal, quando ele é saudável. De qualquer forma nossa cultura, como muitas outras ao redor do mundo, ensinam seu povo a controlar ou limitar estas qualidades de forma a reduzir o conflito. As qualidades opostas como virgindade, humildade, submissão, abnegação são altamente prezadas.

As qualidades dos Pentáculos, quando completamente integradas dentro de uma pessoa, pode gerar inevitáveis conflitos entre uma pessoa e uma comunidade baseada em “poder sobre”, uma comunidade patriarcal, um trabalho, uma comunidade religiosa baseada em sacerdotes cujos poderes são vistos como diferentes ou mais importantes que os de seus fiéis.

Resgatar o poder de cada ponta do Pentáculo é entender que esta guerra terminou, ou melhor, nunca começou. Pois matéria e Espírito são Unos. Esta é a característica de todas as religiões de bases xamanísticas, religiões que procuram através de suas práticas nos aproximar do divino não como transcendente, mas imanente, de forma que percebamos a Divindade como onipresente.

O uso dos Pentáculos visa unir carne e espírito como sagrados, isso nos lembra de que somos animais divinos. O animal que existe dentro de nós não é impuro, menos espiritual, corrupto ou menos limpo, ele é sagrado, divino, natural, uma parte integrante do divino, do mundo. Nós somos partes inseparáveis da natureza. Devemos retornar a seguir as leias da natureza e para a reintegração de nós mesmos como a grande riqueza da natureza.

O Pentáculo é a representação do complexo envolvimento dos 5 poderes que operam na natureza, na psique e na cultura humana. Nós o usamos para representar os 5 elementos básicos: Terra, Ar, Fogo, Água e Espírito, como forma de resgatar os componente metafísico de todas as coisas. Estes elementos são vias de classificação de energia e não se referem somente a manifestações físicas literalmente falando.
O Pentáculo permanece sobre ele mesmo e é um símbolo visual ou uma experiência de energia e integridade de nossos corpos. Ele simboliza o sagrado corpo humano com seus quatro membros e cabeça, circulado pela Terra. O Pentáculo nos ensina a demonstração e interconexão de certas idéias e princípios, o caminho pelo qual fluem juntos como 5 elementos no interior da personalidade. Entender estes princípios e suas relações é um importante componente para “Conhecer a si mesmo” com os quais um Pagão trabalha.

Para muitos Pagãos modernos o símbolo do Pentáculo tem representado as forças dos 5 elementos naturais do universo trabalhando em harmonia. Isto nos remete ao fato destas forças existirem uma em relação à outra, cada uma servindo à um único propósito e independente uma da outra.

Misturar os princípios das 5 pontas do Pentáculo nos auxilia a compreender o nosso pensamento dualístico convencional, no qual usamos apenas duas polaridades (como bom e mal, matéria e espírito, cabeça e coração). Quando usado desta forma, o Pentáculo é algo como um eneagrama. Como uma ferramenta apenas conceitual, o Pentáculo é capaz de nos fornecer mais complexas e acuradas representações que simplesmente um pensamento sobre polaridades.

O Pentáculo é uma forma de começar a entender o universo e à nós mesmos, abrindo os portões dos mistérios, nos dando acesso à Estrela da Deusa, o primordial estado de ser.

O Pentáculo é a fundação de um Bruxo, a base na qual ele se estende. Cada uma de suas pontas é a parte fundamental de nossa humanidade que têm sido forçada a serem negadas, reprimidas, coibidas. Na Bruxaria elas são sagradas e devem ser abraçadas com alegria e prazer. Elas são as 5 virtudes cardinais da Arte.
O uso do Pentáculo como um Instrumento contemplativo na recuperação do nosso self, corpos, poder pessoal. Sua meta é a formar um ser pleno e completo.

Rejeitar as 5 pontas do Pentáculo é rejeitar partes fundamentais do Eu, partes que não irão simplesmente desaparecer, necessidades que não irão embora enquanto insatisfeitas. Isso resulta em uma guerra interna contra nós mesmos no espírito. Se fechar em uma guerra contra partes de nós, nas quais somos mais nós mesmos, nos torna menos poderosos, incapazes de agir.

Reivindicar as pontas do Pentáculo é começar a recuperar as feridas em nós para começar a desaprender a longa, difícil e destrutivas lições da vergonha e culpa.

By: Mavesper Cy Ceridwen Vinagre 

(O texto acima é uma tradução minha da pagina da tradição feri desculpem mas perdi a referencia da web da fonte, acho que traduiz isso ha mais de dez anos. )

Por que tanta briga em relação a que Roda Seguir? Hã????

Por: Mavesper Cy. :))))




Há muitos anos comemoro os Sabbats pelas datas do Hemisfério Norte. E é muito comum ouvir todo tipo de críticas a essa decisão, algumas até impregnadas de surpresa (“Ora, que absurdo! Verão é verão e inverno é inverno!), revolta ( que coisa ridícula! Aqui é Hemisfério Sul!) ou até de certo ar de superioridade (“Quem é ligado realmente à Terra celebra os ciclos pelo Sul).

Não obstante a maioria das pessoas com o tempo aceite que cada um celebra de acordo com o que sente e acredita, e sempre a celebração funciona – seja a Roda Norte, a Sul ou a Mista – é preciso que deixe de haver tanto preconceito. Muitas pessoas acham que celebrar pelo Norte é algum tipo de ignorância ou loucura, em que os “pseudo bruxos” expressam o quanto ignoram a natureza. Porém, muito longe desse preconceito, há muitos fundamentos para celebrar pelo Norte, e os exporei a seguir.

Quando comecei a praticar Wicca, rodei pelo Norte, depois experimentei rodar pelo Sul e não me adaptei. Com o aprofundar dos estudos e vivências da Roda, passei a uma profunda reflexão sobre o assunto.

Para que as pessoas saiam da superficialidade dessa discussão, como se a coisa se reduzisse a um simples critério geográfico, ou um inverter de datas, é preciso que paremos para pensar se sabemos mesmo o que estamos comemorando na Roda do Ano.

A Roda do Ano como é celebrada na Wicca representa festivais sazonais de plantio e colheita. Sua origem está nos primórdios dos tempos, no período Neolítico, há mais de 10 mil anos, quando surgiram a agricultura e o pastoreio.

Engana-se redondamente quem acha que estamos celebrando festividades celtas (os povos celtas viveram na Europa entre 2000 AEC – Antes da era Comum- e 400 DEC – Depois da Era Comum) . Praticamente todas as culturas pagãs do mundo celebraram os festivais da colheita.

Considerando que os celtas existiram na Europa há cerca de 2 mil anos, só por esse dado se percebe que estamos celebrando muito mais que festivais de um povo ou etnia. Estamos celebrando a dança da natureza, tal como ela se apresentou a nossos ancestrais desde o tempo em que a agricultura e os ciclos dos vegetais plantados, e a criação de animais em cativeiro, mostraram à espécie humana que existiam ciclos solares, que antes passavam desapercebidos porque são de grande duração e difícil observação se não acompanhados pragmaticamente, no dia a dia.

Considerando, pois, que a Roda surge em função das atividades humanas relacionadas a plantio e colheitas, temos que lembrar que ela tem diversas dimensões e funções sociais: ela é notoriamente impregnada de intenção mágica, porque essas celebrações visavam garantir que as colheitas fossem fartas e as pessoas sobrevivessem aos rigores do inverno. Por outro lado, elas faziam com que a sociedade humana marcasse seus eventos – namoros, casamentos, festas de maioridade, celebração dos mortos – em função dos ciclos dessas colheitas.

Pensando assim, temos que perceber que a Roda do Ano tem diversas dimensões:
1) a sequência dos ciclos solares em si, e das mudanças de temperatura e duração de luz solar a cada dia;
2) as atividades agrícolas;
3) as atividades de pastoreio (se era tempo de engorda, reprodução, aleitamento do gado ou se era tempo de corte);
4) a alternância de disponibilidade da comida ( se era tempo de fartura de grãos ou de economizar, se era tempo de colher vegetais e frutas perecíveis ou tempo de alimentar-se de sementes nutritivas, por exemplo);
5) as atividades humanas que correspondiam a esses ciclos – se era tempo de grandes festas coletivas com comida farta ou se era tempo de se recolher dentro de casa só com a família e economizar comida para sobreviver ao inverno.

Considerando-se tudo isso, é muito importante que acordemos para o seguinte: muita gente fala da Roda do Ano como se ela fosse uma lei que a Deusa escreveu para os celtas ou para Gardner e ele desceu do Monte Tor com chifres de luz e deu ao povo pagão... Ridículo! A Roda do Ano não é como os dez mandamentos cristãos, não foi “legada” pela Deusa, nem é “indiscutível”.


Quem, afinal, determinou que a Roda do Ano funcionaria com datas invertidas no Hemisfério Sul, simplesmente? Certamente isso surgiu quando a Wicca começou a ser praticada na Australia, de acordo com critérios advindos de grupos que seguiam a wicca gardneriana ou alexandrina. Não é absurdo crer que ninguém realmente pensou na Roda e como ela funcionaria, que podia haver muitas diferenças. Simplesmente alguém que morava no Hemisferio Norte e nada sabia da natureza do Hemisfério Sul, quando foi orientar os novos praticantes do Sul, agiu racionalmente e simplesmente trocou as datas de acordo com a estação do ano. Mas será que isso é válido mágica e energeticamente ou é uma simples operação mental sem grande fundamento?

Para responder isso, temos que continuar pensando nas origens da Roda e no que ela realmente significa.

Tudo o que significa a Roda do Ano é construção cultural humana sobre eventos naturais. Ritos de celebração, ritos propiciatórios (para obter melhores colheitas), rituais de magia simpática para que a fartura voltasse depois do inverno.

Quem se apega muito à questão Hemisfério Sul/ Norte, se atém ao fato de que “Ué, aqui é primavera e não outono”... mas esquece que os próprios conceitos do que é primavera e do que é outono são CONSTRUÇÕES CULTURAIS HUMANAS.

Somos tão condicionados a aceitar primavera/verão/outono/inverno como coisas “naturais” que nem paramos para pensar que até mesmo isso, essa divisão, tem um conteúdo definido culturalmente. Nem toda natureza do planeta apresenta ciclos quaternários bem definidos. Em muitos ecossistemas o sistema binário é muito mais óbvio (chuva e seca, por exemplo), e acabam se aplicando os termos primavera/verão/outono/inverno muito mais por inércia cultural do que porque são a descrição da realidade da natureza.

Por todos os ângulos que se estude quer a Roda do Ano, quer o próprio conceito cultural que definiu como são as 4 estações, sempre se chegará a uma só conclusão: TUDO ISSO FOI DEFINIDO EXCLUSIVAMENTE EM FUNÇÃO DE COMO A NATUREZA SE COMPORTA NO HEMISFÉRIO NORTE.

A Roda do Ano celebrada na Wicca (na maior parte das tradições, porque existem tradições que celebram outras sazonalidades, como a egípcia ou a grega, por exemplo) que trata de uma mitologia em que a Deusa engravida do Deus, o mata na colheita e depois o faz renascer em seu ventre para recomeçar o ciclo, é a mitologia nascida da interpretação dos povos antigos para o fato de que no Hemisfério Norte, especialmente na Europa, em certa época do ano tudo morria sob a neve. Nos solstícios chega a haver 6 a 8 hs de diferença entre o tempo de luz solar, ou seja, na Inglaterra, no solstício de verão, o Sol nasce as 6 da manhã e só se põe perto da meia noite, enquanto no inverno nasce as seis para se por perto das 3 ou 4 da tarde. Notem que essa foi a natureza que inspirou os mitos da Roda, em que o Deus morre e renasce, porque o regime de iluminação solar é muito diferenciado.


No Hemisfério Sul essa enorme diferença, mesmo nos locais mais próximos do pólo, jamais é tão marcada. Nem no Brasil, nem na Austrália, por exemplo, há tanta diferença entre a iluminação no verão e no inverno. Nossa vegetação JAMAIS morre toda ao mesmo tempo e há colheitas e plantio o ano todo... logo, é mais que óbvio que como os ciclos se expressam aqui JAMAIS terá correspondência com o que ocorre na Europa.

Então, essa foi a primeira grande conclusão que cheguei quando pensei a Roda: TENTAR FAZER COM QUE OS 8 SABBATS EXPRESSEM A REALIDADE DA NATUREZA DO HEMISFERIO SUL É COMPLETAMENTE IMPOSSÍVEL. Nosso Sol, mesmo no inverno, jamais morre de vez, nem há longos períodos de escuridão. A diferença entre as horas de iluminação de inverno e verão não chega a 2 hs... então, o que muda aqui? Certamente, se fossemos construir uma mitologia que expressasse os ciclos da natureza do Brasil ou do Hemisfério Sul, teríamos uma mitologia centrada não no desaparecimento do Sol, mas sim no da água. Muito mais que a diferença de iluminação, no Hemisfério Sul, os ciclos da água é que denotam mais a sazonalidade. No verão chove muito mais, no inverno há seca.

TENTAR ADAPTAR A RODA DO ANO À NATUREZA DO HEMISFERIO SUL EQUIVALE A TENTAR ENCAIXAR UM PINO REDONDO EM UM BURACO QUADRADO – NÃO FUNCIONA. A Roda Norte, que é a roda de 8 sabbats, com um ciclo de plantio e 3 colheitas seguidas, jamais poderá servir para descrever a natureza brasileira, por exemplo, em que há 3 ciclos diferentes de plantio de grãos – há, por exemplo, 3 colheitas de milho no ano, a maior delas em pleno inverno!. As pessoas que simplesmente invertem as datas acabam celebrando falsamente os ciclos agrários, porque jamais conseguirão com uma Roda de apenas 8 festivais computar todos os tempos de nossos plantios e colheitas.

É forçoso, pois, concluir que quem celebra pelas datas do norte celebra “ ao contrário’ das estações, mas quem celebra pelas datas do sul TAMBÉM NÃO CELEBRA A REALIDADE DA NATUREZA. E ai, o que isso significa?

Durante algum tempo até pensei, com outros pagãos brasileiros, se não seria de se construir uma mitologia diferente. Logo abandonamos essa idéia. Mitologias não são inventadas, não são fruto de um grupo de pessoas, nem apenas de atos racionais. São fruto da alma de povos, precisam surgir espontaneamente, e ser transmitidas pelas gerações, senão não tem força e não expressam verdades que vão muito além da simples descrição de fenômenos climáticos.

E ai, ao pensar nisso, é que começamos a perceber o que realmente é a Roda do Ano, tal como nos foi legada por nossos ancestrais europeus. Ela não fala de temperaturas, nem de tempos de sol ou folhas secas ou brotos verdes... essas coisa apenas serviram como marcadores do que é realmente a Roda. Ela fala de realidades além do humano, além das colheitas, além das formas que as expressam. Ela fala de coisas que são mistérios, muito mais profundos do que a temperatura ou os critérios geográficos.

Se a Deusa em que acreditamos é o Todo e seu corpo é o próprio Universo, então, temos que admitir que a Roda do Ano descreve o respirar da Deusa, como Ela se comporta e como muda na dança do ano. Vejam bem: como a Deusa muda, e como as energias fluem por seu Corpo INTEIRO, TODO.

A Roda do Ano fala , realmente daquela que é muitas vezes chamada em textos inspirados como “ A única lição da Deusa” , que é a Lição dos Ciclos. A Roda do Ano diz que há um tempo de despertar e crescer, um tempo de amadurecer, um tempo de colher, um tempo de morrer, um tempo de esperar e depois outro tempo de renascer. E isso não ocorre só em um pedaço (sul ou norte) do Corpo da Deusa. Isso ocorre, obviamente, em TODO O CORPO DA DEUSA AO MESMO TEMPO.

Creio firmemente que a Roda do Ano não possa e nem deva ser reduzida a critérios geográficos. Ela precisa ser entendida como a descrição do fluir da energia e suas variações no Todo, que é o Corpo Dela. Por essa visão, então, deixa de ter importância em que hemisfério moramos ou que temperatura faz em cada sabbat e acabamos vendo os sabbats em sua essência e compreendendo as mudanças climáticas de onde estamos apenas como referencias ao ciclos. Porque se o corpo dela é o universo, então é Imbolc em toda a Terra, e em Alpha Centauri, Plutão ou no Cometa Halley, por exemplo...

Explicando; eu não celebro Ostara como apenas o início da primavera. Ostara é a entrada do Sol no signo de Áries, ou seja, um tempo de impulsos, nova vida, iniciativas, explosões e jorros de vida e energia. Março é, pois Ostara, seja no norte, onde corresponde à primavera , ou seja no Sul, onde corresponde ao outono, mas o outono traz esse jorro de inícios, porque o ano civil começa de verdade. Ou vc não sente um tempo de inícios em sua vida após o Carnaval?

Hoje eu celebro Ostara em março e celebro o plantio na minha vida, embora seja o tempo em que começarão os 6 meses de seca do cerrado, em que moro. No nosso Ostara sempre há a celebração tradicional e depois a saudação e boas vindas ás forças da seca, que matarão o cerrado, mas o farão renascer depois. Celebramos também o plantio em nossas vidas. E realmente o ano mal começou e é tempo de planejar e querer mais.

Como se vê, quem celebra pelo norte não ignora o clima e a natureza que o cerca, somente interpreta esse ciclo como parte de um ciclo universal dos Sabbats.

Do mesmo modo uma pessoa que nasce em março no Hemisfério Sul não se torna, pelo critério geográfico, do signo de Libra , mas continua sendo do signo de Áries. Isso ocorre porque o Zodíaco, como a Roda do Ano tem uma aplicação universal: é um linguagem que descreve a predominância de energias no Corpo da Deusa, esteja vc onde estiver.

Assim é que podemos ver a correspondência exata dos signos com os Sabbats:

Imbolc – Aquário – renovação
Ostara – Áries – Impulsos
Beltane – Touro – Sensualidade
Litha – Câncer – Família
Lammas – Leão- Sacrifício do Sol
Mabon – Virgem – Colheitas e agradecimento
Samhain – Escorpião – Morte e mistérios
Yule – Capricórnio – Esperanças

Note, porém que SÓ HAVERÁ CORRESPODÊNCIA EXATA DOS SIGNOS COM OS SABBATS SE MANTIVERMOS AS DATAS ORIGINÁRIAS DO HEMISFÉRIO NORTE. Se invertermos as datas, essa correspondência se perde, e pior, creio que se perde também a noção de que ao celebrar a Roda estamos celebrando algo universal e não apenas local.

Celebrar pelo Hemisfério Norte tem ainda duas enormes vantagens:

1) Celebra-se de acordo com a EGRÉGORA ANCESTRAL e não contra ela. Ou seja, celebramos seguindo o mesmo fluxo energético que dura mais de dez mil anos. Essa força não é nada desprezível e todos os que celebram pelo Sul sabem que ela muitas vezes os impulsiona a celebrar, por exemplo, Samhain em 31 de outubro.
2) Celebra-se o que a sociedade brasileira está vivendo, ou seja, celebram-se os fluxos de energia criados pelas crenças e pela atividade de 200 milhões de pessoas vivas aqui e agora, para quem Yule ( ou Natal) é em dezembro, Ostara ( ou Páscoa) é em março, Dia dos Mortos é perto de Samhain , na transição outubro/novembro e por ai vai...
Lembrem-se que esta força não é de ser ignorada, porque se originariamente a Roda expressa o que a sociedade humana estava celebrando de acordo com a época do ano, não podemos dizer que o que os brasileiros estão celebrando não afete nossa roda pessoal. Nem se diga que as pessoas seguem festivais cristãos, porque isso não é verdade. As pessoas celebram o que nossos ancestrais pagãos celebravam, SEGUNDO O HEMISFERIO NORTE. Logo, celebrar pelo Norte nos mantém ligados ao que nos rodeia, nossa realidade social.

É preciso deixar de lado essa mania esquisita que nos leva a pensar que o que é humano, ou cultural, está fora da natureza. Nós somos natureza também!

Olhando ainda o que ocorre na natureza do Brasil, vemos que muitas vezes a Roda Norte acaba expressando alguns momentos de nossa realidade. Por exemplo, na época das festas juninas celebramos Litha/ Lammas. Ora, esses são festivais de fartura. E o milho é muito farto. Quem inverte e celebra pelo Sul, está em Yule, que deveria ser um tempo de escassez. Ora, mas eles alegam que seguem a realidade da natureza e estão ignorando solenemente essa fartura e celebrando a escassez! Tudo isso só vem demonstrar cabalmente que tanto se ignoram aspectos da natureza do Hemisfério Sul celebrando pela Roda Norte quanto celebrando pela Roda Sul.

A observação de algumas Rodas agrícolas de festivais das nações indígenas brasileiras revelam coincidências notáveis com a Roda Norte. Por exemplo, a Povo Araweté tem o costume de colher somente até o final de outubro, deixando apodrecer na roça o que não foi colhido até então. Esse é um costume típico de Samhain, e foi celebrado por um povo pagão genuinamente brasileiro em outubro...

CONCLUSÃO
Cabe a cada wiccaniano decidir o que quer celebrar e como se sente melhor. Sugiro que se experimente de todos os modos, a fim de saber como vc se sente. Sem preconceitos, sem se prender somente a critérios formais de “primavera, verão etc”. Sinta a Roda, olhe a natureza, olhe as pessoas a sua volta e responda: seu próximo sabbat será de inícios ou términos? Será de crescimento ou descréscimo? Ai sim, vc poderá escolher o que deseja celebrar.

E, por favor, nunca mais olhe com preconceito para quem celebra pelo Norte. 



segunda-feira, 1 de julho de 2013

O que é uma Garrafada Mágica?



Garrafada é um método antigo de fabricação de medicamentos onde utilizamos raízes, flores, frutos e folhas, misturados ao vinho, ao álcool de cereais e outros elementos para tratamentos da beleza, da fadiga, de contusões e muito mais, podendo, também, ser utilizados em banhos para purificação, atração, financeira e amorosa.



Mas, por que e como funciona?

Sua intenção, somada à energia dos ingredientes é o que causa o resultado. Simples assim. A Magia Natural opera pela fusão do seu poder pessoal (desejo, intenção, foco e fé), com o poder dos elementos naturais e dos Deuses.



Cada “coisa” tem uma energia e vibração correspondentes, que entram em sintonia com energias semelhantes, por ressonância. Essa união de forças funciona como uma “bateria” para a realização do seu desejo. Basta canalizar esta energia corretamente. Um bom modo de começar é pesquisar sobre a correspondência planetária ou elemental de ervas e cristais, o uso apropriado das cores e números. Verifique também o melhor dia da semana e fase lunar para sua montagem e consagração.



Seguindo estes fundamentos você poderá criar garrafas para várias finalidades. Basta adaptar os ingredientes e o encantamento de acordo com o objetivo!

Garrafa da Sorte para ser feita na Lua Cheia, domingo, horário do Sol



Ingredientes:
Coloque em um vidro: 
1 punhado de Aveia
3 cravos
1 punhado de Erva doce
1 punhado de erva cidreira
3 gotas de limão
3 trevos 4 folhas, 
1 punhado de alecrim, 
madressilvas, 
 3 anis estrelados.
Sele a tampa com cera quente de vela cor verde.

Macere as ervas e dentro de um vidrinho pequeno, coloque as ervas mais álcool de cereais, enchendo-o até a metade.
Deixe-o em um local que possa ser refletido nele a lua cheia. Antes do nascer do sol, enterre-o em um vaso ou jardim, dizendo o seguinte encantamento: 

" Pelos poderes da Terra que és o corpo dEla. Pelos poderes de 3x3, pelo bem maior, sem a ninguém prejudicar... Acolha terra, esta garrafa e realize meu desejo de ter sorte por onde passar"

Depois de 7 dias retire a garrafa e leve-a sempre consigo ou coloque-a em um local onde possa vê-la sempre.



Garrafa de proteção
 Garrafa de Proteção contra Inveja.
Alho, sal grosso, olho grego, pimentas (branca, vermelha e do reino) e espinhos de roseira branca. Feita na terça-feira, de lua minguante, preferencialmente ao meio-dia. Consagrada a Sekhmet.



Fonte: http://casadabruxajadefenix.blogspot.com.br/2013_06_01_archive.html



O uso das ervas mágicas é relativamente simples! Alguma ervas aqui citadas são venenosas, tenha muita cautela antes de usá-las!!!

Uma forma de fazer uso das ervas mágicas é colocando-as em um saquinho feito com veludo preto. Este saquinho é um amuleto mágico, por isso sempre leve-o consigo.

Secá-las e deixá-las penduradas em algum lugar de sua casa também é uma forma poderosa de atrair as forças mágicas destas ervas.

Ervas relacionadas ao amor podem ser reduzidas à pó. Você poderá soprá-lo sobre a pessoa amada ou usá-lo quando quiser conquistar alguém.


O Poder e a Magia das Plantas

Negócios: benjoim, canela, cravos da índia, louro.

Adivinhação: alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz-moscada, rosa, sândalo.

Fertilidade: carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, rosa.

Cura: alecrim, arruda, canela, cardo bento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, naciso, rosa, sálvia, violeta.

Amor: alecrim, canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, maçã, manjericão, verbena, violeta.

Dinheiro: amêndoa, artemísia, brionia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo.

Proteção: alecrim, angélica, arruda, boca de leão, artemísia, erva doce, freixo, louro, peônia, verbena, visgo.

Purificação: açafrão, alfazema, alecrim, aniz, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, olíbano, sabugueiro, sândalo, sangue de dragão.


Guia Herbal

A


Alecrim (Rosmarinus officinalis)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Usado em encantamentos de proteção, para ajudar nos estudos. Lavar as mãos com uma infusão de alecrim substitui um banho de purificação. Beba um chá de alecrim antes de fazer um exame ou uma entrevista para ter a mente alerta. O chá de alecrim é ótimo para trazer o ânimo de volta.
Está ligado a fidelidade, amor, lembranças felizes. O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é um símbolo de amizade.

Açafrão (Crocus sativus)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Usado em rituais de prosperidade e cura.

Alho (Allium sativum)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Erva extremamente protetora. Pode ser pendurado em casa para proteger. Também utilizado para fazer exorcismo. Os antigos gregos colocavam o bulbo do alho em um monte de pedras em um cruzamento como uma oferenda à Hécate.

Amêndoas (Prunus amygdalus [doce] Amygdalus communis [amarga])
Antigamente as amêndoas era conhecidas por prevenir a intoxicação, no tempo medieval as amêndoas eram adicionadas as refeições por esse mesmo propósito. Além disso, a amêndoa é consumida para dar inteligência.

Angélica (Angelica archanegelica)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
A raiz dessa erva guardada em um saquinho de tecido azul funciona como um poderoso talismã protetor.
A raiz também pode ser colocada em um saquinho de tecido branco ou azul, e pendurado na janela para proteger a casa e as pessoas que moram nela de todo o mal.

Anis (Pimpinela anisum)
. Planeta: Júpiter
. Elemento: Ar
Usado para proteção. Um travesseiro feito com anis, proporciona um sono tranqüilo e sem pesadelos.
É considerado um ótimo protetor contra olho gordo.

Avelã (Corylus spp.)
. Planeta: Sol
. Elemento: Ar
A madeira é apropriada para fazer qualquer tipo de bastão. Um ótimo encantamento para lhe trazer sorte consiste em fazer uma cruz solar amarrando 2 galhos juntos com um cordão vermelho ou dourado.


B


Bálsamo de Gilead (Populus candicans)

. Planeta: Saturno
O botão pode ser usado para curar um coração partido. Também é usado em feitiços de amor e proteção.

Basílico (Ocimum basilicum)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em rituais de riqueza e prosperidade. Pode ser carregada no bolso para atrair dinheiro.
Há tempos atrás acreditava-se que a mulher acabaria com a infidelidade do marido salpicando basil no corpo dele.

Baunilha (Vanilla aromatica ou Vanilla planifolia)
. Planeta: Júpiter
. Elemento: Fogo
Usado me encantamentos de amor, e o óleo de baunilha tem função afrodisíaca.

Benjoim (Styrax benzoin)
. Planeta: Sol
. Elemento: Ar
Usado como incenso para purificação.


C


Camomila (Anthemis noblis)
. Planeta: Sol
. Elemento: Água
Usado em encantamentos e em rituais de prosperidade. Estimula o sono. O chá acalma e tranqüiliza, pode ser muito útil quando você precisar fazer um ritual e estiver sentindo raiva ou agonia. Lavar o rosto e as mãos com camomila atrai amor.

Canela (Cinnamonum zeylanicum)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Usado como incenso para cura, clarividência, vibrações espirituais. Conhecida como um poderoso afrodisíaco. Usado em feitiços de prosperidade. Muito usada também em feitiços de amor.

Carvalho (Quercus alba)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Árvore sagrada em muitas culturas. Queimar folhas de carvalho purifica. A madeira é usada para fazer bastões de todos os tipos. O fruto de carvalho pode ser usado para fazer encantamentos de fertilidade, preservar a juventude, evitar doenças. O homem pode usar o fruto de carvalho para aumentar seu poder sexual.

Cebola (Allium cepa)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo Topo
Usado para proteger e curar.

Cipestre (Cupressus spp.)
. Planeta: Saturno
. Elemento: Terra
A fumaça do cipestre pode ser usada para consagrar instrumentos mágicos.

Coentro (Coriandrum sativum)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor.

Cominho (Carum carvi)
. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Usado em encantamentos de amor para atrair a pessoa amada.

Cravo (Dianthus caryophyllus)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Na época da inquisição as bruxas carregavam o cravo consigo para prevenir-se da captura ou enforcamento. Gera energia no ritual quando usado como incenso.


D


Dill (Anethum graveolens)

. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor. Pendurado em quarto de crianças para protegê-las. Em tempos antigos o dill era usado para se proteger contra bruxarias.


E


Espinheiro (Crataegus oxyacantha)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em "saquinhos" de proteção. Na antiga Grécia e Roma, era associado a felicidade no casamento.
Pode ser queimado como incenso quando você precisar de energia e dinamismo em sua vida, e quando precisar refletir sobre sua vida.

Eucalipto (Eucalyptus globulus)
. Planeta: Lua
. Elemento: Ar
Usado em rituais de cura, e em feitiços de todos os tipos. Pode ser utilizado para cura colocando as folhas em volta de uma vela azul e em seguida queimá-la. Também pode ser pendurada em volta do pescoço para curar resfriados e dores de garganta.


F


Freixo (Fraxinus excelsior)
. Planeta: Sol
. Elemento: Água
Usado para fazer vassouras, e bastões de cura. As folhas deixadas embaixo do travesseiro induz a sonhos psíquicos. A folha pode ser trazida no bolso para atrair boa fortuna.


G


Gardênia (Gardenia spp.)
. Planeta: Lua
. Elemento: Água
Use as flores para atrais amor.

Girassol (Helianthus annus)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Traz bênçãos do Sol em qualquer jardim no qual ele cresce.


H


Hera (Hedera spp.)
. Planeta: Saturno
. Elemento: Água
Guarda e protege a casa, de quem possui essa planta.

Hortelã (Mentha piperata)
. Planeta: Vênus
. Elemento: Ar
Usado em encantamentos de cura, tomar banho com hortelã também é ótimo para curar, e também pode ser usado como incenso.


I


Íris (Iris florentina ou Iris germanica)
. Planeta: Vênus
. Elemento: Água
Usado em feitiços de amor, banhos e incensos.


J


Jasmin (Jasminum officinale ou Jasminum odoratissimum)
. Planeta: Júpiter
. Elemento: Terra.
Usado em feitiços de amor.

Junípero (Juniperus communis)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
O ramo de junípero é usado para evitar acidentes. O grão seco tem a propriedade de atrair amor. Essa planta protege a casa contra roubo.


L


Laranja (Citrus sinesis)
. Planeta: Sol
. Elemento: Água
A casca seca de laranja é usada em feitiços de amor e fertilidade, e como incenso solar. É um símbolo tradicionalmente chinês de sorte e prosperidade.

Lavanda (Lavendula vera ou Lavendula officinale)
. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Usado em banhos ou como incenso para purificação. Jogar lavanda no fogo no solstício de verão é um tributo aos Deuses e também nos dá visão e inspiração. Usado também em banhos para curar, e para atrair homem. O perfume da Lavanda induz ao sono. Excelente para dar claridade e coerência em trabalhos mágicos e concentrar a visualização.

Louro (Lauris noblis)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Na Antiga Grécia as folhas de louro eram usadas para fazer coroas para os vitoriosos no atletismo ou nos concursos de poesia. As folhas podem ser queimadas ou mastigadas para induzir visões. Usado como amuleto para evitar as negatividades. As folhas deixadas embaixo do travesseiro induzem a sonhos proféticos. Pode ser usado em rituais de proteção e purificação. Manter um pé de louro em casa protege todos os que moram nela de doenças.


M


Mandrágora (Mandragora officinarum)
. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Terra
Uma erva muito poderosa para proteger o Lar. A raiz pode ser usada para curar a impotência masculina. Para carregar a mandrágora com seu poder pessoal, deixe-a em sua cama durante 3 dias durante a lua cheia. Usada para dar coragem.

Manjerona (Origanum majorana)
. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Usado em feitiços de amor. Coloque um pedaço dessa erva em todos os cômodos da casa para ter proteção.

Margarida (Bellis perennis)
As margaridas estão associadas as celebrações da primavera e do verão: decorar a casa na noite do verão, traz felicidade para o lar e atrai as fadas.

Maçã (Pyrus malus)
. Planeta: Vênus
. Elemento: Água
Muito usada em feitiços de amor há milhares de anos. O suco da maçã pode substituir o vinho, quando for realizar um feitiço ou algum ritual. A madeira da macieira pode ser usada para fazer bastões, e utilizá-lo para realizar feitiços de amor.

Meimendro (Hyoscyamus niger)
. Planeta: Saturno
. Elemento: Água
Venenoso! Usado para atrair o amor de uma mulher. Também usado em adivinhação salpicando meimendro na água (scrying).

Mirra (Commiphoria myrrha)
. Planeta: Sol
. Elemento: Água
Usado como incenso protetor e purificador. Também pode ser usado para consagrar instrumentos mágicos.

Murta (Myrica cerifera)
. Planeta: Vênus
. Elemento: Água
Sagrado para Vênus, é usado em feitiços de amor e de todos os tipos. Ter murta em casa atrai sorte. Use as folhas de murta para atrair amor, e a madeira para preservar a juventude. Use a madeira para fazer encantamentos.


N


Noz (Juglans regia)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Use a noz em encantamentos para promover a fertilidade e fortalecer o coração.

Noz-moscada (Myristica fragrans)
. Planeta: Júpiter
. Elemento: Ar
Usado para reforçar a clarividência prevenir reumatismo. Sonhar com noz-moscada significa mudanças na vida do sonhador.


O


Olíbano(Boswellia carterii)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Seu perfume é muito poderoso para ajudar em meditações. Use como incenso para proteger.

Oliva (Olea europaea)
Sagrado para Atenas. É um símbolo de paz e prosperidade.


P


Patchouli (Pogostemon cablin ou Pogostemon patchouli)
. Planeta: Sol
. Elemento: Terra
Erva afrodisíaca, também atrai amor.

Pimenta (Capsicum spp.)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de proteção.


R


Rosa (Rosa spp.)
. Planeta: Vênus
. Elemento: Água
Beba um chá de rosas parar ter sonhos adivinhatórios, ou para melhorar a beleza. Usados como incenso ou em encantamentos, para dormir, atrair amor e curar. Sonhar com rosas significa, sucesso no amor, fortuna.


S


Sabugueiro(Sambucus canadensis)
. Planeta: Vênus
. Elemento: Ar
Os galhos podem ser usados para fazer varinhas mágicas.

Salgueiro (Salis alba)
. Planeta: Lua
. Elemento: Terra
Os bastões feitos com a madeira do salgueiro têm a propriedade de cura. O salgueiro traz bênçãos da Lua para aqueles que o tem em sua propriedade. O salgueiro pode ser usado para fazer a vassoura mágica. Tanto as folhas quanto a madeira.

Salsa (Carum petroselinum)
. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Na antiga Grécia e Roma era um símbolo de morte, e era usada nas coroas de flores em túmulos. Era sagrado para Perséfone e usado em ritos funerários.

Sálvia (Salvia officinalis)
. Planeta: Júpiter
. Elemento: Terra
Usado em encantamentos de cura e prosperidade. Promove a longevidade e saúde.

Samambaia
. Planeta: Saturno
. Elemento: Terra
É uma planta extremamente poderosa para a proteção da casa.

Sândalo (Santalum album)
. Planeta: Lua
. Elemento: Ar
Usado como incenso para purificar, curar e proteger.

Sangue de Dragão (Daemonorops draco ou Dracaena draco)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor e proteção. Um pedaço colocado debaixo da cama ajuda a curar a impotência.
Carregue um pedaço com você para sempre ter sorte. Pode ser dissolvido e usado no banho para uma poderosa purificação. O sangue de dragão também é usado para fazer tinta mágica.


T


Tília (Tilia europaea)
. Planeta: Júpiter
Associado ao amor conjugal e a longevidade.

Tomilho (Thymus vulgaris)
. Planeta: Vênus
. Elemento: Ar
Usado como incenso purificador, banhos mágicos de limpeza. Pode ser inalado para refrescar e renovar energia. Use para se defender contra negatividade. Traz inspiração e coragem.

Trevo (Trifolium spp.)
. Planeta: Mercúrio
Associada a Deusa Tríplice. Usado em rituais de beleza e juventude. O trevo de quatro folhas, pode ser usado para ver fadas, curar doenças, e em feitiços de boa sorte. Sonhar com trevo significa fortuna principalmente para pessoas jovens.


U


Urtiga (Urtica dioica)
. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Encha um pote com urtiga para mandar más vibrações e maldições de volta para quem te mandou. Usado em feitiços de proteção. Usado para dar coragem. Foi considerado como antídoto contra vários venenos.