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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Como desenvolver a sua intuição




Quem já não passou pela experiência de lembrar de alguém e imediatamente receber um telefone dessa pessoa, ou ainda, sentir o impulso de fazer um caminho diferente ao sair de casa, negligenciar a sensação e dar de cara com um congestionamento enorme?

A intuição se manifesta no momento em que determinadas áreas cerebrais, pouco estimuladas habitualmente, ativam-se e o seu conteúdo, muitas vezes aparentemente incoerente, pode ser acessado e reinterpretado pelo hemisfério esquerdo do cérebro, que por ser mais racional e descritivo, consegue tornar útil e compreensível a informação.

Existem muitas formas de fazê-lo: O trabalho constante com os oráculos como o Tarô e o I Ching, a meditação, que pode incluir o uso de imagens (mandalas), mantras (verbalizados ou mentalizados), a chama de uma vela, a concentração na própria imagem diante do espelho, ou a observação da própria mente até que ela se aquiete.






Outra forma é segurar um objeto bem próximo aos seus olhos e verificar que sensações poderiam surgir a respeito daquilo que tinha em mãos. Essas sensações poderiam ter a forma de imagens, sons, nomes ou sensações. Outra técnica consistia em segurar o retrato de uma pessoa ou de um grupo de pessoas e escrever em um pedaço de papel todos os pensamentos que me ocorressem sobre as pessoas na foto, tais como suas idades, seus gostos, o que as desagradava, se estavam felizes, tensas, ou preocupadas a respeito de alguma coisa e assim por diante. 

Esse outro tipo de exercício exirge a participação de um grupo de pessoas. Uma pessoa tem que se sentar em uma cadeira de frente para as demais. Outra precisava postar-se de pé um passo atrás da pessoa sentada, fora de seu campo de visão, portanto. A pessoa sentada deveria descrever tudo o que sentisse a respeito da pessoa de pé. Seria a energia de um homem ou de uma mulher? Quais seriam as características mais destacadas dessa pessoa? Como eram suas roupas? A pessoa usava óculos?


Todos esses exercícios são concebidos para ajudar a pessoa interessada a utilizar suas sensações, e não seu lado racional, para captar o mundo ao seu redor. Logo, você estará incorporando muitos deles ao meu cotidiano. 




Quando adquiri mais confiança na sua intuição, comecei a captar coisas sobre as pessoas - a ler as pessoas. Esta é uma maneira de sintonizar com o interior dos outros, em um nível emocional. Funcionava do mesmo jeito que utilizava com os retratos. Você deve tentar captar o que estar se passando no íntimo das pessoas. Tratava-se de uma boa pessoa? Estaria escondendo alguma coisa? Era feliz ou triste? Quais seriam seus desejos na vida? O que a motivava? Registrando suas sensações e então comparava com a pessoa física, de maneira a verificar se o que havia captado intuitivamente se encaixava com a realidade. No início você poderá levar algum tempo até descobrir que perguntas fazer a si mesmo. Mas, depois, parece que, em poucos segundos, você será capaz de ler a pessoa.

Você irá descobrir que, quanto mais seguir a sua primeira intuição, mais será capaz de acertar. Precisava aprender a não ter medo de perguntar. Será que a minha primeira sensação foi distorcida por meus preconceitos ou por meus julgamentos? Foi de fato a minha primeira sensação, ou já é um pensamento elaborado? Logo irá torna-se claro para você que aprender a confiar nos seus palpites e seguir o seu instinto será sempre válido, independente das razões para fazê-lo ou do sentido que a sua vida irá tomar.







O modo mais fácil de ler as pessoas é através das emoções. As emoções são energias em estado bruto e, quer se dê conta ou não, a maioria das pessoas traz o coração à flor da pele.

Aprendi a me libertar dos condicionamentos do meu ego e permitir à minha vida dirigir-se para onde quiser me levar". Elisabeth Cavalcante


Fique atenta(o) ao poder da intuição 


Sabe quando você tem a certeza de alguma coisa, mas não sabe explicar por que ou de onde ela veio? Essa é a intuição, que vem do latim intueri e significa considerar, ver anteriormente. Os pressentimentos podem nos levar a tomar decisões melhores que as deliberações racionais. Mas para compreender, não basta pensar: é preciso sentir e, principalmente, intuir.
A razão tem razão?
A intuição é uma aptidão que todos nós temos, mas que precisa ser desenvolvida - assim como a própria capacidade de pensar. Ela funciona como um guia interno, que se manifesta através de um conhecimento não-linear. "Por isso a intuição aparece através de sensações inexplicáveis, insights, sonhos, ou de uma voz interna que parece dizer 'sim, isso está certo' ou 'isso não vai funcionar'", diz a psiquiatra americana Judith Orloff, autora do livro Second Sight (Outro Olhar, numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil). "Um pressentimento sempre nos inquieta porque não sabemos de onde ele surgiu, ele não vem a partir de um raciocínio consciente, mas de um lugar desconhecido da nossa mente", escreve Judith. Filósofos como Platão já valorizaram a intuição como um ponto de partida para suas ideias. As sacadas surgiam intuitivamente e, depois, eles tratavam de colocá-las à prova sob a luz do racionalismo.
A mente intuitiva
Nossa mente trabalha melhor relegando ao inconsciente uma boa parcela do pensamento racional - ela não daria conta de tudo, se não usasse esse artifício. Por causa disso, a própria evolução dotou nossa mente da capacidade de reagir antes mesmo de pensar quando estamos diante de uma situação de risco - a intuição é, portanto, uma aptidão evolutiva. Na maior parte das vezes, os pressentimentos se baseiam num volume surpreendentemente pequeno de informações. "O instinto que nos faz hoje optar por algo que conhecemos equivale ao instinto de sobrevivência no mundo selvagem", diz o professor de Psicologia da Universidade de Chicago, Gerd Gigerenzer, no livro O Poder da Intuição.
Atenção aos sinais
Intuir funciona como um "sexto sentido" colocado à nossa disposição e que nos ajuda a melhorar nossa relação com o mundo e facilitar nossa vida. É o autoconhecimento, aliás, que nos permite reconhecer os pressentimentos que a nossa mente tem. E, se estivermos atentos aos sinais, aumentamos nossa capacidade de decidir acertadamente. Para que isso ocorra, precisamos estar com a mente tranquila - afinal, quanto maior nosso nível de estresse e de ansiedade, menor a acuidade dos nossos sentidos.



Confiar (e agir)
Desenvolver a intuição significa adotar uma postura mais reflexiva e trabalhar a autoconfiança. Dedicar-se um tempo ao silêncio e ao recolhimento ajuda. Registrar e interpretar sonhos e impressões, também, porque essas práticas facilitam o acesso ao mundo interno, assim como ler, conhecer, assistir, viajar. "Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento de que necessita em seu próprio interior", escreveu o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, um defensor da intuição.

Intuir, portanto, é enxergar melhor o mundo olhando para dentro de nós mesmos. Mas de nada adianta abrir uma comunicação com o inconsciente se isso não impulsionar ações. Viver é mesmo correr riscos e, para isso, nem sempre basta apenas pensar.
Fonte: LIVRO
Blink!, Malcolm Gladwell Blink, Rocco
O Poder da Intuição, Gerd Gigerenzer, Best Seller
Sway - The Irresistible Pull of Irrational Behaviour, Ori e Rom Brafman, Broadway Books



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