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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Servos Astrais



Eu sempre fui bom em viagens astrais, e apesar de nunca ter feito uma totalmente de bom grado (já que é extremamente difícil fazer uma viagem astral consciente), tenho certos modos de induzi-la naturalmente. Bom, em uma destas induções tentei visitar um querido amigo meu de São Paulo. Consegui chegar no ponto onde queria, no ponto da “troca de canal”. Entretanto, ocorreu algo que não estava nos meus planos. Eu comecei a ver pessoas passando e um deles, um homem sem olhos, veio muito rapidamente em minha direção e me beijou e vampirizou de forma muito agressiva. Interrompi na hora e levantei meio assustado, mas soube o que tinha ocorrido: Eu esbarrei com o servo dele.
Os servos astrais são entidades individuais criadas com a sua própria energia e que tem diversas funções dependendo de como eles são feitos.  Eles podem ser usados para ajudar em trabalhos mágicos de proteção de lugares ou pessoas, ou até mesmo para amaldiçoar.
Criar um servo é um exercício de fé em si e de força de vontade. As egregoras são forças geradas pela imaginação das pessoas do grupo, e quanto mais forte você acredita nela, mais forte ela será. Quando você cria um servo, esta criando uma egregora
Por vezes confundimos servos com familiares, entretanto há uma grande diferença entre os dois. A principal delas é o fato de servos não terem vontade, ou seja, eles não fazem as coisas do jeito que acham melhor, eles fazem o que são mandados.

Criando o servo
Quando criamos um SA, estamos criando uma egregora controlada e com tempo limitado de vida (pois os servos não devem ser mantidos por mais de um mês), com um propósito, uma missão.

Primeiro passo: Idealizando o seu servo.
O processo de criação de um servo é parecido com o processo de criação de um familiar em diversos pontos, apenas mudando que o familiar já existe.
O primeiro passo é meditar sobre o servo. Como será seu servo? Eu lembro que algum tempo atrás, meu servo era uma cabeça flutuante sem olhos e com dreads.  Você pode fazer o seu servo do jeito que você quiser. Humanoide ou não, animalesco, alienígena, enfim, do jeito que você quiser.
Entretanto, é necessário que o servo possua certas características que te lembrem o por que ele está vivo. Por exemplo, se for um servo de ataque é bom que ele possua garras, se for um servo de defesa é bom que ele seja mais resistente, e por ai vai.
Depois de criar o esqueleto em sua mente, você precisa passa-lo para o papel. Desenhe o seu servo, mesmo que você não saiba desenhar, só para se lembrar das características mesmo.



Segundo passo: Identificando o seu servo.
O processo de nomeação do servo se da depois da criação do seu corpo. O nome fala muito mais sobre a gente do que podemos imaginar. No nome esta nossa forma evocatória, nossa maneira de ser e nosso objetivo. Quando alguém chama pelo teu nome, ela quer te falar algo, ou seja, te evocar.
Assim é com o Elemental artificial: De um nome a ele que faça ele lembrar por que esta ali, qual o objetivo dele de vida e faça um selo em sigilo com seu nome.

Terceiro passo: Invocando o ragatanga


Bom pessoal, chegamos a parte principal: Dando a vida ao teu servo. Para que não haja erros no ritual de vivificação, é necessário que você escreva ele antes de executar (Assim como deveria ser todos os rituais).
Faca um ritual normal. Acenda suas velas e incensos dependendo da intenção. Faça um banimento leve para afastar as influencias do local e trace o circulo e comece o ritual anunciando ao cosmo a sua intenção.
Em seu altar precisa ter o símbolo dos quatro elementos em seus respectivos ponto. Ponha o selo ao lado do desenho do servo e conjure-o com algo pré-escrito e visualize ele se erguendo do selo. Carregue o sigilo da forma que você quiser e visualize, nas costas do seu servo, o sigilo sendo desenhado como aquelas marcas de queimadura que fazem nos bois.



"Vem a mim, Aracne Parasonia

Minha criatura

Maleficência, devoradora de sonhos

Que enfraquece o meu inimigo por dentro
Saia das sombras e venha em meu proposito"
~Exemplo exemplo exemplo exemplo ~



Passe o selo por todos os elementos físicos. Na terra, de a ele o corpo físico. No ar, a capacidade de se comunicar. No fogo, a força espiritual para executar as tarefas e na água a capacidade de existir. E no fim mande o sopro da vida para ele, concentrado toda a sua energia no tórax, prendendo por alguns segundos e soprando. Atenção: Tome cuidado. Não requinte muito a personalidade do seu servo pois ele pode acabar ganhar as características principais da vida (Intelecto, percepção, vontade e principalmente a consciência)
Visualize ele na sua frente e converse com ele. Conte-o sua função, onde deve agir ou em que. Marque um objeto ou o próprio desenho dele com o sigilo, pois esta será a residência do seu servo.  Guarde o papel contigo para chama-lo quando quiser.
Faca o banimento final e destrace o circulo.
Pronto, o seu servo esta criado. Mas e agora? Agora você tem que alimenta-lo todos os dias. Para alimenta-lo vá ate sua residência e de a ele energia. Deixe-o te sugar. Você pode também alimenta-lo com sangue ou sêmen, ou qualquer fluido energético dependendo da proposta.

Quarto passo: Convocando seu servo para trabalhar.
Bom, existem duas formas básicas para chamar o seu servo, sendo uma mais emergencial e outra ritualística.
A primeira forma é por meditação. Basta você segurar o selo e entoar o seu nome.
Já na segunda forma, você precisa fazer um banimento antes de convocar para diminuir as influencias e chama-lo pelo espelho negro ou qualquer outra técnica divinatória (Incluindo o espelho negro psíquico) ate que ele apareça e bani-lo de novo no final.


Quinto passo: Assassinando o seu servo.


Bom, se vocês não tiverem Alzheimer, devem lembrar que eu falei sobre a vida útil de um servo.

Mas por que um servo precisa ter vida útil? É simples: Imagine você. Você tem um propósito. Ou quer um namorado, ou ficar rico, ou ser feliz, não importa. Mas quando você consegue, você sempre cria um outro propósito, e assim é com o servo.  Ele cumpriu o que tinha que cumprir e vai criar um outro propósito querendo você ou não, e este novo propósito pode te agredir. Também é provável que este servo aprenda a se alimentar de outras pessoas a sua volta e não precise mais de você, se tornando uma egregora independente. Imagine alguém que sabe tudo sobre você e vive solto pelo mundo.
Nestas duas hipóteses, só temos um pensamento: Esta é a hora de mata-lo. 

Para eliminar um servo é necessário recriar o ritual que ele foi criado, entretanto, na parte da conjuração é necessário que você desconjure-o, deixando claro que seu intento já foi cumprido, e deixando claro também o seu legitimo direito de dar um fim naquela vida que você começou. Leia a sua desconjuração e queime o sigilo, fazendo a energia dele fluir de volta para os seus pulmões.
Finalize o ritual da mesma forma, e esqueça o seu servo.
Nao fale sobre ele durante muito, muito tempo. Tente não pensar nele, ou no MAXIMO Trata-lo como um animal morto. E nunca, em hipótese nenhuma, volte a chama-lo.
Bom, é isso ai pessoal. Espero que usem seus servos com prudência. E lembrem-se sempre: Magick is Might


Fonte: Bruxaria Hipster

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