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quarta-feira, 10 de abril de 2013

A deusa indiana Kali Ma





A Índia foi o lugar em que a humanidade vivenciou a Mãe Terrível da forma a mais grandiosa, como Kali, "as trevas, o tempo que a tudo devora, a Senhora coroada de ossos do reino dos crânios". 
Na mitologia hindu, Kali é uma manifestação da Deusa Durga. Segundo a lenda, no primórdios dos tempos, um demônio chamado Mahishasura ganhou a confiança de Shiva depois de uma longa meditação. Shiva ficou agradecido por sua devoção e então lhe concedeu a dádiva de que cada gota de seu sangue produziria milhares como ele, que não poderiam ser exterminados nem pelos homens, nem pelos deuses. De posse de tamanho poder, Mahishaseura iniciou um reinado de terror vandalizando pelo mundo.As pessoas foram exterminadas cruelmente e até mesmo os deuses tiveram que fugir de seu reino sagrado. Os Deuses reuniram-se e foram se queixar para Shiva das atrocidades cometidas pelo tal demônio. Shiva ficou muito zangado ao ser informado de tais fatos. Sua cólera, por sentir-se traído em sua confiança, saiu do terceiro olho na forma de energia e transformou-se em uma mulher terrível. 
Shiva aconselhou que os outros Deuses também deveriam concentrar-se em suas shaktis e liberá-las. Todos os Deuses estavam presentes quando uma nova deusa nasceu e se chamou a princípio de Durga, a Mãe Eterna. Ela tinha oito mãos e os Deuses a investiram com suas próprias armas de poder: o tridente de Shiva, o disco de Vishnu, a flecha flamejante de Agni, o cetro de Kubera, o arco de Vayu, a flecha brilhante de Surya, a lança de ferro de Yama, o machado de Visvakarman, a espada de Brahma, a concha de Varua e o leão, que é o meio de locomoção de Himavat.
Montada no leão, transformou-se em Kali, e cega pelo desejo de destruição atacou Mahishasura e seu exército. A Deusa exterminou demônio após demônio, exército após exército e um rio de sangue corria pelos campos de batalha, até que finalmente, decapitou e bebeu o sangue de Mahishasura estabelecendo novamente a ordem no mundo.
Logo após as batalhas Kali iniciou sua eufórica dança da vitória sobre os corpos dos mortos. Com esta dança todos os mundos tremiam sob o tremendo impacto de seus passos. Em muitas ocasiões, seu consorte Shiva teve de se atirar entre os demônios por ela executados e deixá-la pisoteá-lo. Esse era o único modo de trazê-la de volta à consciência e evitar que o mundo desabasse.
Carl G. Jung nos diz que uma das imagens de descida é aquela do sacrifício de sangue. Ele diz que se o herói sobrevive a esse encontro com o arquétipo da Mãe devoradora, ele ganha energia vital renovada, imortalidade, plenitude psíquica ou alguma outra dádiva.


Kali Ma é uma deusa hindu de dupla personalidade, exibindo traços tanto de amor e delicadeza quanto de vingança e morte terrível. Era conhecida como a Mãe Negra, a Terrível, Deusa da Morte e a Mãe do Carma. Ela é mostrada agachada sobre o corpo inerte de Shiva, devorando seu pênis com sua vagina enquanto come seus intestinos. Essa imagem não deve ser entendida literalmente, ou visualmente, num plano físico. No sentido espiritual, Kali recolhia a semente em sua vagina para ser recriada em seu ventre eterno. Ela também devorava e destruía toda a vida para que fosse refeita.
Como Klika, ou Anciã, ela governa todas as espécies de morte, mas também todas as formas de vida. Ela representa as três divisões do ano hindu, as três fases da Lua, três segmentos do cosmo, três estágios da vida, três tipos de sacerdotisas (Yoginis, Matri e as Dakinis) e seus templos. O s hindus reverenciavam o trevo como emblema da divindade tríplice de Kali. Eles diziam que se não podemos amar a face negra de Kali, não podemos esperar por nossa evolução.
Kali comanda as gunas, ou linhas da Criação, Preservação e Destruição, e incorpora o passado, o presente e o futuro. As gunas são simbolizadas por linhas vermelhas, brancas e pretas. Ela controla o clima ao trançar ou soltar seus cabelos. Sua roda cármica devora o próprio tempo.
Ela proíbe a violência contra a mulher e rege as atividades sexuais, magia negra, vingança, regeneração e reencarnação.
A Lua minguante está associada a Kali. Aqui, há o domínio dos instintos, do indiscriminado. Tudo pode se transformar no seu oposto. É o momento lunar mais negado no psiquismo da mulher e está severamente vigiado para que não venha à tona. É o feminino sombrio, mas que também pode trazer iluminação à consciência. É mais uma passagem, ligada a processos de transformação.A energia de Kali simboliza o poder destruidor/criador que está reprimido em muitas mulheres que nos séculos passados se adaptaram a um modelo socialmente determinado de comportamento dependente, sedutor e guiado pelo sentimento de culpa. Só nos últimos cem anos é que a força da mulher começou a retomar contato com seu poder pessoal.
No panteão das divindades tântricas, Kali é mencionada como a primeira das 10 Grandes Forças Cósmicas porque, de alguma forma, é ela que começa o movimento da "Roda do Tempo Universal".
Kali é equivalente à deusa grega Atena, que por muitos séculos foi honrada como deusa feroz das batalhas. O mito e adoração de Kali, reflete as forças primitivas da natureza. Estas forças estão associadas com os ciclos da mulher e estão representadas no útero feminino, o caldeirão do renascimento.
Kali é a Deusa Escura, cuja escuridão nada tem a ver com o "mal". Muitos povos vêem o mundo com a dicotomia do claro/escuro, bem/mal. Entretanto, para o hinduismo não existem estas oposições. No pensamento hindu não existe o mal, mas há o carma. 
O carma é uma lei física e moral de causa e efeito e, todos os resultados cármicos são resolvidos através de múltiplas reencarnações.
Kali é uma polaridade que é evidenciada no "yin" e no "yang", no homem e na mulher, no racional e no intuitivo, na sabedoria e na ignorância. É ainda a interativa passagem entre o real e o imaginário, o Oriente e o Ocidente, o campo e a cidade, a causa e o efeito. Kali é uma deusa mítica de memória ancestral, devidamente integrada à nossa Era Digital.

fonte: www.forum.intonses.com.br

Kali... Uma vez compreendido seu poder, ela oferece a libertação dos medos, principalmente o da aniquilação e a oportunidade de uma nova visão e aceitação da vida e da morte.

Côr da vela: vermelho, preto, roxo e branco.
Aroma: lótus

RITUAL: Escreva em um papel tudo o que vc deseja banir de sua vida.
Queime o papel em uma vela preta e sopre as cinzas ao vento, pedindo que Kali realize o processo de transformação e limpeza de sua vida

Atributos de Deuses Hindus





DEUSES DA MITOLOGIA HINDU

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A base da mitologia indiana é o hinduísmo e seus milhares de deuses. O hinduísmo não tem um único texto sagrado, como a Bíblia ou o Alcorão. O texto mais antigo sobre deuses e deusas é o Vedas, com 1000 poemas, cada um glorificando uma divindade. Quando deuses e deusas vêm ao mundo físico, usam diversas formas chamadas avatares (seres humanos, animais ou uma combinação dos dois).

Devido a grande quantidade de deuses e deusas veremos os mais importantes:

VISHNU (aquele que tudo penetra) – Que ao lado de Brahma e Shiva, formam a tríade suprema do hinduísmo, sendo Vishnu o principal deus dessa trindade. É responsável pela sustentação, proteção e manutenção do universo. Fonte original de todos os deuses. Quando um grande mal ameaça a Terra, Vishnu vem ao mundo físico, com diversas formas de avatares; existem dez avatares de Vishnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir. É representada flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente (Shesh Nag), ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos, uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado. Está constantemente presente nas conquistas amorosas.
KRISHNA -  Krishna é o oitavo avatar (o mais popular e amado) de Vishnu, com maior número de templos e devotos. É a fonte de tudo e a causa de todas as causas. Incorporou a forma humana para redimir as ações das forças do mal. É sempre visto tocando uma flauta, com a qual encanta todas as criaturas vivas. Alguns de seus nomes são Govinda, Syamasundar ou Gopala (protetor das vacas). Os ensinamentos de Krishna foram perpetuados no livro Bhagavad Gita, considerado por todos os estudiosos como a essência do conhecimento Védico.
AGNI – Mensageiro dos deuses e responsável pela conexão entre eles e os seres humanos. Costuma a ser representado no auge da juventude. Na maioria dos relatos costuma a ser descrito como filho mais velho de Brahma. Agni e o sacrifício de fogo ainda é parte do ritual de qualquer casamento Hindu moderno, onde Agni é tido como o chefe sakshi ou testemunha do casamento e guardião da santidade do casamento.
GANESHA (senhor de todos os seres) - Filho de Shiva e Mahadevi, a deusa mãe, é uma das mais conhecidas e veneradas representações de deus. Representado como um garoto com cabeça de elefante, uma grande barriga e quatro braços. Está sempre presente nas portas dos templos e residências porque é tido como um removedor de obstáculos. Também é considerado fonte do conhecimento, da inteligência, da fortuna, da riqueza, da saúde, do sucesso e da prosperidade.

BRAHMA - Um dos principais deuses da tríade suprema do hinduísmo. Criador do mundo material. Dele, saíram os primeiros seres humanos. Alguns relatos afirmam que surgiu do umbigo de Vishnu. Outros dizem que apareceu de um ovo de ouro chamado Hiranyagarbha. São raros os templos dedicados a Brahma; ele não é muito adorado nos dias de hoje.
SARASWATI - Deusa da música, do conhecimento e da poesia. Ela é conhecida também por outros nomes como Vani, Bharati, Gira, Brahmani, Sharada, e Vidhatri. Possui refulgente beleza e seu corpo é branco como o leite. Na Índia existe um rio sagrado que leva o seu nome, por isso ela é conhecida também como a deusa dos rios.
LAKSHMI - Deusa da fortuna; fonte de toda a fartura, beleza e saúde nesse universo. Esposa de Vishnu é o principal símbolo da potência feminina, e pode ser reconhecida por sua eterna juventude e formosura. É sempre vista sobre uma flor de lótus ou com flores nas mãos e um cântaro que jorra moedas de ouro. Atribui-se a Lakshmi o símbolo da Suástica, que representa vitória, sucesso, riqueza, beleza e fartura.
PARVATI - Entre todas as semideusas associadas a Shiva, Parvati guarda a mais alta eminência. Ela é considerada a reencarnação da energia total do universo. Quando retratada junto com Shiva, aparece com duas armas; quando retratada sozinha, é mostrada com quatro braços.
RAMA - Sétima encarnação de Vishnu. E o príncipe herói do famoso épico hindu, o Ramayana. As proezas de Rama, seu irmão Lakshmana, sua esposa Sita, e o seu fiel amigo Hanuman são muito bem conhecidos em locais por onde o hinduísmo se espalhou. O Ramayana é recontado em revistas em quadrinhos, jogos, filmes, e shows na televisão. Rama é o ideal da justiça.
SHIVA – É um dos três principais deuses do panteão hindu. Shiva é o deus da renovação. Às vezes é visto como Nataraja (deus das artes e das danças, bem como senhor das artes marciais e o protetor dos animais). É o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos muito facilmente. Às vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga. Ele é representado com três olhos, dois para o Sol e a Lua e o terceiro simbolizando a sabedoria; permanece sempre fechado, pois ao abri-lo, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação.