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sábado, 16 de abril de 2016

Bruxas e suas esquisitices









Se existe uma pessoa no mundo para gostar de esquisitices SÃO AS BRUXAS E MAGOS. Por isso, nunca vá à casa de uma bruxa e de um mago, achando que irá encontrar uma casa "normal". Pois a mais normal entre nós, ainda esconde "um esqueleto no armário".





Nunca vá à casa de uma bruxa(o) e fique curioso à respeito de enfeites, oferendas... fazendo perguntas das quais ela não poderá te responder, porque guardamos segredos, afinal fazemos magias e há coisas que realmente não podemos revelar. Não mexa em seus instrumentos mágicos sem a sua permissão (as bruxas(os) detestam que metam a MÃOZONA em suas coisas). Os instrumentos possuem nosso poder, então se uma outra pessoa toca, precisamos imediatamente fazer sua purificação e consagração. Não abram livros de capa preta (BOS), porque acharam estranhos e querem saber do que se trata, PERGUNTE, se ela achar que deve falar algo a respeito, falará. Bruxas(os) AMAM ervas infinitas, velas das mais variadas cores, inclusive pretas e vermelhas, que causam o maior reboliço na cabeça de diversos seres. rsrsrs... Crânios, vassouras decoradas (que não tocam o chão) cristais que também não podem ser tocados, caldeirões dos mais variados tamanhos... E é muito provável que você encontre na casa de um (a) bruxo (a ) vários altares espalhados para Deuses diferentes, oferendas que podem ir além da sua compreensão. Por isso, se você não é uma bruxa ou um mago, antes que venha até a nossa casa, despes de teus preconceitos e julgamentos e vem, mas vem de coração aberto.

domingo, 31 de maio de 2015

Fada Morgana


Altar  para Morgana



Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte.
Há versões conflitantes sobre quem o que foi Morgana. O historiador e cronista do século XII, Geoffroi de Monmouth, escreveu que "sua beleza era muito maior do que a de suas nove irmãs. Seu nome é Morgana e ela aprendeu a usar todas as plantas para curar as doenças do corpo. Ela também conhece a arte de mudar de forma, de voar pelo ar...ela ensinou astrologia às irmãs."

Relatos antigos contam-nos que ela era uma Velha Deusa da Sabedoria, a Senhora e Rainha de Avalon, a Alta Sacerdotisa da Antiga Religião Celta. Aprendeu magia e astronomia com Merlim. Alguns achavam que ela era uma "fada arrogante", pois era símbolo de rebeldia feminina contra a autoridade masculina. Quando zangada, era difícil agradar Morgana; outras vezes, podia ser doce, gentil a afável. Também era descrita como "a mulher mais quente e sensual de toda a Grã-Bretanha."






Morgana era um enigma aos seus adversários políticos e religiosos. Os escrivões cristãos transformaram-na em demônio, talvez devido ao seu papel como sacerdotisa de uma Antiga Religião, que eles estavam tentando desacreditar nas suas investidas para cristianizar a estrutura de poder da Grã-Bretanha. Ela, entretanto, defendeu valentemente a fé das Fadas e as práticas dos druidas, achando entre os camponeses simples seus mais fiéis seguidores. 

É Morgana, que depois da batalha final, ampara o irmão ferido de morte e o cuida com o zelo de uma mãe e consoladora espiritual.

O cristianismo menospreza o poder e o conhecimento de Morgana, do mesmo modo com que impediu a mulher à ascender ao sacerdócio, anulando completamente o seu poder pessoal.

Tudo está ligado ao Matriarcado como o paganismo, a magia, a sensualidade, os instintos e a valorização do corpo são considerados pecado, e Morgana, então, se converte em uma bruxa que conspira contra Artur. Basta lembra que as mulheres nessa época, como é relatado na história, passaram a ser consideradas bruxas e símbolos do pecado. Varias morreram queimadas devido a essa mudança. Mas Morgana não é somente uma bruxa ou feiticeira, ela simboliza a dor do feminino desprezado. É tocante na obra As Brumas de Avalon, quando Morgana descobre que o culto a Grande Mãe não morreu, mas está apenas disfarçado e dormente, enquanto ela observa um grupo de freiras em adoração a Maria.
O que Morgana clama é novamente o reconhecimento das forças do feminino. Arthur como Herói tentou unir as duas forças, mas sucumbiu, uma vez que a humanidade não estava pronta para esse aspecto de Alteridade, onde masculino e feminino convivem em harmonia e respeito. Era necessário passar pelo pólo oposto. E esse é hoje nosso maior desafio, resgatar essa sabedoria instintiva, do corpo, da terra e deixá-lo em consonância com o masculino, pois um depende do outro. É importante lembrar que quando está para morrer Arthur é levado por Morgana para Avalon e morre em seus braços. E é assim com todos nós, no final seremos novamente recebidos pelos braços da Grande Mãe e retornaremos para seu ventre.